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Pearl Jam lança em vinil show de 2016 em que tocou o “Ten” inteiro

RESUMO: O Pearl Jam lança em vinil o registro de 2016 em que tocou Ten inteiro, em uma apresentação que agora ganha edição oficial 35 anos após o álbum.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Trinta e cinco anos depois do debute Ten (1991) colocar o Pearl Jam no mapa do rock dos anos 1990, uma das apresentações mais curiosas da banda finalmente ganha edição em vinil. Ten live chega às lojas em 27 de novembro, reunindo a execução completa do disco registrada em 29 de abril de 2016, no Wells Fargo Center, na Filadélfia.
A história por trás da gravação é boa. Naquela noite, o Pearl Jam fazia seu décimo show com ingressos esgotados na região de South Philadelphia. Para marcar a ocasião, o ginásio preparou uma faixa com a inscrição “Pearl Jam 10 South Philadelphia Sellouts”, que seria pendurada no alto da arena. Eddie Vedder viu o número e resolveu que havia chegado a hora de fazer algo diferente.
O que veio depois foi o Ten tocado inteiro, faixa por faixa. Não era algo que a banda fizesse regularmente: aquela foi apenas a segunda vez em sua história que o álbum de estreia apareceu completo no repertório e a primeira diante do público americano.
Lançado em 1991, Ten foi o disco que apresentou o Pearl Jam em escala mundial, com músicas como Alive, Even flow, Jeremy, Black e Once. A apresentação de 2016 aconteceu, portanto, 25 anos depois de sua chegada às lojas e em uma época em que a banda já tinha uma longa história para além daquele primeiro álbum.
Ten live será lançado em um LP de três lados. O áudio passou por uma nova mixagem de Josh Evans, enquanto Levi Seitz ficou responsável pela masterização e pelo corte dos lacres para o vinil.
Haverá duas versões: o vinil preto, chamado Turned My world to black, e uma edição transparente limitada, exclusiva para integrantes do Ten Club, clube oficial de fãs do Pearl Jam.
A mesma apresentação também vai poder ser conferida em vídeo (na real, tem bootlegs há anos no YouTube e e outros lugares). O registro profissional, batizado de The ten show, tem mais de três horas e reúne 32 músicas – ou seja, vai bem além da execução integral de Ten
Abaixo você confere a lista de faixas.
A1. Introdução
A2. Once
A3. Even flow
A4. Alive
A5. Why go
B1. Black
B2. Jeremy
B3. Oceans
B4. Porch
C1. Garden
C2. Deep
C3. Release
C4. Master/Slave
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Grimes mistura IA, religião e distopia em “Accelerando”, primeira faixa de “Psy opera”

RESUMO: Grimes apresenta Accelerando, primeiro single de Psy opera, álbum sobre inteligência artificial, guerras, religião e relacionamentos. O clipe traz androides, fogueiras e imagens distópicas.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Inteligência artificial, guerras, religião, ex-namorados problemáticos e até a turma do looksmaxxing — aquela obsessão da internet por melhorar a aparência física. Grimes resolveu colocar tudo isso no mesmo disco. A cantora canadense acaba de lançar Accelerando, primeira amostra de Psy opera, álbum que ainda não tem data de lançamento, mas já promete uma boa dose de esquisitice.
O novo single vem acompanhado de um clipe que parece reunir várias ideias de filmes distópicos numa tacada só. Grimes aparece enrolada em correntes, é queimada numa fogueira e ainda empunha uma arma no meio de uma batalha entre androides. A letra não fica atrás: tem referências a lobotomia americana, Van Gogh e um convite para que alguém a devore. O título da música, aliás, pode ser uma referência a Accelerando, romance de ficção científica publicado por Charles Stross em 2005.
Grimes havia anunciado Psy opera em abril, numa entrevista à revista Interview, revelando inclusive os títulos de duas músicas: The light ages e Eve is online. Agora, o material de divulgação explica um pouco melhor a ideia do álbum. Segundo o texto, o disco vai abordar tudo o que a cantora testemunhou como uma “mulher da história” durante seu afastamento da música pop. E isso inclui desde os debates sobre inteligência artificial até guerras consideradas imorais e relacionamentos que não deram certo.
A relação de Grimes com a inteligência artificial, por sinal, já vem de alguns anos. Em 2023, ela chegou a oferecer metade dos royalties a quem conseguisse criar uma música de sucesso usando uma versão de sua voz gerada por IA. No ano seguinte, participou da série A brief history of the future, da PBS, defendendo que a tecnologia poderia ajudar a revelar novos talentos musicais. Para ela, quando todo mundo tiver acesso a ferramentas capazes de produzir material com qualidade profissional, a diferença estará na criatividade de cada artista.
A cantora também abriu um canal no Instagram chamado Eve is online e divulgou um trailer de Psy opera que transforma o Evangelho de João numa história futurista sobre máquinas e divindades. “No princípio era a palavra, e a palavra era deus. E o homem fez deus à sua imagem, e Deus abraçou a natureza do homem”, diz a narração. Em seguida, descreve um Éden construído em metal, iluminado por luz artificial capaz de rivalizar com o sol.
Psy opera será o primeiro álbum de Grimes desde Miss Anthropocene, de 2020, e também o primeiro lançamento por seu próprio selo, Nazgul Recording LLC, criado depois de sua saída da Columbia Records. Pelo que ela mostrou até agora, a volta ao pop não será exatamente discreta.
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Instagram não para de recomendar “Higher”, do Creed – e nem sabe por quê

RESUMO: Higher, hit do Creed lançado em 1999, virou sugestão recorrente de música nos Stories do Instagram. A plataforma admite que há um problema no algoritmo e tenta descobrir como resolvê-lo.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução
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Aparentemente, o Creed está aparecendo onde ninguém chamou. Quem costuma colocar música nos stories do Instagram pode ter esbarrado em Higher, hit lançado pela banda em 1999, entre as primeiras sugestões da plataforma. Até aí, tudo bem. O problema é que a faixa aparece o tempo todo, mesmo quando não tem absolutamente nada a ver com o que está sendo publicado.
A insistência começou a chamar a atenção dos usuários, que passaram a desconfiar de alguma campanha promocional do Creed. Afinal, seria uma maneira e tanto de fazer uma música de quase 30 anos voltar à cabeça das pessoas. Só que, pelo visto, nem o Instagram entende direito o que está acontecendo.
A história foi parar na CNN americana, que procurou a plataforma para saber de onde vinha tanto amor pelo Creed. A resposta foi curiosa: depois de investigar o caso, o Instagram descobriu que Higher estava sendo sugerida a muito mais gente do que deveria. A empresa informou que seus engenheiros estão tentando resolver o problema, mas não explicou o que fez a música ganhar tamanha preferência do algoritmo.
Lançada como primeiro single de Human clay (1999), segundo álbum do Creed, Higher foi o primeiro sucesso do grupo a entrar no Top 10 americano. A faixa voltou a circular com força nas redes sociais nos últimos anos, acompanhando uma onda de nostalgia pelo rock da virada dos anos 1990 para os 2000 e o retorno da banda aos shows, em 2024.
Agora, quase três décadas depois, o Creed conseguiu uma coisa que muita banda adoraria: entrar na trilha sonora da vida de milhares de pessoas sem que ninguém tivesse pedido. Nem mesmo o Instagram.
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Samuel Amaro transforma implicância amorosa em clipe inspirado no city pop

RESUMO: Em Eu ia, Samuel Amaro mistura referências ao city pop e imagens de câmeras antigas para contar uma história de amor reprimido, em que provocar o outro é mais fácil do que admitir os sentimentos.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Lírica Aragão e Pietro Saura / Divulgação
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Implicância também pode ser declaração de amor – pelo menos em Eu ia, música do paranaense Samuel Amaro que acaba de ganhar clipe. A faixa faz parte do álbum de estreia Músicas surpreendentemente comuns, melancólicas e feitas para dormir, e seu vídeo mistura referências de city pop dos anos 1980 com uma história sobre gente que prefere provocar a admitir o que sente.
Filmado em Maringá (PR), o clipe acompanha três tentativas do protagonista de se aproximar de seu par romântico. Em todas, o medo de se expor acaba atrapalhando as coisas. A produção é da Bolinha de Gude Produções, com direção e edição de Lírica Aragão e Pietro Saura, e aposta numa imagem inspirada em handycams e câmeras analógicas.
“A ideia do clipe nasceu para traduzir em imagens essa minha obsessão pelo city pop e essa ponte entre o retrô e o contemporâneo. A história retrata esse amor reprimido, daquela pessoa que se irrita e se opõe a tudo que o outro faz só para esconder o que sente, como a Helga faz com o Arnold no desenho dos anos 90. É sobre se proteger atrás da implicância em cena para não ter que lidar com a própria vulnerabilidade”, explica Samuel.
Eu ia foi gravada no home studio do próprio músico, em Maringá. O esquema caseiro acabou chegando também às filmagens: numa das cenas, a equipe precisou segurar manualmente uma cortina que aparece no cenário porque não havia suporte para prender o varão.
Em atividade desde 2018, Samuel lançou anteriormente os EPs Morno (2020) e Sintoma (2022). O músico também produz sob o nome Qumma, projeto voltado ao lo-fi. Eu ia traz João Manoel, da banda Jovens Ateus, na guitarra, Luiz Júnior no baixo e mixagem e masterização de Maurício Mendes.
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