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Tenório pesa a mão e mistura jazz e grunge no novo single “Brecha”

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Tenório (Foto: Elisa Moos / Divulgação)

RESUMO: Tenório lança Brecha, single instrumental que une jazz, grunge e math rock em sua composição mais pesada até agora. A faixa antecipa o álbum de estreia e a estreia da banda nos palcos.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Elisa Moos / Divulgação

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“A ideia de Brecha surgiu como uma metáfora. As brechas podem ser portais. São fissuras da nossa propria vida, por onde algo escapa, entra ou respira. É por onde o acaso se expressa. E grandes transformações podem nascer de oportunidades pouco evidentes, de pequenos deslocamentos capazes de mudar completamente um caminho”, conta o músico Filipe Consolini sobre Brecha, o novo single da banda instrumental Tenório.

Brecha é a composição mais pesada da banda já lançada até o momento – eles já têm as músicas Pega, mata e come e Água de rio não sabe que a montanha é quente. Formado por Filipe (piano), Henrique Meyer (guitarra), Victor José (baixo) e Felipe Marques (bateria), o Tenório costuma fazer misturas selvagens usando o jazz instrumental (“indo do de Quarteto Novo a Tigran Hamasyan, de Amaro Freitas à Radiohead, de Badbadnotgood à Metá Metá”, ele conta). Rola um cruzamento jazz + grunge em Brecha, mas ao mesmo tempo a vibe geral da faixa tem bastante a ver com a onda math rock, e seus ritmos desfragmentados.

O Tenório vem com mais novidades: em setembro a banda tira o projeto do estúdio e estreia nos palcos. E tem um álbum de estreia vindo aí, para breve.

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Gui Hope transforma “Trava” em funk mineiro de desejo e afirmação

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Gui Hope - Foto: Stephany Cartsounis e Gustavo Vittoraci / Divulgação

RESUMO: Em Trava, segundo single solo, Gui Hope mistura funk de Belo Horizonte, EDM e dubstep para falar de desejo, autoconfiança e ocupação de espaços na pista de dança.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Stephany Cartsounis e Gustavo Vittoraci / Divulgação

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E quando uma pessoa que foi ensinada a ocupar as margens decide reivindicar para si o centro da cena? Gui Hope chega ao segundo single, Trava, faixa que mistura funk de Belo Horizonte, EDM e elementos do dubstep para responder a essa pergunta, falando de desejo, autoconfiança e ocupação de espaços. A música já ganhou até clipe.

A palavra que dá título à faixa funciona em dois sentidos: pode ser aquilo que paralisa alguém, mas também uma identidade que Gui assume com orgulho. A música parte justamente dessa ambiguidade para transformar a ideia de “travar” em uma demonstração de presença e poder.

“É uma forma de dizer que somos desejades, que temos presença e que, por onde passamos, transformamos o ambiente, deixando as pessoas de queixo caído”, conta. A letra brinca com a ideia de se colocar no centro da cena, mas a questão vai além da provocação. Gui relaciona essa postura à experiência de pessoas trans, historicamente empurradas para as margens e que, em Trava, aparecem como figuras de desejo e admiração.

Musicalmente, a faixa trabalha com graves marcados, pausas, repetições e construções de tensão que desembocam nos drops. A referência ao funk mineiro encontra a linguagem da música eletrônica que fez parte da formação musical de Gui pela internet, especialmente a EDM e o dubstep dos anos 2010.

Trava dá continuidade ao caminho apresentado no single Eu sei, lançado em julho. Naquela faixa, Gui trabalhava a ideia de deixar de colocar a opinião alheia no centro das próprias escolhas. Agora, essa autoconfiança ganha uma dimensão mais física e coletiva, pensada para a pista.

O videoclipe acompanha essa proposta e amplia a ideia de transformação presente na música. A faixa também reforça a pesquisa de Gui por diferentes linguagens da música brasileira e eletrônica, mantendo o funk como um dos principais pontos de partida do projeto. Hope, o primeiro álbum de Gui, sai em breve.

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Brunê transforma paixão secreta em bedroom pop no single “Eu tenho medo”

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Brunê - Foto: Julia Lemes / Divulgação

RESUMO: Em Eu tenho medo, Brunê transforma o medo de revelar uma paixão pelo melhor amigo em folk e bedroom pop — e cria um cartão virtual para quem vive esse dilema.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Julia Lemes / Divulgação

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Cantora e compositora radicada em Goiás, Brunê não apenas lançou o single Eu tenho medo – que fala sobre uma pessoa que se apaixona pelo melhor amigo, mas prefere não revelar o sentimento para não estragar a amizade – como também decidiu ajudar quem vive o mesmo problema. No site dela, eusoubrune.com, você pode mandar um cartão postal virtual para a pessoa que você ama em segredo.

O cartão é interativo, pode ser compartilhado nas redes e baixado. Antes do lançamento, Brunê publicou um trecho da canção nas redes sociais. A prévia recebeu compartilhamentos e comentários de pessoas que se identificaram com a história.

“A resposta mostrou que esse medo não era só meu. Muita gente já viveu essa dúvida entre falar o que sente e colocar uma amizade em risco”, diz Brunê, cuja música une camadas de vozes e synths ao lado do violão, compondo um ambiente sonoro que transita entre folk e bedroom pop. A produção da faixa é de Arthur Ornelas, e os arranjos são de Ornelas, Brunê e Douglas Sá.

“É uma música sobre carregar um sentimento grande demais para continuar escondido, mas assustador demais para ser dito. Existe o medo de abrir o jogo e perder alguém que já ocupa um lugar importante na sua vida”, afirma Brunê, que é artista independente desde os 17 anos.

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“Drowning”: National Playboys transforma saúde mental em art punk melancólico

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"Drowning": National Playboys transforma saúde mental em art punk melancólico

RESUMO: O escocês National Playboys aborda a deterioração da saúde mental dentro dos relacionamentos em Drowning, single de art punk com guitarras melancólicas e violoncelo.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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Kyle McFarlane (vocais), Anna Trost (guitarra, sintetizador e vocais), Ewen Kerr (guitarra), Dave Reed (baixo) e Megan Pollock (bateria) são os National Playboys, uma banda de art punk da Escócia, que acaba de lançar seu sétimo single, Drowning, falando sobre um problema silencioso: as realidades da saúde mental dentro dos relacionamentos.

“Esta música é uma história pessoal sobre a deterioração da saúde mental de um ente querido e a sensação de impotência em ajudá-lo a melhorar”, diz a banda. “Ver alguém definhar sob o peso de sua condição que piora e sentir-se impotente para impedir que piore. Isso foi a inspiração por trás desta faixa”.

Um tema duro e triste, que a banda leva adiante com guitarras distantes e com a presença de um violoncelo, tocado pelo convidado Graham Coe. Sonoramente, o grupo mistura vocais inspirados na new wave dos anos 80 com guitarras melancólicas, poesia surrealista e performances teatrais. “Nossas influências incluem artistas como Fat White Family, The Doors, Fontaines D.C., Idles e Joy Division”, avisa o quinteto.

O National Playboys explora essas referências e sonoridades no EP Violence dressed in fur, que tem sete faixas e sai em breve. Por enquanto, a imversiva Drowning tá aí.

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