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Lembra do The Sundays? Os três discos deles vão ser relançados

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The Sundays (Foto: Divulgação)

Não é por nada não, mas agora sim a geração que passou a curtir há pouco estilos como shoegaze e dream pop vai ver o que é bom pra tosse. Possível referência de vários nomes atuais ligados em climas sonhadores (embora não esteja sendo tanto citada), a banda britânica The Sundays vai ter seus três álbuns, lançados entre 1990 e 1997, reeditados em vinil e CD em agosto.

Se você conhece The Sundays superficialmente, é provável que você se lembre do principal hit deles, Here’s where the story ends, um rock tranquilo, com ecos de Smiths, que tocava em rádios-rock no começo dos anos 1990 – e o clipe passou bastante na MTV Brasil. Se tem um grau mais avançado de conhecimento, talvez tenha ouvido bastante Reading, writing and arithmetic, primeiro álbum do grupo, lançado em 15 de janeiro de 1990 pela Rough Trade – foi um disco tão comentado, que o selo DGC, da Geffen Records, não hesitou em pegá-lo para lançar nos Estados Unidos. Saiu também no Brasil.

O álbum foi produzido pela banda ao lado de Ray Shulman, um músico de rock progressivo, fundador do monolito prog Gentle Giant (era um dos três irmãos que formaram o grupo, aliás), e que havia virado produtor de rock indie no fim dos anos 1980. E é possível que você tenha ficado encantado / encantada pela voz doce de Harriet Wheeler, a cantora do grupo – que em Here’s…, cantava sobre um relacionamento bundalelê que nunca havia tido bases muito sólidas, e que tinha sido criado a partir de uma idealização da pessoa “amada” (se você prestou atenção à letra, lembra do verso “e eu nunca deveria ter dito / que os livros que você lia / eram tudo pelo que eu te amava”).

Apesar da lesação amorosa do maior hit do grupo, The Sundays era uma banda comandada por um casal: Harriet e o guitarrista David Gavurin eram os autores de todo o repertório do grupo. Depois de Reading… (cujo nome era um trocadalho do carilho com a cidade britânica de Reading, QG do grupo), os Sundays lançaram ainda Blind (1992, já pelo novo contrato do grupo com a Parlophone) e Static & silence (1997). Após o disco, encerraram atividades porque o casal queria se dedicar apenas à vida familiar e criar os filhos. Pelo menos é o que dizem por aí: nem Harriet nem David deram entrevistas na época explicando que a banda estava terminando, e qual foi o motivo da separação.

A jornalista portorriquenha Melissa Alvarado escreveu em 2025 um texto no Medium em que compartilha suas recordações como fã da banda, e relembra o último show dos Sundays. “Numa noite de inverno de dezembro de 1997, os The Sundays subiram ao palco da Union Chapel em Islington e, sem dizer uma palavra, deram seu último suspiro como banda. Novecentas pessoas estavam sentadas nos bancos, nenhuma delas ciente de que estavam presenciando um ato de despedida”, escreveu.

Ela continuou: “Eu não sabia que a banda que eu mais amava, aquela que me ensinou a sentir admiração, a viver dentro de noções em vez de certezas, me deixaria naquele ano, me abandonando à mercê de The Cranberries, Cocteau Twins e Mazzy Star”. Deve ter sido assim para todos os fãs, uma barra pesada.

A curiosidade é que em 2014 a American Way, uma revista de bordo da American Airlines, decidiu procurar o casal Harriet e David para um papo, e surpreendentemente, os dois não só toparam conversar, como disseram que tinham feito novas músicas. “Primeiro vamos ver se a música que estamos compondo atualmente verá a luz do dia, e então podemos passar para a divertida fase de viagens pelo mundo e planejamento de shows”, afirmaram / despistaram. Muito bacana, só que de lá pra cá não saiu nada.

Enfim, Reading, writing and arithmetic, Blind e Static and silence serão lançados em 14 de agosto de 2026 pela Parlophone – e estarão disponíveis em vinil preto (edições de 140g em capas simples) e CD (digisleeve), sem faixas bônus. Só convém não ficar sem dormir esperando por um retorno.

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Courtney Love avisa que novo disco solo está pronto, e lembra que “quase morreu”

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Courtney Love (Foto: Reprodução Instagram)

RESUMO: Courtney Love está prestes a lançar seu primeiro disco solo em mais de 20 anos. A cantora diz que o álbum está praticamente pronto, e recorda que “quase morreu” após vários problemas de saúde (não revelou o que teve).

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução Instagram

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Courtney Love deu sinais de que seu próximo disco solo finalmente está pronto – e aproveitou uma atualização no Instagram para falar também sobre o período em que sua saúde chegou a ficar bastante comprometida.

A vocalista do Hole apareceu em vídeo na noite de sexta-feira e confirmou que o álbum, há anos aguardado, está praticamente concluído. “Muitos de vocês perguntaram se meu disco estava pronto. Está pronto. Está praticamente finalizado. É um disco muito bom. Eu me dediquei muito a ele”.

Na legenda do vídeo, Love explicou que encarou o trabalho como se pudesse ser seu último álbum e que passou boa parte do processo entre hospitais e sessões de composição e gravação: “Queria dar notícias sobre meu álbum. Quando o fiz, acreditei que seria meu último, então fiz o álbum que sempre quis fazer. Passei a maior parte do tempo no hospital, mas quando não estava, só fazia compor e gravar. Quero fazer turnês mais do que qualquer coisa. E quero cantar. É isso que mantém minha alma e meu corpo felizes”, contou, agradecendo a músicos que participaram do projeto, entre eles Butch Walker, Will Sergeant, Billie Joe Armstrong e Melissa Auf der Maur.

  • E Morrissey e Marr, que voltaram a trabalhar num lançamento dos Smiths? (mas calma!!!)

Courtney então voltou a 2019, quando foi para a Inglaterra e começou a enfrentar sérios problemas de saúde. “Fui para a Inglaterra em 2019 e, quando cheguei lá, meu corpo simplesmente entrou em colapso. Simplesmente explodiu, e eu passei muito tempo em hospitais. Quase morri. Perdi todo o meu cabelo. Eu pesava cerca de 45 quilos, e me disseram que eu ia morrer, mas eu não acreditei neles”.

Em 2021, a cantora já tinha contado que foi hospitalizada em agosto de 2020 com anemia e que chegou a pesar cerca de 44 quilos. No vídeo mais recente, porém, ela não especificou qual foi o problema de saúde que enfrentou naquele período.

A parte mais estranha – e talvez mais reveladora sobre o que parece atravessar o disco – vem quando Love recupera uma lembrança da infância. “Quando eu era criança – acho que este álbum é sobre isso – eu costumava interromper os adultos, e eles me diziam ‘vermelho’. Eles diziam ‘vermelho era azul’, e aí eu via azul, mas azul era azul. Então, agora que eu me iludo pensando que talvez, talvez eles estivessem certos e vermelho fosse azul, e aí eu vejo roxo, minha cabeça explode. Tipo, lida com essa merda, né? Acho que alguns de vocês se identificam com isso. E, de qualquer forma, eu nunca perdi a capacidade de ver que ‘vermelho era vermelho’, apesar de eles me dizerem que ‘vermelho era azul'”.

Ela relacionou essa lembrança diretamente ao momento em que os médicos disseram que poderia morrer: “Então, quando me disseram: ‘Você vai morrer’, eu simplesmente não acreditei. E de alguma forma eu melhorei. Estou saudável, o que é incrível”. Love também aproveitou para fazer uma avaliação pouco generosa de Nobody’s daughter, último álbum do Hole, lançado em 2010. “Foi um fracasso”, disse. “Estávamos tocando num lugar chamado Pizza Hut Park enquanto o Limp Bizkit era a atração principal junto com o Thirty Seconds to Mars. Isso é humilhante”.

Agora, a cantora tenta descobrir como colocar o novo álbum no mundo. O disco será seu primeiro trabalho solo desde America’s sweetheart, de 2004 – e sai mais de duas décadas depois, quando sua carreira parece influenciar várias bandas novas.

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Foo Fighters: saiba tudo sobre os shows no Brasil em 2027

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Foo Fighters (Foto: Elizabeth Miranda / Divulgação)

RESUMO: Um guia sobre os shows dos Foo Fighters no Brasil em 2027, com datas, locais, preços dos ingressos e as apostas para o repertório das apresentações.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Elizabeth Miranda / Divulgação

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Quem tá vindo aí são os Foo Fighters. A banda, que se apresenta no Rock In Rio 2026 como headliner do dia 4 de setembro, vai voltar ao Brasil ano que vem para dois shows pela Take Cover Tour 2027. A banda liderada por Dave Grohl se apresenta em Belo Horizonte, na Arena MRV, no dia 18 de fevereiro, e em São Paulo, no MorumBIS, no dia 20 de fevereiro.

Os shows terão como convidadas especiais a cantora Karen Dió e a banda paulistana Deb and The Mentals – que lançou nesta quinta (13) o EP Stuck. Os ingressos custam entre R$ 280 e R$ 1.180, em Belo Horizonte, e de R$ 295 a R$ 1.250, em São Paulo, considerando os valores de meia-entrada e inteira. A venda de ingressos será realizada pela Ticketmaster, com pré-venda para clientes Santander nos dias 18 e 19 de agosto. O público geral poderá comprar a partir de 20 de agosto.

E AÍ, COMO COMPRAR INGRESSOS? Bom, a comercialização dos ingtessos será dividida em três etapas. Nas duas pré-vendas, os ingressos estarão disponíveis a partir das 10h no site da Ticketmaster e das 11h nas bilheterias físicas, sem cobrança de taxa de serviço. Dividindo em partes, é assim:

Terça-feira, 18 de agosto, às 10h: pré-venda para clientes Santander Select e Private Banking com cartões elegíveis.
Quarta-feira, 19 de agosto, às 10h: pré-venda para os demais clientes Santander.
Quinta-feira, 20 de agosto, às 10h: abertura da venda online para o público geral.
Quinta-feira, 20 de agosto, às 11h: abertura da venda nas bilheterias físicas.

CARTÕES. A pré-venda de 18 de agosto será destinada aos portadores dos cartões Santander Unique Infinite, Santander Unlimited Infinite, Decolar Santander Infinite, GOL Smiles Santander Infinite, American Express Gold Card Santander, American Express Platinum Card Santander, American Express Centurion Card Santander, Santander Unique Black, Santander Unlimited Black e Santander/AAdvantage Black.

Na pré-venda de 19 de agosto, os demais cartões Santander serão aceitos, com exceção dos cartões de viagens e empresariais.

QUANTO CUSTAM OS INGRESSOS EM BELO HORIZONTE?
Cadeira Superior: R$ 560 (inteira) / R$ 280 (meia-entrada)
Pista: R$ 660 (inteira) / R$ 330 (meia-entrada)
Cadeira Inferior Leste: R$ 890 (inteira) / R$ 445 (meia-entrada)
Cadeira Inferior Oeste: R$ 890 (inteira) / R$ 445 (meia-entrada)
Cadeira Inferior Sul: R$ 890 (inteira) / R$ 445 (meia-entrada)
Pista Premium: R$ 1.180 (inteira) / R$ 590 (meia-entrada)

E QUANTO CUSTAM OS INGRESSOS EM SÃO PAULO?
Arquibancada: R$ 590 (inteira) / R$ 295 (meia-entrada)
Pista: R$ 660 (inteira) / R$ 330 (meia-entrada)
Cadeira Superior: R$ 970 (inteira) / R$ 485 (meia-entrada)
Cadeira Inferior: R$ 990 (inteira) / R$ 495 (meia-entrada)
Pista Premium: R$ 1.250 (inteira) / R$ 620 (meia-entrada)

DISCO. Os Foo Fighters estão na turnê de lançamento do álbum Your favorite toy, lançado em abril, e que tem sido elogiado pela crítica – o som do grupo tem ficado um tanto mais parecido com o dos primeiros álbuns. Nós resenhamos o disco e dissemos que “Your favorite toy acerta ao revisitar origens, traz letras mais pessoais e bons momentos, sem revolucionar”.

O QUE VAI ROLAR NO SHOW. Muita coisa pode mudar até lá, mas é curioso que a banda esteja – segundo o site setlist.com – tocando apenas uma ou duas músicas do disco mais recente, às vezes nenhuma. O mesmo site indica que as mais tocadas de Your favorite toy foram Caught in the echo e a faixa-título, com 15 execuções cada uma. Of all people vem em seguida, com onze.

Os álbuns The colour and the shape (1997, o segundo e melhor disco do grupo) e There is nothing left to lose (o terceiro, de 1999) são os que mais surgem nos setlists de 2026, indicando que se trata de um show “de festival”, com hits – e muitas lembranças do passado.

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Hajem Kunk, “primo” do Papangu, mistura hard rock, jazz e psicodelia em “Leite de pedra”

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Hajem Kunk (Foto: Divulgação)

RESUMO: A paraibana Hajem Kunk mistura hard rock, metal, jazz, blues e psicodelia em Leite de pedra, último single antes do álbum de estreia. Gravado ao vivo, o som do quarteto combina peso, jazz fusion, mudanças de andamento e improvisação.

Texto: Ricardo Schott – Foto:

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Hard rock, metal, jazz, blues, psicodelia e uma boa dose de improviso. A Hajem Kunk mistura tudo isso sem muita preocupação em caber num rótulo. O quarteto paraibano chama o próprio som de “rock troncho”, expressão popularizada pela Papangu — banda com a qual divide dois integrantes, e que acaba de lançar um álbum. E o Hajem também está com lançamento novo: é Leite de pedra, último single antes da chegada de seu álbum de estreia.

A faixa resume bem a proposta do grupo. Guitarras pesadas convivem com passagens de jazz fusion, mudanças de andamento e momentos em que a improvisação assume o controle. É um instrumental que vai mudando de forma ao longo do percurso, sem perder o peso.

Antes dela, a banda já havia apresentado os singles Pipe e Mar morto, cada um destacando uma faceta diferente do disco. Todo o álbum foi gravado ao vivo no estúdio Mutuca, em João Pessoa, mantendo a interação entre os músicos como parte central da sonoridade.

A Hajem Kunk reúne Pedro Francisco e George Alexandria, também integrantes da Papangu, ao lado de Rafael Jordão e Lucas Farias. O grupo nasce da movimentada cena instrumental paraibana, mas vai além do prog ou do stoner: prefere embaralhar referências de hard rock, metal, blues, jazz e psicodelia para criar um som que muda de direção o tempo todo. O álbum de estreia chega ainda em 2026.

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