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Cultura Pop

Lendas urbanas históricas 2: Teletubbies

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Lendas urbanas históricas 2: Os interdimensionais Teletubbies

Mais um capítulo da nossa série sobre lendas urbanas, começando lá pelos anos 1980 e prosseguindo com as lendas que fazem a turma mais nova morrer de medo (essas lendas existem?). Já falamos do boneco Fofão e agora vem aí mais um campeão de audiência…

A LENDA DOS SATÂNICOS E INTERDIMENSIONAIS TELETUBBIES (1997- até hoje)

Qual criança pequena no final dos anos 90 não ficou hipnotizada pelos simpáticos Teletubbies? Enfim, aqueles bichinhos barrigudinhos e coloridos, que eram personagens de um programa no canal britânico BBC, a então CBBC (atualmente Cbeebies). A atração estreou em março de 1997 e, em seguida, foi exportada para centenas de países, incluindo o Brasil.

O programa era um fenômeno mundial de marketing, com produtos licenciados por todo lado. Bolas, mochilas escolares, bonecos, jogos, pelúcias, roupas etc.. E foram o hit do público infantil no final dos anos 1990. Na época eu ainda não tinha filhos. Por causa disso, só achei engraçadinho um programa que tinha quatro pessoas fantasiadas de “ratinhos gordinhos coloridos com antenas”. E que atuavam em um set de filmagens externo (um jardim), com chroma key.

ATRAÇÃO DA MANHÃ

Mas não era um chroma key comum: havia um “sol” que nascia com sobreposição de um rostinho de criança sorridente, uma vez que o programa era matinal. Com linguagem tatibitate, os Teletubbies ensinavam as crianças na faixa dos 0-3 anos a balbuciar suas primeiras palavras, costumes de outros países, hábitos de animais etc.

Resumidamente, no programa idealizado por Andrew Davenport (da produtora Ragdoll) figuravam os seguintes seres fofinhos. Tinky Winky, o líder e mais velho, vivido pelos atores Dave Thompson e Simon Shelton com a fantasia roxa. Dipsy, personagem do ator John Summit, o Teletubbie verdinho. Laa-Laa, personagem da atriz Nikky Smedley, a Teletubbie amarelinha. Po, personagem da atriz de origem chinesa Pui Fan Lee, era a Teletubbie vermehinha e mais baixinha, considerada a caçula.

SATÃ PRA CRIANÇAS?

Tudo muito fofinho e colorido, com linguagem e visual que cativaram os bebês e crianças pequenas de forma hipnótica. Mas o programa levava muitos a crerem que havia alguma coisa de muito errada – e demoníaca – naquilo tudo. Surgiram lendas de que o desenho era satanista, que o sol queimando era uma alusão ao inferno.

Outros diziam que as antenas dos simpáticos e inofensivos ratinhos gordinhos e coloridos eram símbolos de uma seita maligna. Os simpáticos personagens interagiam com elementos da natureza do cenário, como flores e coelhinhos fofos, sempre emitindo interjeições, sons e palavras simples, do dia-a-dia das crianças. Pastores passaram a sugerir aos fiéis já na época do lançamento que os Teletubbies eram seres do mal. Aliás, falavam que havia mensagens subliminares satanistas naqueles sons emitidos pelos ratinhos. Fora que as cores deixavam as crianças hipnotizadas.

TERCEIRA DIMENSÃO

Mais recentemente, com o advento da internet, muito se falou sobre uma suposta história macabra envolvendo os Teletubbies: eles são seres interdimensionais. E como surgiu isso?

Diz a lenda urbana que o reservado executivo da TV Andrew Davenport revelou em uma festa para comemorar o sucesso do programa – após tomar todas e ficar “trêbado” – que quando adolescente foi muito rebelde, levando-o a estudar em um rigoroso colégio militar. Os alunos mais problemáticos foram submetidos à experiências militares que envolviam viagens interdimensionais e que em uma destas viagens ele foi parar em um “mundo paralelo” totalmente disforme.

Nesse mundo, havia (tcharam!) ratazanas, gigantes e gordas, com antenas, pele metálica e com uma tela de TV na barriga. Aliás, tela esta que fazia toda a comunicação, de forma telepática, entre os seres e as crianças que lá foram parar. Após muito treinamento em viagens interdimensionais, Davenport teria saído do colégio totalmente focado, quieto e tímido. E enfim, sabendo como fazer estas viagens, ele teve a ideia de buscar estes seres aparentemente inofensivos para atingir o sucesso bilionário!

TRUQUES

Mas como fazer os seres interdimensionais gigantes e disformes parecerem fofinhos e coloridos? Muita tinta, truques de escala do cenário e objetos do tamanho daqueles que fizeram a cidade de Itu famosa. E, óbvio, coelhos de uma raça gigante para interagir com as ratazanas de outro mundo.

Está achando que é muita loucura? Davenport negou tudo, claro. Mas a “notícia” se espalhou. Circulam algumas supostas fotos na internet dos Teletubbies em seu tamanho normal (gigantes). Além disso, também outras fotos das escalas maiores utilizadas no programa para que estes personagens monstruosos parecessem inofensivos e com tamanho de uma pessoa “normal”.

A teoria ganha mais ares de viagem na maionese quando os internautas mais desconfiados da saga Teletubbies insinuam que, como se já não bastasse eles serem ratazanas gigantes interdimensionais, elas “copularam”. Reproduziram-se e resultaram no remake moderno de 2017, os Tiddlytubbies. Mas isso fica por conta da imaginação de vocês.

Por sinal, pegue aí um “por trás das câmeras” dos Teletubbies.


Confira as outras lendas da série aqui.

44 anos. Gosta de Cultura Pop, Moda, Literatura, Sociologia, Cinema, Fotografia e é movida à Música desde que se entende por gente. Bacharel em Direito, enveredou-se para as Relações Internacionais e atualmente encontra-se em fase de mudanças profissionais.

Cultura Pop

George Harrison em 2001: “O que é Eminem?”

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George Harrison (Reprodução YouTube)

RESUMO: Em 2001, George Harrison participou de chats no Yahoo e MSN para divulgar All Things Must Pass; com humor, respondeu fãs poucos meses antes de morrer – e desdenhou Eminem (rs)

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube

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“Que Deus abençoe a todos vocês. Não se esqueçam de fazer suas orações esta noite. Sejam boas almas. Muito amor! George!”. Essa recomendação foi feita por ninguém menos que o beatle George Harrison no dia 15 de fevereiro de 2001 – há 25 anos e alguns dias, portanto – ao participar de dois emocionantes chats (pelo Yahoo e pelo MSN).

O tal bate-papo, além de hoje em dia ser importante pelos motivos mais tristes (George morreria naquele mesmo ano, em 29 de novembro), foi uma raridade causada pelo relançamento remasterizado de seu álbum triplo All things must pass (1970), em janeiro de 2001. George estava cuidando pessoalmente da remasterização de todo seu catálogo e o disco, com capa colorida e fotos reimaginadas, além de um kit de imprensa eletrônico (novidade na época), era o carro-chefe de toda a história. O lançamento de um site do cantor, o allthingsmustpass.com, também era a parada do momento (hoje o endereço aponta para o georgeharrison.com).

Os dois bate-papos tiveram momentos, digamos assim, inesquecíveis. No do Yahoo, George fez questão de dizer que era sua primeira vez num computador: “Sou praticamente analfabeto 🙂 “, escreveu, com emoji e tudo. Ainda assim, um fã meio distraído quis saber se ele surfava muito na internet. “Não, eu nunca surfo. Não tenho a senha”, disse o paciente beatle. Um fã mais brincalhão quis saber das influências dos Rutles, banda-paródia dos Beatles que teve apoio do próprio Harrison, no som dele (“tirei todas as minhas influências deles!”) e outro perguntou sobre a indicação de Bob Dylan ao Oscar (sua Things have changed fazia parte da trilha de Garotos incríveis, de Curtis Hanson). “Acho que ele deveria ganhar TODOS os Oscars, todos os Tonys, todos os Grammys”, exultou.

A conta do Instagram @diariobeatle deu uma resumida no chat do Yahoo e lembrou que George contou sobre a origem dos gnomos da capa de All things must pass, além de associá-los a um certo quarteto de Liverpool. “Originalmente, quando tiramos a foto eu tinha esses gnomos bávaros antigos, que eu pensei em colocar ali tipo… John, Paul, George e Ringo”, disse. “Gnomos são muito populares na Europa. E esses gnomos foram feitos por volta de 1860”.

A ironia estava em alta: George tambem disse que se começasse um movimento como o Live Aid ajudaria… Bob Geldof (!)., o criador do evento. Perguntado sobre se Paul McCartney ainda o irritava, contemporizou: “Não examine um amigo com uma lupa microscópica: você conhece seus defeitos. Então deixe suas fraquezas passarem. Provérbio vitoriano antigo”, disse. “Tenho certeza de que há coisas suficientes em mim que o irritam, mas acho que já crescemos o suficiente para perceber que nós dois somos muito fofos!”. Um / uma fã perguntou sobre o que ele achava da nominação de Eminem para o Grammy. “O que é Eminem?”, perguntou. “É uma marca de chocolates ou algo assim?”.

Bom, no papo do MSN um fã abusou da ingenuidade e perguntou se o próprio George era o webmaster de si próprio. “Eu não sou técnico. Mas conversei com o pessoal da Radical Media. Eles vieram à minha casa e instalaram os computadores. Os técnicos fizeram tudo e eu fiquei pensando em ideias. Eu não tinha noção do que era um site e ainda não entendo o conceito. Eu queria ver pessoas pequenas se cutucando com gravetos, tipo no Monty Python”, disse.

Pra ler tudo e matar as saudades do beatle (cuja saída de cena também faz 25 anos em 2026), só ir aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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