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Chococorn and The Sugarcanes: som e conversa no +um APRESENTA

RESUMO: O Chococorn and The Sugarcanes leva duas faixas de Todos os cães merecem o céu ao +um APRESENTA e conversa com Lucio Ribeiro e Gustavo Sartori sobre a história e o momento da banda.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Danilo Abreu de Souza / Divulgação
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Entre baixos distorcidos, guitarras dedilhadas e letras bastante emocionais, a banda Chococorn and The Sugarcanes faz sua aparição na série de lives +um APRESENTA, do selo +um HITS. O grupo de Santa Bárbara d’Oeste (SP) apresenta as faixas Palavra de amigo e Agito e propaganda, ambas do álbum Todos os cães merecem o céu, lançado em março deste ano – e resenhado pela gente aqui. O vídeo tem também uma entrevista com a banda, realizada pelo jornalista Lucio Ribeiro (Popload) e por Gustavo Sartori, fundador da +um HITS.
No papo, Alê Luz (bateria e voz), Pipe Bacchin (guitarra base e voz), Pedro Guerreiro (guitarra solo e voz) e Pietro Sartori (baixo e voz) contam sobre a história do grupo e o seu momento atual, após o novo disco e vários shows para divulgá-lo. O papo começou justamente pelo nome da banda – Lucio chamou a atenção para o fato de que hoje há mais bandas com nomes criados ironicamente ou baseados em brincadeiras internas, como rolava bastante nos anos 1980. O fato de Todos os cães merecem o céu ser o segundo disco (fase delicada na carreira de uma banda) também surgiu na conversa.
Gravada no estúdio Base Obrigado Vida – que fica em Americana (SP), cidade natal do selo -, a sessão acontece em plano sequência, com a banda sendo filmada até pegar nos instrumentos. A ideia é reforçar a sensação de acompanhar o momento ao vivo. “O +um APRESENTA nasce da vontade de tirar o artista do palco tradicional e mostrar outra camada da performance, mais próxima e sem os recursos de uma produção de show convencional”, comenta Bianca Souza, diretora criativa e redatora da +um HITS.
“E também busca fazer com que o público conheça ainda mais o artista, apresentando um bate-papo que abre espaço para falar sobre a trajetória, as referências e o processo criativo de cada um. A intenção é que o público entenda o contexto por trás das músicas, e não apenas a performance em si”, conclui.
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Klicia mostra som autoral maranhense em session do selo Brisa Rec

RESUMO: A maranhense Klicia encerra a primeira temporada da Brisa Sessions, do selo Brisa Rec, com cinco músicas, incluindo Garupa, faixa do EP Entre marés que marca uma nova fase da cantora.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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A cantora e compositora maranhense Klicia encerra a primeira temporada da Brisa Sessions, projeto audiovisual da Brisa Rec voltado ao registro de artistas da cena autoral do Maranhão. A oitava e última sessão foi gravada no Doc Studio, em São Luís, e reúne cinco músicas e uma entrevista sobre a trajetória, as referências e o momento atual da artista.
Entre as faixas apresentadas está Garupa, primeiro single do EP Entre marés, lançado por Klicia neste ano. A música abre uma nova fase do trabalho da cantora e combina elementos da música brasileira contemporânea com referências do reggae maranhense. Movimento, liberdade e transformação aparecem como temas da composição, que também aponta para a direção musical do novo projeto.
Na sessão, Garupa divide espaço com Complicado, Tudo que eu preciso, Novas danças e Vou voar, repertório que atravessa diferentes momentos da produção autoral de Klicia. A cantora é acompanhada por João Simas (guitarra), Rodrigo Tarta (baixo), Leo (bateria), Gabriel Oliveira (trompete) e Jadi Seguins (trombone).
O conjunto mostra uma artista que trabalha a partir de uma mistura de reggae, R&B, latinidades e música brasileira, sem se prender a uma única dessas referências. A apresentação também funciona como um registro de uma etapa de transição, entre o material já lançado e o que Klicia prepara para os próximos meses.
Com a participação da cantora, a Brisa Sessions fecha sua primeira temporada depois de oito episódios dedicados a diferentes artistas e repertórios do Maranhão. A proposta do projeto é registrar essas apresentações em formato audiovisual e ampliar o acesso à produção autoral da cena local.
A Brisa Sessions retorna no próximo ano para uma segunda temporada. Por enquanto, a sessão de Klicia, que encerra o primeiro ciclo, está disponível no YouTube da TV Brisa.
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MC Karlos: porrada nos defensores do “agro é pop” em “Máquinas agrícolas”

RESUMO: Ao lado do rapper guarani MC Driel, MC Karlos lança Máquinas agrícolas e transforma rap, punk e Lynyrd Skynyrd em ataque frontal ao agronegócio, à violência contra indígenas e à extrema direita em Mato Grosso do Sul.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Após 20 anos de serviços prestados ao rock independente no interior do Mato Grosso do Sul, MC Karlos se define como um ex-roqueiro – um cara que largou o punk e o hardcore para fazer rap minimalista e independente. E para espezinhar os roqueiros radicais de todas as formas possíveis, já que nem faz muito tempo ele lançou O rock morreu (Graças a deus). Ele também lançou Lutar pra ficar em casa, defendendo o fim da escala 6×1. Agora, os defensores da direita e do “agro é tech, agro é pop” ganharam uma porrada daquelas com Máquinas agrícolas.
Com participação especial do rapper guarani MC Driel, a faixa une mundos bem diferentes, musicalmente falando: tem samples de Sweet home Alabama, do Lynyrd Skynyrd, lado a lado com guitarras de punk rock e bateria eletrônica (a famosa Roland TR-808). Na letra, porradas nos fãs do agronegócio e críticas à violência cometida contra os povos indígenas no interior do Mato Grosso do Sul.
“Máquinas agrícolas, elas são mortíferas / tem sangue na engrenagem, pergunte aos indígenas / agromilícia, indústria alimentícia / triturando corpos, estancando a sangria”, diz a letra, que depois avisa: “MS Dourados made in USA / logo confederado na SUV / eles tem as armas, nós temos a batida / poder material versus o poder da rima / e a cachaça que eu bebo parte ao meio a minha vida”.
Outros versos são bastante reveladores: “Seu deus é o mercado, eu chamo é de diabo / seu bolso está cheio de sangue derramado / família, propriedade e tradição / crianças brincando com arma na mão / papai financiando atos golpistas / SUVs estampando símbolos fascistas”.
“Buscando seguir os passos de referências como Dee Dee King (Dee Dee Ramone) e Beastie Boys, o ‘artista’ abandonou o punk rock / hardcore para se dedicar ao rap. Com a diferença de que, ao contrário deles, MC Karlos não é rico, muito menos famoso e não nasceu em Nova York, mas sim no Brasil Profundo”, afirma o texto de lançamento. “As batidas são influenciadas pela década de 1980/1990 (a partir da fórmula ‘drum machine + guitarra distorcida + samples’) e as rimas refletem sobre a existência humana no contexto do capitalismo neoliberal do século 21”.
Se você ainda não sacou por que ouvir MC Karlos no último volume, então pega aí Máquinas agrícolas. E ouça bem alto.
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Queens of the Stone Age “fala” português em clipe novo, e pode vir ao Brasil em 2027

RESUMO: O Queens of the Stone Age encheu de português o clipe de Where the goth girls at? justamente quando surgem informações sobre um possível retorno da banda ao Brasil em março de 2027.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Andreas Neumann / Divulgação
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O Queens of the Stone Age resolveu falar português — ou pelo menos seu clipe novo resolveu. Where the goth girls at?, terceira prévia do álbum Perfecth, começa, para quem assiste do Brasil, com a apresentação “Rainhas da Idade da Pedra apresenta: Onde estão todas as mulheres góticas?”. E não para por aí: durante o vídeo aparecem chamadas e legendas como “vai se foder”, “isso aí, porra!”, “putz grila” e “nossa, que bosta!”.
A brincadeira chega num momento especialmente curioso para os fãs brasileiros. O jornalista José Norberto Flesch afirmou recentemente que o Queens of the Stone Age pode retornar ao país em março de 2027. É justamente o mês do próximo Lollapalooza Brasil, marcado para os dias 19, 20 e 21. Por enquanto, porém, não há confirmação da banda nem informações oficiais sobre data, cidade ou festival.
Dirigido por Christopher Gruse e Tony Wolski, o clipe de Where the goth girls at? se passa numa usina elétrica abandonada, tomada por garotas góticas que vão transformando quem encontram pelo caminho. Participam da produção o comediante Steve Agee, a dançarina e artista Scarlett Kapella e a cantora e atriz Lou Lou Safran, além de Josh Homme e seus companheiros de banda.
A inspiração da música vem de bem antes. Homme recordou a adolescência nos arredores de Palm Desert, na Califórnia, e as garotas góticas que encontrava trabalhando numa loja de departamentos. “Ver as garotas góticas trabalhando no balcão da JCPenney e fazendo transformações góticas nas senhoras foi quando percebi que o único lugar onde queria estar era onde estavam as garotas góticas”, contou. “Amor adolescente, não é maravilhoso?”
Mas a faixa também esbarra em lembranças bem menos divertidas. Ao falar à Consequence sobre o verso “nunca me senti tão vivo quanto no dia em que quase morri”, Homme recordou que quase se afogou aos 12 anos, durante um acidente de barco em Idaho.
“Acho que todo mundo nesta vida está passando por uma experiência de quase vida ou quase morte, ou certamente vai passar, caso ainda não tenha passado”, afirmou. Para ele, existe uma espécie de euforia depois de situações assim. “Quase me afoguei quando tinha 12 anos e os dias e semanas depois daquilo foram realmente maravilhosos. A comida tinha um sabor incrível e o pôr do sol era do caralho”.
Homme ressalva que não recomenda a experiência: “Não estou dizendo que você deva sair por aí e arranjar uma experiência de quase morte, mas essas coisas acontecem. E essa euforia demora um pouco para desaparecer. É difícil não sentir alegria nesses momentos que vêm depois”.
Where the goth girls at? sucede Easy street e Insignificant other na apresentação de Perfecth, primeiro álbum do Queens of the Stone Age desde In times new roman…, de 2023 (resenhado pela gente aqui). Produzido por Homme e Michael Shuman, o disco chega em 30 de outubro. Você fica sabendo mais sobre Perfecth aqui.
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