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Julie Neff mergulha no Mar Adriático em clipe de “Swimming in the ocean”

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Julie Neff - Foto: Sarah Miller / Divulgação

RESUMO: Gravado no litoral da Croácia, o clipe de Swimming in the ocean leva Julie Neff às águas do Adriático para falar de desejo, incerteza e da falta de controle diante de um novo amor.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Sarah Miller / Divulgação

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Julie Neff transforma a paisagem do Mar Adriático em cenário para o clipe de Swimming in the ocean, faixa do álbum fine. (que resenhamos aqui). O vídeo foi gravado em Omiš, na região da Dalmácia, na Croácia, e foi dirigido por Ivan Trpimir Lozić. As imagens acompanham a cantora nas águas e ao redor da cidade portuária. E a ideia foi trabalhar visualmente a ideia central da música: a expectativa diante de um novo amor e a tentativa de aceitar as incertezas que vêm com ele.

Só que em vez de tentar prever o destino de uma relação, Julia preferiu lidar com a falta de controle. “Talvez possamos surfar nas ondas da incerteza e encontrar algum tipo de conforto justamente nela”, afirma. Vai daí que o clipe usa a água não apenas como cenário, mas como extensão do tema da faixa. O movimento das ondas acompanha uma música sobre expectativa, desejo e a dificuldade de saber onde uma relação vai chegar.

O vídeo acompanha essa ideia com imagens em câmera lenta e um falso plano-sequência construído com efeitos de morphing, técnica que permite transformar gradualmente uma imagem em outra. Para o diretor, a sequência representa a intensidade de um sentimento que parece tomar conta de tudo. “Queríamos que o videoclipe tivesse, de modo geral, uma atmosfera de sereia”, diz Lozić.

A gravação aconteceu durante uma visita de Julie à irmã, Sarah Miller, que também participou da produção e registrou as fotografias do trabalho. O clipe foi filmado por uma equipe pequena, durante o pôr do sol, no litoral croata. “Fiquei verdadeiramente tomada pela emoção no local das filmagens. Foi uma das experiências mais bonitas e intimistas que já tive: gravar no Mar Adriático, ao pôr do sol, com uma equipe pequena”, conta a cantora.

Swimming in the ocean tem produção musical de Cris Botarelli (Far From Alaska e Ego Kill Talent), e é a terceira música de trabalho de fine., que saiu em julho.

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Vídeos raros de Andreas Kisser (Sepultura), chegam ao Acervo Trama

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Andreas Kisser (Foto: Acervo Trama / Divulgação)

Dois vídeos de Andreas Kisser (Sepultura) com as músicas Eu humano e God’s laugh acabam de chegar ao canal da gravadora Trama no YouTube. Compostas pelo guitarrista, as duas faixas integram seu álbum solo, Hubris I & II, lançado em 2009. A apresentação fez parte do extinto programa Radiola, da TV Cultura, naquele mesmo ano.

Criada pelo diretor Fernando Faro (1927–2016) e pelo produtor João Marcello Bôscoli, a atração registrou esse momento importante da carreira de Andreas Kisser, dando destaque ao seu trabalho fora do Sepultura.

O material foi restaurado e remasterizado, com ajustes de áudio e aumento da resolução das imagens. O aprimoramento técnico oferece ao público uma experiência visual e sonora superior, preservando o valor artístico e documental das gravações.

Os dois vídeos integram a série de registros históricos do Acervo Trama, que recebe novos conteúdos exclusivos a cada semana.

Foto: Acervo Trama / Divulgação

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“Carnaval de luz”: Tem disco do U2 vindo aí, com homenagem a Rosalía (mas sem ela!)

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RESUMO: Carnaval de luz, primeiro álbum de inéditas do U2 em nove anos, tem faixa inspirada em Rosalía, guitarras em alta e a última gravação vocal de Dolly Parton.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Capa do disco

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Rosalía no disco novo do U2? Calma lá. Quando começaram a circular informações sobre Carnaval de luz, 16º álbum da banda irlandesa, previsto para 13 de novembro pela Interscope, vários lugares apontaram a cantora espanhola como uma das convidadas. Não é bem assim: existe no disco uma faixa chamada The mirror maker (Rosalía). Mas, segundo o site Consequence, a faixa é inspirada nela – e só. Rosalía não canta nem participa da gravação.

O álbum marca a volta do U2 a um trabalho completo de composições inéditas, nove anos depois de Songs of experience (2017). Nesse intervalo, Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr. revisitaram o repertório em Songs of surrender (2023) e lançaram os EPs Days of ash e Easter Lily. As sessões desses dois trabalhos acabaram desembocando no novo disco, gravado em diferentes lugares do mundo com produção de Jacknife Lee.

A inspiração vem das tradições de Carnaval e das festas que antecedem a Quaresma, mas Bono promete um U2 bastante elétrico. “Cheguem, cheguem, cheguem! Tragam suas meias roxas, seus corações partidos, sua ingenuidade cor-de-rosa… ah, e fiquem maravilhados no salão de espelhos”, diz. “Haverá guitarras altas, baixo profundo, alguns ritmos extáticos e, sim, algumas lágrimas prateadas vão aparecer!”

O cantor diz que a ideia é responder à escuridão do mundo aumentando o volume. “Então fazemos a bateria soar mais alto. Construímos uma fogueira maior. Tornamos nossas histórias mais selvagens e engraçadas. Fazemos as melodias mais doces e as canções precisam brilhar, porque, se o mundo está na escuridão, é melhor que nós não estejamos”. The Edge foi mais econômico: “É uma coleção de músicas bagunçada, provocativa e sagrada — e traz o primeiro uso de cordas flatwound numa gravação do U2. Só dizendo.”

A nova amostra do disco, Silencio, tem produção adicional de Ryan Tedder e recupera um U2 mais direto: guitarra distorcida, pegada rocker lembrando músicas como Vertigo, refrão bacana e Bono bastante irritado em versos como “há um silêncio dizendo: ‘cala a boca, porra!'”, “há uma dieta dizendo: ‘cuspa essa merda!'” e “no silêncio está o rock and roll do diabo”. O clipe, dirigido pela dupla Cliqua, foi filmado na Cidade do México. A faixa chega depois de Street of dreams.

Carnaval de luz ainda reúne Martin Garrix, Brian Eno, Daniel Lanois e Tedder, além de guardar uma participação especialmente significativa. Dolly Parton canta com Bono na última faixa, Torn, naquela que acabou sendo sua última gravação vocal. A cantora apresentou a Bono a composição, sobre laços familiares rompidos, e o U2 a retrabalhou com Johnny McDaid, do Snow Patrol. Lanois acrescentou pedal steel.

“Quando ela ficou doente, saiu da cama para cantar essa música”, contou Bono à Rolling Stone. “E dá para ouvir isso. Eu nem consigo escutá-la agora.”

O anúncio chega ainda no ano em que o U2 completa 50 anos de formação. E, entre Rosalía sem Rosalía, Carnaval, guitarras novamente em primeiro plano e a despedida de Dolly Parton, Carnaval de luz parece ter bastante história para contar antes mesmo de chegar às lojas.

Silencio e a lista de faixas seguem aí (a capa do disco você já viu lá em cima).

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LISTA DE FAIXAS

01. Go (Carnaval de luz)
02. La reina
03. Street of dreams
04. The mirror maker (Rosalía)
05. Superficiality
06. If the world is ar war we better not be
07. Silencio
08. The greatest show on Earth
09. Glorify
10. Midnight sunshine
11. Can’t stop us now
12. Torn (Feat. Dolly Parton)

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Morphine volta aos arquivos de Mark Sandman e anuncia álbum “Cocoon”

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RESUMO: O Morphine volta aos arquivos de Mark Sandman para Cocoon, álbum montado a partir de sessões de 1998, com novas mixagens e overdubs de Dana Colley. É o primeiro disco novo da banda desde The night.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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O Morphine acabou em 1999, da maneira mais triste possível – Mark Sandman, líder do grupo, sofreu um ataque cardíaco e morreu no palco durante um show da banda, em Palestrina, na Itália, no dia 3 de julho de 1999. Mas ainda há coisas guardadas. Hoje, quando Sandman completaria 74 anos, a banda anunciou Cocoon, primeiro álbum novo com o nome da banda em 26 anos. O disco sai em 4 de dezembro pela Partisan Records e recupera gravações feitas pouco antes de The night, último álbum do grupo, lançado postumamente em 2000.

Para quem chegou agora: o Morphine foi uma das bandas mais peculiares do rock alternativo dos anos 1990. Formado em Cambridge, Massachusetts, em 1989, o trio montou seu próprio vocabulário a partir da voz grave e do baixo de duas cordas tocado com slide por Sandman, dos saxofones de Dana Colley e da bateria — primeiro de Jerome Deupree e, depois, também de Billy Conway. Era rock sem guitarra, misturado a blues, jazz e aquela atmosfera de bar vazio às três da manhã. Discos como Good (1992), Cure for pain (1993) e Yes (1995) fizeram do grupo uma espécie de caso à parte no alternativo americano.

É justamente o período anterior a esse disco que Cocoon recupera. “É um álbum perdido? Uma obra de arte redescoberta? A resposta é sim e não. Cocoon parte de gravações feitas e depois abandonadas pela banda durante o período que antecedeu The night”, explica o grupo. O material havia sido registrado em 1998 no loft de Sandman, com os produtores Paul Q. Kolderie e Sean Slade. Décadas depois, Sabine Hrechdakian, companheira de Sandman e responsável pelo espólio do músico ao lado de Deb Klein, procurou Kolderie para transferir as fitas originais e selecionar as músicas e mixagens.

Fãs mais dedicados talvez reconheçam algumas dessas faixas em outras versões. A diferença é que Cocoon retorna às fitas multicanal originais, reúne novas mixagens e acrescenta overdubs recentes de saxofone gravados por Dana Colley. Em vez de simplesmente abrir o arquivo e despejar raridades no streaming, a ideia foi organizar aquele material como um disco do Morphine. Só que chegando 26 anos depois do último.

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