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Primeiro disco solo de John Lennon ganha caixa com 87 músicas inéditas

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Primeiro disco solo de John Lennon ganha caixa com 8 discos e 159 músicas

Além da grana para comprar, você ainda vai ter que arrumar tempo para ouvir com calma e concentração, artigos raros durante a pandemia. Mas avisamos que sai no dia 16 de abril John Lennon/Plastic Ono Band – The ultimate collection, relançamento definitivo do primeiro disco solo do ex-beatle, que saiu originalmente em 16 de dezembro de 1970.

A pacoteira é, digamos, campeã. A caixa tem 159 faixas em seis CDs e dois discos de áudio Blu-ray, incluindo 87 gravações inéditas. O material inclui demos, ensaios, outtakes, jams e conversas de estúdio, mostrando como tudo foi criado.

Todas as faixas foram mixadas do zero usando transferências de alta resolução (coisa de 192 kHz / 24 bits). Além do som, tem um livro de 132 páginas com fotos raras, letras, memorabília e notas, além de alegadamente tudo por trás de cada canção do disco, nas palavras de John, Yoko e de quem trabalhou no álbum.

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Uma pequena demonstração da caixa já pode ser vista no YouTube: olha aí Mother, de John Lennon/Plastic Ono Band, com mix novo.

Aliás, os fãs de Yoko Ono/Plastic Ono Band vão ficar felizes em saber que a estreia de Yoko, que é gêmea do álbum de John, também aparece na caixa, só que com as músicas em seus tamanhos originais, antes das edições feitas para o álbum.

Yoko diz num texto do livro que acompanha a caixa que “com os álbuns da Plastic Ono Band, John e demos uma realidade realmente crua, básica e verdadeira ao mundo. Estávamos influenciando outros artistas, dando-lhes coragem, dignidade a um certo estilo de vulnerabilidade e força que não era aceito na sociedade da época. Foi uma revolução para um beatle dizer, ‘Escute: eu sou humano, sou real.’ Foi preciso muita coragem para ele fazer isso”.

De fato, John Lennon/Plastic Ono Band foi um exercício de despojamento que influenciou até mesmo o pré-punk e o nascimento do punk, além de outros estilos. Apesar de ser uma produção de Phil Spector, rei da parede de som e o cara que pôs uma orquestra chorosa e controversa em The long and winding road, dos Beatles, é um disco cru e simples, com poucos músicos: John (voz, guitarra, piano), Ringo Starr (bateria), Klaus Woorman (baixo), Billy Preston (piano) e os próprios Phil (piano) e Yoko (“vento”, de acordo com o encarte).

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O discurso das letras, bastante pessoal, surgiu após a passagem de John e Yoko pela terapia do grito primal, do psicólogo americano Arthur Janov. Um número enorme de artistas foi influenciado pelas temáticas de John no disco. Roger Waters, do Pink Floyd, por exemplo, foi um deles – o resultado pode ser escutado nas letras do grupo, que lançou Atom heart mother dois meses antes de Plastic Ono Band.

Olha uma foto da caixa aí. O material já está em pré-venda.

Primeiro disco solo de John Lennon ganha caixa com 8 discos e 159 músicas

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Dan Spitz: metaleiro relojoeiro

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Se você acompanha apenas superficialmente a carreira da banda de thrash metal Anthrax e sentia falta do guitarrista Dan Spitz, um dos fundadores, ele vai bem. O músico largou a banda em 1995, pouco antes do sétimo disco da banda, Stomp 442, lançado naquele ano. Voltaria depois, entre 2005 e 2007, mas entre as idas e as vindas, o guitarrista arrumou uma tarefa bem distante da música para fazer: ele se tornou relojoeiro (!).

A vida de Dan mudou bastante depois que o músico teve filhos em 1995, e começou a se questionar se queria mesmo aquela vida na estrada. “Fazíamos um álbum e fazíamos turnês por anos seguidos, e então começávamos o ciclo de novo – o tempo em casa não existia. É uma história que você vê em toda parte: tudo virou algo mundano e mais parecido com um trabalho. Eu precisava de uma pausa”, contou Spitz ao site Hodinkee.

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Na época, lembrou-se da infância, quando ficava sentado com seu avô, relojoeiro, desmontando relógios Patek Philippe, daqueles cheios de pecinhas, molas e motores. “Minha habilidade mecânica vem de minha formação não tradicional. Meu quarto parecia uma pequena estação da NASA crescendo – toneladas de coisas. Eu estava sempre construindo e desmontando coisas durante toda a minha vida. Eu sou um solucionador de problemas no que diz respeito a coisas mecânicas e eletrônicas”, recordou no tal papo.

Spitz acabou no Programa de Treinamento e Educação de Relojoeiros da Suíça, o WOSTEP, onde basicamente passou a não fazer mais nada a não ser mexer em relógios horrivelmente difíceis o dia inteiro, aprender novas técnicas e tentar alcançar os alunos mais rápidos e mais ágeis da instituição.

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A música ainda estava no horizonte. Tanto que, trabalhando como relojoeiro em Genebra, pensou em largar tudo ao receber um telefonema do amigo Dave Mustaine (Megadeth) dizendo para ele esquecer aquela história e voltar para a música. Olhou para o lado e viu seu colega de bancada trabalhando num relógio super complexo e ouvindo Slayer.

O músico acha que existe uma correlação entre música e relojoaria. “Aprender a tocar uma guitarra de heavy metal é uma habilidade sem fim. É doloroso aprender. É isso que é legal. O mesmo para a relojoaria – é uma habilidade interminável de aprender”, conta ele. “Você tem que ser um artista para ser o melhor – seja na relojoaria ou na música. Você precisa fazer isso por amor”.

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Cinema

Bead game: desenho animado sobre agressividade

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Bead game: desenho animado sobre agressividade

Em 1977, o diretor de cinema Ishu Patel fez o curta-metragem de animação Bead game, que foi relançado recentemente pelo National Film Board of Canada.

Para mostrar como a agressividade pode chegar a níveis inimagináveis, ele criou uma animação que usa apenas contas coloridas, que ganham a forma de vários objetos, animais, pessoas e monstros – um lado sempre tentando derrotar o outro. E quando você nem imagina que a briga pode ficar maior ainda, ela fica.

Via Laughing Squid

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Cultura Pop

Bad Radio: no YouTube, a banda que Eddie Vedder teve antes do Pearl Jam

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Bad Radio: no YouTube, a banda que Eddie Vedder teve antes do Pearl Jam

Em 1986, surgiu uma banda de rock chamada Bad Radio, em San Diego, Califórnia. Foi um grupo que fez vários shows, ganhou fãs e se notabilizou como uma boa banda de palco da região. Mas que se notabilizou mais ainda por ter tido ninguém menos que o futuro cantor do Pearl Jam, Eddie Vedder, nos vocais.

Eddie Vedder, que é lá mesmo de San Diego, aportou por lá em 1988 e ficou até 1990. Conseguiu fazer uma mudança geral no grupo, que tinha uma sonoridade bem mais new wave com a formação anterior, com Keith Wood nos vocais, Dave George na guitarra, Dave Silva no baixo e Joey Ponchetti na bateria. Wood saiu do grupo e com Vedder, a banda passou a ter uma cara bem mais funk metal, e mais adequada aos anos 1990.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Discos de 1991 #5: “Ten”, Pearl Jam

E essa introdução é só para avisar que jogaram no YouTube a última apresentação do Bad Radio com Vedder nos vocais. Rolou no dia 11 de fevereiro de 1990, pouco antes de Eddie se mandar para Seattle e virar o cantor de uma banda chamada Mookie Blaylock – que depois virou Pearl Jam. A gravação inclui as faixas What the funk, Answer, Crossroads, Just a book, Money, Homeless, Believe you me, What e Wast my days. O show foi dado no Bacchanal, em San Diego.

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Com a saída de Vedder, o Bad Radio ainda continuou um pouco com o próprio Keith Wood, de volta, nos vocais. Segundo uma matéria publicada pela Rolling Stone (e que tem detalhes contestados pelos ex-integrantes do Bad Radio), Vedder não foi apenas cantor da banda: ele virou assessor de imprensa, empresário, produtor e o que mais aparecesse. A lgumas testemunhas dizem que a banda não era favorável ao lado ativista de Eddie (que costumava dedicar músicas e shows aos sem-teto), o que ex-integrantes do Bad Radio negam (tem mais sobre isso aqui).

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