Boa parte das grandes lembranças que muita gente (incluindo jornalistas, artistas e fãs) têm de Genival Lacerda (1931-2021) são da época em que o forrozeiro vivia no Hotel Jandaia, em São Paulo. O local abrigava montes de artistas em turnê, além de uma turma que ficava morando por lá mesmo, e era uma opção acessível tanto para quem estava começando a dar shows quanto para artistas extremamente populares.

Quando João Gordo foi encontrar Genival para uma entrevista do Gordo Visita, programa que teve no fim dos anos 2000 na antiga MTV, o cantor de forró estava morando num prédio no Recife, onde guardava também algumas lembranças da carreira. Entre elas, alguns de seus discos de vinil, vários pares de chinelos (os que usava no palco, junto com as camisas extremamente chamativas e os chapeuzinhos) e alguns CDs (que, volta e meia, no papo, ele confundia com os LPs).

No programa, Genival levou seu trio para apresentar algumas músicas durante a entrevista, pediu para tocarem o CD de seu filho João Lacerda, e relembrou algumas histórias da carreira. Entre elas, o fato de (e você já até leu sobre isso no POP FANTASMA) ter atuado como humorista em paralelo com a música e de ter gravado um disco em parceria com Lucio Mauro, em 1970, As trapalhadas de Cazuza e Seu Barbalho. Genival também revela que seu forró não é pornográfico – ele faz as pessoas pensarem.

Pega aí.

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