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Hanson: “Despacito” é a “clamídia dos ouvidos”

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Hanson: "Despacito" é a "clamídia dos ouvidos"

A clamídia é uma doença sexualmente transmissível causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, causada especialmente pelo hábito de fazer relações sexuais sem camisinha. Entre os sintomas mais conhecidos, estão dor ao urinar, corrimento vaginal ou peniano, dor ou secreção retal e penetração dolorosa no ato sexual (no caso de mulheres e de sexo vaginal). Respondidas as suas dúvidas sobre uma DST da qual quase não se comenta, vale afirmar que o Hanson trouxe o tema de volta a mídia numa entrevista ao programa “Whose Song Is It Anyway?”, da rádio australiana Hit107FM, que faz uma cabra-cega de músicas. Ao ouvir o hit “Despacito”, gravado por Luis Fonsi e Daddy Yankee, na versão que conta com os vocais de Justin Bieber, um dos três irmãos classificou a canção como “a clamídia dos ouvidos”. Quem reproduziu o papo foi o New Musical Express.

No papo, o locutor tocou a canção e a banda não sabia qual era a música. “Posso só dizer que estou contente com o fato de não saber o que é isso?”, disse um dos irmãos. “Eu prefiro não pegar nenhuma doença venérea, daí a qualquer momento em que uma canção de Justin Bieber chega perto de mim ou dos meus ouvidos… É como infecção dos ouvidos, elas são terríveis”. Um outro deles completou: “É a clamídia dos ouvidos, é uma merda”, contou outro irmão, também tecendo comparações entre ouvir a música e “sair com um urso Koala” (baseado no fato de que os ursos Koala estão sujeitos a epidemias da doença). Ouça abaixo.

O grupo tá vindo aí para divulgar sua turnê de 25 anos, que passa por Rio (24 de agosto, no ex-Metropolitan), BH (25 de agosto, no ex-BH Hall) e São Paulo (26 de agosto, no Citibank Hall). Relembre “MMMBop”, grande hit do trio – por sinal tocado no programa na sequência da música de Bieber.

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Urgente!: Tom Morello faz show para vítimas da violência policial em Minneapolis nesta sexta (30)

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Tom Morello, um dos nomes mais politizados do rock, anunciou um show beneficente em Minneapolis para apoiar famílias vítimas da violência de agentes federais.

Tom Morello, um dos nomes mais politizados do rock, anunciou um show beneficente em Minneapolis para apoiar famílias vítimas da violência de agentes federais. Batizado de A Concert of Solidarity & Resistance to Defend Minnesota!, o evento acontece nesta sexta (30), no histórico First Avenue, palco que já viu de tudo no rock americano – inclusive o show histórico do Hüsker Dü que deu origem a esta caixa que a gente resenhou aqui.

A ideia do show é arrecadar fundos para as famílias de Renee Good e Alex Pretti, ambos mortos em janeiro de 2026 durante ações do U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE) e da U.S. Customs and Border Protection. Morello, que não é de fazer rodeios, divulga o show chamando as ações dos agentes federais pelo nome: fascismo.

“Se parece com fascismo, soa como fascismo, age como fascismo, se veste como fascismo, fala como fascismo, mata como fascismo e mente como fascismo, meninos e meninas, é fascismo, porra”, escreveu Morello no Instagram. “Está aqui, está agora, está na minha cidade, está na sua cidade, e deve ser combatido, protestado, defendido, enfrentado, exposto, deposto, derrubado e expulso. Por você e por mim”.

Além de Morello, o palco vai receber Rise Against, Ike Reilly e o guitarrista de jazz fusion Al Di Meola, com direito a convidado surpresa prometido pela organização. Os ingressos custam US$ 25, e toda a renda vai direto para as famílias das vítimas.

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Cinema

Urgente!: Show solo de Thom Yorke (Radiohead) na Austrália vira filme

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Urgente!: Show solo de Thom Yorke (Radiohead) na Austrália vira filme

É provável que os fãs do Radiohead estejam esperando BASTANTE por um filme de concerto do grupo – mas pelo menos vem por aí um filme de show de… Thom Yorke, líder da banda. A primeira tour solo do cantor vai ganhar o registro oficial Thom Yorke Live at Sydney Opera House, com os shows que ele fez em novembro de 2024 no Forecourt, pátio da Ópera de Sydney. Detalhe que os fãs não apenas do Radiohead como também de todos os projetos capitaneados por Thom podem esperar para se sentirem contemplados pelo filme. A direção é de Dave May.

Isso porque, segundo o comunicado de lançamento, Thom Yorke Live at Sydney Opera House “abrange todos os aspectos dos mais de trinta anos de carreira de Yorke como artista de gravação, desde uma versão acústica de tirar o fôlego de Let down (Radiohead), até faixas menos conhecidas favoritas dos fãs (como Rabbit in your headlights, do UNKLE) e seleções de seus aclamados álbuns solo com influências eletrônicas”. Ou seja: você confere lá todo o baú de recordações do cantor, que mergulhou também em canções de sua banda paralela Atoms For Peace e de seu projeto em dupla com Mark Pritchard (o disco Tall tales foi resenhado aqui pela gente).

Um outro detalhe que o release promete: mesmo que a casa de shows seja enorme, a sensação é a de assistir a um show bem intimista, tipo “uma noite com Thom Yorke”. “O filme tem ares de um vislumbre íntimo dos bastidores, permitindo testemunhar um mestre em ação. Yorke une as diversas vertentes de sua carreira com seu falsete arrebatador e presença de palco magnética. Para fãs de Radiohead, The Smile e tudo mais, esta é uma experiência cinematográfica imperdível”, dá uma enfeitada o tal texto.

Live at Sydney Opera House estreou no Playhouse da Ópera de Sydney no último dia 20 de janeiro. No dia 6 de março, uma sexta-feira, ele chega nos cinemas da Austrália. Vale aguardar? Confira aí Thom soltando a voz em Back in the game, dele e de Pritchard, e o trailer do filme (e sem esquecer que temos um podcast sobre o começo do Radiohead, que você ouve aqui).

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Urgente!: E agora sem Sly Dunbar?

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Sly Dunbar

Se você ouve rock, reggae e música pop em geral, pode crer que você ouve a bateria de Sly Dunbar há anos. Mesmo sem saber. Do mesmo jeito que, por décadas, ouviu o baixo de seu grande camarada Robbie Shakespeare, morto em 2021. Sly, que teve seu óbito constatado na manhã de ontem (26), aos 73 anos, após ter sido encontrado inconsciente por sua esposa, é daqueles músicos cuja presença está espalhada por toda a história da música pop moderna.

Mais fácil, aliás, é listar com quem ele não tocou. Sozinho ou ao lado de Robbie, Sly dividiu estúdios e palcos com uma lista monumental de artistas: Bob Dylan, Serge Gainsbourg, Joan Armatrading, Grace Jones, Rolling Stones, Mick Jagger em carreira solo, Gilberto Gil, No Doubt. Sem falar na realeza do reggae, como Black Uhuru, Bunny Wailer, Jimmy Cliff, Lee “Scratch” Perry e muitos outros.

Nascido Lowell Fillmore Dunbar em Kingston, na Jamaica, em 10 de maio de 1952, Sly começou a tocar com Robbie ainda na adolescência. Os dois se firmaram como a seção rítmica do grupo The Revolutionaries, peça-chave de inúmeros discos de dub e reggae. A banda acompanhou artistas que iam de Gregory Isaacs a Serge Gainsbourg e ainda emplacou um sucesso “solo” em 1976: Kunta Kinte, música inspirada no personagem do livro Negras raízes, do norte-americano Alex Haley.

Entender o que transformou Sly & Robbie em lendas é mais fácil hoje do que nunca. O YouTube permite ver os dois em ação no palco, assistir a entrevistas, ouvir discos inteiros. Mas o essencial está no som. Se “peso” é um termo historicamente associado ao rock, e “ambiência” costuma remeter à música experimental ou eletrônica, a dupla não apenas se enamorou dessas duas palavras como ajudou a expandir o vocabulário da música pop.

Não à toa, volta e meia eles são chamados de “reis da propulsão”. Muita gente, ao ouvir baixo e bateria tão precisos, chega a achar que se trata de programação eletrônica. Não é. Sly Dunbar e Robbie Shakespeare tinham ritmo, groove e invenção literalmente nas palmas das mãos – e ajudaram a mudar a história da música. Mais: Sly e Robbie, além do trabalho nos estúdios e palco, também brilharam como empreendedores da música. Fundado ainda no começo dos anos 1970, seu selo Taxi Records lançou vários singles e LPs históricos de reggae.

Um deles foi o primeiro disco solo do próprio Sly, Simple Sly man, de 1978, além dos álbuns Showcase do Black Uhuru (1979) e Gregory Isaacs (1980, este último mais conhecido como Sly & Robbie presents Gregory Isaacs – até no Brasil foi lançado com este título). Muita coisa do Taxi foi recentemente disponibilizada no Bandcamp pelo selo TABOU1. Mais do que valer a descoberta, vale o mergulho em todo esse material. Sly vai, mas a música e a originalidade ficam.

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