Cultura Pop
Fizeram uma versão de CINCO HORAS E MEIA de “Brainwash”, do Flipper

Sabe aquela história da banda dura e obscura que é muito influente, e acaba inspirando uma banda novata que fica triliardária? Aconteceu com o Flipper, banda de noise-rock da Califórnia. Krist Novoselic e Kurt Cobain, do Nirvana, sempre foram generosos em elogios aos autores do clássico disco Album – Generic flipper, de 1982.
O Flipper – que entre idas e vindas está aí até hoje – é bem anterior ao Nirvana. Surgiu em 1979. O guitarrista Ted Falconi, um de seus fundadores, lutou na Guerra do Vietnã. “Se eu não tivesse ido para lá, provavelmente nem teria montado o grupo”, contou o músico certa vez, justificando a sonoridade abrasiva e crua do grupo. Surgido de defecções das bandas The Sleepers e Negative Trend, o Flipper tem outro integrante fundador ainda presente, o baterista Steve DePace.
Aqui, você confere um papo bem detalhado com Falconi, no qual ele fala a respeito dos tempos dele no Vietnã. O guitarrista do Flipper conseguiu um trabalho no sistema de comunicações, o que o tirava do combate mas não o livrava de riscos. Mísseis passavam perto de seu escritório e alguns deles deixaram crateras bem próximas do local onde Falconi trabalhava.
Mais: ele garante que o fato de ter levado uma prancha de surfe para a província de Da Nang inspirou uma cena do filme Apocalypse now. “Lembra que eles falam sobre surfe em Da Nang? Eu era o único cara que tinha uma prancha de surfe em Da Nang”, conta.
A formação mudou bastante e, desde 2015, inclui nos vocais David Yow, outro ídolo de Kurt Cobain, criador de bandas de noise rock como Jesus Lizard e Scratch Acid. Até Krist Novoselic chegou a tocar baixo no Flipper por alguns anos na década passada. Olha ele aí, tocando com a banda em 2008, num show na mitológica loja de discos Amoeba.
O Flipper enfrentou situações trágicas de 1979 para cá. Dois baixistas do grupo, Will Shatter e John Dougherty, morreram de overdose – em 1987 e 1992, respectivamente. Bruce Loose, vocalista que esteve à frente da banda durante a maior parte de sua história, chegou a abusar do humor corrosivo ao afirmar que “o Flipper é igualzinho ao Spinal Tap, com a diferença é que é sempre o baixista que morre”. A banda-de-mentirinha popularizada pelo filme This is Spinal Tap, de 1984, era conhecida por perder todos os seus bateristas em circunstâncias bizarras, que iam de excesso de drogas ao engasgo pelo próprio vômito. Não foram só os baixistas, na real: o primeiro vocalista da banda, Ricky Williams, demitido logo nos primeiros anos, morreu de overdose em 1992.
Agora, todo esse introito é para falar que alguém com muito tempo livre fez uma versão de CINCO HORAS E MEIA do gozadíssimo primeiro single do Flipper, Brainwash. Olha aí.
A música, que no original tinha mais de seis minutos, já tinha a mesma base punk sendo repetida várias vezes, com a letra se resumindo a versos gaguejados: “Uhm/Ok, like/S-see there’s this… and… well/And the, the… nevermind/Forget it, you wouldn’t understand anyway”. Se você queria encher o saco dos seus vizinhos durante mais de cinco horas com um som maluco, tá aí a chance. De nada.
Foto lá de cima: Malco 23/Wikimedia Commons
(pauta sugerida por Luciano Cirne)
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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