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Festival Levada 100% digital

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Festival Levada 100% digital

O Festival Levada, que começa sua nona edição nesta terça (2), já vem transmitindo seus shows pela internet desde 2017. Dessa vez, com a pandemia e o isolamento, surgiu a necessidade de deixar o público em casa e botar todo mundo para ver as apresentações pela web mesmo. Pela primeira vez o evento será 100% online, com shows transmitidos ao vivo, direto do estúdio LabSonica, do Oi Futuro.

Curador do festival, Jorge LZ diz que transmitir pela internet não será uma novidade e que já conta bastante a experiência dos anos anteriores. “Mas, obviamente, nossa atenção terá que ser um pouco maior, já que não teremos o termômetro do público presente.
Apesar de nada substituir a experiência presencial, estamos felizes em fazer o festival mesmo que só virtualmente. A arte mostrou sua importância nesse período de isolamento. Sem ela, muita gente teria enlouquecido e a música acabou assumindo um papel de protagonismo nesse conta”, afirma.

A ideia de levar o festival para a internet em 2017 veio pela necessidade de ampliação. Afinal o evento traz artistas de todo o país. “Queríamos ampliar a rede do festival, dando oportunidade para o público que não estava nos teatros poder acompanhar os shows. Além disso, como o Levada sempre trouxe artistas de outras partes do Brasil, queríamos que o público das cidades locais desses artistas pudesse vê-los em ação. O resultado sempre foi bacana e tivemos um bom feedback”, diz. “Na execução, não vejo muita diferença do que fazemos hoje, a não ser pelo apuro da tecnologia”.

O Festival Levada terá transmissão pelo YouTube em tempo real, e cobertura pelo Instagram. Uma outra novidade que o formato traz é a interatividade na live pelo Instagram, onde o artista poderá ser um “metaconvidado” e assistir a seu próprio show através do celular ligado dentro do estúdio. A cicerone do formato é a cantora e atriz Luiza Loroza, via Instagram.

Os shows rolam sempre às 21h e a programação inclui Ilessi (dia 2 de fevereiro, terça-feira), Thiago Nassif (dia 3 fevereiro, quarta-feira), Àiyé (dia 9 de fevereiro, terça-feira) e do coletivo formado por Dora Morelenbaum, Julia Mestre, Lucas Nunes e Zé Ibarra (dia 10 de fevereiro, quarta-feira).  Os shows acontecem às 21h. Cada apresentação será entremeada por uma conversa do curador Jorge LZ com os artistas e ainda poderá haver participações especiais e perguntas do público enviadas pelas redes.

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Foto: Dora Morelenbaum, Julia Mestre, Lucas Nunes e Zé Ibarra (Lucas Nogueira/Divulgação)

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Dan Spitz: metaleiro relojoeiro

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Se você acompanha apenas superficialmente a carreira da banda de thrash metal Anthrax e sentia falta do guitarrista Dan Spitz, um dos fundadores, ele vai bem. O músico largou a banda em 1995, pouco antes do sétimo disco da banda, Stomp 442, lançado naquele ano. Voltaria depois, entre 2005 e 2007, mas entre as idas e as vindas, o guitarrista arrumou uma tarefa bem distante da música para fazer: ele se tornou relojoeiro (!).

A vida de Dan mudou bastante depois que o músico teve filhos em 1995, e começou a se questionar se queria mesmo aquela vida na estrada. “Fazíamos um álbum e fazíamos turnês por anos seguidos, e então começávamos o ciclo de novo – o tempo em casa não existia. É uma história que você vê em toda parte: tudo virou algo mundano e mais parecido com um trabalho. Eu precisava de uma pausa”, contou Spitz ao site Hodinkee.

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Na época, lembrou-se da infância, quando ficava sentado com seu avô, relojoeiro, desmontando relógios Patek Philippe, daqueles cheios de pecinhas, molas e motores. “Minha habilidade mecânica vem de minha formação não tradicional. Meu quarto parecia uma pequena estação da NASA crescendo – toneladas de coisas. Eu estava sempre construindo e desmontando coisas durante toda a minha vida. Eu sou um solucionador de problemas no que diz respeito a coisas mecânicas e eletrônicas”, recordou no tal papo.

Spitz acabou no Programa de Treinamento e Educação de Relojoeiros da Suíça, o WOSTEP, onde basicamente passou a não fazer mais nada a não ser mexer em relógios horrivelmente difíceis o dia inteiro, aprender novas técnicas e tentar alcançar os alunos mais rápidos e mais ágeis da instituição.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Discos de 1991 #9: “Metallica”, Metallica

A música ainda estava no horizonte. Tanto que, trabalhando como relojoeiro em Genebra, pensou em largar tudo ao receber um telefonema do amigo Dave Mustaine (Megadeth) dizendo para ele esquecer aquela história e voltar para a música. Olhou para o lado e viu seu colega de bancada trabalhando num relógio super complexo e ouvindo Slayer.

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O músico acha que existe uma correlação entre música e relojoaria. “Aprender a tocar uma guitarra de heavy metal é uma habilidade sem fim. É doloroso aprender. É isso que é legal. O mesmo para a relojoaria – é uma habilidade interminável de aprender”, conta ele. “Você tem que ser um artista para ser o melhor – seja na relojoaria ou na música. Você precisa fazer isso por amor”.

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Cinema

Bead game: desenho animado sobre agressividade

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Bead game: desenho animado sobre agressividade

Em 1977, o diretor de cinema Ishu Patel fez o curta-metragem de animação Bead game, que foi relançado recentemente pelo National Film Board of Canada.

Para mostrar como a agressividade pode chegar a níveis inimagináveis, ele criou uma animação que usa apenas contas coloridas, que ganham a forma de vários objetos, animais, pessoas e monstros – um lado sempre tentando derrotar o outro. E quando você nem imagina que a briga pode ficar maior ainda, ela fica.

Via Laughing Squid

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Cultura Pop

Bad Radio: no YouTube, a banda que Eddie Vedder teve antes do Pearl Jam

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Bad Radio: no YouTube, a banda que Eddie Vedder teve antes do Pearl Jam

Em 1986, surgiu uma banda de rock chamada Bad Radio, em San Diego, Califórnia. Foi um grupo que fez vários shows, ganhou fãs e se notabilizou como uma boa banda de palco da região. Mas que se notabilizou mais ainda por ter tido ninguém menos que o futuro cantor do Pearl Jam, Eddie Vedder, nos vocais.

Eddie Vedder, que é lá mesmo de San Diego, aportou por lá em 1988 e ficou até 1990. Conseguiu fazer uma mudança geral no grupo, que tinha uma sonoridade bem mais new wave com a formação anterior, com Keith Wood nos vocais, Dave George na guitarra, Dave Silva no baixo e Joey Ponchetti na bateria. Wood saiu do grupo e com Vedder, a banda passou a ter uma cara bem mais funk metal, e mais adequada aos anos 1990.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Discos de 1991 #5: “Ten”, Pearl Jam

E essa introdução é só para avisar que jogaram no YouTube a última apresentação do Bad Radio com Vedder nos vocais. Rolou no dia 11 de fevereiro de 1990, pouco antes de Eddie se mandar para Seattle e virar o cantor de uma banda chamada Mookie Blaylock – que depois virou Pearl Jam. A gravação inclui as faixas What the funk, Answer, Crossroads, Just a book, Money, Homeless, Believe you me, What e Wast my days. O show foi dado no Bacchanal, em San Diego.

Com a saída de Vedder, o Bad Radio ainda continuou um pouco com o próprio Keith Wood, de volta, nos vocais. Segundo uma matéria publicada pela Rolling Stone (e que tem detalhes contestados pelos ex-integrantes do Bad Radio), Vedder não foi apenas cantor da banda: ele virou assessor de imprensa, empresário, produtor e o que mais aparecesse. A lgumas testemunhas dizem que a banda não era favorável ao lado ativista de Eddie (que costumava dedicar músicas e shows aos sem-teto), o que ex-integrantes do Bad Radio negam (tem mais sobre isso aqui).

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