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Oruã abre série de LPs split lançada por selo norte-americano

Com um disco lançado recentemente (Slacker, do ano passado) que virou até assunto aqui no Pop Fantasma, a banda carioca Oruã lança também muita coisa off-álbuns. Ela está agora, por exemplo, na abertura da série Reflectors, do selo norte-americano The Dead Currencies, que apresenta gravações extras de duas bandas em LPs split (um lado pra cada uma). O lado A do primeiro volume fica com a banda Reverse Death, de Seattle, e o lado B com os cariocas.
O RD, diz o release, “encontra um cenário distorcido por fitas, uma mistura de beleza e destruição, para chamar de lar”, em músicas desconcertantes como Mud pool mind, Splitting tears e Star blink inside, ligadas tanto ao free jazz quanto ao rock ruidoso. O Oruã, por sua vez, vem com as demos de Slacker, trazendo gravações como De se envolver, feita entre SP e Rio, Soft, feita entre Cabo Frio e Estados Unidos, e Maldição, de quase nove minutos, gravada em Búzios. Essa última é uma das inéditas do álbum – a outra é a vinheta Nancy, de 31 segundos, feita em Seattle.
“Em conjunto, Reflectors, Vol. I é como um cometa de ouro maciço riscando o céu estrelado. E se sabemos algo sobre portais (e sabemos), certamente soa como a chave que abre uma porta para outro reino”, poetiza o release. Se você não conseguir o vinil, pode ouvir tudo nas plataformas de música – o valoroso Bandcamp entre elas.
Foto: Reprodução Bandcamp
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E sai “Bring your love”, single que une Madonna e Sabrina Carpenter

Tem encontro de gerações no pop: Madonna e Sabrina Carpenter soltaram nesta quinta (30) a inédita Bring your love, primeira parceria oficial entre as duas. A faixa já está nas plataformas (com direito a visualizer no YouTube) e puxa a fila de Confessions II, novo álbum da Madonna, marcado para 3 de julho.
Com clima de pista, entre house e disco, a música gira em torno de autonomia e de não se abalar com julgamento alheio. No refrão, elas vão direto ao ponto: “Traga seu amor porque você não pode me abalar / Traga seu amor porque você nunca vai me destruir”.
A estreia de Bring your love ao vivo rolou no festival Coachella, em abril, durante o show da Sabrina, quando Madonna apareceu de surpresa no segundo fim de semana. As duas ainda encaixaram Vogue e Like a prayer, dois hits de Madonna, e Juno, hit de Sabrina, no set. Confessions II marca o primeiro disco de estúdio da Madonna em sete anos e retoma a parceria com Stuart Price, nome por trás de Confessions on a dance floor (2005). Antes, ela já tinha soltado o single I feel so free.
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Duran Duran mostra single novo na TV com Nile Rodgers na guitarra

Quem passou pelo programa Jimmy Kimmel Live! na noite de quarta (29) foi ninguém menos que o Duran Duran, e em ótima companhia. A banda mostrou seu novo single Free to love, que é o primeiro material do grupo lançado em 2026 – e com Nile Rodgers (Chic, ex-produtor de Madonna e David Bowie) na guitarra.
A música, lançada há pouco, foi chamada pelo tedcladista Nick Rhodes no release de “um chamado a todas as pessoas que querem que a paz, a esperança e a compreensão prevaleçam” e de um “hino à liberdade”. Ela é a mais nova colaboração de Rodgers com a banda – ele começou a colaborar com o DD ao remixar em 1984 o hit The reflex, a primeira música da banda a chegar ao topo da Billboard Hot 100.
Após Jimmy mostrar um precioso compacto de vinil com a faixa (ficou com inveja? eu fiquei), banda, vocalistas convidadas e Nile Rodgers se posicionaram no palco para mostrar aquela que é uma verdadeira adesão do Duran Duran ao resgate da disco music – e por tabela, uma adesão do grupo à sua própria história, já que Free to love se relaciona com a era de discos como Seven and the ragged tiger (1983). E o clima de “livre pra amar” foi turbinado pelo cenário, repleto de arco-íris e de figuras de unicórnios.
Quando Free to love chegou às plataformas (e às lojas, lá fora…), o release trazia Nick Rhodes aproveitando também para homenagear o velho parceiro Nile Rodgers. “Sempre que a gente conecta os equipamentos e toca com o Nile, a eletricidade que ele gera poderia iluminar uma cidade inteira. Compartilhamos a crença de que a música é uma força para o bem e algo que traz energia positiva ao mundo”, contou.
Já Nile acrescentou que “meu amor pelo Duran Duran e pelo que nossa música juntos sempre representou é o amor que compartilhamos pelos significados mais profundos das nossas canções. Seja qual for o caos lá fora, dentro do estúdio estamos livres para amar a nossa paz”. A banda também lançou um clipe da música, dirigido por Jonas Åkerlund e estrelado pela apresentadora e personalidade britânica Clara Amfo, e cujo cenário lembra um programa de TV dos anos 1970, daqueles repletos de hits da disco, com dançarinas, luminosos de marcas, etc.
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Tangolo Mangos fala de mudanças e de pertencimento no single “Dominó”

A banda Tangolo Mangos reaparece com Dominó, faixa nova que inaugura a nova fase – do álbum Pedágios y caronas, com dez faixas inéditas e previsto para maio. A faixa, escrita e cantada por Bruno “Neca” Fechine, nasce de um deslocamento pessoal: a mudança de Salvador para São Paulo. “Eu já não sabia mais do dia a dia em Salvador, mas ainda não me sentia pertencente aqui. É uma zona cinza, onde você não se sente mais de um lugar, mas também não é do outro”, diz o autor. A letra usa o dominó como metáfora – seja no jogo de olhares, no flerte ou na confiança entre parceiros.
A música nova vem da experiência de Neca com seus amigos durante essa transição – e fala de pertencimento construído no caminho, no erro compartilhado e na parceria, sempre com memórias simples e orientando o seguir em frente. “Eu joguei muito com meu amigo ao me mudar para São Paulo, e me faz pensar na amizade, em não se levar pela ganância de sua própria mão, de se lembrar que o erro é comum se estamos juntos para reconhecer”, recorda Bruno.
Dominó ainda traz citação de Falando nisso, faixa solo de Valentim Frateschi, integrante da banda Os Fonsecas – e lançada por ele no álbum Estreito. A música foi tratada como referência melódica durante o processo de composição e acabou ficando na versão final. “Por mais que não pareça tanto, aconteceu esse intercâmbio de intenção. A melodia foi ficando, das demos até a hora da gravação e já não tinha mais como não usar”, pontua Bruno.
Detalhe que quem tem ido aos shows do grupo já tem podido curtir ao vivo não apenas Dominó como algumas outras novas. “É sempre interessante ver a reação da plateia ao ver Neca saindo do kit de percussão e assumindo o vocal. Talvez por seu carisma, a canção parece já ter se tornado muito querida pelo público”, comenta Felipe Vaqueiro, um dos vocalistas e compositores do grupo.
Falando nos shows, o Tangolo Mangos promete que o próximo disco vai se aproximar bastante do que é a banda no palco, com mais peso e crueza. A banda já costuma chamar seu som de “camaleônico”, pela proximidade entre rock e referências brasileiras, especificamente nordestinas – e agora essa estética retorna com guitarras mais diretas, como eles adiantam. Pedágios y caronas sai pela Deck.
Foto: Giovanna Castellari / Divulgação








































