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Cultura Pop

Discos da discórdia 9: Metallica e Lou Reed, com “Lulu”

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Discos da discórdia 9: Metallica e Lou Reed, com "Lulu"

Um tempo atrás me marcaram no Facebook num desses desafios de “melhores discos”. Eu decidi fazer diferente e resolvi escrever, nessa época, sobre discos controversos que, por algum motivo ou outro, eu achava que as pessoas deveriam dar uma segunda chance. Enfim, discos da discórdia (um belo dum trocadalho do carilho, enfim).

Como recentemente aqui no POP FANTASMA eu pus no ar uma série sobre lendas urbanas e umas das diretrizes editoriais (eita!) do site é fazer mais séries sobre assuntos diversos da cultura pop, resolvi transformar os textos numa série com dez álbuns que não são lá grandes campeões de aceitação por parte da crítica, mas que mereciam um pouco mais da sua atenção. O nono disco talvez faça muita gente discordar de que se trata de um disco da discórdia (“ah, é um disco ruim mesmo!”, você poderia dizer).

OS MALES DE “LULU”, DO METALLICA E DE LOU REED (2011)

Discos da discórdia 9: Metallica e Lou Reed, com "Lulu"

Uma das resenhas mais grosseiras já publicadas a respeito de um disco foi feita justamente a respeito de Lulu, álbum colaborativo do Metallica e de Lou Reed, que completa uma década (mas já??) no ano que está chegando. Julian Marszalek, do site The Quietus, disse que o tempo gasto ouvindo o álbum duplo poderia ser utilizado em atividades mais nobres, como observar a grama crescer ou “masturbar-se numa meia”. As outras críticas dirigidas ao disco, se não chegaram a tanto, não melhoraram muito a situação.

Lulu é um daqueles casos em que apenas a descrição e as imagens surgidas na mente já cortam bastante da curiosidade de ouvir o disco. O álbum tem duração extensa o suficiente para afastar ouvintes mais corajosos. Afinal, trata-se de uma hora e meia que jamais voltarão a fazer parte da sua existência, caso você odeie o álbum.

Lou Reed não é exatamente o tipo de artista que ninguém associaria com o universo do heavy metal ou do hard rock. Muito embora, em plena fase de abertura musical dos anos 1980, o ex-Velvet tenha achado interessante a ideia de dialogar com o Kiss, e tenha sido coautor de uma música gravada pela banda, A world without heroes. Por outro lado, musicar letras de Reed não parece ser o tipo de tarefa que uma banda como o Metallica faria direito.

TRILHA SONORA

A única defesa possível que dá para ser feita de Lulu é que se trata de um mergulho experimental comum à carreira de Lou Reed – embora incomum em se tratando de uma banda tão mainstream quanto o Metallica. O conteúdo do disco é inspirado nas duas “peças de Lulu” do dramaturgo alemão Frank Wedekind (1864–1918), que descrevem, usando de muita violência explícita, a vida de uma dançarina que encontra a pobreza e a prostituição.

Um crítico que ouviu o disco em primeira mão chegou a dizer que se tratava da mistura de Berlin, álbum de Lou Reed, com Master of puppets, da banda de heavy metal. Não é bem assim: o resultado muitas vezes se transforma na mais completa zona, como em Pumping blood ou Mistress dread. Ouvido como “um álbum de Lou Reed, com trilha sonora fornecida pelo Metallica”, dá pra entender um pouco. Em The view, o Metallica se transforma na banda stoner que possivelmente eles nunca quiseram ser. A edição final do clipe traz Lou Reed parecendo um tanto incomodado com o barulho da banda.

Quem é fã radical de metal talvez se incomode com o disco. E talvez nem sequer veja nenhuma discórdia ali. Se você é fã de Lou Reed e curtiu discos como Ecstasy, tido como último álbum de rock dele (saiu em 2001, inclusive no Brasil), vai acabar se identificando com uma coisa ou outra de Lulu. Isso porque Like a possum, canção quilométrica e reclamona de Ecstasy, já era nesse estilo.

ENFIM

Pegue o Lulu e tire suas próprias conclusões.

Veja todos os Discos da Discórdia aqui.

Tem conteúdo extra desta e de outras matérias do POP FANTASMA em nosso Instagram.

Ricardo Schott é jornalista, radialista, editor e principal colaborador do POP FANTASMA.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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