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Cultura Pop

Dez histórias sobre “Total eclipse of the heart”, de Bonnie Tyler

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Dez histórias sobre "Total eclipse of the heart", de Bonnie Tyler

Quem já chorou de deslizar pelas paredes e se estatelar no chão ouvindo os quase sete minutos de Total eclipse of the heart, de Bonnie Tyler, com certeza se sentiu motivado a dar mais uma choradinha nos últimos dias. Afinal de contas, por causa do eclipse solar desta segunda (21), a canção “voltou” a fazer sucesso – é o que diz a Billboard. O hit romântico-desesperado de Bonnie, lançado em 1983, tornou-se a música mais baixada do iTunes nos Estados Unidos, nesta segunda, deixando para trás Despacito de Luis Fonsi. Na semana passada, quando foi divulgado que Tyler cantaria a música num cruzeiro, já houve um aumento de 500% no número de downloads da faixa no iTunes.

Tudo pela audiência: Bonnie ainda promoveu a música e o show no cruzeiro na CNN, soltando a voz e se descabelando com a canção.

Mas o que interessa é que:

UM SÓ HIT? O CACETE. Você acha que Bonnie é uma one hit wonder por causa de Total eclipse? Pois bem: até ela gravar essa música, os críticos costumavam dizer que ela era cantora de um sucesso só por causa de outra música que com certeza você esqueceu: o country-rock de pista It’s a heartache, de 1978. Antes disso, ela teve outros sucessos, como More than a lover (1977), mas com Heartache ela conseguiu o quarto lugar na parada britânica e penetrou nos EUA.

DIFÍCIL É O NOME Bonnie nasceu no País de Gales em 8 de junho de 1951 – fez 66 há poucos meses. Se você voltasse no tempo, arrumasse um emprego de professor na escola dela e na hora da chamada, gritasse “Bonnie Tyler!” não iria escutar “presente!” O nome verdadeiro dela é Gaynor Hopkins. Era o nome artístico que ela usava até assinar com a RCA e recomendarem-lhe que arranjasse outro nome.

NÃO ERA MUITO LEGAL. Bonnie era um nome conhecido do universo pop em 1983, mas sua carreira andava tendo, er, alguns problemas. Pouco antes de Total eclipse, seu contrato com a RCA havia finalizado sem renovação. O disco de Total eclipse, Faster than the speed of night, saiu pelo seu novo contrato com a Columbia. A música-título, que você confere aí embaixo, é grandinha também.

PESO PESADO A chance de gravar Total eclipse surgiu quando ela viu uma apresentação do roqueiro Meat Loaf no programa The Old Grey Whistle Test e decidiu ir conversar com o produtor dele, Jim Steinman, para ver se chegavam a algum lugar. Bonnie disse numa entrevista recente que quando ouviu a música, feita por Steinman, “não podia acreditar que era para mim”. Na verdade, não era: Jim chegou a oferecê-la para Meat Loaf gravá-la em seu disco Midnight at the lost and found (1983), mas ele declinou. Sobrou para Bonnie.

STEINMAN. Jim tinha sido responsável por discos como Dead ringer, de Meat Loaf (1981), e costuma ser citado erradamente como o produtor de seu clássico Bat out of hell, de 1977 – quem produziu na verdade foi Todd Rundgren, mas o disco é praticamente um trabalho de Steinman, que compôs tudo. O produtor teve também sucesso como artista solo, com o disco Bad for good, de 1981. Definiu seu trabalho num papo com a Rolling Stone como “trovejante, épico, wagneriano”.

LADO ESCURO DO AMOR. Steinman, segundo ele próprio na Rolling Stone, realmente fez Total eclipse of the heart durante um eclipse. Ela é mais uma das canções compostas por ele a enfocar um lado nada alegrinho do “amar e ser amado”. “Muitas canções são sobre aquele lado lírico do amor, o lado agradável. Eu sempre curti escrever sobre o outro lado, o mais escuro. E um eclipse é a melhor imagem para descrever alguém totalmente descacetado pelo amor, porque é mesmo como um eclipse. Não há luz ali”.

VAMPIROS. Tem um lado mais assustador em Total eclipse, que vem do fato de Steinman, na época em que fez a música, estar ocupadíssimo com as letras de uma nova versão do musical Nosferatu. Quando começou a trabalhar na canção, pensava em fazer algo sobre vampiros. E ele diz que o hit gravado por Bonnie tem muito disso. “Se alguém ouvir a letra com atenção, vai perceber que é realmente algo vampiresco. É tudo sobre a escuridão, o poder da escuridão e o lugar do amor no escuro”.

“TURN AROUND, BRIGHT EYES”. Contratado para fazer os backing vocals no hit de Bonnie, o cantor canadense Rody Dodd acabou invadindo as rádios FM de todo o mundo na época por ser a voz que cantava essas duas expressões na música. Rory é cantor de estúdio, costumava participar das gravações comandadas por Steinman e está em Bat out of hell também. Ultimamente vem participando de comerciais e tem um canal no YouTube no qual põe demos e antigas gravações.

RENDEU. Mais uma prova de que Bonnie não é cantora de um só hit: Faster than the speed of night, de suas nove músicas, rendeu mais sete (!) singles. Dá para esbarrar com alguns deles no rádio até hoje, como as versões dela para Have you ever seen the rain, do Creedence Clearwater Revival, e Straight from the heart, de um então iniciante Bryan Adams. Disco novo dela, só três anos depois, Secret dreams and forbidden fire. O mais recente saiu em 2013, Rocks and country.

 

ELA AINDA DUVIDOU. Bonnie não achava que Total eclipse fosse fazer sucesso, por causa de sua longa duração. E vale dizer: quando rolou o tal cruzeiro do eclipse (já tem vídeo e foto, veja aí embaixo), Tyler, digamos, teve que encarar uma questão ligada às leis da Terra. “O eclipse dura dois minutos e quarenta, não é do tamanho da minha música. Ela teve que ser cortada para caber”.

https://www.instagram.com/p/BYEN33tnxO1/

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No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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