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Cultura Pop

Aquela vez em que Debbie Harry escapou do serial killer Ted Bundy

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Aquela vez em que Debbie Harry escapou do serial killer Ted Bundy

Tem (você deve saber) autobiografia de Debbie Harry, cantora do Blondie, vindo aí. É Face it, agendada para chegar às livrarias em 1º de outubro de 2019. Olha a capa aí.

Aquela vez em que Debbie Harry escapou do serial killer Ted Bundy

Um dos trechos já revelados do livro apareceu recentemente na Dazed, e traz Debbie contando sobre o dia em que quase morreu nas mãos do assassino serial Ted Bundy – aquele mesmo sujeito que matou e estuprou mais de 35 mulheres. Ted foi condenado à morte e acabou na cadeira elétrica na Flórida, em 24 de janeiro de 1989, aos 42 anos.

Aquela vez em que Debbie Harry escapou do serial killer Ted Bundy

Ted Bundy (foto: Wikipedia)

Debbie só foi saber quem era Ted Bundy (e reconhecer o sujeito que a assediara no começo dos anos 1970) quando leu no jornal uma reportagem sobre ele e viu sua foto. Lembrou que em certa ocasião lá por 1972 estava saindo do trabalho e indo a um clube, quando passou um Fusca branco, e o motorista lhe ofereceu uma carona. Era, segundo ela, Ted, embora ela nem soubesse de quem se tratava.

Aquela vez em que Debbie Harry escapou do serial killer Ted Bundy

O Fusca do escroto do Ted Bundy (foto: Wikipedia)

“Continuei tentando pegar um táxi. Mas ele era muito persistente, me perguntou para onde eu estava indo. A apenas alguns quarteirões de distância, ele disse: ‘Bem, eu vou te dar uma carona'”, contou.

Debbie acabou aceitando entrar no carro. Nem sabia que o motorista era um assassino serial, mas achou tudo estranho: as portas não tinham maçaneta, as janelas estavam fechadas, o interior do carro estava todo detonado e (pior) Ted fedia a cocô. Antes que ele arrancasse com o carro, ela conseguiu abrir a janela e abrir a porta por fora. “Assim que ele que eu tinha feito isso, tentou virar a esquina muito rápido. Eu saí do carro e caí no meio da rua”, recorda ela, que depois relembraria a história na biografia do Blondie, Vidas paralelas. “Eu tive muita sorte. Na época, eu não sabia nada sobre Ted Bundy”, conta.

Por outro lado, tem outro detalhe: o site Snopes desconfia da história de Debbie, dizendo que Ted não estava em Nova York em 1972 e que não havia notícias de ele ter começado a sequestrar e matar mulheres antes do início de 1974 (e esses crimes aconteceram apenas em áreas como Washington, Oregon e Utah). A cantora pode ter sido atacada por outro desgraçado qualquer que não era Ted. E Debbie diz que de qualquer jeito, o carro no qual ela entrou naquele dia não é o Fusca de Bundy que está no Alcatraz East Crime Museum. E aí?

Veja também no POP FANTASMA:
– Debbie Harry no TV Party ensinando a dançar o pogo.
– Blondie: Debbie Harry clicada por Chris Stein, na Punk Magazine
– Aquela vez que Andy Warhol desenhou Debbie Harry num computador Amiga 1000
Macabre: o Sgt. Pepper’s dos serial killers
– Qual era a das trilhas sonoras de filmes dos anos 1980?
E a fase hippie da Debbie Harry?

Cultura Pop

George Harrison em 2001: “O que é Eminem?”

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George Harrison (Reprodução YouTube)

RESUMO: Em 2001, George Harrison participou de chats no Yahoo e MSN para divulgar All Things Must Pass; com humor, respondeu fãs poucos meses antes de morrer – e desdenhou Eminem (rs)

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube

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“Que Deus abençoe a todos vocês. Não se esqueçam de fazer suas orações esta noite. Sejam boas almas. Muito amor! George!”. Essa recomendação foi feita por ninguém menos que o beatle George Harrison no dia 15 de fevereiro de 2001 – há 25 anos e alguns dias, portanto – ao participar de dois emocionantes chats (pelo Yahoo e pelo MSN).

O tal bate-papo, além de hoje em dia ser importante pelos motivos mais tristes (George morreria naquele mesmo ano, em 29 de novembro), foi uma raridade causada pelo relançamento remasterizado de seu álbum triplo All things must pass (1970), em janeiro de 2001. George estava cuidando pessoalmente da remasterização de todo seu catálogo e o disco, com capa colorida e fotos reimaginadas, além de um kit de imprensa eletrônico (novidade na época), era o carro-chefe de toda a história. O lançamento de um site do cantor, o allthingsmustpass.com, também era a parada do momento (hoje o endereço aponta para o georgeharrison.com).

Os dois bate-papos tiveram momentos, digamos assim, inesquecíveis. No do Yahoo, George fez questão de dizer que era sua primeira vez num computador: “Sou praticamente analfabeto 🙂 “, escreveu, com emoji e tudo. Ainda assim, um fã meio distraído quis saber se ele surfava muito na internet. “Não, eu nunca surfo. Não tenho a senha”, disse o paciente beatle. Um fã mais brincalhão quis saber das influências dos Rutles, banda-paródia dos Beatles que teve apoio do próprio Harrison, no som dele (“tirei todas as minhas influências deles!”) e outro perguntou sobre a indicação de Bob Dylan ao Oscar (sua Things have changed fazia parte da trilha de Garotos incríveis, de Curtis Hanson). “Acho que ele deveria ganhar TODOS os Oscars, todos os Tonys, todos os Grammys”, exultou.

A conta do Instagram @diariobeatle deu uma resumida no chat do Yahoo e lembrou que George contou sobre a origem dos gnomos da capa de All things must pass, além de associá-los a um certo quarteto de Liverpool. “Originalmente, quando tiramos a foto eu tinha esses gnomos bávaros antigos, que eu pensei em colocar ali tipo… John, Paul, George e Ringo”, disse. “Gnomos são muito populares na Europa. E esses gnomos foram feitos por volta de 1860”.

A ironia estava em alta: George tambem disse que se começasse um movimento como o Live Aid ajudaria… Bob Geldof (!)., o criador do evento. Perguntado sobre se Paul McCartney ainda o irritava, contemporizou: “Não examine um amigo com uma lupa microscópica: você conhece seus defeitos. Então deixe suas fraquezas passarem. Provérbio vitoriano antigo”, disse. “Tenho certeza de que há coisas suficientes em mim que o irritam, mas acho que já crescemos o suficiente para perceber que nós dois somos muito fofos!”. Um / uma fã perguntou sobre o que ele achava da nominação de Eminem para o Grammy. “O que é Eminem?”, perguntou. “É uma marca de chocolates ou algo assim?”.

Bom, no papo do MSN um fã abusou da ingenuidade e perguntou se o próprio George era o webmaster de si próprio. “Eu não sou técnico. Mas conversei com o pessoal da Radical Media. Eles vieram à minha casa e instalaram os computadores. Os técnicos fizeram tudo e eu fiquei pensando em ideias. Eu não tinha noção do que era um site e ainda não entendo o conceito. Eu queria ver pessoas pequenas se cutucando com gravetos, tipo no Monty Python”, disse.

Pra ler tudo e matar as saudades do beatle (cuja saída de cena também faz 25 anos em 2026), só ir aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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