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Cigarettes lança vinil com show no Rio (e tem um acústico pré-show neste sábado)

Copiar release sem nem sequer dar uma mudada ou reescrever coisas é sacanagem, mas o textinho da gravadora Midsummer Madness para divulgar o lançamento do vinil de Bingo, disco da banda Cigarettes – com direito a show terça-feira no Rio – tá tão legal e emocionante, que mantivemos na íntegra. Pega aí, compre o disco, vá ao show e… tem uma preparação para a apresentação neste sábado (6) na livraria carioca Baratos da Ribeiro, que retorna com o evento Vespeiro (tradicional da casa), apresentando um show acústico e intimista da banda.
“Em 2022, Bingo, o primeiro disco do The Cigarettes, completou 25 anos. Quase que completamente ignorado por público e crítica quando lançado, o disco ganhou status de cult ao longo do tempo e foi reeditado em vinil.
Para viabilizar a prensagem, o selo midsummer madness organizou um crowdfunding que ultrapassou a meta e arrecadou R$28 mil. A tiragem limitada em vinil vermelho translúcido traz uma nova mixagem feita usando as fitas originais da gravação de 1997. As novas versões revelam inúmeros elementos que ficaram escondidos na edição original, lançada apenas em CD 25 anos atrás. Para dar mais brilho, a masterização ficou a cargo de Alan Douches que já trabalhou com Fleetwood Mac, Olivia Tremor Control, Animal Collective, entre outros.
O sucesso do crowdfunding foi resultado do apoio quase 100 pessoas mas também de produtoras como a Kromaki Filmes, as lojas de discos Baratos da Ribeiro e Locomotiva Discos, além do apoio apaixonado do diretor de TV Ricardo Spencer. Todos eles investiram quase R$2mil cada para que o disco saísse.
A paixão por Bingo continua mesmo após o objetivo alcançado: a Baratos da Ribeiro está organizando um acústico para seus clientes no dia 06 de Maio, Spencer se ofereceu para tocar baixo nos shows e a Kromaki Filmes está produzindo o histórico show do dia 09 de Maio.
Sem subir em um palco há quase 6 anos, The Cigarettes fará um raro show na Manouche (Jardim Botãnico, Zona Sul carioca) dia 09 de Maio, que será também parte de uma das recompensas do crowdfunding: a realização de um show, tocando Bingo na íntegra, com todo o furor das guitarras que o transformaram nesta efeméride do indie rock Brasileiro dos anos 90.
The Cigarettes surgiu em 1994, em Itaperuna, interior do estado do Rio de Janeiro quando Marcelo Colares, guitarrista, vocalista e único compositor do grupo, resolveu gravar suas músicas. Ao se mudar para o Rio de Janeiro neste mesmo ano, Colares lançou sua primeira fita-demo.
Conhecido por variar incessantemente de formação, o Cigarettes é basicamente Marcelo Colares, que recruta amigos músicos. Havia uma época que existia um Cigarettes pronto para tocar em São Paulo, outro no Rio de Janeiro e outro em Salvador.
Para o próximo show do dia 09, o Cigarettes vai contar com uma formação que já tocou junto em outras épocas. Os integrantes serão Ricardo Spencer (baiano, diretor de TV, já integrou bandas ainda mais obscuras como Jupiterscope, vai tocar baixo); Ricardo Ribeiro (carioca migrado para Brasília, paleontólogo e baterista da Pelvs, um dos mais frequentes nas formações Cigaretteanas), Rodrigo “Gordinho” Tavares (carioca vivendo em São Paulo, muito conhecido como o DJ Gordinho da festa Maldita, guitarrista da Pelvs), Sidney Honigsjtein (carioca, ex-integrante do Vibrosensores, vai tocar teclado) e Gustavo Seabra (carioca, compositor e guitarrista da Pelvs, ex-dono do estúdio Freezer onde o Cigarettes e dezenas de outras bandas gravaram nos anos 90 e 2000).
Apesar de uma discografia que já enfileira 8 álbuns e dezenas de EPs, o show do dia 09 de maio promete ser especial pois será dedicado a execução de Bingo na íntegra. O disco de estreia da banda também inaugurou o catálogo de álbuns do selo midsummer madness, que até 1996, lançava basicamente fitas e CDRs. O mmcd01 traz participações especiais de Daniela Matera (da banda Number 4), Helena Malbouisson (da banda Alydie) e do falecido Fábio L. (do Second Come e Stellar). Obviamente, nem todos estarão presentes.
Mas vamos imprimir os fatos, não a lenda.
E os fatos são a música. “Bingo” soa tão fresco e encantador quanto em 1997.
Ou ainda mais, com o benefício do som remasterizado. Mesmo as pequenas imperfeições no instrumental e/ou nos vocais tiveram seu charme naïf elevado.
O crunch em “Show”, “We’re Gonna Make a Sound”, “Sweet Little Darling” e “Junk” nunca pareceu tão crocante.
Já o shimmer de “Happiness”, “The Beauty of the Day” e “Friendship” nunca foi tão límpido. Assim como “Blues”, “Say Goodbye”, “Naturally Sad” e “Fool” nunca soaram tão melancólicas. “You Gonna Make a Movie” ganhou cores cinematográficas, um rave-up em Cinemascope e Technicolor.
por Marco Antonio “Bart” Barbosa edita o Telhado de Vidro
e possui um exemplar original de Bingo em CD desde 1997.
A edição original em CD teve 1000 cópias prensadas e guarda uma estória inusitada: logo após ser lançada, uma gravadora de Portugal se interessou pela banda e comprou metade de prensagem, prometendo promover The Cigarettes na Europa. O investimento incluía a ida da banda para a terrinha, o que nunca aconteceu. Ninguém sabe o paradeiro das 500 cópias, tornando o disco ainda mais raro. A reedição em vinil segue pelo mesmo caminho (não, nenhum selo vai comprar nada) pois a tiragem de apenas 250 cópias já foi 80% vendida no crowdfunding. As poucas cópias que restam do vinil estarão a venda no dia 09 de maio”.
Duas chances de ver os Cigarettes no Rio então. Neste sábado (6) na Livraria Baratos da Ribeiro. Rua Dezenove de Fevereiro 90, Botafogo, 17h, gratuito e sujeito à lotação. E na terça (9) no Clube Manouche. Rua Jardim Botânico, 983, 21h (portas), 21h30 (show). R$ 100, R$50 (meia entrada), R$50 (ingresso solidário +1kg alimento não perecível)
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FAN Espiralar celebra 30 anos do Festival de Arte Negra de BH

O Festival de Arte Negra de Belo Horizonte – FAN BH chega a um dos momentos mais esperados de sua 13ª edição, que comemora 30 anos do evento: a realização do FAN Espiralar, de 11 a 14 de junho, no Parque Municipal de Belo Horizonte, no Centro de Referência das Culturas Urbanas de Belo Horizonte (CRCURB) – Viaduto Santa Tereza e no Teatro Francisco Nunes.
Na abertura, 11 de junho, o Palco Sesc FAN Espiralar recebe a cantora e compositora Paula Lima, com o show Eu, Paula Lima – O baile. No Dia dos Namorados (12) Augusta Barna faz show em homenagem à data, e Nath Rodrigues apresenta Pérola negra – Uma homenagem a Luiz Melodia. E, finalizando a sexta-feira, Samba da Meia-Noite, com o melhor do samba das sambadeiras e sambadores de Belo Horizonte dedicado à tradição do Recôncavo Baiano. Já no domingo, 14 de junho, tem show da Nação Zumbi.
A programação tem também oficinas formativas, performances artísticas e outras intersecções de saberes como o Clube do Livro Página Preta: Literaturas Intertropicais e o FANzinho, que apresenta o espetáculo Dandara para crianças — Um mergulho lúdico na realeza negra. A inclusão e a diversidade marcam presença no FAN 30 Anos com a apresentação Rastros sobrepostos, do artista PCD Dânova Neres.
O FAN BH é uma realização da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, em parceria com o Instituto Periférico e conta com parceria cultural do Sesc em Minas, integrado ao Sistema Fecomércio MG.
- Agenda RJ: Batucada Tamarindo traz fusão rítmica para turnê nos Sescs
Para a secretária municipal de Cultura, Cida Falabella, os 30 anos do FAN representam o amadurecimento de uma visão de cidade que reconhece a diversidade como seu maior patrimônio intelectual e criativo: “O papel da Secretaria Municipal de Cultura é assegurar que o protagonismo negro e as manifestações populares ocupem um lugar central no planejamento estratégico da capital. Celebrar esta trajetória significa reafirmar que a identidade e o futuro de Belo Horizonte são indissociáveis da força da arte negra”, conta ela.
Desde novembro de 2025, a trajetória da 13ª edição do FAN BH, que foi marcada no FAN Rotas e FAN Raízes pela escuta com os territórios e pelo fortalecimento das expressões artísticas e culturais negras, culminam no FAN Espiralar. Inspirado na ideia da poeta e ensaísta Leda Maria Martins, o conceito de espiralar propõe revisitar as raízes para imaginar e construir novos futuros. Nesse sentido, o FAN Espiralar se apresenta como um espaço de celebração pública que transforma escutas em presença, memórias em criação e caminhos construídos coletivamente em experiências compartilhadas.
“Chegar às três décadas de FAN é um marco que enche Belo Horizonte de orgulho. O festival não é só um evento, é um espaço de memória e de celebração do protagonismo negro em todas as suas formas. A identidade da nossa cidade foi construída pela força e pela criatividade do povo preto. Celebrar esses 30 anos é reafirmar que a cultura negra merece estar sempre no topo, espalhando diversidade, respeito e igualdade por todos os cantos da capital”, destaca a presidenta da Fundação Municipal de Cultura, Bárbara Bof.
SERVIÇO FAN ESPIRALAR
Data: 11 a 14 de junho de 2026
Local: Parque Municipal de Belo Horizonte, CRCURB – Viaduto Santa Tereza e Teatro Francisco Nunes
Programação completa aqui.
Foto Paula Lima: Juliana Heicer / Divulgação
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Agenda RJ: Batucada Tamarindo traz fusão rítmica para turnê nos Sescs

Direto de SP, a Batucada Tamarindo desembarca no estado do Rio de Janeiro em junho para uma pequena tour. Com apresentações no Sesc Tijuca, no dia 10; Sesc Nova Friburgo, no dia 11; Sesc São Gonçalo, no dia 12; e, no Sesc Madureira, no dia 20, a turnê integra a programação do Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar e marca um novo momento de expansão do grupo, após o lançamento de seu segundo álbum, Olóri-Agbáyé, em 2025 (resenhamos esse disco aqui).
Com mais de 20 anos de trajetória, a Batucada Tamarindo se consolidou como um coletivo artístico que ultrapassa o formato tradicional de apresentação. Formado por seis integrantes que mantêm uma história conjunta e de união, o grupo constrói sua identidade a partir do encontro entre diferentes vivências musicais e culturais.
Além dos shows musicais, o grupo desenvolve projetos audiovisuais, cria trilhas executadas ao vivo para cinema e mantém uma atuação contínua em processos formativos ligados à dança e à cultura afro-brasileira. E os shows sempre são bem imersivos – e percussivos. “Nosso trabalho parte do tambor como ponto de encontro. Cada performance é construída como um território de troca, onde tradição não é reprodução, é continuidade. O que a gente leva para o palco é essa energia viva, que vem do terreiro, da convivência e do coletivo”, afirma o grupo.
O repertório da turnê reúne as faixas de Olóri-Agbáyé e músicas marcantes do primeiro disco, como Elegbará, Ògun fundador de Ire, Saudação a Oxumarê e Oyá e Nas águas da cachoeira. E vai rolar toda uma aula de cruzamento de ritmos no show, passando por samba de roda, cavalo-marinho, boi de zabumba, boi de pandeirão, ritmos do Candomblé de Nação Ketu e Angola… por aí vai.
Foto: José de Holanda / Divulgação
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Urgente!: Loucura à vista – álbum de estreia dos Fcukers chega em março

Entre 2024 e 2025, você deve lembrar, começou uma boa onda de gente seguindo os passos da loucura de Charli XCX no disco Brat. A dupla (e ex-trio) de dance-rock Fcukers, vinda de Nova York, foi um desses nomes. Shanny Wise e Jackson Walker Lewis, ainda acompanhados do baterista Ben Scharf, lançaram em 2024 o EP Baggy$$, que foi resenhado até aqui no Pop Fantasma. Na época, o que se comentava é que essa turma era inicialmente apenas ser um projetinho que lançava músicas para os amigos ouvirem, mas que virou hype e estourou.
Você decide se quer acreditar nisso ou não, mas num papo do ano passado com a Rolling Stone, Shanny e Jackson revelaram que essa despretensão estava por trás até da escolha do nome. “Ele encapsulava perfeitamente a vibe que nós dois queríamos, no sentido de que pensávamos: ‘Não estamos nem aí. Não vamos ter uma carreira musical. Quem se importa? Vamos fazer exatamente o que quisermos’”, disse Lewis. O grupo só foi se conscientizar de que aquilo não era só uma zoeira de amigos quando deu o primeiro show.
O sucesso veio inesperadamente, já que a apresentação ganhou até resenhas. As encrencas também foram surgindo: o single Homie don’t shake sampleava uma parte de Devill’s haircut, de Beck. O papo com o cantor foi de boa: Lewis diz ter pedido a ele “não me processe!” e Beck soltou um “tudo bem” – e não processou. Já Van Morrison (o próprio) abiscoitou 50% da música do Fcukers – isso porque a banda não sabia que Beck tinha sampleado uma guitarra do Them, ex-banda de Van, em Devil’s haircut.
O clipe da faixa, por sua vez, alterou as definições comuns de “relação custo-beneficio”, já que basicamente Shanny embarcou num ônibus, ligou a câmera do celular e ficou dublando Homie enquanto viajava no coletivo pela Primeira Avenida, em Nova York. Custo: uma passagem de ônibus.
Enfim, o fato é que, agora sem Scharf (que, diz o grupo, deixou a banda para voltar a estudar e não estava contente de ser um músico de palco, sem participação conceitual), o Fcukers vem ao Brasil abrir os shows de Harry Styles no no Estádio MorumBIS, em São Paulo, nos dias 17, 18, 21 e 24 de julho. E antes disso, no dia 27 de março, lançam Ö, o álbum de estreia, que sai pelo selo Ninja Tune. O disco traz os recém lançados singles Play me e I like it like that.
O disco foi produzido por Kenneth Blume (FKA Kenny Beats) e gravado no ano passado em uma intensa sessão de estúdio de duas semanas, após um primeiro encontro entre o trio. A mixagem foi feita por Tom Norris (Lady Gaga, Charli XCX, The Weeknd e muitos outros), com produção adicional de Dylan Brady, do 100 Gecs, em três faixas. Provavelmente vem por aí um disco tão louco quanto a história e os shows da dupla. Você confere a capa e a lista de faixas abaixo.

Beatback
L.U.C.K.Y
Butterflies
if you wanna party, come over to my house
Play me
Shake it up
I like it like that
TTYGF
Lonely
Getaway
Feel the real
Texto: Ricardo Schott – Foto: Jeton Bakalli / Divulgação





































