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Swave registra a nova formação ao vivo, sem maquiagem

RESUMO: A Swave lança seu primeiro registro profissional ao vivo, gravado sem overdubs ou retoques de estúdio. Live session ao vivo de verdade (mesmo!) apresenta a nova formação e duas inéditas.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Daniely Simões / Divulgação
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A Swave acaba de lançar Live session ao vivo de verdade (mesmo!), seu primeiro registro profissional ao vivo. A banda de São Paulo surgiu em 2022 e construiu sua trajetória na cena independente com uma postura bastante DIY, chegando a lançar demos em fita cassete acompanhadas de zines antes de colocar na rua o primeiro álbum, Foi o que deu pra fazer, pela Deck, em 2025 (resenhado aqui).
O disco ao vivo também apresenta a formação atual do grupo. Santiago Paestor assumiu a bateria e Luisa Phoenix ficou com baixo e vocal, ao lado de Aline Mendes (vocal), Murilo Benites (guitarra) e Rafael Brasil (guitarra). A gravação sai enquanto a Swave trabalha nas músicas de seu segundo álbum. O repertório reúne algumas das faixas que ganharam espaço nos shows e inclui duas inéditas: Sem tempo, sobre a vontade de aproveitar o presente, e 4am, que fala sobre se jogar em uma relação sem ficar calculando as possíveis consequências.
O próprio título explica a proposta do projeto. Live session ao vivo de verdade (mesmo!) foi gravado sem overdubs, regravações ou aquele acabamento posterior que costuma deixar registros ao vivo com cara de estúdio. A ideia era colocar a nova formação para tocar e registrar o resultado como ele acontece no palco.
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Jonabug transforma bloqueio criativo no single “Rascunho”

RESUMO: Rascunho, novo single da Jonabug, nasceu de um bloqueio criativo e da influência de Hum e Ludovic. A faixa mistura pós-punk, tensão e ansiedade e anuncia o EP Torpor.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Giulia Geyer / Divulgação
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“A faixa também parte de um momento de bloqueio criativo em que ouvir essas duas bandas nos ajudou muito a compor, tanto a letra quanto o instrumental”, conta Marília Jonas, guitarrista e vocalista do Jonabug, sobre Rascunho, novo single da banda.
A música anuncia Torpor, próximo EP do grupo, e nasceu durante um período de mudanças pessoais e profissionais para os integrantes. As duas bandas às quais ela se refere são a norte-americana Hum e a paulistana Ludovic, que estão entre as inspirações da ruidosa nova música, e a faixa mantém a ligação da Jonabug com o pós-punk.
Marília divide a banda com Dennis Felipe (baixo), Samuel Berardo (bateria) e Thales Leite (guitarra). Para ela, Rascunho acabou refletindo o momento que a Jonabug estava vivendo na época. “Essa música pode ter vários significados e pontos de vista diferentes, pode ser otimista ou pessimista, depende de quem ouve”, comenta.
“Ela surge num momento de mudanças e transmite justamente a tensão, a ansiedade e a explosão que é estar vivendo um momento decisivo de carreira, de vida, de confusão, de estresse”, conclui, falando sobre uma letra que, no geral, fala sobre saber (ou descobrir) o que está por trás de um gesto, ou de uma atitude (“foi por pouco que me deixei cair / foi pra mim mesma que eu prometi / nem mesmo conversar”, diz o refrão).
A capa do single, criada pela designer curitibana Nicole Wünsch, também antecipa o universo visual de Torpor. A imagem trabalha com tons de azul, uma cor que a banda associou à atmosfera das novas músicas.
“A capa desse single é apenas uma parte do todo, como se estivéssemos revelando a ponta do iceberg”, explica Marília. “Ela representa a frieza da música e o que está por vir no EP. Os tons de azul conversam com a fase em que estamos. Definitivamente, os próximos lançamentos são azuis: quando fechamos os olhos vemos essa cor, que representa frio, confusão, desconforto, incômodo – tudo que deu vida ao EP e a essa música”.
Tanto Rascunho quanto Torpor saem pelo selo +um HITS. Você ouve a música nova aí embaixo (e no ano passado, resenhamos o álbum do Jonabug Três tigres tristes).
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Black Pantera chama Chico César para “Continental” e prepara show especial em SP

O Black Pantera está prestes a colocar na rua Continental, seu quinto álbum, e resolveu marcar a chegada do disco com um show especial em São Paulo. A banda toca no Cine Joia neste domingo, 23 de agosto, dois dias depois do lançamento do álbum pela Deck – e duas semanas antes de subir ao Palco Sunset do Rock in Rio.
Rodrigo “Pancho” (bateria), Charles Gama (guitarra e vocal) e Chaene da Gama (baixo e vocal) estarão acompanhados pelo tecladista Basílio Teodoro. A ideia é tocar Continental inteiro, seguindo uma prática que o grupo adotou nos lançamentos anteriores.
O disco já vinha sendo apresentado por Start the game e Hórus, além de algumas participações que chamaram atenção. Sandra Sá aparece em Quando canto, Derrick Green, do Sepultura, participa de Obsoleto, e Duquesa está em Serotonina. Agora, na semana do lançamento, o Black Pantera revelou a última participação do álbum: Chico César canta em Banzo.
“O Chico César é uma das maiores vozes da MPB, agregou demais no projeto final”, comenta Chaene da Gama. “São artistas de gerações e regiões diferentes, e isso é o retrato do Continental”.
O show do Cine Joia também deve passar por músicas que já fazem parte do repertório da banda, como Tradução, Fogo nos racistas e Perpétuo. A apresentação acontece no domingo, 23 de agosto. Os ingressos estão à venda pela Shotgun.
SERVIÇO:
Data: domingo 23 ago
Local: Cine Joia – Praça Carlos Gomes, 82 – Liberdade, São Paulo
Horário: 17:00 a 22:00
Ingressos: R$ 60,00 a R$ 100,00 – shotgun.live
Foto: Hugo Brito / Divulgação
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Peso e psicodelia: Levitation desembarca no Brasil com Melvins, Boris e Osees

RESUMO: O Levitation ganha sua primeira edição no Brasil em 23 de janeiro de 2027, em São Paulo, com Melvins, Osees, Boris e Frankie and the Witch Fingers, além dos brasileiros Test, Bike, Ema Stoned e Bufo Borealis.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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O Levitation finalmente vai atravessar o Hemisfério Sul. Um dos festivais mais importantes da cena psicodélica americana terá sua primeira edição no Brasil em 23 de janeiro de 2027, no Komplexo Tempo, em São Paulo. E o primeiro cartaz já chega com Melvins, Osees, Boris e Frankie and the Witch Fingers, além dos brasileiros Test, Bike, Ema Stoned e Bufo Borealis.
A edição brasileira faz parte de um circuito sul-americano que também passa por Buenos Aires, em 20 de janeiro, e Santiago, no dia seguinte. Os ingressos começam a ser vendidos em 19 de agosto, às 10h, pela Fastix. A organização é da Maraty, com patrocínio da Kunumi.
A ideia de trazer o Levitation para cá começou há mais de uma década. André Barcinski, produtor da Maraty, conheceu o festival em Austin em 2014, quando o evento ainda carregava o nome Austin Psych Fest. “Fiquei impressionado com a qualidade das bandas, a organização e o clima de camaradagem entre o público e os artistas. Eu não conhecia 70% das bandas do line-up e saí de lá zonzo de tanta música boa”, conta. “Desde então, sonho em poder replicar esse festival no Brasil. Foram vários anos de tentativas, e agora deu certo!”
O projeto brasileiro pretende manter uma das características mais importantes do festival americano: uma programação que não depende apenas de grandes nomes. Leandro Carbonato, produtor da Powerline e sócio da Maraty, coordena o Levitation na América do Sul ao lado de Barcinski e quer transformar as três primeiras edições em um circuito permanente. “Queremos construir um projeto duradouro, com muitas edições. Por isso, o festival também chegará ao Chile e à Argentina”, afirma.
A versão brasileira também terá uma feira dedicada à produção independente, com discos, camisetas, livros, pôsteres e outros itens de selos e marcas alternativas.
MELVINS: No palco, o Melvins é um daqueles nomes que dispensam muita apresentação. Buzz Osborne e Dale Crover estão à frente da banda desde os anos 1980, quando o grupo ajudou a transformar a lentidão e o peso do hardcore em uma das bases do sludge.A banda e o estilo são referência para o grunge, o doom, o noise rock e uma série de outras formas de música pesada. Melvins volta ao Brasil depois de 17 anos. Na formação atual, Osborne e Crover tocam com Steven McDonald e Coady Willis.
OSEES: Esse grupo chega como uma espécie de especialista em transformar um show de rock em um teste de resistência. A banda de John Dwyer atravessa garage rock, psicodelia, krautrock, hardcore, synth punk e música experimental há quase três décadas. A formação com duas baterias — Dan Rincon e Paul Quattrone — ajuda a explicar a reputação dos shows. E a discografia recente mostra que Dwyer continua interessado em mudar de direção, migrando para estilos como hardcore, no wave e rock progressivo. No Brasil, a banda terá ainda a participação da ex-integrante Brigid Dawson.
BORIS: O japonês completa o trio de atrações internacionais mais pesadas do cartaz. Formado em Tóquio em 1992, o grupo de Wata, Takeshi e Atsuo construiu uma discografia que passa por drone, doom, noise, sludge, shoegaze, psicodelia e até pop. Detalhe: o nome do grupo foi retirado de Boris, faixa que abre Bullhead, álbum lançado pelos Melvins em 1991.
FRANKIE AND THE WITCH FINGERS: Essa banda representa uma geração mais nova dessa linhagem psicodélica. Formada em Indiana e posteriormente estabelecida em Los Angeles, a banda começou no garage rock e foi incorporando post-punk, funk, new wave e eletrônica. Data doom, de 2023, e Trash classic, de 2025, mostram essa transformação.
BRASILEIROS. A Ema Stoned leva seu “rock digressivo” para o Komplexo Tempo. O trio formado por Alessandra “AL” Duarte, Elke Lamers e Theo Charbel trabalha com improvisação, psicodelia, krautrock e jazz. Já a Bike chega com a mistura de psicodelia, rock progressivo, tropicália e ritmos brasileiros que marcou sua trajetória. O disco mais recente, Noise meditations (2025), nasceu de sessões abertas de improvisação.
O Test leva ao Levitation uma proposta completamente diferente de estrutura. João Kombi e Barata construíram a carreira tocando em ruas, estacionamentos e do lado de fora de grandes shows, muitas vezes usando uma Kombi e um gerador como infraestrutura. Fechando a escalação está o Bufo Borealis, sexteto paulistano que cruza jazz-funk, psicodelia, rock experimental e improvisação. A banda lançou Natureza em 2025, álbum que apareceu entre os cem melhores discos brasileiros daquele ano na seleção da APCA.
O FESTIVAL. O Levitation nasceu em Austin em 2008, ainda como Austin Psych Fest, criado por integrantes do The Black Angels e outros nomes da cena local. A proposta era reunir a nova geração da psicodelia em um evento independente. O festival cresceu, mudou de nome em homenagem ao The 13th Floor Elevators e já recebeu The Flaming Lips, Tame Impala, The Jesus and Mary Chain, Primal Scream, Spiritualized, Slowdive, Beach House, Sonic Youth, Dinosaur Jr., Pavement, King Gizzard & the Lizard Wizard e muitos outros.
O Levitation também criou edições em França, Vancouver e Chicago e desenvolveu uma ligação com o selo Reverberation Appreciation Society, responsável por registros ao vivo de artistas que passaram por suas edições.
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SERVIÇO:
Levitation Brasil
Data: sábado, 23 de janeiro de 2027
Local: Komplexo Tempo
Endereço: Avenida Henry Ford, 511, Parque da Mooca, São Paulo
Atrações: Melvins, Osees, Boris, Frankie and the Witch Fingers, Test, Bike, Ema Stoned e Bufo Borealis
Ingresso aqui.
Venda: a partir de 19 de agosto na Fastix
Ingressos físicos sem taxa: Loja 255 da Galeria do Rock (R. 24 de Maio 62, Centro)
Patrocínio: Kunumi
Produção: Maraty
Apoio: Powerline
Censura: permitida a entrada de menores de 18 anos desde que acompanhados de responsável legal.
Acessibilidade: o local é totalmente equipado para atender a PCDs e haverá um espaço exclusivo para cadeirantes poderem ver os shows com toda a visibilidade e conforto.


































