Urgente
American Football, aquela banda que parece que influenciou TODO MUNDO, tá vindo aí

Tem um monte de shows internacionais vindo aí, mas esse é um dos mais legais e queridos: o American Football, banda extremamente influente do rock atual, pilar do Midwest Emo, faz apresentação única no Brasil no dia 30 de novembro, na Audio, em São Paulo. Quem traz a banda é a Balaclava Records.
Dos anos 2000 para cá, têm aparecido várias bandas influenciadas por esses caras e não é à toa: as letras sensíveis e as melodias dedilhadas, abertas a vários tipos de influências, são referências para um monte de bandas. Tudo começou quando eles eram uma banda iniciante indie rock sediada na Universidade de Illinois, liderada por Mike Kinsella (baterista fundador do Cap’n Jazz, que assumiu os vocais e a guitarra), ao lado de Steve Holmes (guitarra) e Steve Lamos (bateria/trompete).
Em 1999, lançaram um primeiro álbum epônimo pelo selo Polivinyl, que era a despedida da banda – só que essa “despedida” influenciou uma turma enorme. Em 2014, o American Football se reuniu, apresentando mais um integrante, o baixista, multi-instrumentista e primo de Mike, Nate Kinsella. Em maio, saiu o quarto álbum do grupo, American Football (LP4), resenhado pela gente aqui. O disco traz participações de Brendan Yates, vocalista do Turnstile, além da cantora e compositora americana de shoegaze Wisp e Caithlin De Marrais, baixista e vocalista da Rainer Maria.
SERVIÇO:
Balaclava Records apresenta: American Football em São Paulo
Data: 30 de novembro de 2026
Local: Audio
Endereço: Av. Francisco Matarazzo, 694 – Água Branca, São Paulo – SP, 05001-100
Horários: Portas 20h / Show 21h30
Classificação etária: 16+ / menores de 16 anos acompanhados dos pais ou responsável legal
Ingressos aqui.
A partir de R$ 250
Ponto de venda físico (sem taxa de conveniência):
Takkø Café
R. Maj. Sertório, 553 – Vila Buarque – São Paulo/SP
Horários: Terça à Sexta, das 8h às 17h / Sáb, dom e feriados, das 9h às 18h.
Saiba mais em @takkocafesp no Instagram
Foto: Alexa Viscius / Divulgação
Urgente
“Eu sei”: Gui Hope faz pop distorcido com universo próprio

RESUMO: Gui Hope estreia solo misturando funk, hip hop, eletrônica, R&B e referências latinas em Eu sei, que antecipa seu álbum Hope. A faixa apresenta novos universos em vez de gêneros e fórmulas.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Isabella Ibrahim / Divulgação
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A autoconfiança é o ponto de partida de Eu sei, primeiro single da carreira solo de Gui Hope. A música antecipa o álbum Hope, previsto para setembro, e apresenta um som fora de gêneros ou fórmulas.
Logo nos primeiros versos, Gui deixa claro o tom da faixa: “Falo tudo que eu quero, compro tudo que eu quero. Faço tudo porque eu posso. É sim ou não”. A partir daí, a música mistura funk, hip hop, eletrônica e referências latinas em uma produção marcada por graves fortes, sintetizadores e um pop distorcido.
“Essa música fala sobre chegar num lugar onde a opinião dos outros deixa de ser o centro das decisões. Existe uma certeza interna ali. Um entendimento sobre quem eu sou e sobre a liberdade que eu tenho para construir meu próprio caminho”, explica Gui.
- Uma música de seis minutos, um público fiel e a aposta da Lighthouse
Natural de Belo Horizonte e criade em Santa Luzia (MG), Gui Hope traz para o projeto influências que passam pelo emo, nu metal, R&B dos anos 2000 e música eletrônica. Em Eu sei, essas referências aparecem unidas, com uma espécie de “cola” sonora mais próxima do rock e do eletrocore. Não que isso seja uma definição fechada.
“Eu gosto de pensar menos em gêneros e mais em universos. Minha música conversa com artistas latinos, não só com a música brasileira. Eu gosto quando referências diferentes se encontram e viram uma coisa nova”, diz.
Antes da carreira solo, Gui integrou a banda Chico e o Mar e também desenvolveu trabalhos com produção, engenharia de mixagem e direção criativa. Em Eu sei, assina composição, produção, arranjos, mixagem e masterização, além de ter feito a produção do clipe da faixa, dirigido por Guz.
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Urgente
Nada acontece de verdade na internet? Gurriers fala dessa sensação em novo single

RESUMO: O Gurriers transforma a sensação de que “nada acontece” na internet em um pós-punk nervoso. Nothing happens twice fala de alienação digital, bots e paralisia enquanto anuncia o novo álbum, Nobody’s coming to save you.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Steve Gullick / Divulgação
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O Gurriers, banda de Dublin, acaba de lançar Nothing happens twice, terceiro aperitivo de Nobody’s coming to save you, segundo álbum do grupo, que chega em 25 de setembro pela Play It Again Sam.
A música parte de uma situação cada vez mais familiar: passar horas na internet cercado por informação e, ao mesmo tempo, ter a impressão de que nada realmente acontece. A banda mistura essa sensação de estagnação com referências à peça Esperando Godot, de Samuel Beckett, e à chamada teoria da “internet morta”, que imagina uma rede cada vez mais ocupada por bots e conteúdos produzidos artificialmente.
Guitarras nervosas e uma interpretação bastante intensa do vocalista Dan Hoff acompanham uma letra que passa por alienação digital, desconforto político e uma dose considerável de humor ácido. O refrão repete “aqui nunca acontece nada, nada acontece duas vezes”, transformando a sensação de paralisia em um daqueles trechos que ficam na cabeça.
- Jonabug transforma bloqueio criativo no single Rascunho
O clipe foi dirigido por Thomas James, que já trabalhou com Kneecap, Bring Me The Horizon e Young Fathers. A música chega depois da faixa-título Nobody’s coming to save you e de Party lines, dois outros sinais do que o Gurriers está preparando para o novo disco.
Gravado entre os estúdios Attica, em Donegal, e Holy Mountain, em Londres, o álbum teve produção de Mark Bowen, do Idles, e Loren Humphrey, que já trabalhou com Geese e Cameron Winter. Chris Fullard ficou responsável pela engenharia de som e John Congleton, conhecido por trabalhos com St. Vincent, Modest Mouse e Swans, pela mixagem.
Nobody’s coming to save you amplia a sonoridade que o Gurriers apresentou na estreia, com mudanças mais marcadas de dinâmica e uma produção maior. O álbum chega em 25 de setembro. Abaixo você ouve o novo som deles, vê a capa de Nobody is coming to save you e vê também a tracklist do disco.
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LISTA DE FAIXAS:
01. Nobody’s coming to save you
02. Party lines
03. Shades
04. Pins
05. Today is not enough
06. Drones
07. Nothing happens twice
08. Waiting for fisher
09. I wish I was
10. Crybaby
Urgente
Jonabug transforma bloqueio criativo no single “Rascunho”

RESUMO: Rascunho, novo single da Jonabug, nasceu de um bloqueio criativo e da influência de Hum e Ludovic. A faixa mistura pós-punk, tensão e ansiedade e anuncia o EP Torpor.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Giulia Geyer / Divulgação
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“A faixa também parte de um momento de bloqueio criativo em que ouvir essas duas bandas nos ajudou muito a compor, tanto a letra quanto o instrumental”, conta Marília Jonas, guitarrista e vocalista do Jonabug, sobre Rascunho, novo single da banda.
A música anuncia Torpor, próximo EP do grupo, e nasceu durante um período de mudanças pessoais e profissionais para os integrantes. As duas bandas às quais ela se refere são a norte-americana Hum e a paulistana Ludovic, que estão entre as inspirações da ruidosa nova música, e a faixa mantém a ligação da Jonabug com o pós-punk.
Marília divide a banda com Dennis Felipe (baixo), Samuel Berardo (bateria) e Thales Leite (guitarra). Para ela, Rascunho acabou refletindo o momento que a Jonabug estava vivendo na época. “Essa música pode ter vários significados e pontos de vista diferentes, pode ser otimista ou pessimista, depende de quem ouve”, comenta.
“Ela surge num momento de mudanças e transmite justamente a tensão, a ansiedade e a explosão que é estar vivendo um momento decisivo de carreira, de vida, de confusão, de estresse”, conclui, falando sobre uma letra que, no geral, fala sobre saber (ou descobrir) o que está por trás de um gesto, ou de uma atitude (“foi por pouco que me deixei cair / foi pra mim mesma que eu prometi / nem mesmo conversar”, diz o refrão).
A capa do single, criada pela designer curitibana Nicole Wünsch, também antecipa o universo visual de Torpor. A imagem trabalha com tons de azul, uma cor que a banda associou à atmosfera das novas músicas.
“A capa desse single é apenas uma parte do todo, como se estivéssemos revelando a ponta do iceberg”, explica Marília. “Ela representa a frieza da música e o que está por vir no EP. Os tons de azul conversam com a fase em que estamos. Definitivamente, os próximos lançamentos são azuis: quando fechamos os olhos vemos essa cor, que representa frio, confusão, desconforto, incômodo – tudo que deu vida ao EP e a essa música”.
Tanto Rascunho quanto Torpor saem pelo selo +um HITS. Você ouve a música nova aí embaixo (e no ano passado, resenhamos o álbum do Jonabug Três tigres tristes).
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