Urgente
Echo and the Bunnymen volta luminoso em “The light that surrounds you”

RESUMO: O Echo and the Bunnymen volta mais luminoso em The light that surrounds you, faixa sobre esperança e autoconfiança que antecipa Apples for Isaac, primeiro álbum da banda em mais de dez anos.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução
- Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.
Mais um passinho pro lançamento do próximo álbum do Echo and The Bunnymen, Apples for Isaac, o 13º da banda, que sai em 18 de setembro: depois do single e do clipe de Brussels is haunted, sai uma nova música, The light that surrounds you. Uma canção bastante positiva, que fala sobre encontrar a luz e não duvidar nem de si próprio / própria, nem da vida. “Quando os dias parecerem noites / na névoa da vida / encontre os raios da luz que te rodeiam / e permaneça na luz”, diz a letra.
Apples for Isaac foi produzido pelo vocalista Ian McCulloch, que também ficou responsável pela mixagem, juntamente com Alan Moulder e Andrea Wright. Levado adiante hoje em dia por Ian e pelo guitarrista Will Sargeant, o Echo contou também com o serviços de um outro baterista já “ido”: Clem Burke, do Blondie, morto em abril do ano passado, toca em dez das onze músicas.
“O poderoso e lendário Clem Burke — amigo de longa data do Mac — foi fundamental para a criação do álbum e, infelizmente, faleceu durante sua finalização… Te amamos, Clem X””., comentou a banda.
Apples for Isaac sucede Meteorites, de 2014, e a coletânea The stars, the oceans & the moon, lançada em 2018. Num papo com a Mojo, recentemente, Ian falou sobre o intervalo de mais de dez anos entre os dois discos. “O que nos atrasou? Acho que a Covid teve algo a ver com isso”, disse ele. “Mas eu também queria, liricamente, que tudo fizesse sentido — ou que fosse enigmaticamente importante. O que é uma baita frase”.
McCulloch acrescentou que “mais do que qualquer outro disco que eu me lembre, ele (Apples for Isaac) está soando exatamente como eu o imaginava. Eu simplesmente disse (pra mim mesmo): cante como você quer se ouvir”.
Você acha mais infos sobre o próximo disco do Echo aqui. E abaixo, conheça The light that surrounds you.
- Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
- E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.
Urgente
Ouvimos antes: Azú – “Por fora”

RESUMO: O Azú transforma sophisti-pop em uma mistura de groove, eletrônica e metais em Por fora, single que une Stevie Wonder e Jorge Ben Jor a uma letra sobre as sombras que escondemos.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Alicia Abe / Divulgação
- Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.
Ontem no Instagram do Pop Fantasma, a gente recordou as maravilhas do sophisti-pop. E lá vem o duo Azú dar sua contribuição ao tema com o single Por fora, que sai nesta quinta (20) e que a gente adianta com exclusividade no Pop Fantasma.
Depois de apresentar o single Aonde vamos daqui, o duo de Luíza Abe e Rodrigo Zanettini dá andamento ao lançamento de seu álbum de estreia (cujo nome também é Aonde vamos daqui), com uma música inspirada em Stevie Wonder, Snarky Puppy e Jorge Ben.
No arranjo, metais, sopros e bases rítmicas marcantes, além de uma onda que junta eletrônica e groove. Já a letra da faixa, dizem eles, “transita entre a crueza e o apelo pop”, falando de uma pessoa que parece alegre e carismática – mas que esconde algo beeeeem sombrio.
“Muitas pessoas conhecem esse padrão de comportamento, inclusive é comum que seja difícil identificar esse padrão em si mesmo. Afinal, todo mundo tem sombras dentro de si”, conta o duo.
“Por fora aparentemente é sobre uma dor do eu-lírico mal resolvida, mas tenta oferecer uma proposta de resolução a esse amargor utilizando de conceitos filosóficos e até mágicos como do Caibalion (livro da Yogi Publication Society que traz a esseência dos pensamentos de Hermes Trimegistro, aquele mesmo que inspirou o álbum A tábua de esmeralda, de Jorge Ben, lançado em 1974). Isso tudo regado a uma musicalidade “disco” atualizada para 2026 com grooves que misturam o orgânico com o eletrônico”, continuam.
A nova música tem produção assinada por Gudino Miranda, masterização de Frederico Pacheco e arte de capa de Alícia Abe – e, frisam Luíza e Rodrigo, é a faixa de entrada para o público novo. “É pop, dançante, mas a letra é amarga. Existe contradição. Quem é o pior de nós dois? Você que é assim ou eu que me entreguei?”, completam.
E tá aí Por fora.
- Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
- E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.
Urgente
Guandu mostra seu lado romântico e ensolarado em “Véspera”

RESUMO: O Guandu deixa de lado o clima 100% invernal em Véspera, uma canção romântica e ensolarada que mistura lo-fi, emo e slowcore. Gravada em fita K7, a faixa anuncia o segundo álbum, a ser lançado em 2026.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
- Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.
Se você conhece o som do Guandu (já resenhado algumas vezes por aqui) e acha tudo bem invernal, vai se surpreender quando escutar Véspera, o single novo, que vem num clima mais romântico e ensolarado que o comum deles. A faixa nova é definida por eles como “uma canção despretensiosa e aconchegante” – e é mesmo.
“Nessa faixa, o ritmo é mais quebrado que o habitual e as guitarras dialogam entre riffs. Ao mesmo tempo que a letra carrega uma melancolia apaixonada, a música possui percalços e intensidade, afinal, nem sempre é fácil lidar com a paixão”, avisam – e vale lembrar que o “não sei do que ela gosta / mas sei que eu gosto dela” de um dos versos de Véspera caminha entre Mutantes, Jorge Ben e Charlie Brown Jr.
E tem clipe, que é “inteiramente gravado apontando para o céu. Sem nuvens, o sol brilhante e opaco, incolor mas vibrante. As cenas transitam entre os músicos tocando e cantando, entre o superaquecimento da câmera e o suor dos três”, contam Caique Lima (bateria), cleozinhu (voz e guitarra) e João Corte (voz e guitarra), que variam entre estilos como lo-fi, emo e slowcore.
Mesmo com as mudanças perceptíveis, o Guandu continua gravando tudo em fita K7, num gravador Tascam de 4 canais. “No processo analógico, as texturas e a imprevisibilidade são inevitáveis. E são essas características que formam a identidade da banda”, dizem.
“Como referência de produção, temos diversas bandas indie dos anos 80 e 90, como Fellini, Duster, Daniel Johnston, e também os trabalhos da Transfusão Noise Records, idealizada por Lê Almeida. Todas essas influências resultam no segundo disco da banda, que será lançado ainda em 2026”, anunciam. Só esperar.
- Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
- E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.
Urgente
Lunoz transforma as reflexões de Carl Jung em música no single “Afinal”

RESUMO: Inspirada por Carl Jung, a Lunoz transforma sonhos, inconsciente e a dificuldade de desacelerar em rock no single Afinal. A faixa questiona quando um sonho deixa de ser desejo e vira cobrança.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
- Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.
Olha a psicanálise inspirando um som do rock nacional atual. Inspirada pelas reflexões de Carl Gustav Jung sobre sonhos e inconsciente, a banda Lunoz transforma a dificuldade de desacelerar em música no novo single, Afinal. A faixa parte de uma pergunta simples: o que acontece quando a gente passa tanto tempo perseguindo um sonho que já não consegue distinguir desejo de cobrança?
A ideia aparece na própria estrutura da música, que trata do sono como um momento em que a mente continua trabalhando. Afinal leva as tais descobertas na obra de Jung (citado na letra!) para um terreno mais cotidiano: metas, prazos, projetos e a sensação de que sempre existe alguma coisa a ser resolvida antes de finalmente descansar.
“É justamente nesse espaço entre o desejo de seguir em frente e a dificuldade de desacelerar que nasce Afinal”, explica a banda. A letra usa metáforas tecnológicas e questionamentos existenciais para falar sobre insistência, expectativa e a tentativa de entender o que acontece dentro da própria cabeça. As pergunta que ficam estão no refrão: “afinal como viver um sonho? / acordado ou em segundo plano?”
Formada em São Gonçalo (RJ) a Lunoz também leva para as músicas a experiência de seus integrantes na vida independente. Lucas Rato (vocal e guitarra) e Gabriel Costa (guitarra), ambos ligados à banda Mais Um Dia, dividem o grupo com Marcos Abiraude (teclado e backing vocal) e Bill Dias (bateria), também integrante da Melton Sello.
A banda surgiu dentro da cena alternativa de São Gonçalo e reúne influências que passam por Supercombo, Fresno e Turnstile. O resultado combina letras alegóricas com arranjos que podem ir da delicadeza à intensidade, sem abandonar temas ligados à vida adulta e às dificuldades de conciliar trabalho, estudo, projetos pessoais e criação artística.
Afinal também abre uma nova etapa para a Lunoz. O single chega acompanhado de um clipe concebido, dirigido e produzido por Lucas Rato, e funciona como primeiro recorte do próximo álbum da banda. O clipe tem uma curiosidade: o início lembra uma brincadeira com aquelas propagandas que aparecem justamente no YouTube antes dos vídeos que você quer assistir.
Se o disco vai continuar explorando a relação entre memória, tecnologia e relações humanas, Afinal já dá uma pista do caminho: a ideia é entender por que a gente continua correndo mesmo quando, aparentemente, era hora de parar.
- Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
- E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.


































