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Agenda RJ: Batucada Tamarindo traz fusão rítmica para turnê nos Sescs

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Agenda RJ: Batucada Tamarindo traz fusão rítmica para turnê nos Sescs (Foto: José de Holanda / Divulgação)

Direto do Recife, a Batucada Tamarindo desembarca no estado do Rio de Janeiro em junho para uma pequena tour. Com apresentações no Sesc Tijuca, no dia 10; Sesc Nova Friburgo, no dia 11; Sesc São Gonçalo, no dia 12; e, no Sesc Madureira, no dia 20, a turnê integra a programação do Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar e marca um novo momento de expansão do grupo, após o lançamento de seu segundo álbum, Olóri-Agbáyé, em 2025 (resenhamos esse disco aqui).

Com mais de 20 anos de trajetória, a Batucada Tamarindo se consolidou como um coletivo artístico que ultrapassa o formato tradicional de apresentação. Formado por seis integrantes que mantêm uma história conjunta e de união, o grupo constrói sua identidade a partir do encontro entre diferentes vivências musicais e culturais.

Além dos shows musicais, o grupo desenvolve projetos audiovisuais, cria trilhas executadas ao vivo para cinema e mantém uma atuação contínua em processos formativos ligados à dança e à cultura afro-brasileira. E os shows sempre são bem imersivos – e percussivos. “Nosso trabalho parte do tambor como ponto de encontro. Cada performance é construída como um território de troca, onde tradição não é reprodução, é continuidade. O que a gente leva para o palco é essa energia viva, que vem do terreiro, da convivência e do coletivo”, afirma o grupo.

O repertório da turnê reúne as faixas de Olóri-Agbáyé e músicas marcantes do primeiro disco, como Elegbará, Ògun fundador de Ire, Saudação a Oxumarê e Oyá e Nas águas da cachoeira. E vai rolar toda uma aula de cruzamento de ritmos no show, passando por samba de roda, cavalo-marinho, boi de zabumba, boi de pandeirão, ritmos do Candomblé de Nação Ketu e Angola… por aí vai.

Foto: José de Holanda / Divulgação

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Tom Morello cria festival de música e ativismo, e lança single com Serj Tankian

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Power To The People: música e ativismo em festival criado por Tom Morello

É um dia só, mas vai valer por vários: Tom Morello, guitarrista e artífice do Rage Against The Machine, confirmou nomes como Foo Fighters, Joan Baez e Bruce Springsteen para seu evento Power to the People. O festival, anunciado como “um dia de amor, paz, justiça e música”, está agendado para 3 de outubro de 2026, no Merriweather Post Pavilion em Columbia, Maryland.

Outros nomes já confirmados incluem Dave Matthews, Jack Black (com uma banda que inclui Roman, filho de Tom, na guitara, além de Revel Ian, filho de Scott Ian, do Anthrax, no baixo), Dropkick Murphys, Cypress Hill e Killer Mike – além de Taylor Momsen, vocalista do Pretty Reckless, Serge Tankian (System of a Down), Grandson, The Neighborhood Kids, Shephard Fairey (em set como DJ), Daryl “DMC” McDaniels, Brittany Howard (Alabama Shakes), The Linda Lindas e Matt Cameron, ex-baterista do Pearl Jam. O próprio Morello também sobe ao palco.

Tom Morello já mostrou que sabe transformar festivais em acontecimentos históricos. Foi ele quem assinou a curadoria e a direção musical de Back to the Beginning, o derradeiro show de despedida de Ozzy Osbourne e Black Sabbath – missão confiada ao guitarrista pelo próprio casal Ozzy e Sharon Osbourne.

Boa parte dos artistas envolvidos no evento já se posicionou publicamente contra Donald Trump. Mesmo assim, Morello afirma que o Power to the People não tem alinhamento partidário. Segundo ele, a proposta é destacar “o poder que pessoas comuns têm quando se unem – através da música, da arte, da comunidade e da ação – para ajudar a moldar o país e o planeta no dia da eleição e também depois dele”. O guitarrista também descreveu o festival como “uma celebração de ativismo, criatividade e esperança”.

Parte da renda arrecadada com os ingressos – além de 100% da receita líquida das entradas VIP – será destinada à VoteRiders, organização sem fins lucrativos que atua para reduzir barreiras de identificação eleitoral nos Estados Unidos. Os ingressos para o Power to the People começam a ser vendidos em 30 de maio.

E além disso, Tom tem outra novidade: nesta sexta sai Adjourn it, single gravado ao lado de seu amigo Serj Tankian, vocalista do System Of A Down – um ativista político e músico como ele. A parceria tem também a participação de Roman Morello, guitarrista e filho de Tom.

Segundo declaração de Tom nas redes sociais, a música foi inspirada pela “perseguição de imigrantes por todo o país e pela força contrária de uma resistência heroica à crescente onda do fascismo. Adjourn it é uma canção de liberdade com riffs impactantes em prol da justiça e da igualdade”. O músico divulgou também um vídeo em que aparece em protestos pela Palestina, e mostrando as mensagens que põe em sua guitarra nos shows (“arm the homeless”, “fuck ICE”, etc).

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A Balsa faz indie pop etéreo e experimental no novo single “Sailor moon”

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A Balsa (Foto: Divulgação)

Duo de indie pop formado por Fil (vocalista e compositor) e Bari (multi-instrumentista e produtor), A Balsa pôs em seu novo single a vontade de reencontrar as pessoas fora da internet e das telas. A etérea Sailor moon marca o início de uma nova fase do grupo e integra uma tríade de singles inéditos — os primeiros desde o lançamento de seu álbum de estreia, em 2024.

“É uma canção que reflete sobre as relações humanas no mundo contemporâneo, estabelecendo um contraponto direto entre os encontros reais e as relações mediadas pelo ambiente digital, muitas vezes distantes, rápidas e impessoais”, conta o duo no release, chamando a atenção também para o som bastante experimental da música, cheia de teclados: algo que dá até um contraste com o pedido por uma vida mais “orgânica”, que a música faz.

Para manter o clima de proximidade, A Balsa decidiu resgatar as origens do projeto: gravou tudo em home studio, e a ideia foi reforçar a simplicidade e a força da composição – pra reafirmar que uma música pode ser suficiente se for boa. Fil e Bari fizeram a música em parceria e co-produziram ao lado de Gabriel Buchmann.

Um outro detalhe bem legal sobre a música: o título Sailor moon foi inspirado no poeta Waly Salomão, que usou no começo dos anos 1970 o codinome Waly Sailormoon – ele é uma das principais referências da banda. “A escolha do nome dialoga com o espírito livre, experimental e contracultural presente tanto na obra do poeta quanto na identidade do grupo”, contam.

Foto: Divulgação

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Henry Rollins e Ian MacKaye vão lançar disco inédito dos Cramps

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Capa do disco Gravest Gravy, dos Cramps

Nos anos 1980, era comum que bandas punk passassem por certos locais nos Estados Unidos e mudassem vidas para sempre. O Black Flag, liderado por um vocalista chamado Henry Rollins, esteve em Seattle em 1984 e ensinou a toda uma geração de adolescentes (Kurt Cobain entre eles) como seria o rock daí pra diante. E anos antes, em 1979, Rollins – que ainda não fazia parte do Black Flag – estava na plateia do LBJ Club, em Washington, D.C., pronto para assistir ao show de uma banda iniciante chamada Cramps.

Nessa época, aliás, nem sequer existia Henry Rollins – havia Henry Garfield, nome verdadeiro do futuro músico e escritor. Os Cramps nem sequer haviam lançado seu primeiro disco, mas impressionavam pelo grau de loucura no palco, e pela união de terror, clima de HQ, rockabilly, psicodelia e vibe gótica. E na plateia naquele dia, estava também Ian MacKaye, futuro criador do Minor Threat e Fugazi, que também ficou impactado com aquele show. Agora, Henry e Ian estão juntos num projeto bem especial: lançar um álbum inédito do The Cramps, produzido por Alex Chilton (Big Star).

Não é o primeiro trabalho dos dois juntos: no começo do ano, eles se reuniram para lançar um single perdido, gravado em 1977, da banda punk britânica The Adverts. Também não é o primeiro envolvimento de Henry com relançamentos: nos anos 1990 ele e o produtor Rick Rubin montaram o selo Infinite Zero, que repôs nas lojas álbuns esgotados de Gang Of Four e Devo – em CD e com faixas bônus. O lance com os Cramps, aliás, vai durar mais que apenas um disco: eles estão trabalhando com Poison Ivy Rorschach, a guitarrista do grupo, no projeto de relançar uma série de discos da banda, além de pôr à venda merchans oficiais.

Poison Ivy e seu falecido marido, o vocalista Lux Interior, morto em 2009, foram os únicos membros permanentes do The Cramps. Ela montou recentemente a Cramps, Inc. com Larry Hardy, dono do selo In The Red Records, e com Jimmy Maslon, ex-produtor do grupo. Juntos, eles estão relançando o selo Vengeance, do The Cramps, e botando para girar uma nova linha de produtos da banda. “Ivy é a principal beneficiária. Larry e Jimmy estão cuidando de toda a logística. Eles são perfeitos para isso”, conta Rollins.

E Henry e Ian com isso? Bom, os dois montaram a RAM Prod (r de Rollins, a de “and” e M de MacKaye) e estão “trabalhando em nome da The Cramps Inc., criando ideias para lançamentos, cuidando da manutenção das fitas, edição, mixagem, masterização e corte do acetato”. O tal disco dos Cramps com Chilton na produção se chama Gravest gravy, e foi gravado em 1977 – e é o primeiro produto no qual a dupla vem se concentrando.

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O disco poderia ter sido o primeiro da banda, mas não foi gravado com essa intenção. Acontece que em 1977, os Cramps gravaram seus dois primeiros singles, Surfin’ bird / The way I walk e Human fly / Domino, com Chilton como produtor, pelo seu próprio selo, Vengeance. E nessas sessões foram gravadas várias outras faixas – algumas delas até surgiram em discos e coletâneas da banda. O conjunto todo de músicas foi revisitado por Lux e Poison nos anos 1980, com o casal mixando algumas, e Chilton, outras.

O nome Gravest gravy surgiu nessa época, e o disco chegou a ganhar uma capa, com foto de Stephanie Chernikowski – mas acabou não saindo. Rollins conseguiu localizar a foto, reconstituiu o disco, e Gravest gravy sai no dia 21 de agosto pela Vengeance.

“As faixas de Gravest gravy estavam contidas em sete bobinas de 1/4 de polegada. Seis foram geradas por Lux e Ivy, e uma por Alex. As fitas foram cuidadosamente transferidas por Brian Kehew”, contaa Rollins. “Muitas das músicas tinham várias mixagens. Precisávamos determinar quais seriam as melhores. Após várias noites de audição atenta e anotações detalhadas, consegui entender as mudanças feitas de uma mixagem para outra. Em poucas noites, pude determinar que a última mixagem de cada música era a definitiva. As faixas não só soavam em seu potencial máximo, como também faziam sentido”.

“Gravest gravy é um verdadeiro tesouro. Você encontra uma performance de Hungry, do Paul Revere and the Raiders, lançada em 1966, que fez parte dos primeiros repertórios da banda, mas logo saiu. Para tornar a música ainda mais interessante, Alex Chilton entra tocando órgão. Outro cover antigo do The Cramps, Problem child, escrita por Sam Phillips, também está no disco”, continua ele. “O que você encontra em Gravest gravy é pura genialidade registrada em fita por uma banda que estava diretamente ligada à corrente principal do rock’n roll, produzida por um visionário maníaco chamado Alex Chilton”.

Saiu já um clipe para a faixa TV set, dirigido por Jason Willis. Abaixo você confere clipe e lista de faixas.

01 Weekend on mars
02 Twist & shout
03 Jungle hop
04 Can’t hardly stand it
05 Hungry
06 The natives are restless
07 Domino
08 Can’t find my mind
09 Rockin’ bones
10 Problem child
11 Rocket in my pocket

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