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Uma música de seis minutos, um público fiel e a aposta da Lighthouse

RESUMO: A Lighthouse desafia a lógica do single curto com Saudade, faixa de mais de seis minutos que virou favorita nos shows. Produzida por Teago Oliveira (Maglore), ela mistura emo, Radiohead, Coldplay e Midwest emo.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Matheus Oliveira / Divulgação
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O mercado musical é cheio daquelas ondas que Nelson Rodrigues chamava de “Sobrenatural de Almeida”: discos altamente pop que não emplacam, músicas aparentemente anti-comerciais que viram hits, canções que são abraçadas pelo público mas nem sempre seguem a lógica-padrão das rádios e gravadoras. A banda Lighthouse, por exemplo, decidiu fazer da música Saudade um single após ver que ela fazia bastante sucesso nos shows. E Saudade, vale dizer, é uma música introspectiva, densa e… grande, com mais de seis minutos de duração.
Traduzindo: se a lógica do mercado é partir para canções “fáceis” e curtas, esse grupo formado no interior de São Paulo não está nem aí pra isso – muito menos seu público. “Desde sempre ela é muito importante para nós, foi a primeira música que o público abraçou”, recorda o guitarrista Matheus Oliveira, que integra a banda ao lado de Ralf Ricardo (vocalista), Felipe Rodrigues (baixo e voz) e Danilo Abreu (bateria).
- Ouvimos: Teago Oliveira – Canções do velho mundo
A banda, formada no interior de São Paulo, se trancou no estúdio com o produtor Teago Oliveira (da banda baiana Maglore), e saiu de lá com Saudade registrada como uma canção quase progressiva, sem trair as origens emo e alternativas do grupo. A letra, bastante contemplativa e nostalgica, fala sobre a ausência de alguém e a falta que a pessoa deixou. O arranjo inclui riffs dedilhados e uma onda sonora que remete simultaneamente a Radiohead, a Coldplay e ao Midwest emo.
“É a mesma música, mas totalmente diferente. Estou ansioso para ouvir a galera perguntando: ‘isso é Lighthouse?’, brinca Ralf, dizendo que muita coisa foi acrescentada na canção, mas a essência foi mantida. “A expectativa que tínhamos é agora pequena perto do que se tornou realidade. Ter uma música produzida por um ídolo, em um processo tão leve, gratificante e evolutivo, já me deixa muito satisfeito”, diz o músico, que, como os amigos de banda, tem Teago e o Maglore como referências.
Saudade é o segundo single da Lighthouse, que já conta com a faixa Calma, lançada em 2024, e o EP Ao vivo na viva, de 2025.
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Urgente
Psychobilly baiano: The Dead Billies volta aos palcos 25 anos depois

RESUMO: O The Dead Billies está de volta. 25 anos após o fim, a cultuada banda de psychobilly de Salvador retorna com Dastaev nos vocais, show marcado para outubro e planos de músicas inéditas.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Sora Maia / Divulgação
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Uma das bandas mais cultuadas do psychobilly brasileiro está de volta. O The Dead Billies, formado em Salvador (BA) no início dos anos 1990, retorna aos palcos 25 anos depois de encerrar as atividades. Rex (guitarra), Joe Gomes (baixo) e Morotó Slim (bateria) estão novamente juntos, agora com Dastaev nos vocais.
O primeiro show da nova fase acontece em 31 de outubro, no Largo da Tieta, no Pelourinho, em Salvador. Batizada de Night of the living Dead Billies, a apresentação marca o reencontro de uma banda que terminou em 2001, depois da saída do vocalista Mosckabilly.
Na época, os integrantes preferiram encerrar o grupo a seguir com outra formação. A ideia de voltar, porém, nunca desapareceu completamente. “O desejo de voltar sempre existiu. Mas, por respeito à nossa história, à nossa música e, principalmente, aos fãs que acompanharam a banda, sabíamos que não poderia acontecer de qualquer maneira. Só 25 anos depois encontramos alguém que compartilha da mesma visão e tornou esse reencontro possível”, afirma Rex.
Dastaev entrou na história a partir de um relançamento. Em 2023, Don’t mess with The Dead Billies, segundo álbum da banda, ganhou uma edição em vinil pela Neves Records. Foi por meio do selo que Rex conheceu o trabalho da banda Dasta & The Smokin’ Snakes e acabou chegando ao vocalista.
“Quando ouvi esse disco pela primeira vez, não acreditei que fosse uma banda brasileira e fiquei muito surpreso com os vocais de Dasta. É muito difícil encontrar bons vocalistas que tenham familiaridade com o que fazemos. Dasta foi um achado e tanto”, conta Rex.
Para Dastaev, a ligação com o The Dead Billies vem de antes do convite. “A banda também faz parte da minha memória afetiva e da minha formação artística. Quando eu estava começando a fazer banda, eles me mostraram que dava para fazer rockabilly do nosso jeito, sem ficar preso a certas ‘regras'”, diz. “Então, ser convidado para assumir os vocais é, antes de qualquer coisa, uma grande honra. E encontrei meu lugar sendo eu mesmo. Eles nunca me pediram para deixar minhas referências ou minha identidade artística na porta. O The Dead Billies continua sendo o The Dead Billies, e eu continuo sendo Dasta, só que agora no mesmo caminho”.
A banda surgiu em uma Salvador que começava a ganhar novas conexões com cenas alternativas de todo o país. Com uma mistura de psychobilly, rockabilly e referências de terror, lançou a demo Coffin bop (1995) e os álbuns Don’t mess with The Dead Billies (1996) e Heartfelt sessions (1999). O grupo acabou em 2001, mas permaneceu como referência de culto dentro do rock brasileiro.
O relançamento em vinil ajudou a apresentar a banda a uma geração que não teve a chance de vê-la ao vivo. E esse é justamente um dos motivos apontados pelo grupo para o retorno. “Durante todo esse tempo, ouvimos incontáveis vezes a mesma pergunta: ‘Vocês não vão voltar, nem que seja para fazer um único show?’. Esse carinho sempre nos marcou. Ao mesmo tempo, existe uma geração que nos descobriu depois do fim e nunca teve a oportunidade de nos ver ao vivo”, continua Rex.
O retorno não deve ficar apenas no show de outubro. O The Dead Billies voltou a compor e pretende registrar músicas inéditas, abrindo uma nova etapa para a banda. E os ingressos para o show Night of the living Dead Billies já estão disponíveis pela Sympla.
SERVIÇO:
Night of the Living Dead Billies
Data: 31 de outubro de 2026
Local: Largo da Tieta – Rua Alaíde do Feijão, Pelourinho, Salvador (BA)
Produção: Perruche Produções
Apoio: Prefeitura de Salvador – Procultura
Classificação: 18 anos
Ingressos: a partir de R$ 60, aqui.
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Pitty anuncia novo álbum, o primeiro de inéditas em sete anos

Depois de alguns dias publicando pistas, Pitty revelou em um vídeo-manifesto o próximo capítulo de sua carreira. O anúncio é do álbum ︎
︎ PITTY
︎, seu sexto disco de inéditas (aparentemente, com esses raios ao lado do nome) e o primeiro trabalho de estúdio desde Matriz, de 2019. O lançamento está marcado para 16 de outubro, pela Deck.
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Desde Matriz, Pitty passou por diferentes projetos, encontros e shows, enquanto um novo disco de inéditas foi ficando para depois. Nesse intervalo, a cantora também se afastou por um período da rotina dos palcos e passou a dedicar mais tempo à composição.
As músicas do novo álbum começaram a aparecer no fim de 2025. Segundo Pitty, a ideia de fazer um disco veio depois. “Eu ainda não estava pensando em fazer um álbum. Mas veio um troço, a caneta começou a fritar, a caneta ferveu, e eu fui deixando. Me abri totalmente para aquilo que estava acontecendo. Esse disco se fez e se impôs. Eu fui tomada por ele”, afirma.
A cantora também diz que o processo trouxe de volta uma maneira de compor que fazia parte de sua vida antes da carreira profissional. “Eu tenho dito que estou fazendo o primeiro disco da minha vida, porque essa é a sensação. As coisas vêm na hora em que precisam vir. Depois de sete anos, surgiu um jeito novo de criar e eu me permiti seguir esse movimento sem tentar controlar o que estava acontecendo”, conta.
O título epônimo coloca o próprio nome de Pitty no centro do projeto. Ela assume a criação e a direção geral do álbum, participando das letras, melodias, riffs e da coprodução musical, além de trabalhar na construção visual e narrativa do disco.
Mais detalhes sobre o próximo disco serão apresentados nos próximos meses. O álbum chega às plataformas em 16 de outubro. E, diz o release, “não é volta, é consequência”.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Jorge Daux / Divulgação
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Rock in Rio 2026: Supernova aposta em 28 nomes para ficar de olho

RESUMO: O Supernova, palco de descobertas do Rock in Rio, terá 28 atrações em 2026. A programação mistura rock, pop, rap, trap, R&B e MPB, com Milo J estreando no Brasil e homenagens a Ramones e Gilberto Gil.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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O Rock in Rio 2026 vai ter mais uma edição do Supernova, palco que virou uma espécie de território de descoberta do festival. E a programação deste ano vem com 28 atrações distribuídas pelos sete dias de evento, entre nomes novos, artistas já conhecidos em formatos diferentes e alguns encontros especialmente montados para a Cidade do Rock.
Pelo quarto ano seguido, o palco é uma parceria entre o Rock in Rio e o Filtr Music Brasil, plataforma de entretenimento do Grupo Sony Music Brasil. A Sony participa como co-realizadora de um palco do festival, além de dividir a curadoria da programação.
O Supernova nasceu em 2019 com uma proposta relativamente simples: colocar no Rock in Rio artistas que ainda estão construindo público. A primeira edição recebia cerca de mil pessoas por dia. Em 2022, o número chegou a aproximadamente 6 mil, com picos de 10 mil, e em 2024 a média chegou a 10 mil espectadores diários.
“O Supernova, desde 2019, procura ser uma amostra do amplo e diverso panorama musical brasileiro, criando um espaço para artistas em desenvolvimento ou independentes. O foco é dar condições para que esses artistas possam viver a experiência de se apresentarem no Rock in Rio, com tudo o que isso significa em termos de conexão com o público, além da infraestrutura de som, luz e da enorme mídia espontânea que o festival proporciona a eles”, diz Roberto Verta, um dos curadores do palco Supernova.
“Nossa curadoria leva em conta o frescor, a novidade, a diversidade mas, acima de tudo, a diversão e prazer musical. Este ano, teremos o já tradicional dia só com jovens cantoras, muito rock, música urbana e artistas da nova MPB, entre outras tendências. Temos muito orgulho da parceria com o Rock in Rio e os artistas do Supernova”, continua.
- Bayside Kings olha para a própria história em Daqui pra frente
Para 2026, a escalação passeia por rock, pop, rap, trap, R&B, funk e MPB. Os headliners são Diogo Defante, Supercombo, João Gordo & Asteroides Trio, Alee, NandaTsunami, Delacruz e Lourena.
Uma das atrações que chama atenção é o argentino Milo J. Aos 19 anos, o músico já soma 16 milhões de ouvintes no Spotify e mistura trap, hip-hop, folk, pop e elementos da música latino-americana. Será sua primeira apresentação no Brasil.
Também tem homenagem aos Ramones. João Gordo & Asteroides Trio apresentam Blitzkrieg Psycho Bop Ramones 50, espetáculo criado para lembrar os 50 anos do primeiro disco da banda americana. Larissa Luz, por sua vez, prepara uma releitura da fase mais roqueira de Gilberto Gil, incorporando seu universo afrofuturista ao repertório do baiano.
O rock aparece em várias gerações, com Supercombo, Matanza Ritual, Bayside Kings, Venere Vai Venus e O Escritório — projeto formado por funcionários da Sony Music Brasil que também são músicos.
Na música urbana, estão Alee, Delacruz, Lourena, Sant, Yago Oproprio, Celo Dut, Maui e AR Baby. Já o pop, a MPB e o R&B aparecem com Zeca Veloso, Melly, Bruna Black, Ananda, Isa Buzzi, Chady e Muse Maya.
E tem um dia que já virou tradição no Supernova: 11 de setembro será dedicado exclusivamente a artistas mulheres, com NandaTsunami no comando da programação.
No fim das contas, o Supernova funciona como uma espécie de radar dentro do Rock in Rio. A ideia é colocar no mesmo palco artistas que já têm algum tamanho e nomes que ainda estão tentando descobrir até onde conseguem chegar — agora diante de uma plateia de milhares de pessoas.
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Programação Supernova, Rock in Rio Brasil 2026
Horário: shows a partir das 14h30
4 de setembro
Chady
Rock in Gil com Larissa Luz
Venere Vai Venus
Diogo Defante
5 de setembro
ZeROBADASS
MC Taya
Lvcas
Supercombo
6 de setembro
O Escritório
Bayside Kings
Matanza Ritual
João Gordo & Asteroides Trio em Blitzkrieg Psycho Bop Ramones 50
7 de setembro
Maui
Melly
Zeca Veloso
Alee
11 de setembro
Muse Maya
Isa Buzzi
Ananda
NandaTsunami
12 de setembro
Celo Dut
Yago Oproprio
Milo J
Delacruz
13 de setembro
AR Bebê
Bruna Black
Saint
Lorraine


































