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Cultura Pop

Trilha sonora do almoço de Natal: o EP de canções natalinas do Bad Religion

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Trilha sonora da ceia de Natal: o EP de canções natalinas do Bad Religion

Em 2002, Greg Graffin, vocalista da banda punk americana Bad Religion, marcava a volta do grupo para a Epitaph (gravadora independente onde haviam se lançado) com o disco The process of belief. Na época, deu entrevistas nas quais demonstravam estranhamento em relação ao que estava acontecendo no segmento pop-rock. Isso porque grupos de origem gospel, como Evanescence e Creed, começavam a dominar as paradas.

“60% da população dos Estados Unidos acredita na intervenção divina. E 65% acreditam que Satanás é uma pessoa real. Nesses números, essas bandas encontram público dizendo que são cristãs”, afirmou o cantor. Mesmo conhecido e popularizado como uma banda ateísta, o Bad Religion tinha lá suas inspirações em histórias bíblicas. Aliás, por conta do guitarrista e fundador Brett Gurewitz, um judeu que nunca praticou a fé, mas tinha interesse no assunto. Skyscraper, uma canção do Bad Religion, por exemplo, foi escrita com inspiração na história da Torre de Babel.

Sorrow, de The process of belief, fala dos sofrimentos do personagem bíblico Jó. Aquele cara que era tido como um homem tão forte que, seja lá o que acontecesse, não desistiria de sua fé em deus. “Minha interpretação da história de Jó é que não importa o quão bom você seja, o universo não funciona no sistema de mérito. Em outras palavras, é impossível justificar o sofrimento do mundo com a existência de um deus”, afirmou Brett na época, num papo com a Loudersound.

NATAL ATEU

Bom, isso tudo aí de cima é pra introduzir a trilha sonora ideal para estragar a ceia de Natal. É o EP Christmas songs, lançado em outubro de 2013 pelo Bad Religion.

O disco surgiu após várias ofertas para que a banda fizesse um disco só de canções de Natal – todas recusadas pelo grupo. Mas veio com, digamos, alguma controvérsia. Teve muito fã e crítico que achou que o EP fosse notícia falsa. Até porque uma banda que canta Atheist peace não seria bem o tipo de grupo que gravaria um disco de canções para esperar Papai Noel.

Trilha sonora da ceia de Natal: o EP de canções natalinas do Bad Religion

O Bad Religion fez isso a seu modo, a começar pela capa. O lay out traz a imagem New shoes, do fotógrafo Gerald Waller, mostrando um menino órfão da Áustria (clicado em 1946) feliz da vida por ter recebido sapatos novos da Cruz Vermelha norte-americana. Mais: 20% dos direitos do disco iriam para a SNAP (a Survivors Network of those Abused by Priests, rede de pessoas que sofreram abusos de padres).

PUNK RESPEITÁVEL

O disco tem só uma canção da banda (American Jesus). O restante é formado por clássicos como White Christmas, de Irving Berlin, misturada com a batida de I wanna be sedated, dos Ramones. Além de Little drummer boy, God rest ye merry gentlemen e outros.

“Acho que o principal motivo de ter feito o disco é que todos nós pensamos que seria super engraçado e perverso”, contou Brett, que já tinha tocado canções de Natal com a banda em festivais. Aliás, para ele, o disco era como dizer que uma igreja é apenas um prédio, água benta é apenas água e uma música de Natal é apenas uma música. “Talvez o punk rock tenha se tornado tão respeitável agora que ninguém moveria um músculo quando ouve uma música tradicional de Natal tocada no estilo punk. Mas parte da intenção é que seja algo chocante”.

Detalhe que, segundo Brett, muitos fãs e não-fãs não entenderam o disco e acharam que o Bad Religion tinha se convertido a alguma religião. Não era tão difícil para o músico imaginar que alguns fãs não compreenderam bem a ideia, já que o Bad Religion, segundo ele, já teve até fãs neonazistas. “Obviamente eles não entenderam a gente. Você não pode escolher seus fãs. Você pode apenas fazer o seu melhor para divulgar sua mensagem”.

VEJA TAMBÉM NO POP FANTASMA:

– Jogaram no YouTube The other f… word, documentário sobre punks que se tornam pais
– Discos da discórdia 4: Bad Religion, com Into the unknown
Grita!: quando a MTV anunciou uma gravadora americana de punk latino

Tem conteúdo extra desta e de outras matérias do POP FANTASMA em nosso Instagram.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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