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Cultura Pop

Alessandro Moreschi, o último castrato

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Alessandro Moreschi, o último castrato

Por causa de uma hérnia inguinal adquirida ainda na infância, o romano Alessandro Moreschi (1858-1922) tornou-se o último castrato da história. Aparentemente, era um procedimento comum na Itália lá por 1865 e ninguém (nem os pais de Alessandro) viram problema em cortar seus órgãos sexuais com a finalidade de curá-lo da doença.

Até 1870 era comum acontecer a castração de crianças (!) para fins artísticos, com a ideia de deixá-las com extensão vocal feminina e “voz de anjo”. Muitas vezes, famílias bem pobres e sem condições de criar seus filhos, entregavam os garotos para que fossem castrados e recebessem educação musical. Tem quem diga que até mesmo em barbearias havia serviço de castração de garotos. A prática, num período em que havia tudo, menos laicidade, passava pela igreja. Em 1589, o papa Sixto V aprovou formalmente o recrutamento de castrati para o coro da Basílica de S. Pedro.

BARRADO NO CORAL

A castração quase deixou o menino Alessandro barrado na prática do canto lírico. O organista e compositor de música sacra Gaetano Capocci precisou suar para colocar o garoto no coro da Capela Sistina, justamente porque a prática havia sido proibida. Alegou que a operação acontecera antes da proibição, e tudo deu certo. Daí começou a trajetória do “anjo de Roma”, como chamavam Alessandro na época.

O garoto foi solista do coro entre 1883 e 1898 e depois virou diretor do coral. Ficou no cargo até 1913, decidindo arranjos e até descascando abacaxis burocráticos. Alessandro foi praticamente – isso de acordo com alguns críticos – cria do som clássico do século 20, mal podendo ser comparado aos outros castrati. Isso porque os antigos cantores castrados já haviam morrido ou se aposentado naquela época (alguns, mais de três décadas antes do nascimento de Alessandro), e haviam feito sucesso na época da ópera barroca. De qualquer jeito, Alessandro ficou famoso a ponto de cantar no funeral de Napoleão III.

SOLITÁRIO

Alessandro, ao que consta, chegou a adotar um filho, Giulio Moreschi, que depois virou tenor e até ator (fez um papel pequeno em Abismo de um sonho, de Federico Fellini). Mas morreu bem solitário e, pelo que dizem, esquecido. Hoje, de qualquer jeito, ele costuma ser lembrado e homenageado na Itália – existe até um Coro Polifônico Alessandro Moreschi.

As poucas gravações de Alessandro Moreschi datam do começo do século vinte, realizadas para serem ouvidas nos primeiros gramofones, quando ele já tinha mais de quarenta anos – hoje dá até pra escutar no Spotify. Tem quem afirme que ele estava particularmente nervoso em 1902 quando gravou uma versão de Ave Maria no Vaticano. São as únicas gravações conhecidas de um castrato, já que todos os outros viveram bem antes de Thomas Edison inventar o fonógrafo.

Via EBC

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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