Cultura Pop
Uma volta no Aterro do Flamengo com Gerson King Combo em 1977

Gerson King Combo vinha de muito tempo antes da explosão da onda Black Rio, em 1976 O cantor (por sinal irmão do compositor jovemguardista Getúlio Côrtes) dançava e dublava sucessos das paradas no programa Clube do rock, na TV Tupi, nos anos 1960. Lá, conheceu outro candidato a astro, Wilson Simonal, com quem passou a trabalhar.
Em 1969, no show De Cabral a Simonal, ganhou papel importante na equipe do amigo: fez a marcação básica de palco para ele e… virou dublê de Simonal no palco. Durante o show, dançava vestido como o cantor, com um microfone na mão, enquanto Simonal ficava em outro canto do palco – focos de luz direcionados ora para um, ora para outro, ajudavam a manter a ilusão da plateia de que Simonal estava em dois lugares ao mesmo tempo. A história é contada com riqueza de detalhes no livro Nem vem que não tem – A vida e o veneno de Wilson Simonal, de Ricardo Alexandre.
Outras tentativas aconteceram. Em 1969, Gerson, sem o “King” no nome, gravou Brazilian soul (Polydor), acompanhado pela banda A Turma do Soul. Numa época em que até trilhas sonoras de novela traziam ruidosas misturas de soul e música brasileira, o repertório do disco tinha Luiz Gonzaga (Xote das meninas), Antonio Adolfo & A Brazuca (Juliana), marcinhas de Carnaval (gravaram, acredite, O teu cabelo não nega) e serestas (Eu sonhei que tu estavas tão linda). Mas o disco, produzido por Jairo Pires, não fez sucesso. Fora da gravadora, o cantor seguiu gravando singles pela Tapecar e pela CBS (nesta, com seu nome verdadeiro, Gerson Côrtes).
Gerson sempre declarou ter perdido para Tony Tornado a chance de interpretar BR-3, de Antonio Adolfo e Tibério Gaspar, num festival – chegou a pedir para não falar do assunto ao ser entrevistado por Silvio Essinger para o Jornal do Brasil em 1998. O sucesso demoraria mais um pouco. Só em 1977, sob os cuidados de Roberto Menescal, ele seria contratado pela Philips, onde gravou dois discos solo. Os dois LPs viraram raridade com o passar dos anos e, muito tempo depois, foram relançados em CD. Hoje estão nas plataformas digitais.
Depois de 1978, quando saiu o segundo disco, Gerson passou a gravar apenas singles – o melhor deles é o que tem Melô do Hulk e a gozada Mr. John, it’s pay day (Melô do pagamento). Teve também o Melô do Mão Branca, sobre um personagem (cuja criação é geralmente atribuída ao repórter Jorge Elias, do jornal carioca Última Hora) que fazia parte de grupos de extermínio na Baixada Fluminense em 1980, e matava bandidos.
Depois disso, Gerson ficou um bom tempo sumido da mídia e trabalhando em empregos off-música. Retornou no fim dos anos 1990 (por iniciativa do DJ e escritor Zé Octávio Sebadelhe). Voltou a gravar e a dar shows constantemente. Nos últimos anos, chegou a gravar um DVD que nunca saiu.
Na época de (muito) sucesso, em 1977, Gerson apareceu bastante na TV, mas pouca coisa desses programas pode ser encontrada no YouTube. Uma dessas aparições foi dividindo espaço com ninguém menos que Sidney Müller (1945-1980), num programa chamado É preciso cantar, da antiga TV Educativa (hoje TV Brasil), apresentado pelo compositor e radialista Fernando Lobo.
Gerson, que inicia um papo em inglês com Fernando, aparece dando uma volta no Aterro do Flamengo, e é apresentado como “um artista que acabou de vir dos Estados Unidos e da Jamaica e gravou o primeiro disco, com uma série de músicas soul”. Fernando mostra o vinil de Gerson para a câmera e depois rola mais um papo do cantor, prejudicado pelo som péssimo.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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