O termo “novela jovem” significa hoje tudo, MENOS isso: durante um mês de 1975 (foi entre 1º de abril e 1º de maio), a Rede Globo e a TV Educativa (hoje TV Brasil), em parceria, levaram ao ar uma versão televisiva da peçaPluft, o fantasminha“, de Maria Clara Machado.

Os capítulos, de acordo com o site Memória Globo, tinham duração de trinta minutos. Uma novidade era que a série trazia uma atriz fazendo o fantasminha do título (Dirce Migliaccio). E a história era aquela mesma que muita gente leu na escola: o rapto da menina Maribel (Norma Blum) pelo Pirata da Perna de Pau (Flávio Migliaccio), o fantasminha que tem medo de gente, etc.

Zilka Salaberry fazia a mãe de Pluft. E por acaso tanto ela quanto Dirce seriam reaproveitadas dois anos depois em outra produção da Globo com a TV Educativa, “O sítio do Pica-Pau amarelo”. Dois anos antes de “Pluft”, Maria Clara já havia escrito uma outra “novela jovem” para o horário das 18h, “A patota”. Que tinha uma trama, digamos, bem diferenciada para a época: garotos que moravam numa vila sonhavam em fazer uma viagem à África.

Alguém conseguiu um capítulo inteiro de “Pluft” e subiu no YouTube. E vamos ao que interessa: o tema de abertura (creditado ao cantor e compositor Lucio Alves, que por aqueles tempos trabalhava em TV) é bem bonitinho, e eu tinha apenas uma vaga lembrança dele. E a abertura da novelinha é uma obra de arte infanto-psicodélica que lembra MUITO uma versão brasuca e mais infantil do desenho “Yellow submarine”, dos Beatles, e é bem legal. Assim como a novelinha. Olha aí.