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Cultura Pop

Timothy Leary solta a voz num disco muito louco com o Ash Ra Tempel

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Timothy Leary solta a voz num disco muito louco com o Ash Ra Temple

Uma das molecagens que Timothy Leary, papa da lisergia, adorava comentar, era a época em que ele fugiu da prisão, em 1970. Para começar, Leary era psicólogo de Harvard, e havia projetado vários dos testes que foram aplicados nele na cadeia (!). “Então fiz os testes de forma que meu perfil fosse considerado uma pessoa muito conformada e convencional, que possivelmente não escaparia. E que tinha um grande interesse em jardinagem e silvicultura”, revelou aqui.

Leary (cuja morte completa 25 anos nesta segunda, dia 31) já havia sido preso em 1965 por posse de maconha, o que já tinha lhe causado problemas. Mas em 1968 rolou uma nova prisão por uma quantidade pequena da erva – e, aliás, ele alegou que as duas mutucas tinham sido “plantadas” pelo policial. Foi por causa disso que ele encarou o veneno da cana em 1970. Mas por causa dos tais testes, ele acabou sendo mandado para uma prisão de segurança mínima, para trabalhar como jardineiro.

Timothy Leary escapou das grades sem dificuldade escalando um poste de telefone, entrou numa kombi da organização de esquerda Weatherman e fugiu dos EUA. Foi inicialmente para a Argélia, e depois para a Suíça. Viveu quase como prisioneiro nos dois países. Em 1973, já de volta aos EUA, Leary chegou a encarar a prisão de Folsom, na Califórnia, onde ficou numa solitária e, posteriormente, ficou na cela ao lado de ninguém menos que Charles Manson.

>>> Tem documentário sobre o Kraftwerk e o som da Alemanha no YouTube

Agora, nesse período de fugas e traquinagens bastante perigosas, Leary chegou a se aventurar pelo mundo da música quando morava na Suíça. Isso porque apareceu a oportunidade de gravar um LP com uma das bandas mais malucas do krautrock, o Ash Ra Tempel. Foi em 1973 e o disco se chamou Seven up. Olha a capa aí.

Timothy Leary solta a voz num disco muito louco com o Ash Ra Temple

Seven up foi gravado em sua maior parte no Sinus Studio em Berna, Suíça, em agosto de 1972, e teve acréscimos gravados na Alemanha. “Conhecemos Timothy Leary em 1972 e ele desenvolveu a ideia dos Sete níveis de consciência e decidiu escrever um livro sobre isso. Então, pegamos essa ideia como conceito para o álbum e escrevemos sete peças musicais”, revelou Manuel Göttsching, guitarrista do grupo, aqui.

“Fomos para a Suíça com uma banda estendida. Tínhamos cantores adicionais, um tocador de órgão e uma banda grande para o projeto. Nós nos divertimos lá com Timothy Leary e toda a sua comitiva. Nós ficamos em uma grande fazenda em de Berna, no meio da Suíça, e era linda, sim”, recordou, dizendo que Leary era um colaborador bacana, com ideias legais e mente aberta. E que a ideia original era que ele apenas fizesse letras, mas depois ele quis cantar.

>>> Can ao vivo em 1970, na Alemanha

“Então, temos um documento com Timothy Leary cantando. Provavelmente o único (risos). Ele se interessava muito por sons eletrônicos, gostava muito deles. Foi a primeira coisa que ele entendeu quando entrou no estúdio de gravação e foi muito interessante para ele fazer um álbum sobre suas teorias. Sim, gostei dele. No início, pensei que seria difícil trabalhar com ele. Ele era muito legal, muito americano. Gostava de comida, vinho e carros”, explicou.

O Ash Ra cresceu sob o signo dos eletroblues psicodélicos do Pink Floyd, e fazia inicialmente covers de bandas como Who e Small Faces. Tornaram-se uma das bandas alemãs a assinar com o selo Ohr, de Klaus Schulze (opa, você já leu sobre isso aqui). A ideia de gravar com Leary já era um velho sonho. Afinal, o grupo ganhou um texto de Timothy que saiu na capa de seu primeiro disco (epônimo, de 1971), e queria encontrá-lo. Mas havia um grande problema: com as condenações, o papa do ácido estava em lugar ignorado.

>>> Synapse: a sua revista de música eletrônica… nos anos 1970

Enquanto isso, Timothy teve contato com o escritor inglês Brian Barritt, ficou muito louco com ele várias vezes, e teve a ideia de colocar os mapas mentais dos sete níveis em disco. Contatos com o baixista do Tempel, Hartmut Enke, ajudaram a colocar o projeto em pé, com o músico enchendo a formação do grupo de convidados. E, sim, o título do disco veio de uma ocasião em que, no estúdio, o genro de Leary, Dennis Martino, pôs ácido numa garrafa do refrigerante 7-Up e distribuiu entre os músicos, sem avisar.

E se você nunca ouviu Seven up, tá aí.

Via Medusa TV.

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Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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