Radar
Radar: Vita, Planoreal, Jáder e Totô de Babalong, The Second Half Of The Sun, Flávio Vasconcelos, Camapu

Começou a semana e o Radar voltou definitivamente ao normal: sai cinco vezes por semana, mostrando o que as cenas pelo Brasil e pelo mundo, em vários estilos musicais diferentes – do rock ao pop, passando pela MPB – têm produzido. Vita, ex-integrante da banda Irmãs de Pau, abre a seleção com seu single Vita’s house. Mas ainda tem muito mais. Ouça no último volume e na ordem que quiser.
Texto: Ricardo Schott – Foto (Vita): Wallace Domingues / Divulgação
- Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.
- Mais Radar aqui.
VITA feat MC BRITNEY, “VITA’S HOUSE”. A cantora, ex-integrante do grupo Irmãs de Pau, abre uma nova fase solo com esse single lançado com participação de MC Britney – que já ganhou clipe dirigido por Nídia Aranha e Gabe Lima. A faixa funciona como porta de entrada para o universo do próximo álbum, que também vai se chamar Vita’s house, e que vai manter o diálogo com o funk e com a “putaria brasileira, mesmo que haja mais experimentações.
O projeto do disco já vinha sendo testado ao vivo em shows-laboratório, usados para experimentar ideias e formatos. “Com meu trabalho quero potencializar a cena do funk e colaborar para a edificação de um movimento radical, coletivo que transforme realidades”, afirma Vita, que surge com um baita pancadão na música nova.
PLANOREAL, “IMORTAL”. Essa banda de Joinville prepara para o dia 4 de abril o EP Mérito, que sai pelo selo AlterEgo. Imortal é um dos singles que adiantam o disco, e é marcado pelas referências de bandas como Dead Fish, lado a lado com o clima desiludido da letra – uma canção pesada e emocionada vinda de uma banda que iniciou carreira influenciada pelo hardcore dos anos 2000. A duração mais ou menos extensa (são quase cinco minutos) permite vários segmentos e quebras rítmicas, além da entrada de um clima próximo do pós-hardcore.
“A sonoridade se constrói na intensidade da alternância entre vocais gritados, passagens melódicas, e riffs bem trabalhados”, define a banda, que já está preparando também um clipe da faixa, para sair dia 15 de março. “Vai ser uma parceria com cineastas independentes de Joinville”, contam.
JÁDER E TOTÔ DE BABALONG, “NO MAR”. “Fugir de amar é muito raso / quero mergulhar”, avisam Jáder e Totô em No mar, canção que explora a união de MPB, sons baianos e batidões de funk, e que abre caminho para o próximo álbum de Jáder. Uma canção solar, sobre “descobertas, calor e promessas”, em que ambos cantam como quem cuida de um amor que está desregulado – muita entrega de um lado, pouca força do outro.(com direito a um duplo sentido sacana no verso “te dou meu coração, mas tu também tem que me dar”).
THE SECOND HALF OF THE SUN, “TIME’S SUPER RUN”. Esse projeto é o encontro entre os músicos paulistas Will Geraldo e Leandro TG Mendes, nomes já rodados da cena independente. O primeiro single do duo, Time’s super run, aposta em quase sete minutos de tensão construída aos poucos, com um som que às vezes passa pelo progressivo, ou pelo metal, ou pelo shoegaze – e com partes pinkfloydianas. O tempo e suas mudanças são o principal assunto da música (aliás, só conferir o nome da faixa!).
“Costumamos brincar que nossas sessões de gravação também são sessões de terapia”, diz Leandro. Will acrescenta que o projeto nasceu da vontade de tocar junto, sem muitos dilemas mercadológicos. “A ideia inicial era simplesmente exercitar nossa criatividade e dar forma a pensamentos musicais e existenciais por meio de algumas músicas, incluindo Time’s super run. Quase como uma oficina de composição”, diz ele. O resultado está aí.
FLÁVIO VASCONCELOS, “VOCÊ VAI SER FELIZ”. Bedroom rock? Bedroom MPB? O clima caseiro que abre single novo de Flávio vai mudando porque a canção vai crescendo, ganhando uma cara sonora mais próxima de nomes como Roberto Carlos, Peninha e Odair José, com direito a arranjo de cordas e metais. Você vai ser feliz é uma canção de saudade, na qual ele analisa o que sobrou de uma relação que acabou abruptamente – e diz que, com o término, ele aprendeu a cair e a levantar. Jatobá peri, próximo álbum de Flavio, com direção artística de Rômulo Fróes, sai em breve.
CAMAPU, “CIGANA”. Essa banda curitibana segue apresentando o universo de seu próximo álbum (previsto para agosto) com o single Cigana. A faixa mantém a energia roqueira do lançamento anterior, Guabiru, mas acrescenta clima mais dramático à história de um amor delirante por uma cartomante misteriosa. Entre riffs intensos e ruídos iniciais, a banda mistura ecos de pop punk e grunge, com uma piscadela para o imaginário do The Doors – em especial o hit The changeling, do disco L.A. woman (1971).
O clipe amplia esse clima: artistas circenses, bolas de cristal, fogo e dança cigana aparecem ao lado da banda em cena, criando uma atmosfera quase ritualística para a narrativa – em que o vocalista do grupo, RGL, interpreta o sujeito obcecado pela cartomante.
Radar
Radar: De Luca, Good Vibes Rollercoaster, Dax, Love Ghost – e mais sons do Groover!

O Pop Fantasma tá na Groover! Por lá, artistas independentes mandam seus sons pra uma rede de curadores – e a gente faz parte desse time. Fizemos hoje uma relação do que tem chegado de legal até a gente por lá – começando com o som do De Luca.
O que tem chegado até nós? De tudo um pouco, mas, curiosamente (ou nem tanto), uma leva forte de bandas e projetos mergulhados no pós-punk, darkwave, eletrônico, punk, experimental, no wave e afins.
Texto: Ricardo Schott – Foto (De Luca): Divulgação
- Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.
- Mais Radar aqui.
DE LUCA, “PARECER E APARECER”. “Escravo do algoritmo sem desobedecer ou não ser / tanta informação que faz a mente se perder”, diz a letra dessa música de De Luca, cantor e compositor brasiliense radicado no Rio, que une em seu som referências de nomes como Charly Garcia, Mutantes e Raul Seixas. Parecer e aparecer é um rock de base folk, com balanço de música brasileira, que data de 2023. Mas cuja letra permanece atual, ao falar da vida moderna como uma bagunça em que todo mundo olha cada vez mais para os algoritmos, mas continua se perguntando “cadê eu?”.
GOOD VIBES ROLLERCOASTER, “THE GOOD LIFE”. “Escrito e produzido por Matt Walton, este coletivo musical britânico tem o compromisso de espalhar positividade através do som”, conta essa turma no release, avisando que The good life, o single novo, é “uma música que destaca a beleza das coisas simples da vida. Amigos, família, sorrisos, risadas, criar memórias e se divertir”. O som varia entre country e power pop – e a letra provoca diversos sentimentos: você pode achar bem embevecedor, ou até bem irônico…
DAX, “GOD, CAN YOU HEAR ME?”. Esse rapper meio nigeriano, meio canadense, investe em letras fortes e existenciais – e dessa vez fala sobre situações-limite em God, can you hear me?, uma música sobre gente que vive momentos em que é complicado até manter-se de pé. “Sou um escravo da minha carne / e meus ossos foram quebrados por pedras fundidas / por isso estou gritando e rezando para que sua graça apare minha queda”, diz ele, acompanhando os passos de um sujeito numa ponte vazia (eita). Cenas fortes.
LOVE GHOST, “MÁTAME SUAVEMENTE” (feat BARNEY GOMBO). Esse projeto musical que não para de lançar coisas (recentemente apareceram nas resenhas do Pop Fantasma) solta uma música em espanhol, feita ao lado do Barney Gombo, uma banda pop-punk da cena mexicana. O som é referenciado tanto em Fontaines DC quanto na música pop latina atual. “A faixa retrata aquele momento específico em que o amor dói, mas, mesmo assim, torna-se impossível de esquecer”, avisam.
UNKNOWN OFFICIAL ARTIST, “FOSTER WALLACE”. Tá aí um projeto musical bem curioso. Vindo da Itália, o UOA é “um projeto sem press kit, sem fotos promocionais e sem qualquer interesse em vender uma persona”: não tem Instagram, nem TikTok, e a ideia é que as músicas falem por si só. Musicalmente, Foster Wallace, o single, é um indie rock com peso e ambiência, bem realizado (por mãos humanas, ou…?). Aparentemente, mistério não é um problema pra eles. “É música feita nos próprios termos da banda e lançada no mundo para encontrar quem ela tiver que encontrar”, dizem.
MASSIMO MONACELLI, “NAUTILUS RELOAD”. Pós-punk climático e instrumental feito na Itália. Mesmo sendo uma música instrumental, Massimo faz questão de avisar que há uma mensagem em Nautilus reload, que pode ser vista no clipe. “Ele mostra exércitos marchando por cidades bombardeadas, crianças em meio às ruínas das cidades e, finalmente, crianças de diferentes nacionalidades marchando pelas cidades e destruindo os exércitos”, conta. “O poder de contraposição das novas gerações pode neutralizar as tendências nacionalistas belicistas atualmente presentes no mundo”.
ANDY JANS-BROWN, “RADIO SONG”. O som desse músico australiano é bastante influenciado por estilos como surf music e pós-punk – tem aquela mesma onda praiana de bandas como Hoodoo Gurus, mas quase sempre partindo para algo entre o punk e a nostalgia. Radio song é uma canção altamente cantarolável que fala sobre um assunto duro: o que sobra quando a democracia vira um algoritmo, e todo mundo parece ter ficado viciado em dopamina?
OUTLAW CARTIER, “EUPHORIA”. Sujeito mascarado e sombrio, que une pós-punk e darkwave, Outlaw Cartier faz música como se fosse uma saga de anti-herói – todos os seus singles giram em torno de histórias quase tão dark quanto as melodias e arranjos, e tudo parece meio que interligado. Tanto que ele diz que seu single anterior, Lil runaway, foi o momento de fuga, e Euphoria, a nova música, é a queda que vem depois. O som é pesado e desesperado na medida.
Radar
Radar: Menderbug, Filthdealer, Mirror Tapes, Crucifera – e mais sons do Groover

O Pop Fantasma tá na Groover! Por lá, artistas independentes mandam seus sons pra uma rede de curadores – e a gente faz parte desse time. Fizemos hoje uma relação do que tem chegado de legal até a gente por lá – começando com o som do Menderbug.
O que tem chegado até nós? De tudo um pouco, mas, curiosamente (ou nem tanto), uma leva forte de bandas e projetos mergulhados no pós-punk, darkwave, eletrônico, punk, experimental, no wave e afins.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
- Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.
- Mais Radar aqui.
MENDERBUG, “IN WHAT REMAINS”. Em breve sai Falling voices, primeiro EP do Menderbug, uma banda de slowcore surgida “na zona rural do sul da Suécia, longe das cidades e de seu ritmo implacável”. A música desse grupo segue outro tempo, com riffs de guitarra fincados à moda do pós-punk, beat pesado e robótico, e uma onda sonora que parece unir Hüsker Dü e bandas clássicas do estilo como Low. Antes do EP, dia 15 de maio, sai mais um single, Where stillness left.
FILTHDEALER, “RINCONADA”. Vindo de São Paulo e formado por Gustavo Urshei (baixo e voz), André de Sousa (guitarra e sampling), Rafael Colombero (guitarra, baixo de seis cordas e teclados) e Alexandre Araujo (bateria), o Filthdealer une punk, metal, stoner e shoegaze em doses quase iguais, em seu álbum Home stalker and other abominations. Nomes como Bauhaus, Faith No More e My Bloody Valentine surgem como referências do som deles, que ainda tem um ardidinho lo-fi na gravação e na mixagem – mas lo-fi com peso!
MIRROR TAPES, “LOVE DRUG”. O lance desse projeto de Nova York é misturar pós-punk, elementos eletrônicos e psicodélicos e algo de shoegaze – com várias referências do som de Manchester do começo os anos 1990. Alain de Saracho, criador do Mirror Tapes, trabalhou por um bom tempo como produtor de acid house e credita a isso a atmosfera firme da base rítmica – embora seja, na prática, uma banda de baixo, guitarra e bateria. Love drug acrescenta também violões e synths para falar de um amor perdido no tempo.
CRUCIFERA, “LABYRINTH OF FOOLS”. Projeto montado por uma musicista de Nova York chamada Daniela Astraea, o Crucifera é puro dark metal, com ondas eletrônicas e aproximação básica do nu metal, que vai surgindo nos beats e no design musical. Mesmo sendo uma música bem eletrônica, Daniela conta que tudo surgiu de modo bem analógico (“cada faixa deste disco começou com lápis e papel e foi composta no meu piano de cauda e violão”, conta). Exostential, álbum do Crucifera, já está nas plataformas, com a pesada Labyrinth, que fala sobre “o isolamento de estar sozinho em um mar de pessoas que só enxergam a superfície”.
NEIGHBOURHOOD TOWER, “ONE LAST TIME”. Vindo de Helsinki, esse grupo de um músico só (Markku Ruottinen é o cara por trás do nome) acaba de lançar o álbum Channeling darkness (Discovering the light), que ganhou até edição em fita K7. One last time, um dos singles, reúne influências que vã de Alan Parsons Project e Electric Light Orchestra a War On Drugs e Future Islands – tem algo de synthpop e um clima meio progressivo de FM que toma conta da faixa.
MADANES, “S.U.D. STAR”. S.U.D. é a sigla para substance use disorder (“transtorno de uso de substâncias”). O single novo desse projeto musical britânico é um synthpop malucão que fala não em deixar vícios, mas em saber que você não pode nem sequer começar a usar drogas – porque você simplesmente vai perder o controle e não vai parar. Já tem até clipe, em desenho animado, com vibe tragicômica.
RYAN LORD, “DREAM NO MORE”. Esse músico norte-americano, que já apareceu algumas vezes no Radar, voltou cada vez mais entronizado no darkwave em seu novo single, Dream no more. É som eletrônico, pesado e lúgubre, mas cujos sintetizadores parecem oscilar entre climas noturnos e solares, como na primeiríssima fase do Human League. A música está no novo EP de Ryan, Static dream, que já está nas plataformas.
AGOX, “ROCES”. Nicolás Gómez, artista colombiano radicado nos EUA, é quem toca o Agox, uma onda sonora que mistura folk alternativo e indie rock, sempre com letras em espanhol. Temas como identidade e transformações pessoais surgem nas músicas do projeto, que agora lança o single Roces. Uma música bem delicada, definida por Nicolás como tendo sido “escrita a partir desse território liminar em que o passado continua exercendo seu peso e o futuro ainda não se revelou por completo”, conta. “A música avança com sutileza sobre tensões que não busca simplificar: desejo e perda, luz e sombra, identidade e mudança”.
Radar
Radar: Red Jacket, Bending Backwards, The Days Away – e mais sons do Groover!

O Pop Fantasma tá na Groover! Por lá, artistas independentes mandam seus sons pra uma rede de curadores – e a gente faz parte desse time. Fizemos hoje uma relação do que tem chegado de legal até a gente por lá – começando com o som do Red Jacket.
O que tem chegado até nós? De tudo um pouco, mas, curiosamente (ou nem tanto), uma leva forte de bandas e projetos mergulhados no pós-punk, darkwave, eletrônico, punk, experimental, no wave e afins.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
- Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.
- Mais Radar aqui.
RED JACKET, “THE GIRL FROM THE SUBWAY LINE”. Vindo do Canadá, o Red Jacket faz pop-rock com cara setentista, aludindo tanto ao power pop quanto a Joe Jackson e Ben Folds – parece o tipo da coisa que seria lançada sem adiamentos por um selo como Stiff. Em maio sai o álbum Perfect timing, com esse suingado tema de piano inspirado nos acordes de George Gershwin, e mais outras faixas, provavelmente com o mesmo potencial de grude.
BENDING BACKWARDS, “I SEE YOU FROM HERE”. Essa banda da Dinamarca prepara para qualquer momento o primeiro álbum, de título misterioso: Still and quiet, brother, are you still and quiet. I see you from here, single de quase seis minutos, é quase tão lúgubre quanto o nome do disco: une pós-punk, post rock e uma melancolia gélida, solitária. O vocalista e letrista Frederik Blæsild Vuust foi criando a música unindo várias cenas que mostram um relacionamento chegando em seus estágios finais, tudo impulsionado “pelo desejo e pelo medo de se aproximar de outra pessoa”.
THE DAYS AWAY, “NO ONE AROUND”. Essa banda de Chicago é formada por três músicos com raízes portorriquenhas e equatorianas: Danny Maldonado (voz e guitarra), Joanna Maymó (baixo) e Justin German (guitarra solo), acompanhados por uma bateria eletrônica.
No one around é uma canção influenciadissima por Smiths e The Strokes – mas com uma onda mais minimalista no arranjo. A letra fala sobre um romance tranquilo, daqueles em que o casal sempre busca refúgio – e acha! Vale citar também o ótimo clipe feito em clima de stories. Detalhe: a banda cantava em espanhol, e adota o inglês a partir dessa música
THE LUCKY LITTLE RED HOUSE, “DEMISE”. Esse septeto francês curte bandas como Swans, Soft Machine e Young Gods, e investe numa sonoridade bem abrasiva e sombria. Já saiu o novo álbum, Fake you, e o clima do single Demise é de deprê a la Leonard Cohen, por causa da voz profunda do cantor Luc Tironneau – só que, de pano de fundo, rolam ruídos, uma guitarra repetitiva, um piano que parece tocar sozinho (eita) e uma vibração bem fantasmagórica. A faixa tem quase dez minutos. A tecladista Rachel Pallid é bem discreta e só diz que a banda está “bem distante da estrutura verso-e-refrão”. Ô se está – e isso é ótimo.
OLDE PAUL, “ART MASTER (YOU WANT TO HANG ME ON YOUR GALLERY WALL)”. Com nome de roqueiro das antigas, Olde Paul faz um som próximo do pós-punk e do synth pop, com referências de Taking Heads e até de CMAT, além de electroclash. O som novo fala de um artista que vive das glorias do passado e começa a perder público por causa disso.
MAX CEDDO, “EVERYONE FALLS IN LOVE”. Com um álbum recém-lançado, Burnable, esse cantor e compositor é outro a evocar a era do selo Stiff – Everyone falls in love, uma música que ele define como “uma celebração frenética e animada da natureza caótica e imprevisível de se apaixonar” e como “a natureza de queda livre letal de um novo romance” poderia ter sido feita ou gravada por Nick Lowe.
MACY, “PRETTY BABE”. Vindo da Áustria, Macy dá um clima de darkpop à sua nova música Pretty babe – na verdade um clima indie e distorcido dado à dance music. “Eu fiz essa faixa para qualquer pessoa que já esteve em um relacionamento tóxico e ainda sabe que é o prêmio. É sombrio, é autoconsciente — e essa confiança é toda a energia da faixa”, conta ele.
JOE GRAH, “FAR”. Ex-vocalista de uma banda de alt-rock de Dallas chamada JIBE, Grah faz um hard rock bastante ligado à cena da qual ele fazia parte: a turma ruidosa dos anos 1990 / 2000. Atualmente ele está numa banda chamada Inside The Trojan Horse e também grava solo. Far, seu novo single, é tensa: fala de solidão, distância, sustos no meio da noite e vontade de se libertar – com direito aos vocais catárticos de Joe e a um clipe sombrio e muito bem realizado.
WESTWELL, “NOTHING TO SAY”. “Nothing to say é o som de um homem aprendendo a falar de novo, despedaçado pelo primeiro batimento cardíaco de seu filho ainda não nascido”, diz esse duo formado, por acaso, por um pai e por um filho. E cuja música nova se equilibra, segundo eles próprios, em algo que se localiza entre The National e Pearl Jam (ou seja, entre intimismo e clima visceral).
HAGA187, “AMSTERDAM”. Liderado por um cara chamado Peter dos Santos, esse projeto musical acaba de lançar um álbum chamado Cruelty free. Um disco bem louco, punk e experimental, com uma onda que lembra bandas como The Residents, Negatvland e outros artistas que curtem desafiar limites. A psicodélica Amsterdam descreve um passeio doidão pela capital da Holanda, e a procura pelo beck perfeito. Dá até nervoso, de tão psicodélico.


































