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Centro Antigo de Salvador vira disco coletivo no EP “Cabaça sonora 2”

Saiu agora o EP Cabaça sonora 2, trabalho coletivo que junta artistas do Centro Antigo de Salvador e dá um panorama da produção musical recente que vem saindo da região. O disco reúne faixas inéditas de Ejigbo Oni, Iná Tupinambá, Jade Lu, Paulinho do Reco e Victor Badaró – além de uma música feita em conjunto por todo mundo envolvido.
Produzido por Felipe Guedes, o EP mistura referências de samba, reggae, arrocha e outros ritmos populares brasileiros, com aquele clima de laboratório musical aberto. O lançamento faz parte das ações do selo Cabaça Sonora em parceria com a Coliga Produções, iniciativa que busca fortalecer a produção fonográfica baiana com protagonismo negro e indígena – tanto nas músicas quanto nos bastidores.
As seis faixas nasceram de um processo que combinou encontros coletivos, laboratórios de criação e momentos individuais de composição e gravação. No resultado final, as letras e os sons acabam refletindo experiências pessoais dos artistas e a relação deles com Salvador, suas histórias e afetos.
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“Com a divulgação desse trabalho coletivo, esperamos ampliar públicos e impulsionar as carreiras desses artistas, ecoando a força cultural que pulsa neste território”, afirma Camila Brito, idealizadora, curadora e diretora de produção do projeto.
Além do EP, cada faixa ganhou também um audiovisual próprio, dirigido por Tamires Allmeida e já disponível no canal do projeto no YouTube. A mixagem e a masterização ficaram por conta de Jordi Amorim, com gravação de vozes feita por Richard Meyer.
O Cabaça sonora 2 encerra um ciclo de seis meses de atividades que incluiu formação artística, preparação vocal, produção musical e criação audiovisual. A ideia, agora, é que o projeto vire algo recorrente e passe a acontecer todo ano, sempre focado em lançar e fortalecer artistas independentes.
“Cabaça sonora garante que artistas negros e indígenas possam gravar com qualidade e lançar com estratégia, fortalecendo memória, futuro e inserção no mercado. Nossa meta é que o projeto seja calendarizado anualmente, consolidando-se como um espaço de referência em lançamentos musicais para artistas independentes”, reforça Camila.
O projeto foi realizado com recursos do edital Territórios Criativos – Ano II, da Fundação Gregório de Mattos, da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Salvador e da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura.
Fotos: Gabriela Brito / Divulgação
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Strokes empurram lançamento de “Reality awaits” para julho, mas a agenda de shows vai bem

Vai ver, a culpa foi da Copa: os Strokes anunciaram um show em Nova York no dia 2 de outubro ao lado de Fcukers e Beach House, e aproveitaram para avisar que Reality awaits, o novo álbum do grupo, vai atrasar.
Inicialmente o disco havia sido programado para 26 de junho, mas agora Reality awaits – adiantado pelos singles Going shopping e Falling out of love – vai ficar para quase um mês depois. Só no dia 24 de julho os fãs vão ter acesso ao disco de forma oficial (porque sempre vaza, né).
A banda não deu nenhuma explicação para o atraso. Seja como for, tá vindo por aí um período de alta queima de óleo para os Strokes. Eles já se apresentaram no Coachella 2026 (aproveitaram para meter o pau no Governo dos EUA no palco) e em breve tocam em outros festivais, como Bonnaroo e Summer Sonic.
Eles também anunciaram uma grande turnê pelo Reino Unido, América do Norte, Europa e Japão. Será a primeira série completa de shows como atração principal no Reino Unido e na Irlanda em mais de vinte anos, com apresentações incluindo paradas na O2 Arena, em Londres. Os shows de abertura serão de Thundercat, Cage the Elephant, Hamilton Leithauser, Fat White Family, Alex Cameron e ÖLÜM. Rolou tanta procura que mais datas foram adicionadas à agenda.
Não custa lembrar: nesses shows e turnês, a banda segue sem o guitarrista Nick Valensi, já que o grupo contou que ele fará uma “pausa temporária” das apresentações ao vivo.
Olha aí os anúncios do showzaço de Nova York e da tour.
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Hermanos Gutiérrez vão transformar paisagens andinas em música no próximo álbum

O Hermanos Gutiérrez volta em 25 de setembro com o sétimo álbum, Los ojos del condor, sucessor de Sonido Cósmico (2024). O disco sai pela Easy Eye Sound e chega acompanhado do single Canto andino, primeira amostra dessa fase mais ligada às raízes sul-americanas da dupla.
A faixa já entrega bastante do clima do álbum: violões em destaque, andamento calmo e uma ambientação inspirada nas paisagens andinas. Os irmãos Estevan e Alejandro Gutiérrez dizem que a ideia do disco nasceu justamente dessa conexão com a América do Sul e com referências musicais da região.
- Após mandar sinais, Jack White solta single novo e já anuncia álbum
“Aquela melodia que você ouve no refrão, que é muito alegre e depois volta para os tons escuros e baixos do slide, é legal porque é exatamente assim que o clima funciona nos Andes” , disse Alejandro. “Você tem sol e, de repente, fica tão nublado e parece que pode chover ou até nevar. Canto andino é um chamado dessa paisagem que nos inspirou. Esta é uma carta de amor à América do Sul. O que queremos fazer com este disco é convidar as pessoas a fazerem outra jornada conosco, desta vez pelos Andes, e criar curiosidade por essa cultura e por esta parte do mundo”.
Produzido mais uma vez por Dan Auerbach, dos Black Keys (Dan é dono do selo Easy Eye Sound, por sinal), o álbum aproxima o som da dupla de ritmos e instrumentos andinos. O charango aparece em várias músicas, enquanto Estevan gravou o trabalho usando a mesma guitarra de náilon que ganhou do pai quando era criança.
Ao longo dos discos anteriores, o Hermanos Gutiérrez construiu um som instrumental que mistura violões latinos, surf music e climas cinematográficos. Em Los ojos del condor, essa mistura ganha referências mais diretas do Equador, Peru, Argentina e Colômbia, passando por elementos de milonga e cumbia. Além dos próprios discos, os irmãos colaboraram recentemente com Leon Bridges e Natalia Lafourcade, e também participaram da trilha de um documentário sobre Jack Johnson.
E abaixo você confere o clipe de Canto andino, e a capa de Los ojos del cóndor.
Foto: Jackie Lee Young / Divulgação

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Sugar World soa como uma fita VHS derretendo em “Terra incognita”

Fazendo música desde 2013, o duo Ryan e Katryn Stanley fez parte de uma banda de bedroom pop da Flórida chamada Naps – e desde 2016 decidiram montar o Sugar World, grupo com um som bem peculiar, que mistura a alegria do twee pop e os climas experimentais do lo-fi.
A música do Sugar World tem mais a ver com aquelas fitas VHS com cores MUITO estouradas do que com um clima solar comum, vamos dizer assim. Numa só faixa, podem aparecer guitarras noise pop, vocais distorcidos e autotunados, vibes psicodélicas e inspirações que vão do hyperpop ao rap underground da internet.
E esse aí é o som de Terra incognita, novo som do duo, que eles definem como “um experimento para trazer a composição indie rock e twee pop para um ambiente sonoro inspirado por breakbeats, cloud rap e digicore”. “Basicamente, trata-se de ganhar muito dinheiro, investir esse dinheiro em um carro e depois jogá-lo de um penhasco”, brinca Katryn.
Ou seja: pode esperar alegria e barulho na mesma medida em Terra incognita. Ryan escreveu a faixa e foi também o técnico de gravação. A faixa vai estar no próximo álbum da dupla, Supercassettevision, que sai no verão (ou seja, entre junho e setembro, que é quando o sol brilha mais forte na terra deles).


































