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Terno Rei: um papo sobre disco novo, turnês, roubadas e Lollapalooza

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Terno Rei: um papo sobre disco novo, turnês, roubadas e Lollapalooza

O Terno Rei vai tocar no Lollapalooza neste sábado (na abertura do Palco 1, às 13h). Aproveitamos para falar disso logo no começo da entrevista que fizemos com eles (aliás, para ver a banda, chegue cedo!), mas o nosso foco era pegar uma das bandas mais interessantes da recente safra do rock brasileiro em um momento bem legal de sua carreira.

O grupo paulistano evoluiu bastante após a turnê do terceiro disco, Violeta (2019), participou de um encontro musical com ninguém menos que Samuel Rosa, do Skank (em live do programa Conexão Balaclava, produzido pela gravadora da banda, Balaclava Records), ganhou bastante experiência no palco e na estrada após as turnês mais recentes. E colhe os frutos no lançamento de seu quarto disco, o recém-lançado Gêmeos, que exigiu bastante dedicação de Ale Sater (voz e baixo), Bruno Paschoal (guitarra), Greg Maya (guitarra) e Luis Cardoso (bateria).

O Pop Fantasma bateu um papo com o quarteto por zoom e conversou bastante com eles sobre o atual momento da banda. Pega aí!

Quais são as expectativas de vocês pro Lollapalooza?

Bruno Paschoal: Bom, estamos ensaiando bastante e a expectativa é fazer um show massa para a galera. Vai ser o show de despedida do Violeta (disco anterior da banda). E é um festival grande, acho que vai ser o primeiro festival em que vamos tocar depois da pandemia… Bom, nem depois da pandemia, depois de toda essa loucura.

Greg Maya: Na verdade tocamos em Floripa também (em janeiro, no festival Saravá, com Céu, Juçara Marçal e outros nomes).

Bruno Paschoal: Isso, verdade!

Luis Cardoso: Estamos empolgados e ansiosos, ensaiando para fazer o último show do Violeta. Mas vamos tocar as músicas novas também, os singles que a gente já soltou. Mas vai ser um show mais do disco anterior. Vamos ter um tempo bom de line check, passagem de som.

Como é estar fazendo uma agenda que é do disco anterior, já que o novo álbum já está rolando? Vão ter músicas novas, imagino que seja um set bem misturado…

Luis Cardoso: O show vai ser uma despedida do disco anterior, com oito músicas dele e mais quatro novas. Depois a coisa se inverte e aí é que vamos trampar mais o disco novo. Mas dos outros discos vão rolar músicas. Os dois discos juntos dá uma hora e pouco. Dá pra tocar os dois na íntegra e fazer um cover se quiser.

Escutando o disco novo e comparando com os anteriores, dá para perceber que ele tem algo de muito especial na discografia de vocês. Como analisam hoje a entrega que tiveram nesse disco?

Ale Sater: Colocamos muito mais energia nesse disco. Até porque depois do sucesso que o Violeta fez – ele foi um disco que mudou muito nossa história como banda – a gente não podia fazer um negócio sem vontade e sem apreço. No final, esse disco é muito mais cheio. Mesmo o Violeta, que a gente ama, você o ouve e depois ouve o Gêmeos… Ele é todo mais produzido. Quase todas as músicas têm alguma coisa interessante rolando, alguma instrumentação, algum arranjo e tal. E acho que isso é fruto do trampo, esse disco foi o mais trabalhoso de todos. Se juntar os três, dá o mesmo trabalho que deu só esse, sozinho. A gente penou pra fazer (risos).

A trabalheira foi em tudo, então? Composição, arranjo, produção… Em algum desses processos vocês perceberam que estavam suando mais, trabalhando mais?

Ale Sater: Sim, sim, foi em composição, produção, pós-produção, mixagem, masterização e até em como definir coisas de divulgação, como soltar o clipe… Tudo foi mais sério, envolveu mais gente, mais cabeças.

Greg Maya: A gente tinha mais tempo também. E por ter mais tempo pra fazer tudo, a gente acabou tendo mais preciosismo. Em algum momento a gente acabou se enrolando mais também, mas faz parte do processo.

A primeira coisa que me veio à cabeça é que é um disco bom pra tocar no rádio. Tudo bem que rádio hoje em dia não é mais a mesma coisa, mas foi algo que vocês pensaram? Houve uma rádio imaginária nesse processo?

Ale Sater: Ah, não tinha, mas as coisas que a gente estava ouvindo na época eram bem nesse estilo. O exemplo perfeito é o Semisonic (do antigo hit Closing time), não sei se você se lembra…

Sim, lembro.

Ale Sater: Era super boa, super indie, mas bem pop, bem radiofônica, e estávamos ouvindo bastante.

Luis Cardoso: A gente não fez  com isso em mente, tipo “vamos fazer essa música pra acontecer isso”. Agora, com o disco novo, eu já vejo uma música ou outra sendo tema de personagem de novela. Ou vejo que uma música ou outra tocaria na rádio facilmente por tudo que está tocando… Depois de ver o disco pronto, vejo que tem um lance meio radiofônico e que poderia encaixar até em novelas. Acho que tem uma abertura grande pra isso, o disco ficou aberto para os mais variados tipos de coisas rolarem, mas a gente não fez nada pensando em tocar no rádio.

O que a turnê do Violeta e tudo o que aconteceu com o disco ensinou a vocês?

Ale Sater: Ensinou muita coisa e muita coisa técnica, até. A gente antes do Violeta não tinha técnico de som. E hoje não dá para fazer show sem nosso técnico, é muito arriscado, de sair uma bosta mesmo. Até essas coisas técnicas de ensaio… Era tudo muito no pelo, o que era legal também. Mas agora a gente subiu um degrau de profissionalismo, mesmo. A gente não dorme mais na casa do batera da banda de abertura (risos)… Isso aconteceu muito. A gente tenta não entrar tanto em fria também.

Luis Cardoso: A gente se preocupa hoje em contar uma história com todas as músicas do show, com as músicas interligadas. Ter um passeio de mood no show. Ou esses lances profissionais, de fazer contrato, de garantir que a gente tenha um lugar confortável para descansar. Às vezes é um trampo de dois dias pra um show de uma hora e meia. Muitas coisas influenciam nisso, do camarim não ter lugar pra sentar. Ou de você dormir na casa do batera e dormir só sete da manhã porque o cara quer ficar na farra. E são coisas que acabam deixando o show pior. Nem tamos falando de dinheiro, mas de pequenas coisas que acabam prejudicando. Você com o tempo vai aprendendo essas coisas, em qual show vale a pena ir, em qual não vale. Também não vale a gente ir aceitando tudo que tem pra fazer e os quatro estarem infelizes.

O que seria uma roubada?

Ale Sater: Um show com cinco bandas, que pode até ter muita gente, mas é tudo misturado, numa cidade muito longe e que a gente vai tocar às 2h3o da manhã. Tem tudo pra dar errado. E esse evento, vou falar pra você, aconteceu!

Luis Cardoso: E deu errado (risos).

Ale Sater: Não vou falar onde foi, mas rolou. Deu errado. Foi ruim pro cara que estava ouvindo e para mim, para nós. Além desses macetes de estrada, tem a parte musical. Desde o Violeta a gente tem uma convivência bem legal com o (Gustavo) Schirmer, o Amadeus (de Marchi) e o Janluska (os três, produtores), o que é bem legal. A gente aprendeu muito de produção com eles. E a gente acaba errando menos nas músicas, que é algo que vem com a idade.

Como foi trabalhar com o Samuel Rosa e o que aprenderam com ele?

Bruno Paschoal: Foi muito doido trabalhar com ele. Era uma coisa meio surreal, porque até um dia antes de chegar no estúdio, a gente tava de boa produzindo as músicas, fazendo o arranjo das músicas que a gente ia fazer. Mas chegar no estúdio, ouvir a voz dele cantando a música no seu fone. Parecia que você estava no Faustão (risos).

Luis Cardoso: É muito surreal e é mais legal ainda ver um cara que fez show para tanto estádio lotado, foi em todos os programas de TV e fez um puta sucesso… E ele estava se divertindo tanto quanto a gente. Ele estava com uma banda “desconhecida” mas estava se divertindo tanto quanto a gente ali. Só por estar fazendo um som e renovando as energias, estar fazendo alguma coisa diferente, ele estava amarradão. Para mim foi algo como: “Dá para chegar nos 50, 60 anos com o mesmo tesão e sem encher o saco de fazer música”. Acordar e falar: “Hoje eu tenho uma gravação com uma galera”, e se divertir.

Vocês têm outros projetos no momento? O Ale tem um disco solo.

Greg Maya: Estou começando um projeto solo meu, e a ideia é que seja algo que não encaixe para o Terno Rei. Mas estou fazendo bem devagar. Eu acho que esse ano, solto um single.

Bruno Paschoal: Eu também tinha um projeto solo, mas com essa loucura do disco novo tá impossível. Esse ano ainda deve sair.

Luis Cardoso: Estou produzindo uns lances em casa, mas é só de brincadeira mesmo, pra ir pegando a manha e brincando. Quem sabe eu solte alguma coisa aí. Mas é sem pressa, só pra se divertir mesmo.

Ale: E além disso, eu e o Greg trabalhamos em outra empresa. Mas aí tem a ver com moda, não é música.

Um coisa que sempre perguntavam para uma banda que se destacava mais há uns 10, 15, 20 anos, era se elas queriam dar um salto maior e assinar com uma multinacional. O que isso representa pra vocês?

Bruno Paschoal: Cara, eu confesso que eu tenho tipo zero vontade. Óbvio que se chega uma proposta, uma coisa super irrecusável, você vai escutar. Mas hoje em dia eu acho que a flexibilidade que a gente tem na Balaclava Records… A gente é super amigo deles, tem uma relação super transparente com eles, super livre, em termos de composição, de carreira. Vejo isso como algo mais interessante do que estar engessadão num label gigante.

Luis Cardoso: É f… Um label gigante faria o mesmo que os empresários do sertanejo fazem.  Eles injetam dinheiro e depois esperam voltar. Com uma gravadora grande você não tá fazendo uma bolada, tá fazendo um empréstimo e depois vai ter que devolver essa grana de alguma maneira. Ou fazendo show barato pra c… e eles ganhando tudo, ou vendendo muita coisa, ou fazendo sete discos. De alguma maneira você vai ter que devolver esse dinheiro, e isso é uma coisa muito complicada. A gente tá num momento em que a gente pode escolher de tudo, se a música vai ter sax, violino, se vai ter só violão… Se vai ter só voz, foda-se. A gente tá fazendo pela música. E estamos num lugar muito confo0rtável. Não penso nesse lance de fechar com uma gravadora. Até porque a gente tem um time muito bom que trabalha com a gente. É o time que uma gravadora teria, só que várias pessoas diferentes trabalhando juntos, sem aquela pressão de devolver os três milhões que a gente pegou emprestado.

Greg Maya: A gente é muito alinhado com o pessoal da Balaclava. Além de ser parceiro de trabalho a gente é amigo fora do trabalho. A gente sai junto, bebe junto, escuta música junto. Isso da gravadora grande tá cada vez mais distante. O que acontece muito é das grandes gravadoras terem pequenos selos dentro delas. É uma realidade que a gente conhece mais. Mas mesmo assim estamos satisfeitos.

Luis Cardoso: A gente tem a mesma idade, os mesmos ideais, a galera toda luta pelo mesmo objetivo.

A foto da capa do disco novo tá muito bonita. O que é aquela imagem e como foi feita?

Bruno Paschoal: É uma foto analógica da gente na Praça do Pôr do Sol, aqui em Pinheiros (bairro de São Paulo). Mas o fotógrafo fez um movimento na câmera para deixar com um blur, um borradinho ali. E aí na pós a gente de uma estourada nos tons pastéis pra deixar um pouco mais vivo.

Greg Maya: Somos nós quatro ali e tem um tratamento de cor depois.

Por que o nome do disco é Gêmeos?

Ale Sater: O disco fala muito sobre nostalgia e amizade. Mas claro, tem variados temas nas letras. E aí a gente pensou muito nesse negócio da amizade. O primeiro clipe, do Dias da juventude, conta um pouco isso. É um garoto mudando de cidade e se despedindo dos amigos. E traz um pouco esse espírito, e tem o lance da gente como banda. A gente já está há doze anos juntos. Tem esse sentimento entre a gente, a palavra surgiu e já bateu em todo o mundo.

No comecinho, quando se falava do Terno Rei, muita gente confundia com O Terno. Rola essa confusão ainda?

Bruno Paschoal: Ainda rola! A gente vê muito a galera descobrindo: “Pô, agora que fiquei sabendo que O Terno e o Terno Rei não são a mesma banda”. Você só sabe quando a pessoa descobre.

Luis Cardoso: A pessoa vai no nosso show pensando que é O Terno… Bom, ela que vacilou, né? (risos). Tem que ler a descrição do show, que ajuda.

Ale Sater: E já aconteceu! Possivelmente a gente até já foi contratado por uma pessoa que se enganou, achando que nós éramos O Terno.

Bruno Paschoal: Com eles também rolou, já. O Tim Bernardes (cantor e guitarrista do Terno) veio me falar que foram dar parabéns para ele pela banda ter tocado no Primavera Sounds, onde a gente tocou em 2015. E ele: “Valeu, mas não foi a minha banda!”

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Radar: Queen, Jacob The Horse, Moon Construction Kit, Laptop, Dead Air Network, The Legal Matters

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Capa do disco Queen II

Acabou 2025! Bom, acabou pra você – no nosso coração ele continua vivo. Mas de qualquer jeito, vai aí o último Radar internacional do ano, destacando até mesmo uma canção natalina do Queen, que adianta um relançamento do grupo – e ainda não foi lançada oficialmente, mas você já ouve aqui. E ainda tem mais. Feliz ano novo!

Texto: Ricardo Schott – Foto (Queen): Capa do discoo Que

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QUEEN, “NOT FOR SALE (POLAR BEAR)”. Queen II, o segundo álbum do grupo britânico, de 1974, vai voltar recauchutado às lojas e plataformas em 2026. O relançamento é adiantado por Not for sale (Polar bear), canção gravada durante as sessões do disco. Trata-se de uma canção feita pelo guitarrista Brian May para o Smile, sua banda pré-Queen – e algumas gravações piratas da canção com o Smile já rolaram por aí. Brian, que lançou a faixa num especial de Natal apresentado por ele na rádio britânica Planet Rock, apresentou a canção falando que “até onde eu sei, ninguém nunca ouviu esta versão”.

Aliás, essa música do Queen é uma canção de Natal. Daí o músico ter ficado na maior pressa para apresentar a canção, que nem sequer está ainda nas plataformas digitais – May disse também que a música ainda era “um trabalho em andamento”, mas “estou colocando isso de surpresa no meu especial da Planet Rock porque fiquei curioso para saber o que as pessoas acham”. Um detalhe curioso é que a letra não faz referência direta ao Natal. A data surge meio como um subtexto, na história da criança que olha vitrines e depara com um urso polar de brinquedo que “não está à venda”.

JACOB THE HORSE, “666 CHICKS”. Numa homenagem ao filme Faster, pussycat! Kill! Kill!, de Russ Meyer, quatro garotas sanguinárias substituem os integrantes da banda punk de Los Angeles Jacob The Horse no clipe de 666 chicks, seu novo single. Não sem antes sequestrar os músicos, subjugá-los e comer os quatro vivos. O guitarrista e cantor Aviv Rubinstien canta que as mulheres “morrerão assassinando homens que tentam mantê-las acorrentadas” e revela uma história de sua família nos versos “minha avó Hannah costumava jogar coquetéis Molotov em nazistas / e eu pago dez dólares por um café / e escrevo poesia ruim / não há esperança para mim” (a avó dele realmente fazia isso – Aviv é judeu esquerdista e muito do repertório do Jacob The Horse é sobre a escalada do fascismo nos Estados Unidos). O irônico álbum At least it’s almost over, o próximo do grupo, sai em 20 de março.

MOON CONSTRUCTION KIT, “CHEMICALS”. O synthpop da Suíça vai bem, obrigado. O Moon Construction Kit é um projeto criado pelo músico Olivier Cornu, cuja sonoridade baseia-se em synths gélidos, algum peso nas guitarras e psicodelia como clima geral a envolver as músicas. Chemicals, o novo single, transita entre David Bowie e uma espécie de boogie art-rock, com arranjo e melodia contemplativos. “Chemicals é o som de sentir demais. Em algum momento, a única forma de lidar com isso é desligar. Eu queria que a faixa refletisse essa luta entre o caos e a necessidade desesperada de quietude”, conta Olivier.

LAPTOP, “CHRISTMAS CARD FROM A HOOKER IN MINNEAPOLIS”. Jesse Hartman é um sujeito experiente: tocou com Richard Hell, teve uma banda de indie rock chamada Sammy (que nos anos 1990 gravou discos na Geffen), e montou depois o Laptop – uma banda que começou lá pelos anos 2000, e que hoje Jesse divide com seu filho Charlie. O grupo lançou recentemente o single Indie hero, mas despede-se de 2025 com um single natalino: é a versão deles para Christmas card from a hooker in Minneapolis, sucesso de Tom Waits.

“Essa foi a primeira música que me mostrou que dava para misturar tristeza e humor na mesma frase. Ela basicamente me formou. Essa música é a planta-baixa do Laptop, eu sabendo disso ou não”, conta Jesse, que tocava a faixa desde os 13 anos no piano da família, antes de montar qualquer banda.

DEAD AIR NETWORK, “THIS MIGHT HAVE HAPPENED BEFORE”. “O Dead Air Network mistura punk retrô, new wave e influências góticas para criar uma experiência sonora única, que dialoga tanto com fãs nostálgicos quanto com novos ouvintes”, faz questão de esclarecer esse grupo punk de New Jersey, que na faixa This might…, volta esbanjando referências de Hüsker Dü. A música está no EP The fifth of october.

THE LEGAL MATTERS, “EVERYBODY KNOWS”. Muito romantismo e um clima que faz lembrar bandas como Badfinger e Wings – é o som de Everybody knows, música nova dessa banda de power pop do Michigan. Uma música cuja letra fala a respeito de sons que lembram momentos legais do passado e os lugares dos quais você veio – você pode viver para sempre numa lembrança, numa fotografia ou em algo que te lembre coisas boas. Uma canção de Natal, embora nem seja esse o objetivo da banda, já que a data festiva nem é citada.

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Lançamentos

Radar: Ebony, Marina Sena e Psirico, Tenório, Favourite Dealer, SantiYaguo, Zé Manoel

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Foto (Ebony): Emna Cost / Divulgação

Hoje é o último Radar nacional do ano – em 2026 tem mais. O single novo de Ebony, que abre caminho para a versão deluxe do ótimo disco KM2, encabeça a lista, que está variadíssima como sempre. Ouça e passe adiante!

Texto: Ricardo Schott – Foto (Ebony): Emna Cost / Divulgação

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EBONY, “DONA DE CASA”. “Essa foi a primeira música escrita para KM2, e acabou ficando de fora da versão experimental. Ela foi pensada para ser uma forma de interlúdio, mas acabou sendo um dos versos mais potentes que já fiz na vida, e a escolhi para anunciar a versão completa do álbum”, conta Ebony, que lança em breve nas plataformas a versão deluxe de seu ótimo álbum KM2 (resenhado pela gente aqui).

Dona de casa, a tal música que ficou de fora, abre caminho para a nova versão do álbum, e detalha a luta de Ebony para chegar onde chegou – e o “onde chegou”, vale dizer, inclui datas já agendadas para divulgar o KM2 deluxe, levando seu rap feminista e aguerrido adiante. Aliás, confira abaixo as datas da KM2 deluxe, a tour.

 

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MARINA SENA feat PSIRICO, “CARNAVAL”. Em 2025, Marina Sena lançou seu terceiro disco, Coisas naturais – seu melhor lançamento até agora, conforme falamos em nossa resenha. E ela encerra o ano com um lançamento especial de verão, o EP Marinada vol. 1 – projeto multimídia que se estende ao audiovisual, cabendo um videoclipe oficial da versão estendida de Carnaval e cinco lyric videos, todos dirigidos por Marcelo Jarosz e Vito Soares. A tal nova versão de Carnaval ganha a participação de Marcio Vitor (Psirico), e mais foco ainda no batuque e na diversão.

TENÓRIO, “PEGA, MATA E COME”. Jazz também combina com perigo e tensão – a banda Tenório, que une improvisos, solos e experimentalismos, já havia mostrado isso com o single Pedra do rio não sabe que montanha é quente. Com Pega, mata e come, o segundo single, a coisa ganha contornos mais selvagens, soando como um bicho atrás de sua presa. Na formação do Tenório, Filipe Consolini (piano), Henrique Meyer (guitarra), Victor José (baixo) e Felipe Marques (bateria). Em 2026 sai o primeiro álbum.

FAVOURITE DEALER, “WAVES”. Destaque de uma cena de bandas nacionais que revitalizam o shoegaze, esse grupo curitibano já havia lançado dois singles em 2025, Frustrating e Drowning. O ano encerra para eles com Waves, faixa que destaca os vocais tranquilos, o clima quase psicodélico e as guitarras sujas – algo no meio do caminho entre o stoner e sons mais melódicos. E já tem clipe.

SANTIYAGUO, “T.O.C.”. Voltado para o metal + hard rock de terror, SantiYaguo (ou Santiago Miquelino, seu nome verdadeiro) pegou um blues-rock feito por ele com Tiago Teixeira, transformou em metal, e lá veio o single T.O.C.. A música ganhou um clipe bastante criativo, dirigido por Fabiano Soares, em que uma mulher é exorcizada por um padre fã de Black Sabbath (que usa Iron man, autobiografia de Tony Iommi, como Bíblia Sagrada).

ZÉ MANOEL, “CORAL” (CLIPE). Patrimônio Vivo de Pernambuco, o Samba de Véio da Ilha do Massangano surge em Coral, contrapartida audiovisual da faixa-título do novo disco de Zé Manoel – é até bem mais do que um clipe, com uma linguagem de curta-metragem. No vídeo, dirigido por Tiago Di Mauro, Zé Manoel chama a atenção para o corpo como território sagrado, casa da voz e da memória ancestral. “O corpo é o meu primeiro instrumento. Antes de qualquer canto, há o silêncio e o som da pele. O clipe de Coral é um ato de reconciliação com a própria natureza. É um renascimento, uma oferenda às águas e às minhas origens”, afirma. Tudo é bastante sensorial, e a água surge de maneira quase ritualizada ao longo do clipe (e resenhamos o álbum Coral aqui).

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Radar: Alex Vanderville, The Dreaming Void, I Smell Burning – e mais sons do Groover

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Foto (Alex Vanderville): Divulgação

O Pop Fantasma tá na Groover! Por lá, artistas independentes mandam seus sons pra uma rede de curadores – e a gente faz parte desse time. Fizemos hoje uma relação do que tem chegado de legal até a gente por lá – começando com o som de Alex Vanderville

O que tem chegado até nós? De tudo um pouco, mas, curiosamente (ou nem tanto), uma leva forte de bandas e projetos mergulhados no pós-punk, darkwave, eletrônico, punk, experimental, no wave e afins.

Texto: Ricardo Schott – Foto (Alex Vanderville): Divulgação

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ALEX VANDERVILLE, “LOBOS”. Vindo do México, Alex faz rock enérgico, influenciado por punk, grunge e sons oitentistas (nomes como Nirvana, Nine Inch Nails, Soundgarden, Jeff Buckley, Stone Temple Pilots, INXS e Duran Duran estão entre suas referências), mas que busca nunca escapar do pop na hora de fazer melodias. O single Lobos tem até um ar gótico no arranjo e até mesmo no clipe – e une punk e synthpop.

THE DREAMING VOID, “DANGEROUS TOYS”. Essa banda britânica tem muito do pós-britpop em seu sóm – mas sem deixar de lado as referências do pós-punk e dos anos 1980. Dangerous toys, um de seus novos singles, tem dois segmentos, e une a tranquilidade de bandas como Starsailor e R.E.M. a um clima gelado que faz às vezes lembrar The Cure e Echo & The Bunnymen. Destaque para a voz de Amy Hart.

I SMELL BURNING, “BLUE PARADE”. Esse misterioso grupo-projeto britânico soa como um David Bowie meio sombrio e metálico, no single Blue parade – uma faixa que eles afirmam ser uma das favoritas dos fãs nos shows. A vibe meio soul da música (que tem andamento lembrando Heroes, de Bowie) com certeza deve dar uma bela animada nas plateias da banda.

DIMA ZOUCHINSKI, “LATER FATE”. Compositor e cantor que diz ter mais de cem canções compostas, Dima é filho de pais russos, mas nasceu na Inglaterra e sempre viveu por lá. Ele diz que seu estilo é “Ian Dury encontra Lemmy nas encruzilhadas do blues”, e tem uma onda assumidamente Billy Bragg em seu som – dá para perceber isso de cara na poderosa Later fate, uma de suas músicas mais recentes.

THE DRONES, “NIGHTINGALE”. Pós-punk zoeiro com vocais de desenho animado, e som que tem o maior jeitão de terror de desenho animado também – na real é uma canção gótica-shoegaze feita em clima de demo, com gravação envelhecida. Uma das faixas do novo álbum do The Drones, que se chama justamente Nightingale.

CRONOS MATTER, “CELEBRITY BOILED”. Esse projeto se define como um encontro entre Nirvana e Soundgarden – uma banda com guitarras pesadas, vocal dramático e clima ligeiramente cinematográfico e aterrorizante. O grupo afirma que a ideia de Celebrity boiled é falar dos descontentamentos e desilusões modernas – a letra fala sobre a verdadeira máquina de moer carne das redes sociais, em que todo mundo fica se comparando, e também sobre relacionamentos abusivos.

PANKOW_77C, “PRECINT 13 DEATH BRIGAD4S”. Esse projeto audiovisual italiano costuma meter bronca mais em vídeos que se assemelham a games – e dessa vez, no single novo, investem no cyberpunk cheio de erros propositais de gravação, peso eletrônico e ligações pouco usuais, já que William Burroughs e Gilles Deleuze são citados como referências misturadas no caldeirão deles. “Filosofia com batida forte. Sem revivalismos. Sem modismos. Esta é uma insurgência sonora construída sobre suor, distorção e memória. Uma trilha sonora para aqueles que se movem para sobreviver”, definem.

SLY SUGAR, “VIDA LOKA”. Esse grupo veio da Ilha da Reunião (departamento pertencente à França), e une reggae, rock, eletrônicos e tudo que você puder imaginar. Vida loka tem uma expressão em português no título, e letra igualmente em português, lembrando o pop nacional dos anos 1990.

EYAL ERLICH, “SENTIMENTAL CAPE”. Com um monte de singles gravados ao vivo – e preparando um álbum – Eyal faz um som voltado para o indie rock, e para canções que exploram “amor, perdas e questões não respondidas”, sempre “em algum lugar entre a atitude punk suave e a vulnerabilidade de cantor-compositor”, conta.

MI6, “THE MIND MACHINE”. Projeto criado por músicos experientes do som eletrônico e da cena gótica, o MI6 é baseado em “new wave, old wave, cold wave, dark wave, com toques de doom, goth, ebm e punk”, cabendo originais e covers no repertório. The mind machine é o primeiro single, um pós-punk gótico com vocais graves feito pelo integrante Dominique Nuydt. Porrada.

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