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Cultura Pop

“Taj Mahal”, com Jorge Ben e… “Jorge Ben”, com Taj Mahal?

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Em algumas entrevistas – nas poucas que costuma conceder – Jorge Ben Jor sempre comentou que soube que Rod Stewart havia chupado o riff de ‘”Taj Mahal” para faturar com “Do ya think I’m sexy?” ao ser avisado de que “um cantor chamado Taj Mahal” costumava tocar “Taj Mahal” em seus shows e falar do suposto plágio. Nessa época, finaleira dos anos 1970, Jorge já estava mais do que conhecido fora do país, havia gravado álbuns ao vivo no Japão, na Inglaterra e na França e “Taj Mahal” já era hit manjado em seu repertório. Manjadíssimo por sinal, já que havia ganhado versões em cinco discos diferentes dele. Olha aí:

O original de “Taj Mahal” era uma canção mântrica, quase instrumental, nada carnavalesca e que costuma ser chamada de “versão psicodélica” pelos fãs. Saiu no disco “Ben”, de 1972. Na letra, nada de “foi uma linda história de amor”: tinha só “taj mahal”, “teteteteretê” e “karma, krishna”.

Num medley com “País tropical” e “Fio maravilha”, no disco de regravações “Dez anos depois”, de 1973 – aí sim, ela virou música de bailes.

Ela apareceu também no disco ao vivo “Jorge Ben a l’Olympia”, gravado na França em 1975.

Numa versão de mais de dez minutos do disco duplo “Gil & Jorge”, de 1975, com Gilberto Gil.

No disco “África Brasil”, de 1976.

Nascido no Harlem, em Nova York, Taj Mahal, hoje com 75 anos, é filho de um músico que era considerado um gênio por ninguém menos que Ella Fitzgerald. Estava na ativa desde 1964 e passou a gravar no meio dos anos 60 com o grupo Rising Sons, pela Columbia, ao lado do superguitarrista Ry Cooder. Em 1968 fez uma participação no especial “Rock and roll circus”, dos Rolling Stones e, a partir daí, deu início à sua carreira solo, gravando uma série de discos para o selo. Tem algo em comum com o colega brasileiro: ainda hoje, com idade avançada, vive na estrada acompanhado de super músicos e numa turnê que parece não ter fim. Também toca bastante em festivais e tem predileção especial por fazer concertos ao ar livre.

De acordo com uma matéria publicada em novembro de 1989 pela “Spin” (essa aí de baixo), Jorge Ben fez seu primeiro show em Nova York, terra de Taj Mahal, em 1986.


Bem antes disso, em 1979, Taj resolveu fazer sua versão de “Taj Mahal”, que ouviu em algum dos shows que Jorge deu fora do Brasil, só que deu um toque especial na música: mudou o nome da canção para “Jorge Ben”. Olha aí. Saiu num disco ao vivo chamado “Live & direct”.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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