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E os Rolling Stones, que anunciaram um single sobre pizza?

Vai entender se isso é só uma brincadeira, mas os Rolling Stones publicaram no Instagram o aviso de que no dia 26, sai um single – que não está na lista de músicas do próximo álbum, Foreign tongues – cujo título de trabalho é Fuck ur pizza.
Na real, tudo que existe até o momento é o tal anúncio e um vídeo de ensaio da tal música, em que a banda aparece com o produtor Andrew Watt no estúdio comendo pizza, e surgem algumas conversas sobre comida. Mick Jagger, por exemplo, diz que não curte pizza, mas come se o alimento for “pequeno e crocante”. Ron Wood pergunta se tem de cogumelo.
Mais fácil imaginar os Stones lançando uma pizzaria com a marca deles do que uma música sobre a iguaria, mas se for verdade, a tal da Fuck ur pizza é uma produção que envolveu toda a turma que toca com a banda – e no tal vídeo, dá pra ver ninguém menos que a lenda viva Steve Winwood nos teclados.
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Foreign tongues, que é o 25º disco de estúdio da banda, sai dia 10 de julho. O álbum traz Mick Jagger, Keith Richards e Ronnie Wood ao lado de seus principais colaboradores, incluindo Darryl Jones (baixo), Matt Clifford (teclados) e Steve Jordan (bateria). Também inclui uma participação especial do batera Charlie Watts, feita durante uma de suas últimas sessões de gravação (ele morreu em 2021). E ainda há participaçõoes de Steve Winwood, Paul McCartney, Robert Smith (The Cure) e Chad Smith (baterista do Red Hot Chili Peppers).
O disco só não vai ser lançado imediatamente com shows. Keith Richards diz que não existe plano de turnê para 2026 e que, neste momento, a prioridade é colocar o novo disco no mundo antes de pensar nos próximos movimentos. Talvez ano que vem. Mick Jagger, por sua vez, está ansioso para voltar aos palcos “o quanto antes”. Mas… “Não acho que será este ano. Espero que seja o mais breve possível”, disse.
Foto: Kevin Mazur / Divulgação
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Sports põe um ritmo ainda mais frenético no hit “If you want me”, com remix de Mood Talk

RESUMO: O Sports ganha um remix de If you want me por Mood Talk, que leva o indie e dream pop da faixa para o house e UK garage, meses antes da passagem do duo pelo Brasil.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação / ONErpm
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O duo norte-americano Sports lançou uma nova versão de If you want me, um de seus maiores sucessos. O remix é assinado pelo produtor e DJ londrino Mood Talk, projeto de Jamie Lloyd-Taylor, e transforma a faixa de indie e dream pop em uma produção mais voltada para a pista. O lançamento chega meses antes da passagem do Sports pelo Brasil, onde a banda toca ao lado do Jungle.
Na versão de Mood Talk, os vocais melódicos de If you want me permanecem no centro da música, mas ganham basslines e batidas inspiradas em UK garage e house. A faixa original fala sobre escolher o amor e a aceitação em vez da tentativa de controlar uma relação. O remix mantém esse tema, mas muda completamente o ambiente da música.
A escolha de Mood Talk tem também um componente de proximidade. Jamie Lloyd-Taylor, nascido no sul de Londres, já trabalhou como produtor e compositor com o Jungle, incluindo créditos em Don’t play, do álbum Volcano, e Romeo, parceria com Bas. Seu trabalho como DJ e produtor transita por house, garage, disco e música eletrônica.
Para o Sports, o remix chega em uma nova etapa da trajetória do duo formado por Cale Chronister e Christian Theriot. Neste ano, os dois lançaram Sports, álbum produzido e gravado por eles mesmos em um estúdio construído em Tulsa, Oklahoma. O disco retoma o espírito independente dos primeiros trabalhos e acompanha uma nova rodada de shows internacionais – que passa pelo Brasil. A banda ganhou projeção especialmente com You are the right one, lançada em 2015 e hoje com cerca de 180 milhões de reproduções no Spotify.
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Gui Hope transforma “Trava” em funk mineiro de desejo e afirmação

RESUMO: Em Trava, segundo single solo, Gui Hope mistura funk de Belo Horizonte, EDM e dubstep para falar de desejo, autoconfiança e ocupação de espaços na pista de dança.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Stephany Cartsounis e Gustavo Vittoraci / Divulgação
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E quando uma pessoa que foi ensinada a ocupar as margens decide reivindicar para si o centro da cena? Gui Hope chega ao segundo single, Trava, faixa que mistura funk de Belo Horizonte, EDM e elementos do dubstep para responder a essa pergunta, falando de desejo, autoconfiança e ocupação de espaços. A música já ganhou até clipe.
A palavra que dá título à faixa funciona em dois sentidos: pode ser aquilo que paralisa alguém, mas também uma identidade que Gui assume com orgulho. A música parte justamente dessa ambiguidade para transformar a ideia de “travar” em uma demonstração de presença e poder.
“É uma forma de dizer que somos desejades, que temos presença e que, por onde passamos, transformamos o ambiente, deixando as pessoas de queixo caído”, conta. A letra brinca com a ideia de se colocar no centro da cena, mas a questão vai além da provocação. Gui relaciona essa postura à experiência de pessoas trans, historicamente empurradas para as margens e que, em Trava, aparecem como figuras de desejo e admiração.
Musicalmente, a faixa trabalha com graves marcados, pausas, repetições e construções de tensão que desembocam nos drops. A referência ao funk mineiro encontra a linguagem da música eletrônica que fez parte da formação musical de Gui pela internet, especialmente a EDM e o dubstep dos anos 2010.
Trava dá continuidade ao caminho apresentado no single Eu sei, lançado em julho. Naquela faixa, Gui trabalhava a ideia de deixar de colocar a opinião alheia no centro das próprias escolhas. Agora, essa autoconfiança ganha uma dimensão mais física e coletiva, pensada para a pista.
O videoclipe acompanha essa proposta e amplia a ideia de transformação presente na música. A faixa também reforça a pesquisa de Gui por diferentes linguagens da música brasileira e eletrônica, mantendo o funk como um dos principais pontos de partida do projeto. Hope, o primeiro álbum de Gui, sai em breve.
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Brunê transforma paixão secreta em bedroom pop no single “Eu tenho medo”

RESUMO: Em Eu tenho medo, Brunê transforma o medo de revelar uma paixão pelo melhor amigo em folk e bedroom pop — e cria um cartão virtual para quem vive esse dilema.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Julia Lemes / Divulgação
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Cantora e compositora radicada em Goiás, Brunê não apenas lançou o single Eu tenho medo – que fala sobre uma pessoa que se apaixona pelo melhor amigo, mas prefere não revelar o sentimento para não estragar a amizade – como também decidiu ajudar quem vive o mesmo problema. No site dela, eusoubrune.com, você pode mandar um cartão postal virtual para a pessoa que você ama em segredo.
O cartão é interativo, pode ser compartilhado nas redes e baixado. Antes do lançamento, Brunê publicou um trecho da canção nas redes sociais. A prévia recebeu compartilhamentos e comentários de pessoas que se identificaram com a história.
“A resposta mostrou que esse medo não era só meu. Muita gente já viveu essa dúvida entre falar o que sente e colocar uma amizade em risco”, diz Brunê, cuja música une camadas de vozes e synths ao lado do violão, compondo um ambiente sonoro que transita entre folk e bedroom pop. A produção da faixa é de Arthur Ornelas, e os arranjos são de Ornelas, Brunê e Douglas Sá.
“É uma música sobre carregar um sentimento grande demais para continuar escondido, mas assustador demais para ser dito. Existe o medo de abrir o jogo e perder alguém que já ocupa um lugar importante na sua vida”, afirma Brunê, que é artista independente desde os 17 anos.
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