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EP da série “Encontros Instrumentais” une Desirée Marantes, Romulo Alexis e Samara Líbano

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RESUMO: Novo volume do EIN – Encontros Instrumentais, projeto do Selo Sesc, reúne Desirée Marantes, Romulo Alexis e Samara Líbano com quatro dias para criar um EP de três faixas.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Rubens Tamashiro / Divulgação

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O que acontece quando três músicos que nunca tocaram juntos entram em um estúdio com quatro dias para criar três músicas? Essa é a premissa do EIN – Encontros Instrumentais, projeto do Selo Sesc que chega à sexta edição reunindo Desirée Marantes, Romulo Alexis e Samara Líbano.

O trio trabalha sem repertório prévio e passa por todas as etapas do processo, da composição à gravação. A proposta, adotada desde a primeira edição, lançada em 2025, é justamente colocar músicos diante de uma situação pouco comum: ter um estúdio à disposição não para registrar algo já composto, mas para descobrir o que pode surgir dali.

“Meu medo era a gente não ter tempo de conseguir criar as três músicas, e aconteceu o contrário. Criamos as três no primeiro dia, no segundo gravamos, no terceiro lapidamos”, conta Samara. Ela toca cavaquinho e violões de seis e sete cordas e também assina a produção musical desta edição. Desirée participa no violino, beats e sintetizador, enquanto Romulo toca trompete, pedais e percussão.

O resultado está no EP EIN 006, lançado em 4 de setembro. A abertura é Natureza viva, faixa que combina dedilhados, sopros, eletrônicos e diferentes timbres em uma espécie de composição sonora sobre a natureza. “A gente fez uma coisa, que eu adoro, que é casar muita coisa orgânica com elementos mais eletrônicos”, diz Desirée. Para ela, a experiência também trouxe uma novidade: foi a primeira vez que criou um beat.

Bate e volta parte do trompete e de uma base mais rítmica, sobre a qual entram as cordas. Já Piscina platônica começa com uma combinação mais delicada de violino, violão e sopro e, aos poucos, incorpora efeitos eletrônicos e uma atmosfera psicodélica.

Mais do que um exercício de improvisação, o EIN funciona como um registro de um processo que normalmente fica fora do alcance do público. Os músicos chegam sem saber exatamente o que vão produzir e precisam tomar decisões juntos, em pouco tempo.

“São muito poucos os lugares disponíveis onde a pessoa vai pra ver uma coisa que não conhece e aqui as pessoas estão sendo convidadas a ouvir coisas que não existiam antes, que estão sendo criadas pra este contexto”, afirma Romulo.

O EIN 006 está disponível nas plataformas de áudio. As cinco edições anteriores do projeto também podem ser ouvidas, e um minidocumentário sobre o processo desta edição está no YouTube do Selo Sesc.

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Meyot critica a obsessão por produtividade em “Neoindustrial”

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Meyot - Foto: Raffa Almeida / Divulgação

RESUMO: Inspirada no livro Realismo capitalista, de Mark Fisher, a banda paulistana Meyot lança Neoindustrial, rock alternativo sobre trabalho, tecnologia e alienação.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Raffa Almeida / Divulgação

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A vida de quem passa o dia inteiro num escritório, cercado de cobranças, metas e exigências de produtividade, virou assunto para a banda paulistana Meyot. Em Neoindustrial, novo single que ganhou clipe dirigido por Gabriel Mendes e Taline Caetano, o grupo fala sobre a transformação do trabalhador numa espécie de máquina, programada para produzir cada vez mais e pensar cada vez menos.

A música foi inspirada em Realismo capitalista, livro do crítico cultural britânico Mark Fisher, que discutia como o capitalismo passou a influenciar até mesmo nossa capacidade de imaginar outras maneiras de viver. A letra acompanha um personagem preso à rotina corporativa, num ambiente em que tudo parece planejado para aumentar a eficiência e reduzir qualquer possibilidade de criatividade. Há também um trecho de poesia falada adaptado de um texto de Fisher.

No clipe, os diretores apostam numa linguagem próxima da videoarte, com interferências, ruídos visuais e filtros que ajudam a representar o desgaste provocado pelo excesso de trabalho e pela presença constante da tecnologia. A ideia é mostrar como o corpo e a mente vão se adaptando às exigências de um cotidiano cada vez mais automatizado.
Neoindustrial também apresenta uma nova formação da Meyot, agora com Inefável Errante na guitarra, Pedro Valdetaro no baixo, Marco Trintinalha na bateria e Arthur Montenegro nos vocais e na guitarra. É o primeiro lançamento do grupo desde a reformulação.

A banda promete seguir por um caminho mais agressivo e áspero do que em seu trabalho anterior, lançado em 2023. O single antecipa um EP com outras duas músicas inéditas, previsto para sair ainda em 2026. A proposta é abordar um cotidiano mais frio e desgastante, com o rock alternativo da Meyot acompanhando essa mudança de clima.

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Antonio Vieira e Seus Nascimentos: psicodelia anti-capitalista em nova música

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Antonio Vieira e Seus Nascimentos - Foto: Guilherme Gandolfi / Divulgação

RESUMO: Antonio Vieira e Seus Nascimentos mistura rock psicodélico e crítica ao capitalismo em novo single, inspirado em Carlos Eduardo Novaes e Rita Von Hunty.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Guilherme Gandolfi / Divulgação

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Rock psicodélico dos anos 1960 e 1970, crítica ao capitalismo e referências que vão de Carlos Eduardo Novaes à Rita Von Hunty. É por aí que segue Capitalismo para principiantes, novo single de Antonio Vieira e Seus Nascimentos. A faixa antecipa Status quo, segundo álbum da banda, que dá continuidade às discussões iniciadas em Contemporaneidade, de 2022.

O título foi tirado do livro Capitalismo para principiantes, de Carlos Eduardo Novaes e Vilmar Rodrigues. Outra inspiração veio dos vídeos de Rita Von Hunty no canal Tempero drag, que tratam de política, sociedade e cultura. Musicalmente, Antonio recorre ao rock psicodélico e às canções de protesto de décadas passadas para falar das contradições do mundo atual.

O músico conta que os dois discos fazem parte de um plano maior: lançar três álbuns que funcionem como tese, antítese e síntese de suas ideias. “O primeiro álbum apresenta uma visão do estado presente e do tenebroso período compreendido entre 2017 e 2022 que vivenciamos, ao qual denominei Contemporaneidade”, explica. Já o álbum Status quo tenta investigar as causas dos problemas abordados no trabalho anterior.

Capitalismo para principiantes foi produzida por Antonio em parceria com Marcelinho Guerra, que também toca guitarra na gravação. Completam a formação Marcus Abjaud, nos teclados, e Felipe Continentino, na bateria. Marcelinho já havia trabalhado com o músico na faixa Contemporaneidade e na mixagem e masterização do primeiro álbum.

O single sai pelo selo Caravela Records, responsável também pelo lançamento anterior. Ainda não foi divulgada a data de chegada de Status quo.

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RU NA mistura rock alternativo e Beatles em single sobre recomeços

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RU NA - Foto: Cleber Aleixo / Divulgação

RESUMO: Em Forking ways, a RU NA une rock alternativo dos anos 1990, post-rock e melodias à John Lennon para falar de perdas, mudanças e novos começos. Lançamento do selo midsummer madness.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Cleber Aleixo / Divulgação

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Tem bastante rock alternativo dos anos 1990 em Forking ways, novo single da RU NA, mas também dá para perceber uma influência dos Beatles, especialmente de John Lennon, na maneira como a melodia se desenvolve. A banda mistura essas referências com guitarras que passeiam pelo pós-rock, numa faixa que anuncia algumas mudanças para o próximo EP, Undercurrents, previsto para o fim de 2026 pelo selo midsummer madness.

Formada em 2022, a RU NA lançou seu primeiro EP, Heliades, em 2024. Naquele trabalho, o grupo buscava inspiração na mitologia grega para falar de problemas bem terrenos: as dificuldades do cotidiano e as diferentes maneiras de reagir a elas. Agora, a ideia é olhar para o que acontece depois de uma ruptura, quando alguma coisa termina e surge a possibilidade de começar novamente.

É esse o assunto de Forking ways, que trata de perdas, mudanças de direção e da tentativa de encontrar alguma esperança no meio dos destroços. Musicalmente, a banda também resolveu abrir um pouco mais seu leque de influências. O rock de guitarras continua sendo a base, mas há espaço para melodias mais próximas do pop sessentista e para as atmosferas do pós-rock.

A RU NA é formada por Alessandro Travassos (voz e guitarra), Cleber Aleixo (bateria e vocais), Clayton Vilaça (baixo) e Tiago Sales (guitarra e vocais). O próprio quarteto assina a produção do single, que teve mixagem de Drey Henrique e masterização do produtor grego Alexis Gotsis. Parte das gravações aconteceu no estúdio Frango no Bafo, em Belo Horizonte.

Forking ways é a primeira amostra de Undercurrents, trabalho que deve aprofundar essa aproximação entre o rock alternativo dos anos 1990, o post-rock e outras referências musicais dos integrantes.

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