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Limmbo estreia com pós-punk melancólico e “olhos de glitter”

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Limmbo - Foto: Giovanna Barbosa / Divulgação

RESUMO: Enzo Borges estreia como limmbo em Glitter eyes, faixa de pós-punk inspirada em The Cure e Paramore sobre preservar o encanto diante do pessimismo e das responsabilidades.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Giovanna Barbosa / Divulgação

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Desde criança, limmbo ouvia de todo mundo que seus olhos brilham diante das coisas como os de uma criança ao descobrir algo novo. Uma informação com a qual ele se acostumou, mas que ganhou outra cara quando leu uma entrevista com o cantor australiano Luke Hemmings. E o título da matéria falava em “glitter eyes”, fazendo referência ao look brilhante adotado pelo artista.

Foi daí que surgiu o pós-punk melancólico e observador de Glitter eyes, que é a nova música do artista Enzo Borges, santista, com EPs e singles na discografia – e a estreia de limmbo, codinome que ele passa a adotar. Uma música que fala sobre alguém que se recusa a enxergar o mundo em preto e branco – uma pessoa capaz de conservar o encanto no olhar, mas que vê essa perspectiva ameaçada por pensamentos alheios, responsabilidades e experiências difíceis. Diante disso, vale a pena assumir o pessimismo?

O codinome novo veio pela necessidade de não seguir uma coisa fixa: autodefinido como “artista bissexual e birracial”, ele diz que “sempre fui muito sonhador e imaginativo, e sentia um intenso senso de conforto em ‘lugares-não lugares’, como estradas ou aeroportos”, afirma. “Aquele meio do caminho, em que você não tem a responsabilidade de ser qualquer coisa, justamente também te faz ser o que você quiser. Essa sensação de dualidade e infinitude sempre me contemplou”.

Com uma sonoridade assumidamente inspirada em The Cure e Paramore, Enzo / limmbo conta que, aos 25 anos, foi salvo várias vezes pelo seu “espírito de criança”, que governa sua relação com a arte e a vida – ainda que as responsabilidades e os boletos batam na sua porta e deem aquela estragada básica no que era pra ser apenas bonito. Em Glitter eyes, que sai pelo selo Casalago Records, ele fez de tudo: da produção à mixagem, passando por todos os instrumentos – tudo gravado em seu home studio.

E tá aí Glitter eyes – que abre caminho para um álbum de limmbo.

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Acervo Trama resgata vídeos raros de Emicida, Criolo, Rael e Jards Macalé

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Acervo Trama resgata vídeos raros de Emicida, Criolo, Rael e Jards Macalé

A gravadora Trama disponibiliza, em seu canal no YouTube, o segundo volume de uma coleção de vídeos históricos e exclusivos resgatados de seu acervo, com performances de Emicida, Criolo, Rael (que na época usava o nome artístico Rael da Rima) e do inesquecível Jards Macalé.

As apresentações foram registradas originalmente para o programa Radiola, criado pelo lendário diretor Fernando Faro (1927–2016) e pelo produtor João Marcello Bôscoli. A atração estreou na TV Cultura em 2008 e teve seis temporadas.

Para integrar a coleção, o material foi restaurado e remasterizado, com ajustes de áudio e aumento da resolução das imagens, a fim de atender aos padrões atuais de qualidade. O aprimoramento técnico oferece ao público uma experiência visual e sonora superior, ao mesmo tempo que preserva o valor artístico e documental das gravações.

A cada semana, a coleção será ampliada com uma nova playlist, formada por apresentações de quatro artistas. Depois do primeiro volume, dedicado ao samba e à MPB, o Vol. 2 inclui também o rap. As edições seguintes manterão o mesmo princípio curatorial, aproximando artistas por suas afinidades estéticas e musicais. O projeto conta ainda com Andreas Kisser, Arlindo Cruz, Biquini, Fabiana Cozza, Lenine, Marcelo Camelo, Maria Rita, Paula Lima, Roberta Campos, Tulipa Ruiz, Verônica Ferriani e Zimbo Trio.

À frente do processo de restauração do acervo estão João Marcello Bôscoli e André Szajman, a dupla que comanda a Trama.

“Estamos digitalizando milhares de mídias. Parte dessas gravações já estava em HD, mas há muita coisa em fitas Digital Betacam, MiniDV e VHS, entre outros formatos”, diz Bôscoli. “É um trabalho que requer muita precisão e não pode ser acelerado, pois exige o uso de equipamentos lineares (cada gravação precisa ser reproduzida em tempo real, do início ao fim). Estamos mergulhados nesse processo há bastante tempo e ainda temos muito pela frente”.

Szajman acrescenta: “Além das apresentações reunidas nesta coleção, o acervo da Trama abrange shows, entrevistas, documentários, bastidores de gravações, raridades e material inédito. Estamos muito felizes em oferecer esse conteúdo aos fãs de música”. O canal da Trama no YouTube tá aqui.

Repertório do Vol. 2

Emicida
I love quebrada (Emicida e Grou)
E.M.I.C.I.D.A. (Emicida e Nave)
Quero ver quarta-feira (Emicida, Damian Alain Faulcounier e Nilo Romero)
Só mais uma noite (Emicida)

Rael
Vejo depois (Rael e Apolo)
Prepare seu coração (Rael)
Eles não tão nem aí (Rael)

Criolo
Vasilhame (Criolo)
Cerol (Criolo)

Jards Macalé
Destino (Jards Macalé e Torquato Neto)
Anjo exterminado (Jards Macalé e Waly Salomão)
Vapor barato (Jards Macalé e Waly Salomão)
Falam de mim (Noel Rosa de Oliveira, Éden Silva e Aníbal da Silva)

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Piracity resgata indie pop dos anos 2000 no single “Watch out!”

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Piracity resgata indie pop dos anos 2000 no single “Watch out!”

RESUMO: Formado por Alessandro Oliveira e Deza Michel, o Piracity estreia com Watch out!, single de guitarras, melodias simples, sobre autoconfiança e o peso do julgamento alheio.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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Watch out! é o primeiro single do Piracity, duo formado por Alessandro Oliveira e Deza Michel. A música chega acompanhada de videoclipe e parece ter saído de uma cápsula do tempo dos anos 2000, quando o indie pop gostava de guitarras, melodias simples e alguma melancolia sem precisar transformar tudo em tragédia.

A letra trata de uma situação bem atual: a tentativa de não deixar que os outros decidam quanto você vale. O título funciona quase como um aviso para quem insiste em diminuir, julgar ou subestimar. Em vez de entrar nessa disputa, a música prefere responder com autoconfiança e seguir em frente.

“É uma canção autoral que atravessou mais de uma década até encontrar o momento certo para ganhar vida”, explica o duo. “Nossa composição mostra como algumas histórias precisam apenas do tempo certo para acontecer”.

Alessandro e Deza já são conhecidos por trabalhos desenvolvidos em outros projetos na cena independente, e Watch out! nasce justamente da vontade de colocar essa parceria no centro. “É importante pra gente lançar essa faixa que diz tanto sobre esse sentimento comum, o de não permitir que outras pessoas determinem o seu valor”, dizem.

Musicalmente, o Piracity combina vocais graves e agudos com guitarras e solos, mantendo a faixa dentro de uma sonoridade pop, mas sem abandonar a estrutura de banda. O videoclipe aproveita imagens de uma session gravada no estúdio Take One, em Curitiba, com os dois músicos tocando seus instrumentos.

Watch out! acaba funcionando como uma apresentação bastante direta do duo: uma música sobre construir a própria identidade sem deixar que o julgamento alheio vire uma espécie de manual de instruções. Afinal, se alguém precisa ouvir o aviso do título, provavelmente já sabe por quê.

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E o Soundgarden, que se reuniu mais uma vez em Seattle com Taylor Momsen nos vocais?

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E o Soundgarden, que se reuniu mais uma vez em Seattle com Taylor Momsen nos vocais?

RESUMO: Kim Thayil, Ben Shepherd e Matt Cameron voltaram a tocar como Soundgarden, com Taylor Momsen nos vocais e Mike McCready na guitarra, em show no intervalo de uma partida da NFL.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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Aparentemente o Soundgarden voltou mesmo, só não avisou a ninguém. A banda de Seattle voltou a se apresentar com Taylor Momsen, cantora do Pretty Reckless, nos vocais nesta quarta-feira (9), em uma ocasião especial no Lumen Field, em Seattle – foi durante o intervalo da partida entre Seattle Seahawks e New England Patriots, pela NFL.

Kim Thayil, Ben Shepherd e Matt Cameron, os três da formação clássica do Soundgarden, tocaram no show, que ainda teve participação especial de Mike McCready, guitarrista do Pearl Jam. Essa turma tocou Outshined e Spoonman, clássico do grupo (presentes, respectivamente, nos álbuns Badmotorfinger, de 1991, e Superunknown, de 1994.

Não foi a primeira vez que Taylor Momsen se juntou aos músicos do Soundgarden em momentos importantes. A cantora participou de I am the highway, tributo a Chris Cornell realizado em 2019, interpretou outro hit do Soundgarden (Black hole sun) na homenagem ao baterista dos Foo Fighters, Taylor Hawkins, e esteve ao lado da banda na indução do Soundgarden no Rock & Roll Hall of Fame, em 2025. Vale lembrar que, inclusive, o Pretty Reckless era a banda de abertura na última turnê do grupo, em 2017.

Será que a brincadeira de voltar (com Taylor nos vocais) vai ficar séria? No que depender de Taylor, ela está em terreno conhecido. “A obra de Chris Cornell fala comigo de uma maneira que nada mais consegue. Quando algo toca você dessa forma, é difícil explicar exatamente o porquê. Existe simplesmente uma conexão, é como se a música se comunicasse em um nível tão profundo que parece fazer parte de quem você é. Já ouvi o trabalho solo dele e o Soundgarden inúmeras vezes, mas, a cada audição, eles despertam algo diferente em mim”, chegou a dizer ao NME há alguns meses.

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