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José Cândido une viola, synths e memória afetiva no single “Saudade”

“Escrevi essa música tentando entender / por que a saudade insiste em ficar”, diz o cantautor do interior paulista José Cândido em seu novo single, Saudade – uma música que combina voz, viola caipira, sintetizadores e percussão programada. O resultado é definido por ele como “pop rural”, ou seja: um encontro entre a nova MPB e a vida caipira contemporânea.
Natural de São Simão (SP) e morando atualmente em Ribeirão Preto, José Cândido atua profissionalmente na música há mais de 20 anos, e além da carreira solo, integra a banda Balaco e o grupo instrumental Quarteto Tirisco. Saudade parte de uma ideia mais comum à música interiorana: a da saudade não como falta, mas como presença. “Um sentimento que permanece vivo, que atravessa o tempo e continua existindo dentro de quem sente”, como diz o texto de lançamento da faixa.
Tem mais: o lançamento de Saudade chega acompanhado de um videoclipe que levou mais de um ano para ficar pronto. Em vez de seguir o ritmo acelerado das imagens digitais, José Cândido e Mariana Abreu apostaram em um processo artesanal: depois de gravado e editado, o vídeo foi dividido em mais de mil fotografias.
Cada imagem foi impressa, recebeu intervenções em desenho e acabou sendo fotografada novamente antes da montagem final. O resultado é um clipe marcado pelas texturas, imperfeições e pequenos detalhes deixados pelo trabalho manual, reforçando a presença do gesto humano em cada cena. Tudo a ver com uma música cujo autor diz ser “um lembrete de que sentir também exige tempo”.
Foto: Divulgação
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Leo Santi transforma detalhes do cotidiano em música brasileira em “Cores no jardim”

RESUMO: O músico e produtor de Taubaté (SP) Leo Santi apresenta Cores no jardim, primeiro single de Mormaço da gente, álbum de estreia que cruza ritmos brasileiros e lembranças das paisagens do Vale do Paraíba e São Paulo.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Matheus Bonafé / Divulgação
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Cores no jardim é a primeira amostra de Mormaço da gente, álbum de estreia do músico e produtor Leo Santi, de Taubaté (SP), que será lançado em parceria com o selo Ajabu! Records. A faixa abre o caminho para o disco, previsto para novembro de 2026.
A música parte de uma ideia simples: prestar atenção no que está por perto. Em vez de procurar inspiração em algum lugar distante, Cores no jardim encontra nos detalhes do cotidiano uma maneira de transformar um dia comum em matéria para uma canção. Como resume Santi: “As cores no jardim são os detalhes do dia a dia que, quando você para pra pensar, transformam dias comuns em algo que vale a pena cantar”.
Musicalmente, a faixa combina violão e vozes em camadas com um groove leve, dentro da sonoridade que atravessa Mormaço da gente. O álbum trabalha com ritmos e referências da música brasileira a partir de uma abordagem contemporânea, aproximando paisagens distintas — das praias de Ubatuba ao ambiente urbano de São Paulo.
Cores no jardim é o primeiro de dois singles que antecipam o disco. Em outubro, Leo Santi lança Samba da pedra; em novembro, chega Mormaço da gente completo.
O álbum foi construído com músicos que já são parceiros de Santi em outros projetos. A mixagem e a masterização ficaram a cargo de Vitor Hirtsch. As gravações aconteceram nos estúdios Movido, Kina, Havok Lab, André Cortada e Bangue Estúdio.
Para Santi, Cores no jardim funciona como uma espécie de porta de entrada para o álbum: uma canção sobre perceber as coisas pequenas antes que elas passem despercebidas. A partir daí, Mormaço da gente amplia essa investigação pela música brasileira e pelas paisagens que fazem parte do universo do artista.
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Aquele Jon transforma medos e inseguranças da vida urbana em “Jogo do bicho”

RESUMO: Em Jogo do bicho, segundo single de seu projeto solo Aquele Jon, Jonston Guerra cruza indie rock, MPB e música latino-americana para falar de medos, culpas e conflitos internos em meio à vida urbana.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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“Todos carregamos nossos próprios bichos”, diz Jonston Guerra, e é a partir dessa ideia que Jogo do bicho, novo single de seu projeto Aquele Jon, trata de medos, culpas e inseguranças que nem sempre chegam a ser compartilhados. Lançada em 7 de agosto, a faixa é a segunda amostra do álbum de estreia do artista, previsto para o fim de 2026.
Se Devolva-me, primeiro single do projeto, partia da ausência e do autoconhecimento, Jogo do bicho olha para o que acontece por dentro quando a rotina deixa pouco espaço para lidar com os próprios sentimentos. A madrugada aparece na letra como um intervalo em que pensamentos acumulados durante o dia finalmente encontram espaço.
“São medos, culpas, inseguranças e questionamentos que nem sempre conseguimos explicar ou dividir com quem amamos. Muitas vezes parecemos distantes, quando, na verdade, estamos tentando entender aquilo que acontece dentro da gente”, explica Guerra.
A música também relaciona esse conflito pessoal à vida nas grandes cidades. Trabalho, responsabilidades e falta de tempo acabam interferindo nas relações, criando uma distância que nem sempre é desejada. Em vez de transformar essa situação em uma tese, Aquele Jon trabalha o tema por meio de imagens: um “furacão de coisas”, um “leão com rabo de serpente” e caminhadas solitárias por estradas de chão quente aparecem como metáforas para contradições e inquietações.
Musicalmente, Jogo do bicho aproxima o indie rock da canção brasileira, com referências de MPB e elementos da música latino-americana. A faixa foi gravada no Último Estúdio, com produção de Lou Alves (Walfredo Em Busca da Simbiose), e lançada pelo próprio estúdio, com distribuição da Virgin Music Group.
Aquele Jon é o projeto solo de Jonston Guerra, músico que passou mais de uma década à frente da banda Olho da Cara, ligada à cena independente do ABC Paulista. Na carreira solo, ele mantém o interesse pela canção, mas amplia o diálogo com o indie contemporâneo.
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Cvrrículos Em Branco: som gótico e bem profundo, do interior de SP

RESUMO: Cvrrículos Em Branco tem nome inspirado no Ludovic e som bem gótico, com lembranças de The Cure, Joy Division, Sonic Youth e outros grupos. O primeiro single é Camus.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Tem uma nova banda fanática pelas fases mais sombrias do The Cure – e também por grupos como Ludovic, Terno Rei, Joy Division, Sonic Youth. O Cvrriculos Em Branco (se pronuncia “currículos em branco” mesmo) vem do interior de São Paulo, dispensa qualquer outro tipo de denominação e diz que faz pós-punk mesmo.
“A banda transforma aquele clima pesado da cidade em um sentimento. Um som cru, atmosférico, e minimalista, combinando com vazio urbano e o caos de uma grande metrópole. A intenção da banda é passar uma mensagem por meio da atmosfera densa e das letras muitas vezes abstratas”, avisa o grupo que une a frieza das bandas da metade dos anos 1970 com a densidade de ruídos dos anos 1990.
O grupo já está preparando um álbum e lançou recentemente seu primeiro single, Camus – a escolha foi pelo fato dessa música captar bem a essência do grupo, e a união entre pós-punk e climas noventistas. O Cvrrículos é formado por Lucio (voz, synth e baixo), Mateus Furtado, João Otávio (ambos voz e guitarra) e Gabriel Lira (bateria).
Já o nome da música tem origem na discografia de uma das bandas nacionais favoritas deles: a letra de Atrofiando / Recém-convertido / Ex-futuro diplomata, do Ludovic, foi a inspiração, já que tem a expressão “currículos em branco” num dos versos. “Achamos a ideia legal e para ser diferente do habitual, trocou o ‘U’ por ‘V’ já que no latim não se utiliza a letra ‘U’. Num dos nossos shows abrimos pro Jair Naves (vocalista do Ludovic) e o Lúcio cantou uma música com ele”, recordam.
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