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Cvrrículos Em Branco: som gótico e bem profundo, do interior de SP

RESUMO: Cvrrículos Em Branco tem nome inspirado no Ludovic e som bem gótico, com lembranças de The Cure, Joy Division, Sonic Youth e outros grupos. O primeiro single é Camus.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Tem uma nova banda fanática pelas fases mais sombrias do The Cure – e também por grupos como Ludovic, Terno Rei, Joy Division, Sonic Youth. O Cvrriculos Em Branco (se pronuncia “currículos em branco” mesmo) vem do interior de São Paulo, dispensa qualquer outro tipo de denominação e diz que faz pós-punk mesmo.
“A banda transforma aquele clima pesado da cidade em um sentimento. Um som cru, atmosférico, e minimalista, combinando com vazio urbano e o caos de uma grande metrópole. A intenção da banda é passar uma mensagem por meio da atmosfera densa e das letras muitas vezes abstratas”, avisa o grupo que une a frieza das bandas da metade dos anos 1970 com a densidade de ruídos dos anos 1990.
O grupo já está preparando um álbum e lançou recentemente seu primeiro single, Camus – a escolha foi pelo fato dessa música captar bem a essência do grupo, e a união entre pós-punk e climas noventistas. O Cvrrículos é formado por Lucio (voz, synth e baixo), Mateus Furtado, João Otávio (ambos voz e guitarra) e Gabriel Lira (bateria).
Já o nome da música tem origem na discografia de uma das bandas nacionais favoritas deles: a letra de Atrofiando / Recém-convertido / Ex-futuro diplomata, do Ludovic, foi a inspiração, já que tem a expressão “currículos em branco” num dos versos. “Achamos a ideia legal e para ser diferente do habitual, trocou o ‘U’ por ‘V’ já que no latim não se utiliza a letra ‘U’. Num dos nossos shows abrimos pro Jair Naves (vocalista do Ludovic) e o Lúcio cantou uma música com ele”, recordam.
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Christine Valença questiona a exposição excessiva em “Holofotes”

RESENHA: Em Holofotes, primeiro single de seu novo EP, Christine Valença aborda a pressão da exposição e os jogos de poder, em uma gravação ao vivo com quatro músicos.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Lucas Campbell Barbato / Divulgação
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Há oito anos em carreira solo, Christine Valença vem fazendo música no próprio ritmo. Em vez de viver em função da exposição constante nas redes sociais, a cantora e compositora prefere lançar seus singles, encontrar parceiros que tenham a ver com seu universo e deixar que as músicas façam boa parte da conversa.
Não por acaso, esse assunto aparece em Holofotes, primeiro single de Tempo arranhado, EP que Christine lança neste mês. A música fala justamente sobre o que acontece quando estar em evidência começa a pesar: entram em cena jogos de poder, relações que ficam mais complicadas e aquela sensação de que existe sempre alguém olhando. E o que significa fazer música quando a própria exposição passou a fazer parte do trabalho do artista?
Entre luzes e sombras, a letra pergunta quem está no controle da própria história e como é continuar sob os holofotes quando, na verdade, tudo o que se quer é um pouco de silêncio. Nesse caso, estar em evidência não significa necessariamente reconhecimento: pode trazer também incômodo, cansaço e vontade de sair de cena por alguns instantes.
Holofotes foi gravada em tempo real, com Christine no Fender Rhodes ao lado de Elísio Freitas, Estevan Cipri e Rafael Paiva. A ideia foi manter na gravação a troca entre os quatro músicos e aquilo que acontece quando todo mundo está tocando junto, sem tentar aparar demais as arestas.
Esse jeito de gravar ajuda também a entender o caminho do EP. Em vez de montar as músicas aos poucos, com cada parte registrada separadamente, Christine preferiu reunir os músicos e apostar no encontro. É uma maneira mais direta de fazer música, deixando espaço para o improviso, para pequenos acidentes e para a reação de um músico ao que o outro está tocando.
O single ainda ganhou um videoclipe inspirado no universo de David Lynch. O ator e diretor de musicais Vitor Louzada participa do vídeo, produzido pela Zanzibar Produções, mesma equipe responsável pelo clipe de Rematilha.
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Vinícius Gouveia e Grisa cruzam indie e dream pop em “Anjos de papel”

RESUMO: Vinícius Gouveia e Grisa unem violões, sintetizadores e guitarras em Anjos de papel, último single antes do álbum No escuro, sobre liberdade, vínculos e pertencimento.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Stephany Stramb / Divulgação
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Vinícius Gouveia chega ao último single antes de seu primeiro álbum solo – e chega acompanhado de Grisa. Anjos de papel é a primeira composição dos dois e junta violões, sintetizadores, guitarras e uma base de baixo e bateria em uma faixa que passa pelo indie, rock alternativo e dream pop. A música sai pela Fervo Produções / YB Music.
A música parte de uma situação bastante comum: querer ir embora e, ao mesmo tempo, não querer abrir mão dos vínculos que ficaram para trás. Na letra, o cais – ponto de encontro entre terra e mar – aparece como uma imagem para esse conflito entre liberdade e pertencimento. A fantasia também bate de frente com a realidade das relações.
Grisa assume o vocal principal e leva para a faixa uma interpretação mais melancólica, cercada por sintetizadores e guitarras. O instrumental alterna momentos mais delicados com trechos de maior movimento, mantendo a atmosfera psicodélica sem transformar a música em uma viagem excessivamente abstrata.
Anjos de papel é o terceiro e último single que antecede No escuro, álbum de estreia de Vinícius, previsto para sair ainda em 2026. Produzido de forma independente, o disco dá continuidade à pesquisa iniciada nos singles anteriores e busca uma sonoridade própria dentro da música brasileira contemporânea.
A parceria com Grisa, porém, não começou agora. Os dois se conheceram na Applegate, banda de rock alternativo da cena independente de São Paulo da qual Vinícius fez parte. Grisa participou de uma live session da banda, nos vocais e no theremin.
Aos 26 anos, Vinícius é formado em violão popular pela EMESP Tom Jobim. Além da Applegate, já acompanhou artistas como Castello Branco, R.Sigma e Thomé e trabalha também com audiovisual e design. Essa experiência em diferentes áreas faz parte da construção de seu projeto solo, que combina a música com uma preocupação visual.
Grisa também transita entre diferentes linguagens. Cantora, compositora, luthier eletrônica e pesquisadora, ela trabalha com instrumentos e dispositivos eletrônicos experimentais. Um deles é um theremin analógico desenvolvido pela própria artista, capaz de usar objetos metálicos como antena.
Com Anjos de papel, Vinícius fecha a apresentação de No escuro antes do lançamento do álbum. A faixa também transforma uma parceria antiga em uma composição inédita, juntando duas pesquisas que já vinham se cruzando na cena independente.
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Roger Waters chama Ed Sheeran de “babaca” e mete um “Ed Who?” num vídeo

Defensor da causa Palestina há bastante tempo, o ex-Pink Floyd Roger Waters, comentou nesta terça (15) a demissão do rapper Macklemore da turnê de Ed Sheeran – o rapper foi sacado da tour por suas declarações em apoio aos palestinos que vivem em Gaza. Roger não apenas comentou, aliás: deu uma bela zoada em Ed com um vídeo que começa com “Ed who?” (“Ed quem?”) e inclui um “babaca” dirigido ao cantor.
“Só tenho um recadinho para você”, disse ele, com um trecho da versão de Waters para We shall overcome (um hino histórico associado ao movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos) ao fundo. “Existem dois tipos de pessoas neste mundo. Existem pessoas que fazem a coisa certa, e o rapper Macklemore seria uma dessas pessoas, e existem pessoas, muitas delas infelizmente uns babacas f… – desculpe, quase usei a palavra com a letra F. Uns babacas como você, que fazem a coisa errada. Adeus”.
Fizemos um resuminho do rolo envolvendo Ed, que ficou sem nenhum artista para abrir sua turnê, neste link. Após Macklemore ter sido sacado da Loop Tour, Finneas anunciou que também não fará mais os shows de abertura, incluindo as apresentações previstas no Brasil. Teve mais: Aaron Rowe e Lukas Graham, outros dois nomes da programação, também deixaram a turnê. E a banda irlandesa Beoga também anunciou sua saída.
Macklemore afrmou saber que sua saída se deu por culpa de Robert Kraft, um dos grandes empresários da NFL (Liga Nacional de Futebol Americano) e dono do New England Patriots. De certa forma, bate com o que Sheeran disse num texto do Instagram: “Macklemore saindo da turnê foi uma decisão do promotor, não minha”, afirmou.
“Passei toda a semana conversando longamente com os locais na tentativa de construir uma ponte. Uma dessas pessoas foi (olha quem) Robert Kraft. Também participei de conversas diretas com produtores, além de ativistas de ambos os lados, na tentativa de encontrar uma solução que atendesse a todos, mas a decisão dos locais e do produtor foi final”, escreveu.


































