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Mr. Trip Fest reúne rock autoral carioca com Dani Vallejo, Mauren McGee, Ladrão e Massive Fire

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Radar: Dani Vallejo, Jambu, A Olívia, Dimas e mais novos sons nacionais

RESUMO: O Mr. Trip Fest reúne neste domingo (20) quatro nomes da cena autoral do Rio (Dani Vallejo, Mauren McGee, Ladrão e Massive Fire) em uma programação que cruza rock, blues, stoner, groove e heavy metal, com foco na produção independente atual.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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O rock autoral carioca ganha um festival dedicado a quem está fazendo música agora. O Mr. Trip Fest, idealizado pela Mr. Trip Produções com apoio da Braza Produções, reúne Dani Vallejo, Mauren McGee, Ladrão e Massive Fire em uma programação que mistura rock, blues, stoner, groove e heavy metal. Vai rolar neste domingo (20) no Coordenadas Bar, em Botafogo, 19h.

A proposta do festival é fugir um pouco da lógica de shows baseados apenas em repertórios conhecidos – e mostrar algumas das direções tomadas pela produção autoral da cidade. Em vez de olhar para o rock como uma coisa do passado, o Mr. Trip Fest coloca no mesmo palco artistas com trabalhos autorais e trajetórias diferentes dentro da cena independente do Rio.

“Rock não é apenas memória ou celebração do passado; é energia criativa em constante transformação. O Mr. Trip Fest nasce da parceria e da necessidade de dar palco e visibilidade aos músicos que estão compondo hoje, gravando novos trabalhos e construindo o futuro do gênero no nosso circuito”, afirma a organização.

Dani Vallejo (foto acima) representa uma vertente mais direta do rock autoral, com guitarras e letras que partem de questões contemporâneas. Ela vem lançando singles como Drama preferido, Anastácio, Cascata e Tão longe daqui, unindo estilos do indie pop mundial – e falando sempre de temas como autoconhecimento e realinhamento com o que é verdadeiro.

Já Mauren McGee aproxima blues rock, stoner e hard rock de uma trajetória que passou por diferentes cidades e cenas musicais. Cantora e atriz, ela tem entre suas referências experiências vividas em Nova York, Brasília, São Paulo e nos Estados Unidos.

O Ladrão leva ao festival um power trio formado por Daniel Vitarelli (bateria e voz), Farrah (guitarra e voz) e Formigão (baixo, também integrante do Planet Hemp). O grupo mistura rock, funk, groove e elementos do manguebeat, como já aparecia no EP Demo cracia, lançado pela Monstro Discos.

Fechando o line-up, a Massive Fire representa o lado mais pesado da programação. Formada em 2006 por Pedro Soriano (guitarra e voz), a banda completa duas décadas de atividade em torno do heavy metal. Atualmente, conta também com Lulu Ribeiro no baixo e Thomás Martinoia na bateria. O grupo tem três álbuns: Massive fire (2012), Atomic fusion (2017) e The anunnaki (2021).

SERVIÇO:
Mr. Trip Fest
20/09 (domingo), às 19h
Coordenadas Bar — Rua da Passagem 19, Botafogo
Ingressos aqui.

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Afterhourless transforma guerra nuclear em shoegaze romântico em “Magnetic”

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Rafael Panke (Afterhourless) - Foto: Divulgação

RESUMO: No projeto solo Afterhourless, o curitibano Rafael Panke transforma uma guerra nuclear e chuva ácida em shoegaze existencial em Magnetic (Late heavy bombardment), single de seis minutos.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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Integrante de várias bandas e projetos da cena indie curitibana (ruído/mm, Delta Cockers, Lonely Nerds’ Songbox, entre eles), além de colaborador de artistas como Marina Gasolina e Rosie & Me, Rafael Panke já havia lançado um EP com seu projeto solo Afterhourless, No friends at dusk (2025, resenhado pela gente aqui).

Dessa vez sai o single Magnetic (Late heavy bombardment), um épico de seis minutos, cozido no shoegaze, onde uma guerra nuclear e uma chuva ácida ganham um clima meio romântico, meio existencial, com versos como “eu poderia evitar um desastre / salvar nossas peles na última cena / mas eu não vou impedir / vou deixar as bombas caírem / abrir meu peito e enterrar todas as minhas falhas”.

No single, Rafael fez tudo: letra, música, instrumentos, produção, gravação, mixagem. Magnetic (Late heavy bombardment) sai pelo selo Spleen Teen.

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Surfe cruza MPB e psicodelia no single duplo “Saudades tropicais – Volume 1”

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Surfe cruza MPB e psicodelia no single duplo "Saudades tropicais - Volume 1"

RESUMO: O trio paulistano Surfe mistura MPB, rock psicodélico e referências do Clube da Esquina no single duplo Saudades tropicais – Volume 1, com duas faixas contemplativas.

Texto: Ricardo Schott – Foto:

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Mesmo distante do mar, na Zona Leste de São Paulo, Lucas Soares (voz, violão e guitarra), Fernando Santana (baixo) e Leonardo Soares (bateria) decidiram batizar sua banda como Surfe – indicando que o grupo se divide entre ondas como a MPB e o rock psicodélico. O projeto teve início de forma remota na era da pandemia, em 2020, e foi retomado no final de 2025. E acaba de gerar o single duplo Saudades tropicais – Volume 1.

Descanso e Saudades tropicais, as duas faixas do single, são exemplos de uniões contemplativas entre MPB e rock – a primeira, instrumental e bem mais introspectiva, com percussão e violão, e a segunda levando baixo e bateria para o som. Ambas as faixas usam cordas e têm referências da psicodelia e da musicalidade do Clube da Esquina. No single, a primeira faixa acaba servindo de introdução para a segunda, cujo clima lembra tanto o soul psicodélico dos anos 1970 quanto os álbuns de Beto Guedes na mesma época.

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Johnny Mafia: clichês do rock pesado e clima inusitado em “Colorful”

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Johnny Mafia (Foto: Maxime e Valentin Tanchaud / Divulgação)

RESUMO: O quarteto francês Johnny Mafia antecipa seu quinto álbum com Colorful, faixa que combina guitarras pesadas, punk pop, indie rock dos anos 2000 e teclados inspirados na eurodance.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Maxime e Valentin Tanchaud / Divulgação

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Depois de mais de uma década de estrada, o quarteto francês Johnny Mafia começou a apresentar seu próximo álbum, previsto para novembro, com o lançamento do single Colorful. O disco será o quinto da banda e sai pelos selos Howlin’ Banana Records (França), Luik Music (Bélgica) e Pochette Surprise (Alemanha).

Formado em 2010, na cidade francesa de Sens, o grupo construiu sua trajetória apostando em um rock alternativo que combina guitarras pesadas, melodias marcantes e uma abordagem bem-humorada herdada do punk pop.

Colorful reforça essa identidade. A letra brinca com clichês do metal mais sombrio enquanto mistura a irreverência do punk pop com a elegância do indie rock dos anos 2000. No meio do caminho, aparecem pequenos experimentalismos nos timbres e nas camadas de guitarra, que ajudam a dar um caráter ainda mais inusitado à música. O novo álbum do Johnny Mafia tem lançamento previsto para novembro.

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