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Johnny Mafia: clichês do rock pesado e clima inusitado em “Colorful”

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Johnny Mafia (Foto: Maxime e Valentin Tanchaud / Divulgação)

RESUMO: O quarteto francês Johnny Mafia antecipa seu quinto álbum com Colorful, faixa que combina guitarras pesadas, punk pop, indie rock dos anos 2000 e teclados inspirados na eurodance.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Maxime e Valentin Tanchaud / Divulgação

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Depois de mais de uma década de estrada, o quarteto francês Johnny Mafia começou a apresentar seu próximo álbum, previsto para novembro, com o lançamento do single Colorful. O disco será o quinto da banda e sai pelos selos Howlin’ Banana Records (França), Luik Music (Bélgica) e Pochette Surprise (Alemanha).

Formado em 2010, na cidade francesa de Sens, o grupo construiu sua trajetória apostando em um rock alternativo que combina guitarras pesadas, melodias marcantes e uma abordagem bem-humorada herdada do punk pop.

Colorful reforça essa identidade. A letra brinca com clichês do metal mais sombrio enquanto mistura a irreverência do punk pop com a elegância do indie rock dos anos 2000. No meio do caminho, aparecem pequenos experimentalismos nos timbres e nas camadas de guitarra, que ajudam a dar um caráter ainda mais inusitado à música. O novo álbum do Johnny Mafia tem lançamento previsto para novembro.

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Surfe cruza MPB e psicodelia no single duplo “Saudades tropicais – Volume 1”

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Surfe cruza MPB e psicodelia no single duplo "Saudades tropicais - Volume 1"

RESUMO: O trio paulistano Surfe mistura MPB, rock psicodélico e referências do Clube da Esquina no single duplo Saudades tropicais – Volume 1, com duas faixas contemplativas.

Texto: Ricardo Schott – Foto:

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Mesmo distante do mar, na Zona Leste de São Paulo, Lucas Soares (voz, violão e guitarra), Fernando Santana (baixo) e Leonardo Soares (bateria) decidiram batizar sua banda como Surfe – indicando que o grupo se divide entre ondas como a MPB e o rock psicodélico. O projeto teve início de forma remota na era da pandemia, em 2020, e foi retomado no final de 2025. E acaba de gerar o single duplo Saudades tropicais – Volume 1.

Descanso e Saudades tropicais, as duas faixas do single, são exemplos de uniões contemplativas entre MPB e rock – a primeira, instrumental e bem mais introspectiva, com percussão e violão, e a segunda levando baixo e bateria para o som. Ambas as faixas usam cordas e têm referências da psicodelia e da musicalidade do Clube da Esquina. No single, a primeira faixa acaba servindo de introdução para a segunda, cujo clima lembra tanto o soul psicodélico dos anos 1970 quanto os álbuns de Beto Guedes na mesma época.

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Ed Sheeran ficou sem todos os artistas que iriam abrir sua turnê. Entenda o rolo.

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Ed Sheeran (Foto: Globalite Magazine / Wikimedia Commons)

RESUMO: A saída de Macklemore da turnê de Ed Sheeran, após seus posicionamentos em defesa da Palestina, provoca novas baixas: Finneas, Aaron Rowe, Lukas Graham e Beoga também deixaram a programação.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Globalite Magazine / Wikimedia Commons

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A participação de Macklemore na Loop Tour, de Ed Sheeran, virou um dos assuntos mais comentados da turnê depois que o rapper foi retirado da programação em meio a seus posicionamentos públicos em defesa da Palestina.

Agora, a decisão começa a provocar novos desdobramentos: Finneas anunciou que também não fará mais os shows de abertura, incluindo as apresentações previstas no Brasil. Teve mais: Aaron Rowe e Lukas Graham, outros dois nomes da programação, também deixaram a turnê. E a banda irlandesa Beoga também anunciou sua saída. Com isso, Ed Sheeran ficou sem shoow de abertura até o momento.

Macklemore vinha falando sobre a situação dos palestinos durante seus shows e voltou a se manifestar no último dia 4, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, onde se apresentou ao lado de Pink. Os dois defenderam “paz em Gaza e na Cisjordânia”. Macklemore também tem apresentado Hind’s Hall, música lançada em 2024 em protesto contra a guerra em Gaza.

Na segunda-feira (14), o rapper publicou um novo texto sobre sua saída da turnê. Nele, criticou a postura considerada “apolítica” de Ed Sheeran e afirmou que assumir uma posição pública sobre o assunto pode trazer consequências para um artista: “Escolher um lado custa dinheiro, parceiros, investidores, festivais, relações e acesso”. Também disse que a culpa da saída dele não foi de Sheeran: Robert Kraft, um dos grandes empresários da NFL (Liga Nacional de Futebol Americano) e dono do New England Patriots, teria tido influência em sua exclusão da tour.

“Ed me contou que Robert Kraft ligou para ele. Estávamos com um show marcado para o Gillette Stadium, de propriedade do Kraft Group, para o final deste mês. Ed me disse que Kraft afirmou que eu não teria permissão para me apresentar no estádio dele”, contou, dizendo que Kraft teria se reunido com outros donos de estádios e todos teriam resolvido que “se Macklemore continuar na turnê, ele não teria permissão para se apresentar nos locais gerenciados por eles”.

De fato, o cantor afirmou nesta terça-feira (15) que a decisão partiu do promotor e dos locais onde os shows aconteceriam.

“Macklemore saindo da turnê foi uma decisão do promotor, não minha”, escreveu Sheeran num texto publicado no Instagram. Segundo o cantor, ele passou a semana conversando com representantes dos locais, produtores e pessoas ligadas aos dois lados do conflito para tentar encontrar uma solução.

“Passei toda a semana conversando longamente com os locais na tentativa de construir uma ponte. Uma dessas pessoas foi (olha quem) Robert Kraft. Também participei de conversas diretas com produtores, além de ativistas de ambos os lados, na tentativa de encontrar uma solução que atendesse a todos, mas a decisão dos locais e do produtor foi final”, afirmou.

Foi nesse cenário que começaram as novas baixas na turnê. Finneas, que estava escalado para fazer a abertura dos shows de Sheeran na América do Sul, anunciou sua saída. “Artistas não devem ser silenciados quando se manifestam em defesa dos oprimidos”, escreveu o músico. “Decidi me retirar das minhas próximas datas de show com Ed Sheeran. Estou ao lado da Palestina e do seu povo”.

Aaron Rowe também fez seu pronunciamento sobre ter saido da tour: “Não tomei essa decisão de forma leviana. Ed tem sido um amigo para mim e mudou minha vida, e eu nunca conseguiria agradecê-lo o suficiente por isso. Mas, como irlandeses, conhecemos muito bem o genocídio, a fome forçada e a ocupação violenta”, afirmou.

Rowe completou: “Eu perderia todo o respeito por mim mesmo se continuasse agindo como se tudo estivesse normal. Preciso ser fiel a mim mesmo e aos meus antepassados, que resistiram à colonização e lutaram por uma liberdade da qual desfruto hoje na Irlanda”.

Sheeran, por sua vez, afirmou que não considera seu silêncio público sobre a guerra uma forma de cumplicidade. “Não sou cúmplice. Tenho minhas opiniões pessoais sobre esse conflito devastador. O fato de eu escolher não falar publicamente não significa que não tenha opiniões, nem que não me importe. Também não significa que eu não apoie causas à minha maneira, pessoalmente”, declarou.

O cantor também disse respeitar a escolha de Macklemore de se posicionar publicamente, mas defendeu outra maneira de lidar com a questão. “Respeito a determinação de Macklemore de se posicionar e defender aquilo em que acredita. No entanto, há espaço para diferentes abordagens em busca do mesmo objetivo: a paz. Escolho usar minha fama e minha plataforma como um espaço de segurança e acolhimento, para manter a diplomacia e deixar as conversas abertas, não encerradas”.

Vamos vendo o que vai rolar aí. Voltamos a qualquer momento com novas informações. Por enquanto o melhor comentário sobre a situação veio do gozador Daily Noud.

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Carlinhos Carneiro transforma “Tony Ramos” em som com cara de anos 1990

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Carlinhos Carneiro (Foto: Gabriel Not / Divulgação)

RESUMO: Carlinhos Carneiro resgata Tony Ramos em versão de estúdio inspirada nos anos 1990 e no Jon Spencer Blues Explosion, agora como parte de sua carreira solo.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Gabriel Not / Divulgação

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Última faixa a entrar no álbum Hotel Ritz, lançado por Carlinhos Carneiro no ano passado ao lado da banda Os Excelents Animais, Tony Ramos acabou entrando no disco só em versão ao vivo. Pra quem sentia falta de uma versão em estúdio, o músico gaúcho, criador da banda Bidê Ou Balde, decidiu entregar a leitura feita entre-quatro-paredes da faixa, em clima rocker tramado por ele ao lado dos parceiros de estrada Mauricio Chaise, Fu_k the Zeitgeist, Lucas Juswiak e Guilherme Schwertner.

Quem escutou a música no álbum, lembra: Carlinhos dá uma zoada no fato da Globo sempre usar Tony Ramos para simultaneamente representar o brasileiro comum, mas também fazer de tudo um pouco – se você assiste novelas, já viu Tony interpretar gregos, italianos, pai, filho, avô, neto. Aquela coisa da grande mídia, que cria um monte de dilemas de representação identitária na TV (tipo a novela O Clone, em que o núcleo marroquino era composto basicamente de atores com sobrenomes italianos, de Giardini a Sabatella, ou as milhões de vezes em que atores das mais variadas origens interpretaram asiáticos na TV).

  • Resenhamos Hotel Ritz, de Carlinhos Carneiro e os Os Excelents Animais, aqui.

“Tony Ramos tinha sido a última que a gente incluiu no Hotel Ritz, fizemos questão de colocar ela como bônus no disco, com aquela barulheira e emoção necessárias de uma música ao vivo. Disso, sentimos falta de uma versão de estúdio, então eu e o Fu_k the Zeitgeist juntamos a gurizada com algumas participações especiais nos refrões, trazendo uma sonoridade bem mais popzera, puxando um som dos anos 90, em um modelo mais curto, como se fosse um Jon Spencer Blues Explosion dos dias de hoje”, conta Carlinhos.

Uma outra novidade que Tony Ramos traz ao universo de Carlinhos é que daqui pra frente, ele está 100% em carreira solo. Ou seja: projetos antigos como Bife Simples, Império da Lã e até Bidê ou Balde vão ficar de lado, porque o foco é na carreira solo, e não em identidades “cada vez mais confusas e tentaculosas”, como diz o texto de lançamento da nova música. Vêm mais novidades aí.

Confira as duas versões de Tony Ramos abaixo.

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