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Cultura Pop

Relembrando: Sandie Shaw, “Reviewing the situation” (1969)

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Relembrando: Sandie Shaw, "Reviewing the situation" (1969)

Nos anos 1980, os Smiths lançaram discos nos quais, além de fazerem o possível para reinventar o rock de guitarras, sem sintetizadores – em plena era da new wave e do synth-pop – mostraram uma filiação musical bastante incomum para aqueles tempos. Morrissey e Johnny Marr, dupla de compositores do grupo, eram fanáticos por girl groups, música pop dos anos 1960, e por uma cantora que havia sido a sensação da Inglaterra nos anos 1960, Sandie Shaw.

Considerada uma espécie de namoradinha de seu país por vários anos, Sandie tinha uma carteira de hits que incluía canções em clima de musical, como (There’s) Always something there to remind me, Puppet on a string, Message understood e Long live love. Seus discos também traziam surpresas como One note samba (versão em inglês de Samba de uma nota só, de Tom Jobim e Newton Mendonça), uma (I can’t get no) Satisfaction bem fiel ao original dos Rolling Stones e até mesmo um single, de 1969, chamado Heaven knows I’m missing him now (claro que os Smiths chuparam essa para Heaven knows I’m miserable now).

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Do começo dos anos 1970 até os anos 1980, Sandie deu um sumiço do universo pop: fez livros infantis, trabalhou como garçonete, virou budista. Chegou a gravar alguns singles, subiu no palco com Chrissie Hynde e os Pretenders, mas tudo havia mudado. Só que tudo mudou mais ainda em 1983 quando ela recebeu uma cartinha simpática de dois fãs. Eram justamente Morrissey e Marr, informando que eram admiradores, pedindo-lhe que não parasse de cantar e dizendo que “havia muito a ser feito” pela lenda de Shaw.

Foi nessa que ela acabou retomando a carreira e foi contratada pela Rough Trade, mesmo selo da banda – seu então marido era amigo de Geoff Travis, dono da Rough, o que ajudou. Sandie gravou um single com Hand in glove, dos Smiths e até um novo álbum, Hello angel (1988). Uma fase que não durou muito: nos anos 1990 ela se formou como psicoterapeuta e mudou de vez de profissão. Também rolaram umas pinimbas entre ela e Morrissey (e Marr) no fim dos 80’s e a amizade foi pro vinagre – até falamos já disso.

Àquela altura, talvez só os maiores fãs se lembrassem que Sandie, bem antes de ser descoberta pelo proto-brit-pop, havia tido uma transformação básica em sua carreira no fim dos anos 1960. No álbum The Sandie Shaw supplement (1968), trilha sonora do programa que ela apresentava na BBC1, ela já chegava mais perto do rock da época, em vez de catar apenas músicas feitas por grandes compositores do pop No repertório, versões de Simon & Garfunkel (Homeward bound), Rolling Stones (Satisfaction), Bee Gees (Words).

Reviewing the situation, o disco seguinte (1969), era o melhor e mais independente lançamento da nova fase. Um álbum enraizado na música da swinging London, unindo soul, rock, jazz, flautinhas (na introdução da balançante faixa-título), folk (o disco trazia uma versão cândida de Lay lady lay, de Bob Dylan). E até rock pauleira: Your time is gonna come, do Led Zeppelin, ganhava uma curiosa versão entre o folk e o peso no disco.

O próprio nome do disco já deixava cara a disposição de Sandie para rever e mudar situações. Ela própria havia produzido o álbum e feito a escolha das faixas. Na faixa-título, do musical Oliver, de Lionel Bart, Sandie provocava cantando versos como “melhor me acalmar e arranjar uma esposa/e uma esposa cozinharia e costuraria para mim”. O som dela virava soul repleto de ganchos pop, em versões espertas de músicas como Mama Roux (Dr John), Walkin the dog (clássico do r&b de Rufus Thomas), Love me do (o hit dos Beatles em versão latinesca).

No final, a releitura de Sandie de Sympathy for the devil, dos Rolling Stones, impressiona: o rock de umbanda de Mick Jagger e Keith Richards vira quase um samba-jazz maníaco, extremamente ágil. Reviewing era um disco promissor, que infelizmente acabou sendo seu último álbum até 1988, embora ela continuasse contratada pelo selo Pye até 1972 e ainda tivesse lançado outros compactos até sair da gravadora – incluindo pérolas pouco ouvidas, como o soul By tomorrow. Um material que muita gente descobriria depois quando os álbuns de Sandie começaram a sair em CD – Reviewing, por exemplo, ganhou edição deluxe com vários singles adicionados.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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