Cultura Pop
Quando Petra Haden releu The Who a cappella

Pete Townshend adorou Petra Haden sings: The Who sell out (2005), disco no qual a musicista e cantora americana relê o repertório do disco da banda lançado em 1967. Disse que era como ouvir sua própria música pela primeira vez. E o disco realmente joga luz em outros lados de músicas como Sunrise, I can see for miles e Odorono, além dos jingles da Radio London que o Who selecionou. Afinal, Petra regravou tudo sem instrumentos, apenas com vozes.
E ela também imitou as poses de Roger Daltrey, Pete Townshend, John Entwistle e Keith Moon nas fotos da capa do disco. Olha aí. O disco saiu pelo selo novaiorquino Bar/None, fundado por Tom Prendergast – um irlandês radicado em Nova York que, aliás, trabalhou em rádios piratas (um dos temas de The Who sell out).

Olha aí o comecinho, com o jingle “monday, tuesday…” e Armenia City in the sky.
>>> Várias coisas que você já sabia sobre The Who Sell Out, do Who
A ideia de regravar The Who sell out surgiu quando a cantora ganhou de ninguém menos que Mike Watt (Minutemen) um antigo gravador de 8 pistas com uma fitinha do álbum. Petra, que foi integrante de grupos como That Dog, Tito & Tarantula e The Decemberists (e tem mais duas irmãs gêmeas que também são musicistas, Rachel e Tanya Haden), usou sua voz para cantar não apenas as letras.
Ela também fez vários corais e alguns barulhos de percussão, além de refazer com a voz alguns riffs que originalmente foram feitos pelas guitarras de Townshend. Antes, Petra havia gravado outro disco a capella, Imaginaryland (1996), surgido quando ganhou um gravador de quatro canais do pai, o famosíssimo baixista de jazz Charlie Haden. Resolveu testar o aparelho.
“Eu não toco guitarra. Eu toco violino, mas eu não tinha um captador no meu violino ainda. Então eu testei usando minha voz, fingindo que minha voz era um baixo, escrevendo músicas”, disse à revista Creem.
>>> The Who: pra quê esse monte de coletâneas?
“Antes de gravar, passo o dia com fones de ouvido, fazendo caminhadas. Com o The Who, eu queria acertar cada nota. Tento me colocar na música. Sunrise, por exemplo, é uma música linda. É como uma melodia de jazz pra mim – a maneira como é escrita, as mudanças e tudo o mais”, disse Petra ao site PopMatters, afirmando que geralmente prefere manter as músicas como eram no original, quando resolve regravar algo. “Desde criança, imitava pessoas, cantores, atores, instrumentos. Eu cantava partes de guitarra e tentava soar como uma guitarra elétrica. Quando fiz esse disco do Who, me senti como uma criança de novo”.
De 2005 para cá, Petra gravou outros discos, só e acompanhada. Um dos mais interessantes é Petra goes to the movies (2013), só com temas de filmes como Rebelde sem causa e Cinema Paradiso. Mas dessa vez com participação de um pequeno time de músicos em algumas faixas, incluindo Brad Mehldau (teclados) e o pai de Petra, Charlie (baixo).
Mas o do The Who é um clássico. Ouve aí. 🙂
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Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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