Cultura Pop
Quando George Harrison pediu para as fãs pararem de jogar Jelly Beans nele

Jelly Babies são aquelas balinhas coloridas em vários formatos, geralmente cobertas de açúcar. Nos EUA, elas se chamam Jelly Beans, e são mais parecidas com aquelas balas que há anos são vendidas no Brasil com o nome de Delicado. Eram também (olha!) a guloseima preferida de ninguém menos que George Harrison. O beatle quieto contou numa entrevista para a TV em 1963 que se amarrava em Jelly Babies e que ficou puto da vida uma vez porque John Lennon resolveu roubar suas balinhas.
Não custa lembrar que os Beatles, no começo da carreira, faziam vários shows (na Inglaterra ou em Hamburgo) com ânimo redobrado. E e em vários shows, para manter o pique e não cair de sono, recorriam a anfetaminas – e volta e meia essas bolinhas eram chamadas de “jelly beans” ou “jelly babies” por algum doidão mais irônico. Não se sabe se George Harrison estava se referindo às balinhas ou às bolinhas quando deu a maldita entrevista, mas daí para a frente ele teria um bom motivo para odiar Jelly Babies pro resto da vida.
Isso porque a cada show dos Beatles, uma matilha de fãs tentava agradar George jogando caixas e mais caixas de Jelly Babies nele. O cantor de While my guitar gently weeps ficou, durante um período, dividindo seu tempo entra cantar, tocar e desviar dos mísseis antes que um Delicado atingisse um de seus olhos.
Como o Instagram e o Twitter ainda não haviam sido inventados em 1963, George Harrison apelou para uma carta que escreveu para uma fã chamada Lynn Smith, que vivia jogando balinhas nele.
“Nós não gostamos de Jelly Babies, ou chicletes de frutas. Pense em como nos sentimos em pé no palco tentando desviar das coisas, antes de você jogar um pouco mais em nós. Além disso é perigoso. Fui atingido no olho uma vez com um doce, e não é engraçado”, escreveu Harrison.
E isso porque eram os Jelly Babies, muito mais macios – os Jelly Beans americanos eram verdadeiros mísseis. Em 11 de fevereiro de 1964, os Beatles estreavam nos EUA em Washington DC e o público, já sabendo das preferências de Harrison, tacou bala neles. O guitarrista resolveu abrir seu coração com um repórter de Nova York e reclamou que o Jelly Bean era duro.
“Para piorar a situação, estávamos em um palco circular, então eles nos atingiram de todos os lados. Imagine ondas de pequenas balas duras sobre você chovendo do céu … Se rolar de ter Jelly Beans viajando cerca de 80 quilômetros por hora através do ar e alguns lhe acertarem os olhos, você fica cego. Nunca gostamos de pessoas jogando coisas assim. Nós não nos importamos que eles joguem flâmulas, mas Jelly Beans é um pouco perigoso! De vez em quando, uma delas batia numa corda na minha guitarra e tocava uma nota enquanto eu tentava tocar”.
Pior que os Jelly Beans continuaram a voar pra cima dos Beatles em outros momentos. Em agosto de 64, no Cow Palace em San Francisco, o show teve que ser interrompido duas vezes por causa das balinhas. Em 6 de setembro do mesmo ano, o bicho pegou no Olympia Stadium em Detroit, com direito a expulsão de fãs do recinto. “Tornou-se um pouco uma marca registrada em nossos shows, mas preferimos que eles não joguem nada”, reclamou Paul McCartney.
Ah, sim, a tal carta de George Harrison para a fã foi leiloada.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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