Cultura Pop
Pernalonga torturando a música clássica

O coelho Pernalonga fez 80 anos nesta segunda (27), como ficou comprovado até pelos trending topics do Twitter. Mas o personagem tem duas datas de nascimento, digamos. Em 30 de abril de 1938, ele já havia estreado no desenho animado Porky hare hunt,. Nele, o Gaguinho resolve caçar coelhos (lebres, enfim, já que tem o “hare” no título).
Só que nessa produção, o nome do Pernalonga ainda era Coelho Feliz. E o visual era bem diferente, até porque o desenho tinha sido feito em preto e branco. Como Pernalonga, e com um visual próximo do que o tornou famoso, o coelho apareceu pela primeira vez em A wild hare, em 27 de julho de 1940. Os dois desenhos estão aí embaixo.
E nove anos depois de criado, o Pernalonga protagonizou um desenho animado que muita gente assistiu bastante na televisão. E que só agora eu descobri que tinha duas partes.
Long-haired hare (a lebre de cabelos compridos) trazia dois desenhos animados. Que por sinal, além de trazerem música clássica na trilha sonora (era uma tendência na época), ainda traziam uma visão brincalhona da briga entre clássicos e música popular. O título também era uma referência àquelas imagens comuns dos compositores clássicos, com cabelos grandes e brancos.
No primeiro desenho da série, um cantor de ópera chamado Giovanni Jones tenta ensaiar em casa. Só que é constantemente atrapalhado pelo coelho Pernalonga, que toca o tema A rainy night in Rio num banjo, num quintal próximo. O resultado lembra aqueles desenhos do Pica-Pau em que o pássaro usa diversos objetos e instrumentos para aporrinhar o saco de todo o mundo. O Pernalonga tenta tocar banjo, tuba (o tema When yuba play the rhumba on the tuba), harpa. E tem todo o material destruído pelo cantor fortão.
O final (vou contar) não era como o que acontecia nos desenhos do Pica-Pau, em que o pássaro quase sempre levava a melhor. A primeira parte terminava com o Pernalonga amarrado pelas orelhas numa árvore, puto da vida e jurando vingança. E antes que você possa pedir para seu filho/filha não fazer isso com o coelhinho de estimação, veja a segunda parte. Que por sinal, ficou até mais popular que a primeira.
Na segunda parte de Long haired hare, Pernalonga invade o palco num concerto de Giovanni Jones, se passando pelo maestro Leopold Stokowski. Por acaso é aquele desenho em que o coelho tortura o cantor regendo em tons altíssimos e baixíssimos. Se você não sabia, vai aí a informação: Stokowski também dispensava a batuta na hora de reger (o estilo era “à mão livre”, como num desenho). E também exigia muito das orquestras que dirigia.
Olha ele aí em ação.
Stokowski também fez uma aparição em Fantasia, da Disney, regendo a Toccata e fuga em dó menor, de Bach.
E parabéns atrasado, Pernalonga!
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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