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Arlo Parks se joga na pista de dança no novo single “Get go”

A julgar pelos singles já lançados, vem por aí um baita disco de Arlo Parks: Ambiguous desire sai dia 3 de abril pela Transgressive Records, e promete. Já saíram os singles Heaven e 2SIDED, e agora é a vez de Get go, faixa que mistura a escrita íntima e poética de Arlo com breakbeats inspirados nas antigas rádios piratas de Londres.
A letra acompanha personagens que vivem a madrugada das pistas de dança – em especial um frequentador de clubes que atravessa a noite tentando lidar com um coração partido. Segundo a cantora, a faixa resume bem o clima do novo álbum, centrado na ideia da pista como espaço de catarse, descoberta e cura emocional.
Aliás, o mergulho em ambiente dançantes e noturnos é um dos combustíveis do novo disco de Arlo, com uso de sintetizadores, samplers e produção inspirada na energia das pistas. Nomes como LCD Soundsystem, The Streets e Burial foram referências para ela.
“Dancei mais do que nunca enquanto fazia este disco, fiz mais amigos do que nunca também. O álbum tem o desejo no centro. O desejo é uma força vital, um impulso, um movimento. Todos estamos vivos porque queremos algo ou alguém”, conta ela, que criou o disco ao lado do produtor Baird, ambos divididos entre a vida noturna novaiorquina e os dias de trabalho no loft do produtor, no Centro de NYC.
O clipe de Get go, por sua vez, foi dirigido por Chloé Desaulles e parece um viagem psicodélica dançante por uma pista prestes a derreter. Duvida? Vê aí.
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Pablo Vermell transforma “Futuro distante” em disco novo na versão deluxe

Há alguns meses, falamos de Futuro distante, álbum de estreia do santista Pablo Vermell, lançado em 14 de agosto do ano passado. Um disco curtinho, que aponta basicamente para a mistura de rock e pop adulto de rádio, com participações de Lucas Gonçalves (Maglore), da cantora amazonense Corama e banda norte-americana Valiant Blues. Pablo lança agora a versão deluxe do álbum, com uma faixa a mais e algumas diferenças na track list original – fazendo com que os dois discos sejam experiências distintas.
Pra começar, Na espera, a jovemguardista faixa de abertura do disco, ganhou uma versão estendida, com novo nome: Na espera – de um cometa ou de um raio. Ganhou também um clipe, dirigido pela cantora e cineasta Sofi Frozza, que transforma parques e ruas de São Paulo em um cenário de contemplação.
“A ideia é sinalizar a espera de algo incerto. “O videoclipe e a música falam sobre essa sensação de esperar algo que pode chegar de repente, ou talvez nunca, e como esses momentos moldam a nossa percepção do tempo”, conta Pablo, que pôs o subtítulo na faixa justamente para reforçar essa ideia.
Frio, outra faixa de Futuro presente, virou Luzes que vão passando, releitura inspirada mais de perto pela queda das temperaturas e pela luz baixa dos dias nublados. A nova versão foi feita por Pablo ao lado da banda gaúcha Supervão – e nela, versos inéditos se somam a camadas de guitarra gravadas por Mario Arruda e Leonardo Serafini, do grupo.
“A letra surgiu no isolamento, quando o tempo parava e a cidade seguia lá fora sem a gente. Com a Supervão, conseguimos criar esse contraste: a nossa imobilidade contra o borrão das luzes que passam. É uma solidão silenciosa, que observa a vida em uma velocidade diferente da nossa”, conta.
Outra faixa do disco foi redesenhada: Low profile, uma balada pop, referenciada em artistas como Mac deMarco, fala sobre como hoje em dia, com esse excesso de redes sociais e demandas digitais, não há nada mais cool do que ficar no seu cantinho e largar a exposição de lado. Ela virou En mi cuarto, com a participação da cantora argentina Livia, e o acréscimo de versos em espanhol. O encontro de Pablo e Livia ganhou também um clipe realizado entre Brasil e Argentina. E o repertório é complementado pela inédita Régis, na qual Pablo conta com a participação de Lauiz, da banda Pelados.
O fato de haver participações de pessoas de variados lugares, visões, idiomas e sotaques em Futuro presente, segundo Pablo, passa pelas angústias mostradas no disco, que incluem temas como o isolamento, as crises do começo da vida adulta e o dia a dia hiperconectado. O objetivo é mostrar que certas coisas são universais.
“Essa correria e a sensação de que o tempo está escapando pelas telas é algo que todo mundo sente hoje. Trazer essas conexões e diferentes vozes para o disco foi um jeito de transformar esse isolamento em um ponto de encontro. O álbum é plural porque essa angústia de tentar viver o agora também é coletiva”, explica Pablo Vermell.
Foto: Sillas H. / Divulgação
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Após mandar sinais, Jack White solta single novo e já anuncia álbum

Nem deu tempo de esfriar direito o barulho em torno de No name, lançado em 2024, e Jack White já está preparando outro disco. O músico anunciou Frozen Charlotte, seu sétimo álbum solo de estúdio, que chega no dia 10 de julho pela Third Man Records. Junto do anúncio, saiu também o single Dollar bill, uma porrada hardão-country-blues já disponível nas plataformas digitais.
Frozen Charlotte vai sair em vários formatos físicos, do jeito que fã de Jack White gosta: vinil preto tradicional, uma edição “Zug Island Blue” exclusiva da Third Man Records, uma edição “Chrome” vendida na turnê e na loja virtual do músico, além de uma versão “Ice Blue” destinada às lojas independentes. O álbum também terá edições em CD e cassete.
Antes mesmo do anúncio oficial, White já vinha soltando pistas do novo disco numa série online chamada Third Man Release Lab, criada pela própria gravadora. Os vídeos mostram bastidores do processo de lançamento de um álbum e acabaram servindo também como terreno para esconder easter eggs ligados ao novo trabalho. Quem assistiu aos episódios viu imagens com glitches, referências a um personagem chamado Frozen Charlatan e ouviu até um pequeno trecho de Dollar bill sem saber exatamente do que se tratava.
O novo álbum sucede uma sequência recente de músicas inéditas de White, como Derecho demonico e G.O.D. and the broken ribs, lançadas no início do ano. As duas chegaram acompanhadas de apresentações no Saturday Night Live, programa no qual o músico já apareceu várias vezes ao longo da carreira. O guitarrista também se apresentou com Eminem no show do intervalo do Detroit Lions e apareceu no programa Only in Monroe, transmissão de acesso público comandada por Stephen Colbert.
Produzido pelo próprio Jack White, Frozen Charlotte dá sequência a uma fase bastante acelerada do ex-White Stripes. Ainda não saíram detalhes completos sobre o álbum, mas Dollar bill já indica a permanência daquele som cru, nervoso e meio imprevisível que White vem explorando nos últimos trabalhos.
Foto: David James Swanson / Divulgação
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Nouvelle Vague leva “Enjoy the silence”, do Depeche Mode, pro universo da bossa nova

Ouvir que uma banda fez uma versão meio bossa de um som dos anos 1980 dá um certo nervoso, sabemos – a primeira coisa que vem na mente são aquelas versões de sala de espera de médico. Não quando o responsável é o Nouvelle Vague, coletivo francês especializadíssimo em verter os sons do pós-punk e da new wave para o estilo, deixando caber também referências da chansong francesa.
O versionado da vez é o Depeche Mode, que ganhou uma releitura chique de seu clássico Enjoy the silence, com Skye Edwards, a voz do Morcheeba, e Larry Love, do Alabama 3. A música é o primeiro single de A date with Depeche Mode, disco com treze versões de músicas do grupo, que sai em breve. Detalhe: o álbum foi gravado no Rio, e com músicos brasileiros.
Criado em 2003 pelos produtores Marc Collin e Olivier Libaux, o Nouvelle Vague nasceu quase como uma brincadeira conceitual: transformar clássicos do pós-punk e da new wave em músicas suaves, acústicas e cheias de balanço brasileiro.
O grupo acabou virando um fenômeno cult, especialmente por causa das releituras de Joy Division, The Clash, Dead Kennedys e New Order, sempre usando vocalistas diferentes. Hoje, Marc toca o projeto sozinho, cinco anos após a morte de Olivier.
Entre mudanças de formação, hiatos e discos mais experimentais, o projeto acabou sobrevivendo justamente porque nunca funcionou como uma banda tradicional. Na real, sempre funcionou como uma ideia aberta, capaz de reinventar músicas bastante conhecidas sem soar caricata.


































