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Arlo Parks se joga na pista de dança no novo single “Get go”

A julgar pelos singles já lançados, vem por aí um baita disco de Arlo Parks: Ambiguous desire sai dia 3 de abril pela Transgressive Records, e promete. Já saíram os singles Heaven e 2SIDED, e agora é a vez de Get go, faixa que mistura a escrita íntima e poética de Arlo com breakbeats inspirados nas antigas rádios piratas de Londres.
A letra acompanha personagens que vivem a madrugada das pistas de dança – em especial um frequentador de clubes que atravessa a noite tentando lidar com um coração partido. Segundo a cantora, a faixa resume bem o clima do novo álbum, centrado na ideia da pista como espaço de catarse, descoberta e cura emocional.
Aliás, o mergulho em ambiente dançantes e noturnos é um dos combustíveis do novo disco de Arlo, com uso de sintetizadores, samplers e produção inspirada na energia das pistas. Nomes como LCD Soundsystem, The Streets e Burial foram referências para ela.
“Dancei mais do que nunca enquanto fazia este disco, fiz mais amigos do que nunca também. O álbum tem o desejo no centro. O desejo é uma força vital, um impulso, um movimento. Todos estamos vivos porque queremos algo ou alguém”, conta ela, que criou o disco ao lado do produtor Baird, ambos divididos entre a vida noturna novaiorquina e os dias de trabalho no loft do produtor, no Centro de NYC.
O clipe de Get go, por sua vez, foi dirigido por Chloé Desaulles e parece um viagem psicodélica dançante por uma pista prestes a derreter. Duvida? Vê aí.
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Em “Sono leve”, O Cientista Perdido decide que a culpa não mora mais aqui

Existe um momento em que falar da dor deixa de ser catártico e começa a ficar cansativo. O Cientista Perdido parece ter chegado exatamente aí. Depois de explorar a ausência em Cair e o desejo em Te sonho de verdade. Rodrigo Saminêz, o Cientista, encerra a leva de singles do álbum de estreia com Sono leve, uma música que troca a autópsia emocional pela pista de dança. E faz isso sem fingir que o caminho até aqui foi simples.
A faixa mantém o synth pop percussivo que vem definindo o projeto, mas agora deixa entrar batidas latinas e grooves mais quentes que contrastam com o gelo dos teclados. Também é a primeira vez que O Cientista Perdido divide o protagonismo de uma música. A convidada é JoJo, cantora, compositora e multiartista travesti e negra do Gama (DF). A química entre os dois faz sentido justamente porque nenhum deles parece interessado em vender superação como produto. O assunto aqui é outro: tirar a culpa das costas.
“Sono leve foi um basta! Foi quando percebi que esse disco não podia terminar olhando só pra dor. Cansa quem canta e quem ouve. Em algum momento, precisava existir uma celebração do alívio que vem quando a gente entende que nem tudo aquilo que colocaram sobre nós nos pertence. Igreja, infância, família, escola… passei os anos mais definidores da vida de qualquer pessoa me alimentando de ódios e distanciamentos que não eram meus”, diz Rodrigo.
“Agora, me sinto à vontade pra gritar em coro esse refrão em plenos pulmões pra devolver o constrangimento: mesmo que não o aceitem, mesmo que repitam os mesmos erros, o peso e a culpa já não são mais meus. Esse é meu manifesto de alívio e me sinto muito feliz de celebrar à altura o momento que pára de doer também”, completa. “Mas minha hora é sagrada / Você vai ter o que falta em você”, cantam os dois no refrão, devolvendo a culpa para quem sempre fez questão de distribuí-la.
A participação de JoJo amplia essa ideia. Além da carreira solo, ela integra o coletivo BAITA!, criado por Saminêz em 2025 para tentar resolver um problema bem conhecido da música independente: a expectativa de que um único artista faça absolutamente tudo, do conceito ao post de divulgação.
E essa faixa fecha o ciclo de singles que apresentou o universo do primeiro álbum d’O Cientista Perdido, previsto para agosto. O disco parte de experiências queer ligadas a desejo, religião, família, infância, pertencimento e memória. Depois de passar duas músicas encarando fantasmas, O Cientista Perdido parece ter tomado uma decisão simples: eles não merecem mais convite para continuar morando ali.
Foto: Nana Fogaggio (@nanafogag) / Divulgação
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Banda veterana do shoegaze, The Veldt homenageia designer do selo 4AD em novo single

Banda de shoegaze formada na Carolina do Norte nos anos 1980 – hoje vivendo em Nova York – The Veldt volta com novidades. O grupo criado pelos irmãos gêmeos Daniel Chavis (vocal, guitarra) e Danny Chavis (guitarra), e completado pelo baixista e programador Hayato Nakao, já havia lançado em abril o fantasmagórico single Black girl, uma mescla de shoegaze e soul – afinal, é uma regravação, no estilo da banda, do tema do filme Black girl, de 1972, dirigido por Ossie Davis.
Para o single, o grupo já havia adotado um formato diferente, de clipe lançado no Bandcamp, com direção de Rob Weiss e James Eakins. O novo single, Morning, june and yesterday, ganhou também um visualizer no site – e o vídeo é uma homenagem a Vaughan Oliver, o lendário designer gráfico cujo estilo visual definiu a estética da gravadora 4AD. O som une clima de sonho e guitarras ruidosas em formato de nuvem, com a novidade de trazer vibes próximas do gospel. Já a letra acompanha o ouvinte numa viagem bem além da linha do horizonte, com versos como “mas o fluxo e refluxo da vida não está distante, mas bem aqui, no fundo da sua alma”.
“Essa musica”, diz Danny. “dita a arte do drone e sua busca incessante pela repetição artística de paisagens sonoras em texturas e padrões visuais sonoros e formas, dissonância cognitiva do som”. Morning, june and yesterday, aliás, é uma gravação antiga do grupo: foi feita em 2007 e estava guardada até hoje. Geralmente ligado a grupos como AR Kane, Massive Attack, Cocteau Twins e Jesus & Mary Chain, o The Veldt inclui também referências como Sun Ra, Prince e Pink Floyd em sua lista.
As duas músicas estão no EP Spanikopita, que sai pelos selos Little Cloud Records / 5BC Records e está à venda apenas nos shows do grupo. The Veldt acabu de concuir uma turnê pelos EUA e Canadá ao lado de outra banda veterana, The Chameleons. Com participações de amigos como Carlos Bess, técnico de som que trabalha com o Wu-Tang Clan, o novo EP derruba fronteiras – a ideia é unir pós-punk, shoegaze e cultura do DJ. E vem por aí um novo capítulo da banda.
Foto: James Neumann / Divulgação
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Teenage Fanclub anuncia novo álbum e revela a ensolarada “Day in the sun”

Tem disco novo do Teenage Fanclub vindo aí. A veterana banda escocesa anunciou Do not dare to dream, seu 13º álbum de estúdio, sucessor de Nothing lasts forever (2023, resenhado pela gente aqui), mantendo a fase independente que já dura mais de duas décadas e rendeu uma sequência consistente de lançamentos pela Merge Records.
Nesse intervalo, os integrantes se espalharam por diferentes projetos, colaborando com nomes como Kim Deal, Hurry e Joe Pernice. Agora, o grupo volta a se reunir para um álbum gravado em Great Bernera, pequena ilha no litoral da Escócia, onde aproveitou até o órgão da igreja local durante as sessões.
A primeira amostra é Day in the sun, faixa que resume bem o que o Teenage Fanclub faz de melhor: melodias luminosas, harmonias vocais impecáveis e um jeito de transformar canções simples em clássicos instantâneos. Tudo soa calmo, elegante e quase como uma canção que sempre existiu – aliás, há lembranças ali de Byrds, de Monkees, das mais calminhas dos Kinks e até de Ramones cantando o hit sessentista Needles and pins.
O clipe, dirigido por Donald Milne, você vê abaixo. A capa e o repertório de Do no dare to dream, que sai pela Merge no dia 9 de outubro, seguem logo depois.
Foto: Donald Milne / Divulgação

LISTA DE FAIXAS
01. There was you
02. Tomorrow people
03. Over and over
04. Be with you tonight
05. The same air
06. I do not dare to dream
07. Take time
08. Day in the sun
09. Somewhere to land
10. Young and wise


































