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Arlo Parks se joga na pista de dança no novo single “Get go”

A julgar pelos singles já lançados, vem por aí um baita disco de Arlo Parks: Ambiguous desire sai dia 3 de abril pela Transgressive Records, e promete. Já saíram os singles Heaven e 2SIDED, e agora é a vez de Get go, faixa que mistura a escrita íntima e poética de Arlo com breakbeats inspirados nas antigas rádios piratas de Londres.
A letra acompanha personagens que vivem a madrugada das pistas de dança – em especial um frequentador de clubes que atravessa a noite tentando lidar com um coração partido. Segundo a cantora, a faixa resume bem o clima do novo álbum, centrado na ideia da pista como espaço de catarse, descoberta e cura emocional.
Aliás, o mergulho em ambiente dançantes e noturnos é um dos combustíveis do novo disco de Arlo, com uso de sintetizadores, samplers e produção inspirada na energia das pistas. Nomes como LCD Soundsystem, The Streets e Burial foram referências para ela.
“Dancei mais do que nunca enquanto fazia este disco, fiz mais amigos do que nunca também. O álbum tem o desejo no centro. O desejo é uma força vital, um impulso, um movimento. Todos estamos vivos porque queremos algo ou alguém”, conta ela, que criou o disco ao lado do produtor Baird, ambos divididos entre a vida noturna novaiorquina e os dias de trabalho no loft do produtor, no Centro de NYC.
O clipe de Get go, por sua vez, foi dirigido por Chloé Desaulles e parece um viagem psicodélica dançante por uma pista prestes a derreter. Duvida? Vê aí.
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Azul Marine transforma reconstrução pessoal em “Cura”

RESUMO: Em Cura, Azul Marine transforma uma experiência de sofrimento psíquico em canção sobre destruição e renascimento, misturando funk e gospel em meio ao Setembro Amarelo.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Isadora Tricerri / Divulgação
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Em meio ao Setembro Amarelo, Azul Marine lança Cura, single que transforma em música um período de profundo sofrimento psíquico e o processo de reconstrução que veio depois. A faixa, lançada em 4 de setembro, parte de uma experiência pessoal em que chegou perto de desistir da própria vida, para falar sobre identidade, destruição e renascimento.
A história começou a ser apresentada em Torre, single anterior inspirado pela internação psiquiátrica de Azul Marine. Se aquela música está ligada ao momento do colapso, Cura olha para o período seguinte: a tentativa de reconstruir a própria identidade e encontrar uma maneira mais autêntica de existir. Nesse percurso, a criação artística aparece como uma forma de elaborar experiências que chegaram a colocar sua vida em risco.
Composta em 2021, Cura foi pensada como uma espécie de baile do fim do mundo. A música trabalha com a ideia de que, para alguma coisa nascer, outra precisa ser destruída. A narrativa aproxima morte e nascimento, crueldade e compaixão, tendo como figura central uma divindade matriarcal associada tanto à destruição quanto à criação.
“Muitos acreditam que a salvação vem do divino, enquanto a destruição é vista como uma maldição. Mas a própria natureza mostra que esses processos fazem parte de um mesmo ciclo. Em Cura, tentei criar uma imagem em que esses polos, aparentemente opostos, se tornam a força motriz um do outro. É preciso destruir uma personalidade que já não nos serve para que outra possa nascer”, explica Azul Marine.
A ideia de dualidade aparece também na sonoridade. Produzida por Dalmas, Cura aproxima funk e gospel e tem entre suas referências Glamurosa, de MC Marcinho, Two weeks, de FKA Twigs, e Mary, don’t you weep, na versão de Aretha Franklin. É também a única faixa do próximo EP cujo beat original foi criado pelo próprio Azul Marine.
A escolha de lançar a música durante o Setembro Amarelo reforça seu tema, mas Cura não tenta transformar uma experiência de sofrimento psíquico em uma história de respostas fáceis. A faixa registra um momento limite e o processo, ainda em andamento, de reconstrução.
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Cherokee Dreams transforma imperfeição em psicodelia e no wave, tudo junto

RESUMO: No projeto Cherokee Dreams, o baterista Joshua Lynchard mistura lo-fi, ruído de guitarra, baixo circular, psicodelia e no wave em canções marcadas pela imperfeição.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Vindo de Florence, Alabama, o músico Joshua Lycnhard se define como um baterista que toca em várias bandas (The Invisible Teardrops, The Dismals, Nightmare Boyzzz, por exemplo), e sempre “um pouco rápido demais com tempos instáveis”. Sozinho, ele mantém seu projeto Cherokee Dreams e faz uma fusão de ritmos e texturas, com gravação lo-fi, ruídos de guitarra, baixo circular e clima próximo de uma fusão de psicodelia e no wave.
“Cherokee Dreams é a versão de Joshua que se entrega completamente a essa imperfeição suada. Em suas próprias palavras, sempre unidos por sal e sempre com um timing ruim”, conta Joshua que, na real, daria um ótimo batera para Lydia Lunch e para o PiL na fase Metal box (1979). No momento, ele divulga um single duplo chamado Too, com as faixas Dhoop dawg e Desire palth. Mas vem mais por aí, já que ele anuncia pra breve o álbum Breathes corporate thunder, que vai sair em fita K7.
“O nome do disco soa menos como um título e mais como uma sirene de alerta percorrendo um amplificador quebrado”, conta ele, que explica um pouco de sua filosofia musical. “Por trás da estética focada no ruído, reside uma filosofia real: a de que a honestidade emocional vive em notas Sol ligeiramente agudas e tempos flutuantes. Que a mídia física é tanto rebeldia quanto uma tábua de salvação para artistas em turnê. E que um bom dia de trabalho braçal em contato com a natureza traz a criatividade à tona de uma forma que o tempo livre ilimitado jamais conseguirá”, diz.
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Katy da Voz e As Abusadas falam da tour recente pela Europa em novo single

RESUMO: Katy da Voz e as Abusadas falam de situações inusitadas durante turnê pela Europa em novo single, Frankfurt – sempre usando o deboche como arma.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Imagina você estar em turnê pela Europa, com shows marcados na Alemanha e ser impedida de entrar no país? Aconteceu com Katy da Voz e As Abusadas, que contam a experiência em clima de dance-punk no novo single, Frankfurt. A música já indica o caminho de um novo álbum e foi escrita por Katy da Voz, Number Teddie, Palladino Proibida e Rodrigo Gorky, com produção de Gorky e PZZS.
A música não nasceu com a intenção de ser o primeiro single do novo trabalho. A decisão mudou durante a própria viagem, quando as experiências vividas pelo trio inspiraram uma faixa que também apresenta a direção do próximo álbum – ela tem uma sonoridade mais atual e pesada, quase roqueira, próxima do dance-punk.
Na letra, Katy narra os acontecimentos mais bizarros da turnê como se fossem áudios de WhatsApp, ou trechos do vlog que ela e As Abusadas fazem no YouTube – o principal fato bizarro: elas foram impedidas de entrar na Alemanha justamente pelo serviço de imigração de Frankfurt, e acabaram perdendo shows lá. Além desse episódio, elas avisam no refrão que as coisas foram beeeem complicadas (“comendo Burger King e vivendo de fast food”, rappeiam).
“Queria contar aquela vivência de uma forma super sarcástica”, revelou Katy, segundo o site Música Instantânea. “Mas, no Brasil, durante o processo de composição, a gente entendeu que tinha que ser tudo uma grande brincadeira, uma sátira. Não queríamos levar aquilo tão a sério porque foi assim que superamos o caos, dando risada”.
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