Cultura Pop
Aquela vez em que Paul Weller convidou Paul McCartney (por carta!) para tocar Beatles com ele

Paul Weller, em 1995, foi um dos participantes de um disco chamado The help album, feito para arrecadar fundos para a War Child, que atua em áreas afetadas pela guerra. A ideia do álbum foi inspirada no conceito de Instant karma!, single de John Lennon que, em 1970, foi composto, gravado e lançado em um período de dez dias. The help album deveria funcionar como um jornal, lançado assim que criado. Daí, todas as músicas do disco foram gravadas em um único dia.
Além do ex-cantor do The Jam, estavam na lista vários nomes importantes do universo do rock na época. O Oasis regravou um lado B de single, Fade away, trazendo como convidados a modelo Kate Moss e o ator Johnny Depp. O grupo shoegaze Boo Radleys compareceu com Oh brother. O Massive Attack veio com Fake the aroma, versão alternativa do seu single Karmacoma. Os Manic Street Preachers, por sua vez, releram nada menos que Raindrops keep fallin’ on my head, sucesso de B.J. Thomas composto por Burt Bacharach.
Aí embaixo você ouve isso tudo.
Agora, o grande mérito vai para o já citado Paul Weller, que decidiu não fazer como os colegas e montou um supergrupo, que acabou virando a arma secreta do disco. The Smokin’ Mojo Filters, a tal superbanda de Weller, trazia amigos famosos como Noel Gallagher, Steve Cradock (Ocean Colours Scene), Steve White (ex-colaborador do Style Council, outra banda de Weller) e Carleen Anderson (Young Disciples) como convidados. E o cantor e guitarrista ainda arrumou um convidado super especial para a versão que a banda fez de Come together, dos Beatles: ninguém menos que Paul McCartney.
Weller, não custa lembrar, escolheu gravar sua contribuição justamente no estúdio Abbey Road, o que talvez facilitasse as coisas. Para emocionar o ex-beatle, decidiu mandar uma carta escrita à mão para Paul, convidando-o para o projeto. Enviou-a por fax, usando como ponte Paolo Hewitt, repórter da Melody Maker.
“Estamos fazendo uma faixa para um LP de caridade da War Child (pela Bósnia), na segunda, no estúdio 2 de Abbey Road. Adoraríamos que você estivesse aqui com a gente, ainda mais se for para fazer a música com a gente. Estamos preparando uma versão funky de Come together“, escreveu. “Espero que você leve esse pedido em conta e, para mim, pessoalmente, adoraria fazer a faixa com você”.
Olha a carta aí.

Paul recebeu a carta e aceitou o pedido de Weller, e correu para Abbey Road na segunda, 4 de setembro de 1995, para gravar a música. Olha a música aí embaixo.
Via Far Out
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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