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O Cientista Perdido: o amor queer como ele é, em “Te sonho de verdade”

O Cientista Perdido segue desenhando o caminho para seu próximo trabalho. Depois de lançar Cair, faixa que tratava da ausência e do abandono, o projeto do brasiliense Rodrigo Saminêz retorna com Te sonho de verdade, um single que mergulha nas incertezas do desejo queer e na falta de modelos afetivos fora da lógica heteronormativa.
Produzida inteiramente pelo próprio artista, a música combina R&B, funk brasileiro e synth pop com batidas marcadas para construir um clima de instabilidade que acompanha a letra. O foco está menos nas respostas e mais nas perguntas. “de onde a gente tira o que é real e o que não é? / quem dá a chancela pra nós dois aqui de pé?”, canta Saminêz.
Se Cair olhava para o abandono como uma experiência compartilhada dentro da vivência LGBTQIAPN+, Te sonho de verdade amplia essa conversa. A música fala sobre o que acontece quando faltam modelos para entender o amor, o desejo e a intimidade — e como, justamente por isso, também existe espaço para inventar novas maneiras de viver essas relações.
Radicado em São Paulo, Rodrigo Saminêz vem consolidando O Cientista Perdido como um projeto que cruza pop experimental, música eletrônica e referências brasileiras para transformar experiências íntimas em canções que dialogam com questões coletivas – como rola na música nova.
Foto: Dranilo / Divulgação
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Felipe Gentileza recorda fase esquecida dos Engenheiros do Hawaii em single

Lembra do álbum Simples de coração, que os Engenheiros do Hawaii lançaram em 1995? Foi o disco do hit A promessa, o último disco gravado com Carlos Maltz na bateria, e por algum tempo também “foi” o último álbum da banda. Isso porque Humberto Gessinger decidiu montar o Gessinger Trio e ficou por uns tempos dizendo que não pensava em voltar a usar o nome – até que em 1997 transformou seu trio solo numa nova formação dos Engenheiros e lançou Minuano (o de A montanha).
Esse álbum geralmente pouco lembrado do grupo gaúcho é uma das inspirações de Felipe Gentileza. Cantor e compositor de Jaguarão (RS), ele fez de Tranqueiras, seu novo single, “uma balada com uma pegada bem influenciada por canto autores gaúchos, como Chico Saratt, ou até mesmo Engenheiros do Hawai no álbum Simples de Coração“.
- Pophouse entertainment: a empresa do cara do ABBA que comprou os direitos do Iron Maiden
“É uma sonoridade que assume o acordeom, gravado por Fernando Sanfa, como ingrediente principal do arranjo, muito influenciado pela música tradicionalista do RS”, conta Felipe Gentileza, que pôs na letra um pouco da filosofia de vida que tem hoje aos 37 anos. “Os versos dizem sobre as coisas que acumulamos no caminho da nossa vida. Falam sobre como não existem atalhos pra chegar em algum lugar”.
“A mensagem principal é sobre as bagagens mentais e emocionais que acumulamos nesse caminho, principalmente sobre as que nos atrapalham e atormentam durante o percurso”, continua ele, influenciado também por nomes como Vanguart, Erasmo Carlos, Raul Seixas, Beatles e o argentino Luis Alberto Spinetta (e numa das fotos de divulgação, Felipe usa uma camiseta com a capa de Unknown pleasures, estreia do Joy Division, de 1979).
Dividindo o tempo entre a música e o cultivo de soja e arroz (!), Felipe passou a gravar solo na pandemia, e já lançou nove singles. Tranqueiras é uma composição antiga, mas Felipe diz ter achado o arranjo ideal para ela só agora.
“Sempre gostei muito dela, principalmente do refrão, mas outras canções foram entrando na frente. Tinha um pouco de dificuldade de decidir o arranjo final. Finalmente tive a ideia do acordeom e assumir a influência da música gaúcha que acho que ela sempre teve”.
Foto: Felipe Gentileza / Divulgação
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Pophouse entertainment: a empresa do cara do ABBA que comprou os direitos do Iron Maiden

Nesta terça (14) correu a internet a piada de que o ABBA agora é dono do Iron Maiden. Explicando melhor: Bjorn Ulvaeus, um dos dois sujeitos da banda fundada por dois casais (e que não são mais casados há décadas, como você deve saber), é dono hoje da empresa sueca Pophouse entertainment. E essa firma adquiriu uma participação nos direitos autorais e de gravação das músicas do Iron Maiden, além dos direitos de nome, imagem e do icônico mascote Eddie.
Subitamente, um monte de gente começou a fazer piadas com o assunto (“pô, que legal, vai sair então o mashup Super trooper!“, vai por aí). Vale dizer que o tal contrato da Pophouse com o Iron prevê algo que vai bem além do tradicional empresa-compra-o-catálogo-de-banda-famosa. A ideia é ampliar o universo do grupo. Entre os projetos já confirmados estão um filme baseado na atual turnê Run for your lives, novas experiências imersivas para os fãs e a criação de um universo digital centrado em Eddie.
Fundada em 2014, a tal da Pophouse, vale igualmente dizer, não é só de Bjorn. O músico tem como sócio o investidor Conni Jonsson, criador do grupo de private equity EQT. E ela surgiu com a ideia de desenvolver projetos de entretenimento ligado à música na Suécia, além de espaços culturais. A história do ABBA, claro, sempre foi uma das razões da empresa existir: ela participa do desenvolvimento do universo da banda.
O diferencial da Pophouse é justamente esse. Enquanto fundos como Hipgnosis ou Primary Wave metem um olho enorme no rendimento financeiro dos direitos autorais, a Pophouse só passou a comprar royalties em 2022, e procura transformar artistas em “franquias de entretenimento”. O melhor exemplo é o espetáculo ABBA Voyage, em Londres: em vez de um show nostálgico tradicional, a empresa criou avatares digitais hiper-realistas dos integrantes, acompanhados por uma banda ao vivo, num projeto que virou um enorme sucesso comercial. E também tem o ABBA The Museum.
Inclusive, você já deve ter esbarrado com o nome da Pophouse por aí, já que eles andam trabalhando com outros artistas. Olha a turma aí:
Swedish House Mafia: a Pophouse adquiriu os masters e os direitos editoriais, além de formar uma parceria para expandir a marca do trio.
Avicii: a empresa comprou 75% do catálogo em acordo com a família do DJ morto em 2018, e também administra a Avicii Experience.
Cyndi Lauper: ela adquiriu a maior parte dos direitos do catálogo de Cindy para desenvolver novos projetos de entretenimento.
Kiss: talvez o negócio mais ambicioso da empresa até recentemente. A Pophouse comprou músicas, marca, imagem e propriedade intelectual da banda por um valor estimado em mais de US$ 300 milhões. A ideia? Produzir shows com avatares digitais, além de filmes, documentários e experiências imersivas.
Tina Turner: em março, a Pophouse adquiriu os direitos de imagem, nome e a maior parte dos direitos sobre seu catálogo, e indica que novos projetos vêm aí.
Um detalhe que dá pra perceber disso tudo aí: a Pophouse parece ter uma espécie de, digamos, curadoria. Em vez de comprar centenas de catálogos, ela prefere artistas com identidades visuais muito fortes e cujo imaginário pode render experiências além da música – uma parada meio Disney. Tanto que nomes como ABBA, Kiss, Iron Maiden e Tina Turner são interessantes e reconhecíveis até mesmo por quem nunca ouviu um disco inteiro deles.
Com relação ao Maiden e a Pophouse, a primeira colaboração entre as duas partes já tá rolando: é a Infinite Dreams Museum Experience, atração lançada durante o EddFest, na Inglaterra, com itens históricos, experiências interativas e conteúdos exclusivos para os fãs.
“Os fãs podem ter certeza de que há muito mais por vir para o Maiden. Eddie vai reinar”, declarou ninguém menos que Rod Smallwood, empresário do grupo, avisando que a parceria vai tirar do plano das ideias um monte de outros projetos.
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Cela transforma paixão silenciosa em indie rock no single “De graça”

Duas pessoas alegremente cantando Cachorrinho, hit de Kelly Key, num karaokê, em meio a luzes psicodélicas. O visualizer do indie soft rock De graça, de Cela, começa exatamente assim, e vai seguindo nesse clima até terminar, muito embora o clima da faixa seja bem diferente do funk da carioca. Curitibana vivendo em São Paulo, Cela usou referências que vão de Lola Young a Terno Rei, numa canção tranquila que basicamente fala sobre “a vulnerabilidade de gostar de alguém e perceber que já não consegue esconder”.
“Inspirada por um encontro marcante, a faixa retrata a mistura de admiração, nervosismo e expectativa que surge quando uma pessoa ocupa todos os seus pensamentos”, diz Cela. “Entre confissões contidas e sentimentos não correspondidos, a música transforma uma paixão silenciosa em um retrato íntimo de quem se entrega sem garantias: apenas estando ali, de graça”. Nada de “vem meu cachorrinho”, então; o lance ali é paixão assumida.
Cela já havia aparecido no Pop Fantasma com seu primeiro single, Medo de ghosting. Pra 2027, ela já anuncia que vai sair seu primeiro disco de inéditas.
Foto: Divulgação


































