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Cultura Pop

Mixtape Pop Fantasma: Lou Reed ouviu, ouviram Lou Reed

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Mixtape Pop Fantasma: Lou Reed ouviu, ouviram Lou Reed

O papo sobre a fase solo inicial de Lou Reed não se encerrou no podcast que fizemos sobre o período 1971-1973 da história dele. Pega aí uma mixtape que fizemos misturando coisas que Lou Reed ouviu, gente que ouviu Lou Reed e o próprio Lou em alguns momentos dos três primeiros discos.

A relação de músicas tem referências que apareceram na música de Lou, como o r&b/doo wop deprê do ítalo americano Dion DiMucci (e sua banda The Belmonts). E as estruturas de Wild thing, sucesso dos Troggs, e de Dizzy, de Tommy Roe – que têm muito a ver com Vicious, sucesso dele. Queen bitch, de David Bowie, foi supostamente inspirada em Lou, e soava quase como uma canção do Velvet Underground transformada em “rock pauleira”. Na mixtape tem também a primeira gravação conhecida de Lou Reed, The ostrich, compacto creditado ao grupo The Primitives (que já reunia ele e John Cale).

Apesar de desprezar muito Alice Cooper (que via mais como um teatro dos horrores do que como música), o clima bizarro e rude de algumas músicas de discos como Easy action e Love it to death tem a cara de Lou. A mesma coisa acontece com a turma ensimesmada do bittersweet norte-americano e canadense: Neil Young, Joni Mitchell, James Taylor, Judee Sill (em especial). O clima de Berlin, terceiro disco de Lou, de 1973, cabe bastante nesse clubinho.

Recuperamos também versões de Walk on the wild side em italiano (feita pela cantora Patty Pravo) e em espanhol (de Albert Pla), além de Wildside, de Marky Mark & The Funky Bunch, cheia de samples do original. E tem um Walk on the wild side que não é o de Lou Reed, mas o tema de um filme de 1962 de mesmo nome, roteirizado por John Fante (e que foi inspirado num romance de Nelson Algren que, enfim, deu o nome à canção de Lou). A música aparece na versão do grupo vocal The Persuasions. E tem o The Clocks, grupo brasileiro de proveta com ninguém menos que Dudu “Grilo na cuca” França nos vocais, fazendo aquela que deve ser a primeira gravação de um grupo brasileiro de uma música do Velvet Underground.

The Primitives (Lou Reed no começo da carreira) – The ostrich
Dion & The Belmonts – Born to cry
The Clocks feat Dudu França – Rock´n roll
Troggs – Wild thing
Lou Reed – I can’t stand it
Tommy Roe – Dizzy
John Lennon – Mother
David Bowie – Queen bitch
Lou Reed – Berlin
Judee Sill – Jesus was a crossmaker
Alice Cooper – Beautiful flyaway
The Persuasions – Walk on the wild side (não é a música do Lou)
Patti Pravo – I giardini di Kensington (Walk on the wild side em italiano)
Mick Ronson – White light, white heat
Mott The Hoople – Death may be your Santa Claus
Lou Reed – Vicious
Lou Reed – I’m so free
Albert Pla – El lado más bestia de la vida (Walk on the wild side em espanhol)
Lou Reed – Men of good fortune
Lou Reed – How do you think it feels
Japan – All tomorrow’s parties
Marky Mark And The Funky Bunch – Wildside
Paul Jacobs – Hold on (bônus)
Projeto Shaun – Tatuagem (bônus)

Ricardo Schott é jornalista, radialista, editor e principal colaborador do POP FANTASMA.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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