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Emily Haines, do Metric, manda recado dançante para as garotas fortes em “Crush forever”

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Metric (Foto: Divulgação)

Ficou linda a música nova do Metric, Crush forever. E parece que Romanticize the dive, décimo disco do grupo, anunciado para 24 de abril pela Thirty Tigers, vai mandar bem – pelo menos a julgar pelos singles que já saíram. O Metric decidiu voltar ao passado e lembrar Nova York no auge da explosão do indie-rock, quando os integrantes da banda australiana se conheceram. A banda gravou o novo disco no estúdio Electric Lady, teve como produtor o mesmo Gavin Brown que cuidou dos discos Fantasies (2009) e Synthetica (2012) e suou pra trazer todo o calor daquela cena dos anos 2000 para os dias de hoje.

Ou seja: a época em que até a eletrônica era “humana” é o que vigora em Romanticize the dive, disco que já teve sua capa e sua lista de músicas revelada (veja lá embaixo). E Crush forever, uma indie-dance altamente sintetizada e bela, é o que a vocalista Emily Haines chama de “minha carta de amor às garotas fortes deste mundo”. A letra foi escrita em um fluxo de consciência, e tem frases como: “tenha o melhor, não se deixe enganar / não tenha medo da dor, você vai se recuperar / muito mais forte, mais doce do que antes / somos assim, vai lá, arrase, conquiste o que é seu”.

O Metric é formado há mais de duas décadas pela mesma turma: Emily Haines (vocais, teclas), Jimmy Shaw (produtor, guitarra, teclas), Joshua Winstead (baixo, teclas) e Joules Scott Key (bateria). E continua sendo um exemplo de musicalidade e independência, tocando o próprio selo e observando de perto todos os detalhes de sua carreira. E o disco que vem aí tem cara de manifesto, já que Time is a bomb, um dos singles novos, fala sobre curtir o presente, e Victim of luck, outro single, fala sobre as tensões do começo da banda. Tem todo jeito de uma linha do tempo sonora, pois.

E aí segue a lista de músicas e a capa de Romanticize the dive. E o som de Crush forever.

Victim of luck
Wild rut
Time is a bomb
Crush forever
Tremolo
Moral compass
As if you’re here
Loyal
Antigravity
Clouds to break
Leave you on a high

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

Capa do disco Romanticize The Dive, do Metric

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“Traqueia”: Bruna Vilela transforma luto e risco em peso e beleza

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Bruna Vilela - Foto: Francielle Cota / Divulgação

RESUMO: Traqueia, novo single de Bruna Vilela, mistura MPB, jazz, shoegaze e math rock em uma faixa ao mesmo tempo sensual e assustadora. Gravada ao vivo em BH, ela transforma luto em experimentação.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Francielle Cota / Divulgação

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Um som que, ao mesmo tempo, parece sexy e assustador. É o que rola em Traqueia, novo single de Bruna Vilela, que continua explorando o terreno aberto por sua faixa anterior, Rima da glote. Se a estreia solo já aproximava MPB, jazz e rock alternativo, a nova faixa pesa a mão sem abandonar a delicadeza, criando uma atmosfera densa que, em alguns momentos, ganha ares de shoegaze (não custa lembrar que ela foi integrante de uma banda do estilo, Miêta) e math rock.

Gravada ao vivo no Estúdio Central, em Belo Horizonte, Traqueia nasceu de quatro encontros de ensaio e improvisação entre Bruna e um grupo de musicistas da cena independente mineira e paulistana.. Participam da gravação Lúcia Vulcano (baixo), Bê Moura (bateria), Ana Júlia Gabriel (sax tenor) e Paola Rodrigues (sintetizadores e programações).

A música alterna passagens de MPB e jazz com guitarras pesadas, climas explosivos e texturas experimentais – destacando o sax de Ana Júlia Gabriel. Entre as referências citadas por Bruna estão Jeff Buckley, Maria Beraldo, Metá Metá, DIIV e Nigéria Futebol Clube. A turma que foi para o estúdio com Bruna é exclusivamente formada por artistas mulheres e pessoas não binárias – um diálogo com sua pesquisa sonora e sua vivência como pessoa LGBTQIAPN+.

Já a letra foi escrita há cerca de seis anos e usa imagens fragmentadas para falar de um processo de luto. E na hora de produzir, a ideia foi manter a onda coletiva que rola numa session ao vivo – depois dos ensaios, a faixa foi registrada ao vivo em uma única sessão. O texto de lançamento até aponta que nada teria acontecido sem um grande desejo pelo risco. Um risco que virou criatividade, peso, susto e beleza, tudo junto.

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“Eu sei”: Gui Hope faz pop distorcido com universo próprio

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Gui Hope - Foto: Isabella Ibrahim / Divulgação

RESUMO: Gui Hope estreia solo misturando funk, hip hop, eletrônica, R&B e referências latinas em Eu sei, que antecipa seu álbum Hope. A faixa apresenta novos universos em vez de gêneros e fórmulas.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Isabella Ibrahim / Divulgação

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A autoconfiança é o ponto de partida de Eu sei, primeiro single da carreira solo de Gui Hope. A música antecipa o álbum Hope, previsto para setembro, e apresenta um som fora de gêneros ou fórmulas.

Logo nos primeiros versos, Gui deixa claro o tom da faixa: “Falo tudo que eu quero, compro tudo que eu quero. Faço tudo porque eu posso. É sim ou não”. A partir daí, a música mistura funk, hip hop, eletrônica e referências latinas em uma produção marcada por graves fortes, sintetizadores e um pop distorcido.

“Essa música fala sobre chegar num lugar onde a opinião dos outros deixa de ser o centro das decisões. Existe uma certeza interna ali. Um entendimento sobre quem eu sou e sobre a liberdade que eu tenho para construir meu próprio caminho”, explica Gui.

  • Uma música de seis minutos, um público fiel e a aposta da Lighthouse

Natural de Belo Horizonte e criade em Santa Luzia (MG), Gui Hope traz para o projeto influências que passam pelo emo, nu metal, R&B dos anos 2000 e música eletrônica. Em Eu sei, essas referências aparecem unidas, com uma espécie de “cola” sonora mais próxima do rock e do eletrocore. Não que isso seja uma definição fechada.

“Eu gosto de pensar menos em gêneros e mais em universos. Minha música conversa com artistas latinos, não só com a música brasileira. Eu gosto quando referências diferentes se encontram e viram uma coisa nova”, diz.

Antes da carreira solo, Gui integrou a banda Chico e o Mar e também desenvolveu trabalhos com produção, engenharia de mixagem e direção criativa. Em Eu sei, assina composição, produção, arranjos, mixagem e masterização, além de ter feito a produção do clipe da faixa, dirigido por Guz.

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Nada acontece de verdade na internet? Gurriers fala dessa sensação em novo single

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Gurriers (Foto: Steve Gullick / Divulgação)

RESUMO: O Gurriers transforma a sensação de que “nada acontece” na internet em um pós-punk nervoso. Nothing happens twice fala de alienação digital, bots e paralisia enquanto anuncia o novo álbum, Nobody’s coming to save you.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Steve Gullick / Divulgação

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O Gurriers, banda de Dublin, acaba de lançar Nothing happens twice, terceiro aperitivo de Nobody’s coming to save you, segundo álbum do grupo, que chega em 25 de setembro pela Play It Again Sam.

A música parte de uma situação cada vez mais familiar: passar horas na internet cercado por informação e, ao mesmo tempo, ter a impressão de que nada realmente acontece. A banda mistura essa sensação de estagnação com referências à peça Esperando Godot, de Samuel Beckett, e à chamada teoria da “internet morta”, que imagina uma rede cada vez mais ocupada por bots e conteúdos produzidos artificialmente.

Guitarras nervosas e uma interpretação bastante intensa do vocalista Dan Hoff acompanham uma letra que passa por alienação digital, desconforto político e uma dose considerável de humor ácido. O refrão repete “aqui nunca acontece nada, nada acontece duas vezes”, transformando a sensação de paralisia em um daqueles trechos que ficam na cabeça.

  • Jonabug transforma bloqueio criativo no single Rascunho

O clipe foi dirigido por Thomas James, que já trabalhou com Kneecap, Bring Me The Horizon e Young Fathers. A música chega depois da faixa-título Nobody’s coming to save you e de Party lines, dois outros sinais do que o Gurriers está preparando para o novo disco.

Gravado entre os estúdios Attica, em Donegal, e Holy Mountain, em Londres, o álbum teve produção de Mark Bowen, do Idles, e Loren Humphrey, que já trabalhou com Geese e Cameron Winter. Chris Fullard ficou responsável pela engenharia de som e John Congleton, conhecido por trabalhos com St. Vincent, Modest Mouse e Swans, pela mixagem.

Nobody’s coming to save you amplia a sonoridade que o Gurriers apresentou na estreia, com mudanças mais marcadas de dinâmica e uma produção maior. O álbum chega em 25 de setembro. Abaixo você ouve o novo som deles, vê a capa de Nobody is coming to save you e vê também a tracklist do disco.

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Capa do álbum Nobody’s coming to save you, da banda Gurriers

LISTA DE FAIXAS:

01. Nobody’s coming to save you
02. Party lines
03. Shades
04. Pins
05. Today is not enough
06. Drones
07. Nothing happens twice
08. Waiting for fisher
09. I wish I was
10. Crybaby

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