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Courtney Love avisa que novo disco solo está pronto, e lembra que “quase morreu”

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Courtney Love (Foto: Reprodução Instagram)

RESUMO: Courtney Love está prestes a lançar seu primeiro disco solo em mais de 20 anos. A cantora diz que o álbum está praticamente pronto, e recorda que “quase morreu” após vários problemas de saúde (não revelou o que teve).

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução Instagram

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Courtney Love deu sinais de que seu próximo disco solo finalmente está pronto – e aproveitou uma atualização no Instagram para falar também sobre o período em que sua saúde chegou a ficar bastante comprometida.

A vocalista do Hole apareceu em vídeo na noite de sexta-feira e confirmou que o álbum, há anos aguardado, está praticamente concluído. “Muitos de vocês perguntaram se meu disco estava pronto. Está pronto. Está praticamente finalizado. É um disco muito bom. Eu me dediquei muito a ele”.

Na legenda do vídeo, Love explicou que encarou o trabalho como se pudesse ser seu último álbum e que passou boa parte do processo entre hospitais e sessões de composição e gravação: “Queria dar notícias sobre meu álbum. Quando o fiz, acreditei que seria meu último, então fiz o álbum que sempre quis fazer. Passei a maior parte do tempo no hospital, mas quando não estava, só fazia compor e gravar. Quero fazer turnês mais do que qualquer coisa. E quero cantar. É isso que mantém minha alma e meu corpo felizes”, contou, agradecendo a músicos que participaram do projeto, entre eles Butch Walker, Will Sergeant, Billie Joe Armstrong e Melissa Auf der Maur.

  • E Morrissey e Marr, que voltaram a trabalhar num lançamento dos Smiths? (mas calma!!!)

Courtney então voltou a 2019, quando foi para a Inglaterra e começou a enfrentar sérios problemas de saúde. “Fui para a Inglaterra em 2019 e, quando cheguei lá, meu corpo simplesmente entrou em colapso. Simplesmente explodiu, e eu passei muito tempo em hospitais. Quase morri. Perdi todo o meu cabelo. Eu pesava cerca de 45 quilos, e me disseram que eu ia morrer, mas eu não acreditei neles”.

Em 2021, a cantora já tinha contado que foi hospitalizada em agosto de 2020 com anemia e que chegou a pesar cerca de 44 quilos. No vídeo mais recente, porém, ela não especificou qual foi o problema de saúde que enfrentou naquele período.

A parte mais estranha – e talvez mais reveladora sobre o que parece atravessar o disco – vem quando Love recupera uma lembrança da infância. “Quando eu era criança – acho que este álbum é sobre isso – eu costumava interromper os adultos, e eles me diziam ‘vermelho’. Eles diziam ‘vermelho era azul’, e aí eu via azul, mas azul era azul. Então, agora que eu me iludo pensando que talvez, talvez eles estivessem certos e vermelho fosse azul, e aí eu vejo roxo, minha cabeça explode. Tipo, lida com essa merda, né? Acho que alguns de vocês se identificam com isso. E, de qualquer forma, eu nunca perdi a capacidade de ver que ‘vermelho era vermelho’, apesar de eles me dizerem que ‘vermelho era azul'”.

Ela relacionou essa lembrança diretamente ao momento em que os médicos disseram que poderia morrer: “Então, quando me disseram: ‘Você vai morrer’, eu simplesmente não acreditei. E de alguma forma eu melhorei. Estou saudável, o que é incrível”. Love também aproveitou para fazer uma avaliação pouco generosa de Nobody’s daughter, último álbum do Hole, lançado em 2010. “Foi um fracasso”, disse. “Estávamos tocando num lugar chamado Pizza Hut Park enquanto o Limp Bizkit era a atração principal junto com o Thirty Seconds to Mars. Isso é humilhante”.

Agora, a cantora tenta descobrir como colocar o novo álbum no mundo. O disco será seu primeiro trabalho solo desde America’s sweetheart, de 2004 – e sai mais de duas décadas depois, quando sua carreira parece influenciar várias bandas novas.

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British Birds mistura garage-punk e humor ácido em “Lie down with dogs, stand up with fleas”

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BRITISH BIRDS (Foto: Divulgação)

RESUMO: O British Birds antecipa Murmurate, oscillate com Lie down with dogs, stand up with fleas, faixa garage-punk que combina referências sixties, humor e crítica à passividade política inglesa.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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Provavelmente, Lie down with dogs, stand up with fleas, single mais recente da banda British Birds, tem os melhores “oooohs” do ano (na tradição do “xiouuu” de Making plans for Nigel, do XTC). Funciona bem como canção de rock retrô, e como artigo pop. digamos assim. E esse som em clima meio garage-punk, meio sixties, com lembranças de B-52’s e Devo comprimidas num arranjo simples, abre caminho para o terceiro álbum da banda, Murmurate, oscillate, previsto para 16 de outubro pelo selo Skep Wax Records.

Vindos de Lancashire, Inglaterra, os irmãos Bobby e Emma Townson (que formam o grupo) decidiram colocar na música seu saco cheio com a passividade do povo inglês – no qual têm visto um comportamento meio barro, meio tijolo, todo mundo tendo comportamentos absolutamente bovinos diante da política bem estranha da Inglaterra. A ideia é tratar assuntos sombrios sem abandonar o senso de humor.

Os irmãos sempre operaram no total do it yourself: Bobby grava e mixa as músicas, enquanto Emma cuida das artes. Os dois primeiros discos foram lançados pela própria banda e vendidos principalmente em shows e em algumas lojas selecionadas. A Skep Wax, selo que vai lançar o próximo disco, é a gravadora de bandas como Heavenly, Foglights, Swansea Sound e Special Friend. A gravadora tá animada – até define os British Birds como uma banda que “não esperou por permissão para alçar voo. Eles simplesmente seguiram em frente”.

A onda dos British Birds ainda pega outros assuntos bem sérios: Polka dot eyes fala sobre rapazes de Lancashire que entram pro exército e voltam para casa traumatizados – uma música que a banda define como “perturbadora e engraçada ao mesmo tempo”. Just like them fala de pessoas introvertidas e Scary movie traz uma lembrança bem curiosa da infância dos dois: o avô de Bobby e Emma costumava mostrar filme de terror (!) a eles quando eram crianças. Já Lie down with dogs, stand up with fleas, você confere aí.

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She Has Gone Insane estreia com punk, metal, groove e crítica ao patriarcado

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She Has Gone Insane - Foto: Gabriel Cezars / Divulgação

RESUMO: A banda do ABC Paulista She Has Gone Insane estreia com Authority vendetta, single que mistura groove, metal, punk e hardcore para questionar rótulos impostos às mulheres.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Gabriel Cezars / Divulgação

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“Ela ficou louca” é o tipo de rótulo que aparece quando uma mulher sai do comportamento que esperam dela. É justamente essa ideia que está por trás de Authority vendetta, single de estreia da She Has Gone Insane, banda do ABC Paulista.

O nome do quarteto provoca: a vocalista Nico Modena explica que She Has Gone Insane ironiza a forma como a liberdade feminina costuma ser tratada – e muitas vezes, ela é vista como “loucura”. Tocar bateria, ter uma banda ou simplesmente viver fora do molde patriarcal… nada disso deveria ser tratado dessa forma.

Musicalmente, Authority vendetta também não escolhe uma única gaveta. A faixa junta as levadas do soul dos anos 1970 ao peso do metal, à velocidade do punk e ao hardcore. O resultado passa por riff pesado, baixo presente, bateria forte e vocais que alternam drive e groove.

A She Has Gone Insane reúne Nico Modena (vocal), André Alves (guitarra), Luisa Sauer (bateria) e Juliano Demarchi (baixo), músicos que já circulam por diferentes projetos da cena independente paulista. Authority vendetta é a primeira faixa da banda a sair oficialmente – em quatro meses, fizeram dez canções. O single sai pela Rookie Records, de Hamburgo. E a música já ganhou clipe

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Echo and The Bunnymen traz lembranças do groove dos Doors em novo single

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Ian McCulloch, do Echo and The Bunnymen (Foto: Fritz / Divulgação)

RESUMO: Echo and the Bunnymen lança mais uma do disco Apples for Isaac, primeiro álbum de inéditas em 12 anos: é Take me by the hand, com guitarras circulares, clima sombrio e lembranças de The Doors.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Fritz / Divulgação

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Como tá sua expectativa pro próximo disco do Echo and The Bunnymen? A nossa vai muito bem, obrigado: Apples for Isaac, primeiro disco de inéditas da banda em 12 anos, sai em 18 de setembro pela BMG, e o grupo acaba de divulgar o terceiro single do álbum – é a faixa de abertura do disco, Take me by the hand.

A nova música é repleta de grooves de guitarra, e tem uma onda bem ligada àquela época em que o Echo parecia se esforçar para reproduzir o groove e a vibe misteriosa e circular dos Doors. Ian McCulloch canta de forma mais áspera e a letra parece aludir à necessidade de simplificar a vida, num tempo cada vez mais caótico. O outros singles já lançados foram Brussels is haunted e The light that surrounds you.

Apples for Isaac foi produzido pelo vocalista Ian McCulloch, que também ficou responsável pela mixagem, juntamente com Alan Moulder e Andrea Wright. Levado adiante hoje em dia por Ian e pelo guitarrista Will Sargeant, o Echo contou também com o serviços de um outro baterista já “ido”: Clem Burke, do Blondie, morto em abril do ano passado, toca em dez das onze músicas.

“O poderoso e lendário Clem Burke – amigo de longa data do Mac – foi fundamental para a criação do álbum e, infelizmente, faleceu durante sua finalização… Te amamos, Clem X””., comentou a banda.

Apples for Isaac sucede Meteorites, de 2014, e a coletânea The stars, the oceans & the moon, lançada em 2018. Num papo com a Mojo, recentemente, Ian falou sobre o intervalo de mais de dez anos entre os dois discos. “O que nos atrasou? Acho que a Covid teve algo a ver com isso”, disse ele. “Mas eu também queria, liricamente, que tudo fizesse sentido — ou que fosse enigmaticamente importante. O que é uma baita frase”.

McCulloch acrescentou que “mais do que qualquer outro disco que eu me lembre, ele (Apples for Isaac) está soando exatamente como eu o imaginava. Eu simplesmente disse (pra mim mesmo): cante como você quer se ouvir”.

Você acha mais infos sobre o próximo disco do Echo aqui.

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