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Psychobilly baiano: The Dead Billies volta aos palcos 25 anos depois

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The Dead Billies (Foto: Sora Maia / Divulgação)

RESUMO: O The Dead Billies está de volta. 25 anos após o fim, a cultuada banda de psychobilly de Salvador retorna com Dastaev nos vocais, show marcado para outubro e planos de músicas inéditas.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Sora Maia / Divulgação

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Uma das bandas mais cultuadas do psychobilly brasileiro está de volta. O The Dead Billies, formado em Salvador (BA) no início dos anos 1990, retorna aos palcos 25 anos depois de encerrar as atividades. Rex (guitarra), Joe Gomes (baixo) e Morotó Slim (bateria) estão novamente juntos, agora com Dastaev nos vocais.

O primeiro show da nova fase acontece em 31 de outubro, no Largo da Tieta, no Pelourinho, em Salvador. Batizada de Night of the living Dead Billies, a apresentação marca o reencontro de uma banda que terminou em 2001, depois da saída do vocalista Mosckabilly.

Na época, os integrantes preferiram encerrar o grupo a seguir com outra formação. A ideia de voltar, porém, nunca desapareceu completamente. “O desejo de voltar sempre existiu. Mas, por respeito à nossa história, à nossa música e, principalmente, aos fãs que acompanharam a banda, sabíamos que não poderia acontecer de qualquer maneira. Só 25 anos depois encontramos alguém que compartilha da mesma visão e tornou esse reencontro possível”, afirma Rex.

Dastaev entrou na história a partir de um relançamento. Em 2023, Don’t mess with The Dead Billies, segundo álbum da banda, ganhou uma edição em vinil pela Neves Records. Foi por meio do selo que Rex conheceu o trabalho da banda Dasta & The Smokin’ Snakes e acabou chegando ao vocalista.

“Quando ouvi esse disco pela primeira vez, não acreditei que fosse uma banda brasileira e fiquei muito surpreso com os vocais de Dasta. É muito difícil encontrar bons vocalistas que tenham familiaridade com o que fazemos. Dasta foi um achado e tanto”, conta Rex.

Para Dastaev, a ligação com o The Dead Billies vem de antes do convite. “A banda também faz parte da minha memória afetiva e da minha formação artística. Quando eu estava começando a fazer banda, eles me mostraram que dava para fazer rockabilly do nosso jeito, sem ficar preso a certas ‘regras'”, diz. “Então, ser convidado para assumir os vocais é, antes de qualquer coisa, uma grande honra. E encontrei meu lugar sendo eu mesmo. Eles nunca me pediram para deixar minhas referências ou minha identidade artística na porta. O The Dead Billies continua sendo o The Dead Billies, e eu continuo sendo Dasta, só que agora no mesmo caminho”.

A banda surgiu em uma Salvador que começava a ganhar novas conexões com cenas alternativas de todo o país. Com uma mistura de psychobilly, rockabilly e referências de terror, lançou a demo Coffin bop (1995) e os álbuns Don’t mess with The Dead Billies (1996) e Heartfelt sessions (1999). O grupo acabou em 2001, mas permaneceu como referência de culto dentro do rock brasileiro.

O relançamento em vinil ajudou a apresentar a banda a uma geração que não teve a chance de vê-la ao vivo. E esse é justamente um dos motivos apontados pelo grupo para o retorno. “Durante todo esse tempo, ouvimos incontáveis vezes a mesma pergunta: ‘Vocês não vão voltar, nem que seja para fazer um único show?’. Esse carinho sempre nos marcou. Ao mesmo tempo, existe uma geração que nos descobriu depois do fim e nunca teve a oportunidade de nos ver ao vivo”, continua Rex.

O retorno não deve ficar apenas no show de outubro. O The Dead Billies voltou a compor e pretende registrar músicas inéditas, abrindo uma nova etapa para a banda. E os ingressos para o show Night of the living Dead Billies já estão disponíveis pela Sympla.

SERVIÇO:
Night of the Living Dead Billies
Data: 31 de outubro de 2026
Local: Largo da Tieta – Rua Alaíde do Feijão, Pelourinho, Salvador (BA)
Produção: Perruche Produções
Apoio: Prefeitura de Salvador – Procultura
Classificação: 18 anos
Ingressos: a partir de R$ 60, aqui.

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British Birds mistura garage-punk e humor ácido em “Lie down with dogs, stand up with fleas”

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BRITISH BIRDS (Foto: Divulgação)

RESUMO: O British Birds antecipa Murmurate, oscillate com Lie down with dogs, stand up with fleas, faixa garage-punk que combina referências sixties, humor e crítica à passividade política inglesa.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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Provavelmente, Lie down with dogs, stand up with fleas, single mais recente da banda British Birds, tem os melhores “oooohs” do ano (na tradição do “xiouuu” de Making plans for Nigel, do XTC). Funciona bem como canção de rock retrô, e como artigo pop. digamos assim. E esse som em clima meio garage-punk, meio sixties, com lembranças de B-52’s e Devo comprimidas num arranjo simples, abre caminho para o terceiro álbum da banda, Murmurate, oscillate, previsto para 16 de outubro pelo selo Skep Wax Records.

Vindos de Lancashire, Inglaterra, os irmãos Bobby e Emma Townson (que formam o grupo) decidiram colocar na música seu saco cheio com a passividade do povo inglês – no qual têm visto um comportamento meio barro, meio tijolo, todo mundo tendo comportamentos absolutamente bovinos diante da política bem estranha da Inglaterra. A ideia é tratar assuntos sombrios sem abandonar o senso de humor.

Os irmãos sempre operaram no total do it yourself: Bobby grava e mixa as músicas, enquanto Emma cuida das artes. Os dois primeiros discos foram lançados pela própria banda e vendidos principalmente em shows e em algumas lojas selecionadas. A Skep Wax, selo que vai lançar o próximo disco, é a gravadora de bandas como Heavenly, Foglights, Swansea Sound e Special Friend. A gravadora tá animada – até define os British Birds como uma banda que “não esperou por permissão para alçar voo. Eles simplesmente seguiram em frente”.

A onda dos British Birds ainda pega outros assuntos bem sérios: Polka dot eyes fala sobre rapazes de Lancashire que entram pro exército e voltam para casa traumatizados – uma música que a banda define como “perturbadora e engraçada ao mesmo tempo”. Just like them fala de pessoas introvertidas e Scary movie traz uma lembrança bem curiosa da infância dos dois: o avô de Bobby e Emma costumava mostrar filme de terror (!) a eles quando eram crianças. Já Lie down with dogs, stand up with fleas, você confere aí.

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She Has Gone Insane estreia com punk, metal, groove e crítica ao patriarcado

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She Has Gone Insane - Foto: Gabriel Cezars / Divulgação

RESUMO: A banda do ABC Paulista She Has Gone Insane estreia com Authority vendetta, single que mistura groove, metal, punk e hardcore para questionar rótulos impostos às mulheres.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Gabriel Cezars / Divulgação

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“Ela ficou louca” é o tipo de rótulo que aparece quando uma mulher sai do comportamento que esperam dela. É justamente essa ideia que está por trás de Authority vendetta, single de estreia da She Has Gone Insane, banda do ABC Paulista.

O nome do quarteto provoca: a vocalista Nico Modena explica que She Has Gone Insane ironiza a forma como a liberdade feminina costuma ser tratada – e muitas vezes, ela é vista como “loucura”. Tocar bateria, ter uma banda ou simplesmente viver fora do molde patriarcal… nada disso deveria ser tratado dessa forma.

Musicalmente, Authority vendetta também não escolhe uma única gaveta. A faixa junta as levadas do soul dos anos 1970 ao peso do metal, à velocidade do punk e ao hardcore. O resultado passa por riff pesado, baixo presente, bateria forte e vocais que alternam drive e groove.

A She Has Gone Insane reúne Nico Modena (vocal), André Alves (guitarra), Luisa Sauer (bateria) e Juliano Demarchi (baixo), músicos que já circulam por diferentes projetos da cena independente paulista. Authority vendetta é a primeira faixa da banda a sair oficialmente – em quatro meses, fizeram dez canções. O single sai pela Rookie Records, de Hamburgo. E a música já ganhou clipe

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Echo and The Bunnymen traz lembranças do groove dos Doors em novo single

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Ian McCulloch, do Echo and The Bunnymen (Foto: Fritz / Divulgação)

RESUMO: Echo and the Bunnymen lança mais uma do disco Apples for Isaac, primeiro álbum de inéditas em 12 anos: é Take me by the hand, com guitarras circulares, clima sombrio e lembranças de The Doors.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Fritz / Divulgação

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Como tá sua expectativa pro próximo disco do Echo and The Bunnymen? A nossa vai muito bem, obrigado: Apples for Isaac, primeiro disco de inéditas da banda em 12 anos, sai em 18 de setembro pela BMG, e o grupo acaba de divulgar o terceiro single do álbum – é a faixa de abertura do disco, Take me by the hand.

A nova música é repleta de grooves de guitarra, e tem uma onda bem ligada àquela época em que o Echo parecia se esforçar para reproduzir o groove e a vibe misteriosa e circular dos Doors. Ian McCulloch canta de forma mais áspera e a letra parece aludir à necessidade de simplificar a vida, num tempo cada vez mais caótico. O outros singles já lançados foram Brussels is haunted e The light that surrounds you.

Apples for Isaac foi produzido pelo vocalista Ian McCulloch, que também ficou responsável pela mixagem, juntamente com Alan Moulder e Andrea Wright. Levado adiante hoje em dia por Ian e pelo guitarrista Will Sargeant, o Echo contou também com o serviços de um outro baterista já “ido”: Clem Burke, do Blondie, morto em abril do ano passado, toca em dez das onze músicas.

“O poderoso e lendário Clem Burke – amigo de longa data do Mac – foi fundamental para a criação do álbum e, infelizmente, faleceu durante sua finalização… Te amamos, Clem X””., comentou a banda.

Apples for Isaac sucede Meteorites, de 2014, e a coletânea The stars, the oceans & the moon, lançada em 2018. Num papo com a Mojo, recentemente, Ian falou sobre o intervalo de mais de dez anos entre os dois discos. “O que nos atrasou? Acho que a Covid teve algo a ver com isso”, disse ele. “Mas eu também queria, liricamente, que tudo fizesse sentido — ou que fosse enigmaticamente importante. O que é uma baita frase”.

McCulloch acrescentou que “mais do que qualquer outro disco que eu me lembre, ele (Apples for Isaac) está soando exatamente como eu o imaginava. Eu simplesmente disse (pra mim mesmo): cante como você quer se ouvir”.

Você acha mais infos sobre o próximo disco do Echo aqui.

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