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Pitty anuncia novo álbum, o primeiro de inéditas em sete anos

Depois de alguns dias publicando pistas, Pitty revelou em um vídeo-manifesto o próximo capítulo de sua carreira. O anúncio é do álbum ︎
︎ PITTY
︎, seu sexto disco de inéditas (aparentemente, com esses raios ao lado do nome) e o primeiro trabalho de estúdio desde Matriz, de 2019. O lançamento está marcado para 16 de outubro, pela Deck.
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Desde Matriz, Pitty passou por diferentes projetos, encontros e shows, enquanto um novo disco de inéditas foi ficando para depois. Nesse intervalo, a cantora também se afastou por um período da rotina dos palcos e passou a dedicar mais tempo à composição.
As músicas do novo álbum começaram a aparecer no fim de 2025. Segundo Pitty, a ideia de fazer um disco veio depois. “Eu ainda não estava pensando em fazer um álbum. Mas veio um troço, a caneta começou a fritar, a caneta ferveu, e eu fui deixando. Me abri totalmente para aquilo que estava acontecendo. Esse disco se fez e se impôs. Eu fui tomada por ele”, afirma.
A cantora também diz que o processo trouxe de volta uma maneira de compor que fazia parte de sua vida antes da carreira profissional. “Eu tenho dito que estou fazendo o primeiro disco da minha vida, porque essa é a sensação. As coisas vêm na hora em que precisam vir. Depois de sete anos, surgiu um jeito novo de criar e eu me permiti seguir esse movimento sem tentar controlar o que estava acontecendo”, conta.
O título epônimo coloca o próprio nome de Pitty no centro do projeto. Ela assume a criação e a direção geral do álbum, participando das letras, melodias, riffs e da coprodução musical, além de trabalhar na construção visual e narrativa do disco.
Mais detalhes sobre o próximo disco serão apresentados nos próximos meses. O álbum chega às plataformas em 16 de outubro. E, diz o release, “não é volta, é consequência”.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Jorge Daux / Divulgação
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E o bate-papo dos Talking Heads para lançar a rádio da banda, como foi?

RESUMO: David Byrne, Tina Weymouth, Chris Frantz e Jerry Harrison voltaram a aparecer juntos para lançar a Talking Heads Radio, da SiriusXM — mas continuam descartando shows e discos novos.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Voltar para fazer shows ou gravar discos? Nem pensar. Mas os quatro Talking Heads parecem ter descoberto que podem, sim, ficar juntos numa sala sem que isso automaticamente vire anúncio de reunião. David Byrne, Tina Weymouth, Chris Frantz e Jerry Harrison apareceram lado a lado novamente, desta vez para um bate-papo comandado por Este Haim (uma das irmãs Haim) e ligado ao lançamento da Talking Heads Radio, nova estação da SiriusXM.
A rádio estreia nesta quinta (1º) e comemora os mais de 50 anos da formação da banda com músicas, histórias contadas pelos próprios integrantes, lados menos óbvios do catálogo e algumas das faixas favoritas do quarteto. A programação terá ainda sets preparados por convidados como Adam Clayton (U2), Nate Mendel (Foo Fighters), The Linda Lindas, Tunde Adebimpe (TV on the Radio) e Trey Anastasio (Phish).
Na conversa com Este Haim, o grupo voltou especialmente aos primeiros anos. Jerry Harrison lembrou que a ideia nunca era simplesmente repetir uma fórmula que tivesse funcionado. “Cada vez que criávamos algo, era como se quiséssemos progredir, mudar”, afirmou, segundo o NME.
“Acho que uma das coisas mais importantes para nós (foi) sempre buscarmos criar novos desafios. Sempre criamos, principalmente nos quatro primeiros discos, cada disco teve um processo diferente. E percebemos, e talvez isso venha do mundo da arte, que se você quer que seja diferente, não faça exatamente da mesma maneira que fez da última vez.”
Byrne, por sua vez, admitiu certa surpresa com a longevidade daquelas músicas. “Tento não olhar muito para trás, mas tenho muito orgulho de tudo o que fizemos. É meio surpreendente como esse material resistiu ao teste do tempo e continua conquistando um novo público.”
Para Tina Weymouth, uma das coisas que separavam o Talking Heads das outras bandas era o “senso de humor”. Frantz prefere falar numa “química inegavelmente muito interessante” — e lembra que, apesar do papel central de Byrne na composição, o resultado dependia do trabalho dos quatro.
“Sim, David foi o principal letrista e, eu acho que você poderia dizer, compositor, mas todos nós trabalhamos muito duro nessas músicas. Não chegamos lá e as tocamos de qualquer jeito. Sempre tentamos buscar o lado artístico”, disse. “Quando você está em uma banda de rock and roll, a ideia é sair por aí e ganhar dinheiro. E nós não éramos contra ganhar dinheiro, mas sempre colocamos a arte em primeiro lugar. E acho que é por isso que somos tão únicos”.
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Esse novo capítulo de convivência começou publicamente em 2023, quando os quatro apareceram juntos pela primeira vez em mais de 20 anos no Festival de Toronto, durante as comemorações do documentário de show Stop making sense. Desde então, surgiram outras aparições e projetos em torno do catálogo. Nada que indique uma volta aos palcos, é bom deixar claro sempre.
Aliás, quando a pergunta aparece, as respostas continuam pouco animadoras para quem espera uma turnê. Tina Weymouth já resumiu a situação dizendo que os quatro estavam “apenas aproveitando o momento”. Chris Frantz contou que tentou discutir uma reunião com Byrne no passado e deu merda. “Tentei algumas vezes, a última há uns 20 anos, e depois disso, David simplesmente disse: ‘Nunca mais quero que você me faça essa pergunta. Não vou abordar esse assunto.’ É uma pena, mas é o que é”, contou.
E Byrne tampouco parece ter mudado de ideia. “Na prática, tentar recriar a sensação que as pessoas tinham quando estavam no início dos seus 20 anos? A época em que ouviram aquela música pela primeira vez? É uma missão impossível. Além disso, estou realmente gostando do que estou fazendo”, contou ele ano passado ao The Times. Ano passado ele lançou o disco solo Who is the sky? (resenhamos aqui) e saiu recentemente uma versão expandida com quatro faixas bônus – entre elas os singles My madness e ¿Cuál es la razón? (esta, com Natalia Lafourcade & Mexican Institute Of Sound). Você ouve as duas músicas aí embaixo.
Ou seja: Talking Heads juntos, tudo bem. Talking Heads de volta, já é outra história.
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Power To The People: festival de Tom Morello ganha exibição no YouTube

RESUMO: O Power to the People, festival de música e ativismo criado por Tom Morello, terá transmissão gratuita no YouTube neste sábado, com Springsteen, Foo Fighters, Joan Baez e mais.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Não vai conseguir ir pessoalmente assistir ao festival criado por Tom Morello, Power to the people, que acontece neste sábado (3), no Merriweather Post Pavilion em Columbia, Maryland? Sem problema: Tom providenciou uma transmissão no YouTube pra você. É gratuito, a partir do canal do MS NOW no YouTube a partir das 13h30 (horário de Brasília).
O Power To The People é um festival de música e ativismo: tem como objetivo destacar oportunidades para engajamento cívico, organização comunitária, educação, ajuda mútua e outras iniciativas de impacto social, além de arrecadar fundos para organizações pró-democracia e de defesa do direito ao voto.
Entre os nomes confirmados estão Foo Fighters, Joan Baez, Bruce Springsteen, Dave Matthews, Jack Black (com uma banda que inclui Roman, filho de Tom, na guitara, além de Revel Ian, filho de Scott Ian, do Anthrax, no baixo), Dropkick Murphys, Cypress Hill e Killer Mike – além de Taylor Momsen, vocalista do Pretty Reckless, Serj Tankian (System of a Down), Grandson, The Neighborhood Kids, Shephard Fairey (em set como DJ), Daryl “DMC” McDaniels, Brittany Howard (Alabama Shakes), The Linda Lindas e Matt Cameron, ex-baterista do Pearl Jam. O próprio Morello também sobe ao palco.
Tom Morello, que acaba de lançar o álbum Everyone gets everything they want (resenhamos aqui) já mostrou que sabe transformar festivais em acontecimentos históricos. Foi ele quem assinou a curadoria e a direção musical de Back to the Beginning, o derradeiro show de despedida de Ozzy Osbourne e Black Sabbath – missão confiada ao guitarrista pelo próprio casal Ozzy e Sharon Osbourne.
Boa parte dos artistas envolvidos no evento já se posicionou publicamente contra Donald Trump. Mesmo assim, Morello afirma que o Power to the People não tem alinhamento partidário. Segundo ele, a proposta é destacar “o poder que pessoas comuns têm quando se unem – através da música, da arte, da comunidade e da ação – para ajudar a moldar o país e o planeta no dia da eleição e também depois dele”. O guitarrista também descreveu o festival como “uma celebração de ativismo, criatividade e esperança”.
Parte da renda arrecadada com os ingressos – além de 100% da receita líquida das entradas VIP – será destinada à VoteRiders, organização sem fins lucrativos que atua para reduzir barreiras de identificação eleitoral nos Estados Unidos.
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Servindo atitude: “Cunty boy”, música do Period Bomb, virou filme

RESUMO: Camila Alvarez transforma Cunty boy, de sua banda Period Bomb, em curta-metragem queer e punk que já circula por festivais e chega a uma exposição sobre mulheres do punk em Londres.
Texto: Ricardo Schott – Foto:
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Homens metidos a “machos feministas” e cuzões em geral que se cuidem: a musicista, compositora, cineasta e designer Camila Alvarez, criadora do projeto musical Period Bomb, jogou recentemente no YouTube Cunty boy – The movie. Uma continuação cinematográfica da música Cunty boy, faixa em tons no wave do disco Cuntageous (2025, resenhado pela gente aqui), e que fala de uma escola de modelos cunty criada em Hollywood, que transforma gente sem estilo nenhum em gente que serve atitude e estilo – sempre na onda queer. E se você nunca ouviu o Period Bomb, é um ataque às hordas do patriarcado em tons no wave e pós-punk.
Esse curta voou longe: tá sendo exibido no festival itinerante de animação Cuntavision, no Miami Underground Film Festival, e chega ao Museu da Cultura Jovem de Londres, em exibição de 23 de outubro a 22 de novembro – além do YouTube, claro. Por sinal, a tal exposição do Museu de Cultura Jovem é carregada de história punk e feminista: Cunty boy – The movie figura lá fazendo parte de uma exposição criada por Celeste Bell (filha de Poly Styrene, vocalista do X-Ray Spex), sobre as mulheres do punk, God save the queens.
Camila criou a gravadora Crass Lips Records e também uma linha de moda ligada à sua banda, PeBo Couture. Aliás, Cunty boy tem também uma trilha sonora, que já está no Bandcamp – e em novembro sai em um compacto split de 7 polegadas pelo selo Slouch Records, lado a lado com o som de Otto Von Schirach.
O som de Camila e do Period Bomb é pra ouvir no volume máximo – e Cunty boy leva a atitude do som para a telinha. Confira imagem e som aí embaixo.
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