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Cultura Pop

Led Zeppelin II, Small Faces e o plágio do plágio do plágio

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Led Zeppelin II, Small Faces e o plágio do plágio do plágio

Em 1969, o Led Zeppelin, você deve saber, lançou dois discos: o primeiro, epônimo, em 12 de janeiro. E o Led Zeppelin II, segundo disco, há exatos 50 anos (22 de outubro de 1969). Vamos por partes: o primeiro tinha o hit Dazed and confused. E, você também deve saber, essa música creditada apenas ao guitarrista Jimmy Page foi escrita na verdade por um sujeito chamado Jake Holmes.

Page, segundo testemunhas, conferiu Jake (um cara que recém-havia gravado seu primeiro disco), conseguiu seu LP, ficou maluco pela canção e pôs Dazed no repertório do Led. Mas resolveu se apropriar da faixa e a colocou sob sua assinatura. Holmes, que nunca entendeu direito a atitude do roqueiro, nem conseguiu constituir um advogado agressivo o suficiente para brigar por seus direitos, tentou fazer contato com Page por cartas durante vários anos. Nunca conseguiu resposta.

https://www.youtube.com/watch?v=-rmtJ6-EY1E

O Led Zeppelin tem sua história repleta de casos de apropriações musicais – especialmente de antigos blues que viravam sons pesados e turbinados. Um caso que costuma ser pouco lembrado pelos fãs, no entanto, envolve uma (hum) referência dupla. Whole lotta love, sucesso do Led Zeppelin II, conseguiu se inspirar tanto em You need love, blues de Willie Dixon gravado por Muddy Waters, quanto em um outro plágio da mesma música. Os Small Faces, em seu primeiro disco, de 1966, pegaram You need love, transformaram em You need loving e cortaram Dixon da autoria: a música aparece composta apenas pelo baixista Ronnie Lane e pelo guitarrista e cantor Steve Marriot.

Agora, o que importa mesmo é: o Led Zeppelin deu uma bela chupada no arranjo dos Small Faces para You need loving para compor Whole lotta love. E Robert Plant conseguiu chupar até mesmo os vocais de Marriot. Olha as duas músicas aí.

https://www.youtube.com/watch?v=Mln0RciE2o0

Os Small Faces tinham um, er, enorme telhado de vidro. Em entrevistas, o tecladista Ian McLagan admitiu que aquilo tinha sido um plágio descarado, mas passou a responsabilidade para Marriot. Que anos depois, na biografia Small Faces: The young mods’ forgotten story, de Paolo Hewitt, contou que Plant não só assistia a vários shows dos Small Faces como, quando ouviu You need loving, ficou maluco e queria saber que música era aquela. “Eu disse que era coisa do Muddy Waters”, contou Marriot ao colega.

E se você chegou até aqui, pega aqui o aniversariante Led Zeppelin II inteiro.

Veja também no POP FANTASMA:
– O Led Zeppelin deixa você escrever o que quiser usando a logomarca deles.
– Lembra quando o Kingdom Come imitava o Led Zeppelin?
Terry Reid, o cara que poderia ter sido vocalista do Led Zeppelin.
Blonde On Blonde e a versão disco de Whole lotta love, do Led Zeppelin

 

Cultura Pop

George Harrison em 2001: “O que é Eminem?”

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George Harrison (Reprodução YouTube)

RESUMO: Em 2001, George Harrison participou de chats no Yahoo e MSN para divulgar All Things Must Pass; com humor, respondeu fãs poucos meses antes de morrer – e desdenhou Eminem (rs)

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube

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“Que Deus abençoe a todos vocês. Não se esqueçam de fazer suas orações esta noite. Sejam boas almas. Muito amor! George!”. Essa recomendação foi feita por ninguém menos que o beatle George Harrison no dia 15 de fevereiro de 2001 – há 25 anos e alguns dias, portanto – ao participar de dois emocionantes chats (pelo Yahoo e pelo MSN).

O tal bate-papo, além de hoje em dia ser importante pelos motivos mais tristes (George morreria naquele mesmo ano, em 29 de novembro), foi uma raridade causada pelo relançamento remasterizado de seu álbum triplo All things must pass (1970), em janeiro de 2001. George estava cuidando pessoalmente da remasterização de todo seu catálogo e o disco, com capa colorida e fotos reimaginadas, além de um kit de imprensa eletrônico (novidade na época), era o carro-chefe de toda a história. O lançamento de um site do cantor, o allthingsmustpass.com, também era a parada do momento (hoje o endereço aponta para o georgeharrison.com).

Os dois bate-papos tiveram momentos, digamos assim, inesquecíveis. No do Yahoo, George fez questão de dizer que era sua primeira vez num computador: “Sou praticamente analfabeto 🙂 “, escreveu, com emoji e tudo. Ainda assim, um fã meio distraído quis saber se ele surfava muito na internet. “Não, eu nunca surfo. Não tenho a senha”, disse o paciente beatle. Um fã mais brincalhão quis saber das influências dos Rutles, banda-paródia dos Beatles que teve apoio do próprio Harrison, no som dele (“tirei todas as minhas influências deles!”) e outro perguntou sobre a indicação de Bob Dylan ao Oscar (sua Things have changed fazia parte da trilha de Garotos incríveis, de Curtis Hanson). “Acho que ele deveria ganhar TODOS os Oscars, todos os Tonys, todos os Grammys”, exultou.

A conta do Instagram @diariobeatle deu uma resumida no chat do Yahoo e lembrou que George contou sobre a origem dos gnomos da capa de All things must pass, além de associá-los a um certo quarteto de Liverpool. “Originalmente, quando tiramos a foto eu tinha esses gnomos bávaros antigos, que eu pensei em colocar ali tipo… John, Paul, George e Ringo”, disse. “Gnomos são muito populares na Europa. E esses gnomos foram feitos por volta de 1860”.

A ironia estava em alta: George tambem disse que se começasse um movimento como o Live Aid ajudaria… Bob Geldof (!)., o criador do evento. Perguntado sobre se Paul McCartney ainda o irritava, contemporizou: “Não examine um amigo com uma lupa microscópica: você conhece seus defeitos. Então deixe suas fraquezas passarem. Provérbio vitoriano antigo”, disse. “Tenho certeza de que há coisas suficientes em mim que o irritam, mas acho que já crescemos o suficiente para perceber que nós dois somos muito fofos!”. Um / uma fã perguntou sobre o que ele achava da nominação de Eminem para o Grammy. “O que é Eminem?”, perguntou. “É uma marca de chocolates ou algo assim?”.

Bom, no papo do MSN um fã abusou da ingenuidade e perguntou se o próprio George era o webmaster de si próprio. “Eu não sou técnico. Mas conversei com o pessoal da Radical Media. Eles vieram à minha casa e instalaram os computadores. Os técnicos fizeram tudo e eu fiquei pensando em ideias. Eu não tinha noção do que era um site e ainda não entendo o conceito. Eu queria ver pessoas pequenas se cutucando com gravetos, tipo no Monty Python”, disse.

Pra ler tudo e matar as saudades do beatle (cuja saída de cena também faz 25 anos em 2026), só ir aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

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Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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